Notas iniciais
Hellos! Cheguei com o capítulo novo e uma novidade: a fic está de capa nova ♥ Como falei nas notas anteriores, o prólogo se passa no futuro. Já esse capítulo aqui acontece duas semanas após os eventos finais da primeira temporada. Boa leitura, chuchus!

Hoje faz duas semanas que fui sequestrada por uma organização sombria, chamada HYDRA, e resgatada por ninguém mais ninguém menos do que o Homem de Ferro em pessoa.

Tão surreal que não se parece em nada com minha vida tão comum. Bom, pelo menos até onde eu me lembro, minha vida costumava ser comum. Eis o problema, ela não é mais. Pior, eu não sei quando exatamente ela deixou de ser.

Seja lá o que houve no intervalo entre o rapto e o resgate, não consigo fornecer qualquer detalhe porque perdi a memória. O pior é que não me esqueci apenas do pesadelo que devo ter vivido na base oceânica, mas dos últimos dois anos da minha vida também. Dois anos inteiros que, da noite para o dia, se transformaram numa maldita incógnita coberta por um nevoeiro que não sou capaz de transpor.

Clinicamente, eu sofri uma concussão relativamente severa, porém, segundo os três médicos que me examinaram a pedido de Tony Stark, a razão da amnésia parece ser de fundo emocional.

Em resumo, sofri um tremendo trauma naquele lugar remoto, quase morri e minha mente simplesmente se recusa a visitar as lembranças. Foram bloqueadas numa resposta emocional. Vou precisar de tempo para me sentir segura de novo, para lidar com o ocorrido lá. Apenas quando eu me sentir pronta para enfrentar o sofrimento, as memórias deverão voltar.

O problema é que Tony Stark tem pressa em resolver o mistério. Ele se sente culpado pelo que aconteceu ao amigo Bruce Banner que, tudo indica, foi sequestrado junto comigo e está desaparecido desde então.

Uma tal de S.H.I.E.L.D., seja lá o que isso signifique, também anseia por respostas e pistas sobre o paradeiro do Dr. Banner. E também quer entender por que meu ex-namorado, Kurt Lockwood, foi levado pela HYDRA no mesmo dia que nós dois.

Por falar no diabo, ainda não acredito que Kurt tinha reaparecido na minha vida e aprontou uma nova confusão. Fiquei sabendo que ele hackeou o celular do tal Banner a pedido de outra pessoa. Um militar, acho. Mas nada foi comprovado. Kurt foi uma peça dentro de uma armação gigantesca que ninguém entende direito ainda.

Todo mundo diz que Bruce Banner era meu noivo, mas seu nome não me diz absolutamente nada. Ele foi apagado junto com os meus dois últimos anos. Vi algumas fotos no meu celular e Josh me mostrou outras, ainda assim o sujeito é como um completo estranho para mim.

Depois que recebi alta, voltei para o apartamento que divido com meu irmão. Stark queria que eu ficasse na sua Torre, argumentando que o ambiente me ajudaria a lembrar de tudo mais rápido, entretanto não pude aceitar o convite. Seria estranho demais porque, apesar de afirmar que somos amigos, não lembro dele tampouco.

Tudo que preciso agora é me sentir conectada com algo real, familiar, algo que reconheço e faça mesmo parte de quem sou. Não encontraria isso na tal Torre porque a Amy que morou lá está perdida dentro de mim. É uma estranha também.

Fecho os olhos e deixo que a água fria encontre meu rosto algumas vezes, antes de puxar a toalha e secá-lo devagar. Observo-me no espelho do banheiro, as olheiras mais acentuadas sob as pálpebras e a tipoia que ainda irá manter o braço direito imóvel por alguns dias.

— O que aconteceu comigo?

É a pergunta que não quer calar.

Preciso de tempo para respondê-la, por mais aflitiva que seja essa espera cheia de mistério. Me sinto como Jason Bourne, é horrível.

No meio da confusão que tomou conta da minha antiga vida, terei que lidar com outra coisa também. Com uma descoberta que fiz essa manhã...

A campainha toca, causando-me um sobressalto e me arrancando desses devaneios. Deixo a toalha sobre a pia e caminho até a porta de entrada. Espio pelo olho mágico e o nervosismo me faz hesitar por mais tempo do que seria o normal.

