Notas iniciais
Amanhã viajarei e por esse motivo, estou adiantando o capítulo. Talvez eu passe um ou dois dias sem postar nada, ou talvez eu consiga postar...tudo vai depender do tempo em que levarei para me acomodar no meu novo lar e da mudança de horários...enfim, espero que compreendam. Boa leitura e muito obrigada por todos os comentários!

Com os olhos faiscando de raiva e o sangue pulsando rápido em suas veias, Regina estava consciente de que cometeria uma loucura caso optasse por falar com Ruby naquele momento. A força com que as suas mãos seguravam o volante deixava explícita a luta travada por ela para manter o autocontrole tanto dos pensamentos, quanto dos seus atos, caso contrário, seria capaz de matar alguém com as próprias mãos, e quando falava alguém, referia-se somente à Ruby.

Convencida de que não valia a pena sujar suas mãos com um ser tão insignificante, ela desviou o caminho e minuto depois, estacionou no acostamento ao se dar conta de que se encontrava em frente a escola onde Emma lecionava.

Já passava das dezessete horas e a escola estava praticamente vazia com poucos alunos circulando pelos corredores. Ignorando o fato de sua irmã Zelena ainda estar na escola, ela pegou informações com um zelador sobre onde seria a sala da senhorita Emma.

O som dos saltos ecoando na sala deram a Regina uma certeza que ela já imaginava: Emma se encontrava sozinha na sala de aula pronta para sair, todavia, recuou quando a porta se abriu e os olhos castanhos penetraram em seus olhos verdes claramente surpresos com aquela visita.

— Regina? — Emma murmurou, todavia, o único som que ouviu vinham dos seus saltos recuando enquanto Regina, após fechar a porta atrás de si, continuou aquela perseguição como se fosse uma fera estudando sua presa. Quando finalmente conseguiu imprensar Emma contra a mesa, Regina fechou suas mãos sobre a borda do móvel, encurralando-a entre seus braços. Embaraçada, ela respirou fundo quando Regina lhe acariciou o rosto. Ambas estavam com a respiração pesada.

— Eu fui a mulher mais estúpida do mundo em não acreditar em você — Regina sussurrou, agarrando-lhe a cintura com as mãos. — Eu compreenderia se agora você me desprezasse, mas eu imploro…por tudo o que mais ama nesse mundo, perdoe-me por ter duvidado de você. Perdoe-me e diga que ainda me ama e que me quer de volta — acrescentou, puxando-a de encontro ao seu corpo.

— Pelo que mais amo? — indagou Emma. — Você e Henry são as pessoas que mais amo nesse mundo — completou, e sem esperar um minuto a mais, atirou os braços em volta do pescoço de Regina e a puxou para sua boca. Não era exatamente um beijo romântico, era um beijo igualmente feroz e possessivo de ambas as partes.

Com os lábios ainda colados nos dela, Regina a tomou nos braços e a sentou sobre a mesa posicionando-se entre suas pernas. Os dedos de Emma se enroscavam nos cabelos curtos enquanto Regina agarrava-lhe a parte de trás dos joelhos prendendo-os em volta de sua cintura. Agora, apenas o som dos gemidos um tanto abafados ecoavam ali, e quanto mais Emma puxava os cabelos de Regina, mais intenso e selvagem o beijo se tornava.

— Por Deus…eu sou louca por você! Não consigo viver em paz sem você… — sussurrou Regina. As palavras eram pronunciadas de encontro à boca de Emma, enquanto sua mão se infiltrava por baixo da saia dela.

Quando Regina lhe puxou a calcinha, Emma se esqueceu de onde estava, esqueceu do espaço e do tempo, concentrando-se apenas na sensação das chamas que começavam a consumir o seu corpo. O pouco do autocontrole que lhe restava desapareceu quando Regina lhe cobriu o sexo com a mão. Dois dedos deslizaram para dentro dela enquanto o polegar fazia círculos no clitóris. Ofegante e enlouquecida com aquelas carícias, Emma deixou que os gemidos escapassem enquanto os dedos continuavam entrando e saindo com rigor de sua intimidade.

— Regina… — Emma murmurou, jogando a cabeça para trás, expondo o pescoço longo em toda sua beleza. Sem hesitar, Regina desenhou com sua língua uma linha ardente e molhada pescoço acima, mordiscando e lambendo até que os lábios novamente se encontraram.

— Mas o que diabos é isso aqui dentro da minha escola? — vociferou Zelena, após abrir a porta e se deparar com a cena.

Emma se sobressaltou da mesa e apressadamente subiu a calcinha, agradecendo por Regina se colocar à sua frente como se tentasse protegê-la de alguma coisa.

— Zelena, eu posso explicar. A culpa foi minha que… — Regina tentou se justificar.

— A culpa é das duas! — ela a interrompeu. — Onde pensam que estão? Num motel?