O visitante toca de novo, segura a campainha, e a impaciência se espalha pelo apartamento com o ruído estridente e contínuo.

Respiro fundo e abro a porta com um movimento rápido, fazendo-o abandonar o botão e me encarar com ar vitorioso.

— Quanta honra — comento sem jeito, dando-lhe passagem. — Receber o Homem de Ferro em pessoa na minha casa... Por favor, não repare na bagunça.

Tony Stark retira os óculos ao cruzar a soleira e, sem cerimônia, caminha pela sala rumo ao sofá.

— Primeiro, pare de me tratar como uma celebridade. Ok, eu sei que sou, mas pare. Nós somos amigos. — Enquanto fecho a porta, ele se acomoda no estofado com uma postura despojada. — E por isso, vou direto ao ponto, Amy. Você se lembrou do nosso amigo em comum? Sim ou não?

— O tal Bruce Banner? — Sei exatamente que esse é o nome dele, mas digo para ganhar tempo. — Sinto muito, nenhum progresso. Sabe que, às vezes, é até difícil acreditar que esse cara existe mesmo.

— Ele existe, Dory.

Fecho a cara, inspirando profundamente.

— Não me chame de...

Antes que eu termine, Stark puxa o celular do bolso e aciona um comando por voz. Num instante, uma imagem é projetada entre nós. Uma foto de um homem de cabelos escuros, óculos de armação fina e sorriso tímido.

Observo-o pelos instantes que seguem. Uma estranha sensação no peito. Uma pontada no fundo da mente. Um vazio por ter esquecido alguém que parecia ser tão importante para mim.

— E então? Alguma coisa? — Stark pressiona.

Pisco, voltando à realidade.

— Josh já me mostrou fotos desse cara. O sujeito é fofo, admito, mas é como olhar para um desconhecido. Sinto muito mesmo.

Com um novo comando, Stark faz a imagem se dissipar e guarda o celular no bolso. Depois, abaixa a cabeça e fica pensativo.

— Sabe o que eu acho? Você não está se esforçando para lembrar — murmura num leve tom crítico que não me passa despercebido. Então, volta a me encarar. — Como anda o tratamento?

Comecei a me consultar com o Dr. Christian Patel, namorado do meu irmão, e psicoterapeuta da S.H.I.E.L.D. Não me lembro dele também, aliás, mas gostei do sujeito. Só tivemos duas sessões por enquanto e acho cedo demais para sentir qualquer progresso no meu quadro. Por isso, tudo que posso responder é...

— Frustrante até agora.

O Homem de Ferro se ajeita no sofá, olha para os lados, exala ansiedade. Ele une as mãos entre os joelhos quando torna a se pronunciar:

— Amy, eu entendo que você sofreu um grande trauma, que poderia ter morrido se não fosse por mim, que alguma parte sua está se protegendo de todo o pesadelo que passou naquela base, mas enquanto nós dois conversamos aqui, o Bruce ainda está lá fora. Perdido e possivelmente em perigo, na melhor das hipóteses. Eu quero entender o que aconteceu e encontrá-lo de uma vez. Eu quero me desculpar por ter ficado tão abalado com os meus problemas, que acabei demorando demais para notar que vocês tinham desaparecido. A Amy que eu conheci também ia querer encontrá-lo. Ela não ia sossegar enquanto não desvendasse esse maldito mistério e trouxesse o homem que ama de volta.

— Essa Amy está indisponível, no momento — falo sem perceber. Stark estreita o olhar, visivelmente insatisfeito. E isso me irrita um pouco. Ou muito. — O que você sugere, hum? Lobotomia? Terapia de choque? Hipnose? Você acha que eu não quero lembrar? Desse tal Bruce, do que diabos aconteceu naquela base e de mais dois anos que simplesmente desapareceram feito fumaça? Eu quero, eu tento, mas não dá!

— Tente de verdade, tente mais — ele insiste.

Ótimo, agora estou ansiosa e me sentindo uma completa inútil. Um homem, supostamente o homem que amo, pode estar em perigo e eu não consigo ajudá-lo. É angustiante demais, me sinto cobrada demais e, de repente, meu estômago protesta. Uma náusea forte, um embrulho no lugar que o café da manhã ocupa. Levo a mão à boca.

— O que foi?

— Acho que vou vomitar.

Tony Stark se põe de pé num instante e recua um pouco.

— Não em cima de mim, espero. Seria o fim da nossa amizade!

Corro para o banheiro o mais rápido que consigo. Deixo-me cair de joelhos sobre o vaso sanitário, levantando a tampa às pressas.

O que acontece a seguir não é nada bonito, mas a sensação de alívio no final compensa o mal-estar e a vergonha por ter vomitado na presença de um estranho. Sim, porque Tony Stark me seguiu até aqui e me observa da porta com uma expressão levemente intrigada.

— Melhor? — pergunta.

— Melhor.

— Você não vai ter um piripaque e fazer eu me sentir culpado, vai, Dory?

Acabo rindo um pouco, ainda apoiada no vaso.

— Eu não estou doente, Tony. — Olho para ele, arqueando as sobrancelhas. — Só estou... grávida.

É impressão minha ou ele ficou pálido de repente? Uma palidez que transpira assombro.

— Caramba!

Ok. Não era bem a reação que eu esperava, talvez um parabéns seria mais cortês e adequado, porém tudo bem, não tem importância.

— Ainda acha que eu não quero me lembrar do tal Banner? Do pai do meu filho? É tudo que eu mais quero. — Stark não responde, permanece imóvel sob o umbral da porta, o olhar distante no vazio. — Você parece muito chocado com a notícia.

Ele enfim reencontra o meu olhar.

— Desde quando você sabe?

Enquanto me levanto, respondo:

— Fiz um teste de farmácia hoje de manhã.

Aciono a descarga e depois me arrasto rumo à pia. Lavo as mãos e escovo os dentes rápido, enquanto me pergunto até quando o Homem de Ferro vai ficar me observando e por que raios a notícia o deixou tão impactado.

— Seu irmão já sabe?

— Ainda não.

— Ele vai ficar chocado também.

Já que trocamos a sala pelo banheiro mesmo, fico mais à vontade e me apoio na pia, cruzando os braços.

— Por quê?

— Primeiro, porque até onde sabíamos Bruce Banner ficou estéril há anos.

Certo, isso é mesmo um choque e me pega de surpresa. Como assim? Por um momento, acho que não compreendi direito. Em seguida, busco uma explicação e logo ela surge.

— Então eu... Você acha que eu...

Não consigo completar o raciocínio. Não lembrar do meu noivo não é nada comparado a não lembrar que posso tê-lo traído com outro cara e engravidado de outro estranho. A hipótese faz meu estômago revirar de novo e começo a suar frio, mas me mantenho firme.

— Sem chance, é dele. E isso, por si só, é um milagre, Dory — Tony esclarece, e o alívio me inunda. Ele ri um pouco, levando a mão ao rosto. — Filho da mãe... Bruce não devia ter a mínima ideia que a condição dele podia ser revertida com o tempo. Deve ter suspendido os exames há anos. O que faz sentido porque ele não tinha planos para o futuro nesse campo. Bruce nem achava que poderia ter uma namorada de novo um dia, muito menos procriar com ela.

Franzo o cenho, intrigada.

— Ele era um monge antes de me conhecer ou algo assim?

— Algo assim.

Stark parece mais do que impressionado agora, soa até... feliz?

— Filho da mãe...

Tomada pela curiosidade, busco entender melhor quem era o homem pelo qual me apaixonei:

— O que aconteceu com ele? E por qual outro motivo meu irmão vai ficar chocado quando souber que vai ser titio?

Tony Stark olha para mim e, no mesmo instante, a expressão feliz se dissipa. Em seu lugar, traços de gravidade surgem.

Tenho certeza que não há nada de errado com as minhas perguntas, então só posso deduzir que a resposta é complicada.

— Ok, é o seguinte. Tem uma coisa que você precisa saber sobre o Bruce. Que nós só não te contamos antes porque estávamos esperando que você fosse lembrar de tudo sozinha e logo.

Pelo visto, meu palpite está correto. Ao invés de feliz por estar certa, fico apreensiva.