— Zelena…

— Emma, vá para casa! Amanhã eu falo com você sobre isso — disse a ruiva, e extremamente constrangida, ela olhou para Regina.

— Eu te encontro daqui a pouco, está bem? — Regina falou, e em silêncio, Emma se retirou.

…

— Que essa tenha sido a última vez que eu presenciei uma cena dessas na minha escola! Onde você estava com a cabeça? Um aluno poderia ter visto isso ou os pais de algum deles! Você quer me arruinar, Regina?

— Não é pra tanto! A essa hora não tem mais alunos na escola, muito menos pais!

— E ainda quer ter razão?

— Não, Zelena! Eu não quero ter razão e pela milésima vez: me desculpe! Eu me deixei levar pela…

— Tá, não precisa entrar em detalhes. Mas…vocês finalmente se acertaram?

— Bom…eu quero me entender com ela…

— Isso significa que tirou da cabeça a ideia de que ela fugiu com o veterinário?

— Isso significa que eu descobri a verdade e que estou arrependida e envergonha de não ter acreditado nela…

— Que verdade é essa que você descobriu?

Depois de contar a sua irmã mais velha tudo o que descobrira através dos seus empregados, Regina se mostrou decidida a desmascarar Ruby naquele mesmo final de tarde, todavia, Zelena a deteve, orientando-a a esperar até o dia seguinte.

— Você está com a cabeça quente e pode cometer uma loucura!

— Eu não vou cometer loucura nenhuma! Embora a minha vontade seja de matá-la com minhas próprias mãos!

— Está vendo? É disso que eu estou falando!

— Não quero aquela víbora mentirosa nenhum minuto a mais na minha casa!

— Tudo bem…então deixe-me ir com você.

Enquanto dirigia, Regina ligou para o apartamento de Victor e para seu alívio, Emma atendeu. Depois de tranquilizá-la sobre o ocorrido de alguns minutos atrás, ela garantiu que mais tarde a encontraria. Encerrada a ligação, Regina pisou mais fundo no acelerador, uma vez que na sua cabeça, ela só pensava em tirar Ruby de sua vida de uma vez por todas. Assim que desceu do veículo ao lado de Zelena e abriu a porta de entrada da casa, seus olhos se arregalaram quando ao lado de Ruby estava Cora, sua mãe.

— Mamãe, o que está fazendo aqui? Quando chegou? — indagou Zelena, enquanto Regina continuava parada, parecendo em choque.

— Oi filha — disse ela, levantando-se para receber o abraço de Zelena. — Cheguei tem algumas horas... Não vai me dar um abraço também, Regina?

— Quero as duas agora mesmo fora da minha casa! — exclamou a morena, desviando seu olhar de Cora e pairando sobre Ruby.

— Meu Deus! Isso é jeito de falar com sua mãe, Regina? — indagou Ruby, aparentemente incrédula.

— Cale a sua maldita boca, faça as merdas das suas malas e saia da porra da minha casa! — ela vociferou, encurralando-a contra o sofá.

— Mas o que deu em você? Está mais louca do que quando parti! — disse Cora.

— Sim, eu estou louca! Então dê meia volta e suma daqui como na primeira vez!

— Calma, Regina! Você está pegando pesado — Zelena interveio.

— Eu vou sair com o meu filho e quando eu voltar, não quero ver nenhuma das duas dentro da minha casa! — disse ela. — E quanto a você, sua cretina golpista…agradeça por eu não te dar o que você realmente merece! — dito isso, ela se dirigiu ao quarto de Henry e sem lhe explicar as razões, ela o levou até o carro e partiu em seguida.

…

— O que está acontecendo, mãe? Porque a senhora estava gritando?

— Porque estou cansada de tantas mentiras…mas vai ficar tudo bem.

— Para onde estamos indo?

— Para o apartamento da senhorita Emma.

— Então vocês se acertaram? — ele perguntou, claramente entusiasmado.

— Bom…eu acho que estamos nos acertando, filho.

Tão logo chegaram ao terceiro andar, no primeiro toque da campainha Emma abriu a porta e um largo sorriso nasceu em seus lábios mediante a presença dos dois. Seus braços se abriram para eles, acolhendo-os, aninhando-os em seu corpo com tanta força que parecia temer que algum deles escapassem.

— Entrem, por favor — disse Emma. — O apartamento não é meu mas sintam-se em casa — acrescentou, e em silêncio, Henry e Regina apenas sorriram.

— Agora que somos uma família de novo, você pode vir morar com a gente Emma! Não é, mãe?

— Filho, Emma e eu ainda temos muito o que conversar — disse Regina.

— Então conversem de uma vez — disse ele.

— Nós vamos conversar… — Regina murmurou.

— Então eu vou ver TV enquanto vocês conversam — dito isso, ele se dirigiu ao quarto de Emma.