— O que é? — pergunto, o receio tangível na voz.

Stark coloca as mãos nos bolsos e dá de ombros com um suspiro.

— Bruce é um Vingador.

— O quê?! — é a minha réplica muito elaborada.

— Um Vingador. Foi assim que eu e ele nos tornamos amigos. Não era óbvio?

Óbvio? É, acho que sim, faz sentido.

— Qual deles? — indago, meio zonza e mais apreensiva.

Sem rodeios, ele revela:

— O Hulk.

Por um momento, o chão parece desaparecer sob os meus pés. Busco apoio na pia e tudo que consigo falar é:

— Caramba!

Tony abre os braços ligeiramente.

— Como eu disse.

Não sei como, mas passo por ele. Acho que o empurro um pouco ao cruzar a porta. De repente, o banheiro me pareceu muito pequeno, sufocante e apertado.

— Eu... Eu estou grávida do Hulk? — pergunto, o pânico martelando as engrenagens do meu cérebro enquanto caminho rumo à sala. — Eu vou ter um... mini Hulk?! Ai, meu Deus! Eu...

Também não sei como o Homem de Ferro me alcança tão rápido, mas num instante ele me ultrapassa, se posiciona bem na minha frente e me detém colocando as mãos firmes nos meus ombros.

— Amy, não surta. É do Banner. O cara normal e nerd por trás do Hulk.

Solto a respiração que nem lembrava que havia prendido.

Aliviada por ele ter esclarecido esse ponto, porém ainda zonza com a nova informação sobre Bruce Banner, dou alguns passos até o sofá mais próximo e me deixo cair sentada. Levo as mãos ao rosto, recapitulando tudo que sei até agora.

— Por motivos óbvios, você vai precisar de um acompanhamento especial — Tony retoma, sentando no outro sofá. Diante da minha expressão de confusão, ele explica devagar: — O Hulk surgiu quando Bruce foi exposto à radiação Gama. Eu não sei que efeito isso pode ter na criança. Talvez nenhum, vamos pensar positivo.

Um aperto surge no meu peito ao assimilar o que ouvi. A simples sugestão de que o meu filho venha a desenvolver algum problema e sofrer me abala mais do que eu entendo. Não o conheço ainda, não sei que rosto terá, acabei de descobrir que estou grávida afinal, mas já o amo demais e não quero que nada de ruim aconteça a ele.

Quando dou por mim, alcanço a barriga e repouso a mão sobre ela. Pessoas de fora podem não notar a diferença, mas eu já sinto a região um pouco mais saliente.

Buscando alguma coisa para me distrair da preocupação, compartilho uma memória que me vem à mente agora:

— Ele salvou a minha vida. O Hulk, sabe? Aquela invasão alienígena há alguns anos. Ele me salvou.

— Você lembra dessa parte.

Não foi uma pergunta. Ainda assim, respondo:

— Sim. — Acaricio o ventre de leve e permaneço em silêncio avaliando a vida da qual eu não lembro. — Então, eu conheci o sujeito normal por trás do Hulk, me apaixonei e nós íamos nos casar? E agora eu estou grávida e não lembro dele, de nada... Que bela confusão.

— Dory.

Dessa vez, não fico com raiva por Tony me chamar assim. Ergo o olhar em sua direção em busca de apoio.

— Você vai lembrar — afirma e, não sei por que, acredito nele. — Aliás, acho legal tentar lobotomia, pode funcionar — acrescenta num tom divertido.

Um riso baixo me vence.

— Cala a boca...

E ele realmente se cala. Não que eu tenha dito isso de um jeito ríspido, de forma alguma. Tony fica em silêncio porque parece não saber mais o que dizer.

Por fim, ele se recosta no sofá e muda de assunto:

— Três médicos te examinaram e não perceberam a gravidez.

Dou de ombros e busco uma explicação plausível:

— Eles estavam concentrados no meu cérebro. Além disso, se Banner era estéril até ontem, eles não tinham por que investigar se havia alguém no meu útero afirmando o contrário.

Ele balança a cabeça, demonstrando insatisfação ainda, e se inclina um pouco para frente ao dizer:

— Você passou por ressonâncias e tomografias contraindicadas para o seu estado. Pode ter certeza que os três vão receber ligações nada educadas assim que eu sair daqui.