Após a saída de Henry, Regina foi convidada a sentar ao lado de Emma. Em silêncio, as duas se olharam por longos minutos, todavia, o contato foi quebrado quando Emma abaixou o olhar. De forma lenta e suave, Regina lhe tocou o queixo com o dedo indicador, erguendo-o e mais uma vez os olhares se encontraram.

— Você ataca os meus sentidos…é como uma sede constante a ser saciada — Regina falou, roçando seus lábios sobre os lábios de Emma.

— Regina…

— Não diga nada…por favor, não diga nada — ela a interrompeu, arrastando seus lábios pelo rosto dela. — Eu sinto tanto por ter duvidado de você…eu fiquei cega de ciúmes, de raiva. E só agora tomei conhecimento de que tudo não passou de uma armação de Ruby.

— Como? — Emma perguntou, claramente surpresa.

— Ela aproveitou a sua fuga para me fazer acreditar que Killian Jones havia partido com você.

— Mas como ela fez isso, Regina?

— Eu vou te explicar…

[…]

— Não adianta tentar negar, Ruby! Regina já descobriu tudo! Descobriu que você armou para que ela acreditasse que o veterinário havia fugido com Emma — dizia Zelena.

— Não armei nada! Eu fiz o que tinha que fazer para que ela enxergasse que Emma, além de uma assassina, não era a santa que dizia ser!

— Alguém pode me explicar que história é essa? — Cora se pronunciou.

— Depois eu explico, mamãe! Mas acho melhor você ir embora, Ruby…Regina está muito aborrecida e pode cometer uma loucura.

— Eu não tenho para onde ir!

— Aqui tem dinheiro suficiente para você se hospedar num bom hotel até decidir o que fazer. Mas por favor, desapareça da vida da minha irmã!

— Faça as suas malas, mocinha…você pode ficar em minha casa por um tempo — disse Cora, e instintivamente, os olhos de Zelena se estreitaram.

— Com licença — disse Ruby, se retirando em seguida.

— A senhora tem noção do que acabou de fazer?

— Estou apenas sendo gentil com alguém que simpatizei.

— Essa mulher é muito ardilosa, mamãe… — alertou Zelena, e em resposta, Cora apenas sorriu.

Quase uma hora após a saída de Zelena, Ruby deixou a casa de Regina ao lado de Cora. Não foi preciso muito tempo para que ela compreendesse que havia ganhado uma aliada e que seria com a ajuda dela que conseguiria destruir Emma e consequentemente, ter o caminho livre mais uma vez. Depois de se instalar em um dos quartos da mansão onde Cora Mills residia, Ruby relatou tudo o que acontecera com Regina desde o primeiro dia em que ela apareceu na fazenda, até seu envolvimento com uma fugitiva de justiça.

— Regina não aprende! Achou pouco tudo o que passou com aquela vagabunda da Kathryn, ainda se envolve com uma delinquente! — dizia Cora.

— Se Emma não tivesse fugido, ela teria se tornado cúmplice e não a teria entregado a justiça — disse Ruby.

— A traição daquela maldita mulher só pode tê-la enlouquecido!

— Então deve ter enlouquecido as suas duas filhas porque agora, Emma é professora na escola da senhorita Zelena.

— Não pode ser!

— Mas é!

— Amanhã mesmo terei uma conversa muito séria com Zelena…

[…]

— Eu sabia que Ruby não gostava de mim, mas não imaginei que ela me odiasse a ponto de…

— Está tudo bem, já passou. Não vamos falar mais sobre isso — disse Regina, e antes que Emma pudesse responder, seu telefone celular toca. Era Zelena, informando que Cora e Ruby já tinham ido embora, inclusive, para a mesma casa.

— Sua mãe estava em sua casa? — Emma perguntou, tão logo a ligação foi encerrada.

— Sim, e pelo visto se aliou a Ruby pois a convidou para ficar um tempo com ela.

— Não se preocupe com isso. Agora me diz, o que acha de dormir aqui com Henry?

— Não trouxemos roupas, nem escova de dente e…

— Isso é bobagem, Regina. Eu dou um jeito — disse ela, levantando-se ao mesmo tempo em que a puxava pela mão.

— Já conversaram e se entenderam de uma vez? — Henry perguntou, caminhando ao encontro delas.

— Regina, você tem certeza que esse menino só tem oito anos? — indagou Emma.

— Claro que tenho! Acontece que ele herdou a minha inteligência.

— É verdade, Emma!

— Nossa, mas que convencidos! O que acham de prepararmos o jantar e depois de ver um filme, deitarmos os três juntinhos? — ela sugeriu.

Acabado o jantar, Henry seguiu para o banho enquanto Regina programava a TV para se desligar quando o filme acabasse. Regina improvisou vestindo um pijama de Victor, Henry, além da roupa íntima, cobriu-se com uma camisa de Emma, e juntos na mesma cama, acabaram adormecendo antes mesmo do filme terminar.

Notas finais
Até breve!