Sorrio de leve, sinceramente agradecida pela preocupação. Querendo tranquilizá-lo, e talvez a mim mesma também, argumento:

— Eu vou começar o pré-natal o quanto antes. Mas fora os enjoos, me sinto bem. Acho que está tudo certo.

Tirando a possível radiação Gama no DNA do meu filho e as consequências disso, é claro.

— Eu posso indicar um bom médico. Um médico realmente bom dessa vez.

— Eu agradeço, mas minha ginecologista também é obstetra. Eu confio nela — respondo por instinto, porém, ao perceber pela expressão de Stark que ele ficará mais tranquilo se for envolvido nisso, sugiro logo depois: — Eu posso mostrar os exames para esse outro médico, se você quiser.

E ele fica satisfeito logo depois também. Coloca-se de pé num instante e encerra o assunto:

— Fechado.

Vou atrás dele ao perceber que a visita terminou e seguimos rumo à porta.

— Se for menino, pode se chamar Anthony. Se for menina, Anthonya. Bruce não vai se importar.

As sugestões me fazem rir e não consigo deixar de alfinetá-lo:

— Seria muito estranho.

— Qual deles? — questiona, soando falsamente ofendido.

— Os dois.

Abro a porta e o Homem de Ferro passa por ela. Mas dá meia volta e estanca sob o umbral quando eu pretendia fechá-la.

— Seria uma homenagem — esclarece.

Dou risada de novo.

— Ah, isso eu entendi.

Nesse momento, acredito que éramos mesmo amigos. Com certeza, não como ele e Bruce Banner, mas uma camaradagem mútua pelo menos.

— Ah! Eu quase esqueci. — Tony retira algo do bolso e estende na minha direção. — Isso pertence a você. Estava usando quando eu te tirei daquele lugar.

Observo a gargantilha prateada na mão dele. Ela tem um pingente diferente... Não, é um anel, na verdade. Um anel masculino com uma pedra verde lapidada no centro. Uma esmeralda, acho.

Tenho certeza de que nunca vi a peça antes, mas me parece certo aceitá-la nesse momento. Sei que pertence à Amy de quem não me lembro e talvez tenha alguma importância para ela. Para mim...

Curiosa, avalio a joia mais de perto e questiono:

— O que é isso?

Ao invés de esclarecer, Tony lança um desafio no ar:

— Ligue para mim quando você se lembrar. Aliás, se lembrar de qualquer coisa, não importa o quê, por menos importante que possa parecer.

Ele sorri fraco, e sinto que não quer perder a esperança de encontrar o tal Bruce e que isso depende de mim.

— Pode deixar — me comprometo, fechando a mão em volta do misterioso anel.

Tony se afasta e me dá as costas. A última coisa que diz antes de ir embora é uma provocação:

— Siga as conchas, Dory.

Reviro os olhos, fechando a porta. Fico apoiada nela por algum tempo. Pensando. Em tudo e em nada específico. Por instinto, a mão encontra o meu ventre de novo.

Descobri que estou esperando esse bebê há poucas horas, mas a parte final da conversa com Tony me faz perceber que eu já sei exatamente que nome vou lhe dar.

Sempre achei que o sexto sentido das grávidas era pura bobagem, mas, de alguma forma, eu também sei exatamente o sexo da criança que estou gerando.

É um menino. Tenho certeza. E ele vai se chamar Alexander. Meu pequeno Alex.

Notas finais
Sim, sim, sim! Amelinha is grávida! Eu dei uma dica quando ela estava na base da HYDRA (em alguns momentos, ela se sentiu nauseada/enjoada e tal). Well, mas o Bruce não podia ter filhos, certo? Sim, but eu mudei de ideia '-' Me julguem, mas essa ideia surgiu, Alex surgiu na minha cabeça e não deu para resistir. Então, decidi usar uma licença poética e fazer acontecer kkkkk Vou explicar como foi possível mais para a frente, mas, por ora, vamos dizer que a condição estéril do Bruce não era algo definitivo como ele pensava. Adianto que o próximo capítulo se chamará Alex ♥ Beijos e comentários são bem-vindos!