Inferno de Sangue Seco
1 Capítulo 1 - Antigos amigos, soldados inimigos
Notas iniciais
Esse capítulo pertence a mim e a seja lá que estiver com os direitos autorais de Tom & Jerry
Guerra, matança, bombas nucleares... A humanidade já previa isso, mas eles jamais imaginariam que o Armageddon viria de animais. Hoje em dia, essa raça não existe mais. O mundo foi dominado por um gato chamado Bóris.
Os gatos estavam destruindo quase todas as raças do planeta, mas uma pequena comunidade de ratos resistia a opreção. O líder deles chamava-se Jerry. Jerry em sua juventude era apenas um rato de uma casa que vivia incomodando todo mundo, mas depois da guerra entre humanos e gatos, ele teve de deixar seu lado brincalhão para trás. Jerry e seus “homens” estavam em uma caverna dentro das paredes de um prédio na cidade mais próxima da capital dos gatos. — Senhor! – Disse um dos ratos correndo até Jerry segurando um pedaço de papel em suas mãos. — O que foi, soldado? – Disse Jerry, olhando para o rato desesperado, sem perder a postura. — E-eu... Peguei as plantas do prédio do gato. – Disse o rato ofegante, entregando os papéis para o seu líder e depois desmaiando. — Muito bem soldado! – Disse Jerry. – Agora poderemos prosseguir com o plano! — À-às ordens... – Disse o ratinho meio desmaiado, tentando fazer continência. Jerry estava vendo os papéis e andando pela instalação feita pelos ratos no prédio abandonado, indo em direção até um outro rato. Este tinha pelos cinzas e usava óculos e uma mini-farda de cores marrons. — Espeto! – Disse Jerry. — Jerry... – Disse o ratinho cinza. – Essas são as plantas do castelo? — Sim, analise-as! Espeto pegou os papéis desanimadamente, e olhou deveras triste para o seu comandante. — Você realmente acha que temos alguma chance de vencer? Somos só ratos. Eles até mesmo conseguiram matar os humanos... — Espeto, meu sobrinho... Você quer continuar a fugir desses malditos gatos para sempre? — Não,mas tenho certeza de que nunca vamos conseguir nada... — ANIME-SE! – Gritou. – Ainda há esperança, e ela é você. Quando analisar tudo, falaremos sobre o plano da invasão. — Aiai... – Suspirou. – Como quiser, Senhor.Um gato de pelos azuis e brancos como o céu estava em cima do castelo da capital do império. E via o império que ele havia ajudado a construir... Tudo destruído... Tudo poluído... Tudo em fogo... Um inferno com chão de areia, ar marrom e paredes em cor de sangue seco... Ele havia acabado de perceber, que a guerra a qual ele lutou não tinha na realidade sentido nenhum. Ele estava equipado com um colete de soldado, um fuzil nas costas e óculos de proteção na testa. Ele pulou do ultimo andar do prédio, e chegou em pé no chão. — É o meu turno. – Disse o gato desanimado, olhando para o gato preto que guardava os portões. — Você parece meio triste ultimamente, Tom... — Não é nada demais... Vá ter seu lanche. Tom empunhou sua arma e ficou ali de guarda.Os ratos estavam em bando, conversando com os Cães Rebeldes, um grupo de cães que se rebelava contra o império de Bóris. O líder deles chamava-se Spike que quando mais jovem era amigo intimo de Jerry... Antes da maldita guerra. — Bom... – Disse o Velho Spike. – Nós levaremos vocês até o castelo, mas não passaremos da muralha. — Não têm problema. – Disse Jerry. – Só precisaremos então que matem alguns guardas. — Entendido. Vamos lá. Os ratos subiram nas costas dos cães maiores, que saíram em disparada, mas espalhados, na direção do castelo de Bóris.— Já volto. – Disse Tom para o seu companheiro depois de ouvir o barulho de algo caindo. Ele foi em direção da muralha leste e lá viu um Bulldog velho, mas forte, na frente do cadáver de um gato soldado. — Spike?! – Tom assustou-se e deixou sua arma a postos. — Ora... – Disse Spike, virando-se em direção de Tom, com a boca tingida de sangue. – Há quanto tempo, Tom. — Achei que tivesse sido morto na batalha de Washington. — Ao que parece você recebeu a informação errada. – Disse o cão indo lentamente na direção de Tom. — Algum ressentimento quanto aos velhos tempos? — Ora, de modo algum, meu caro colega... Hoje estou apenas lutando por liberdade. — V-você nunca vai tomar as terras do meu imperador! – Disse Tom, tremendo suas pernas de medo. — Vamos lá, gatinho. Tenho certeza de que você odeia esse império tanto quanto qualquer um. — Isso n-não é verdade! Eu s-sou um consagrado soldado imperial! — Que fica guardando a porta do castelo? – Disse ele sarcástico. — Bom... M-mesmo assim... — Já que se recusa a me ouvir, não terei escolha senão fazer o que o nosso querido amigo pediu... — Querido amigo? — Jerry. – Disse Spike, pulando para cima de Tom, mas o gato acertou-lhe um tiro no peito, mandando-o par a liberdade da morte. — Jerry... – Sussurrou Tom, olhando para o cadáver do seu antigo colega. – Me perdoem, Spike e Jerry... Ele recarregou sua arma e foi até dentro do castelo, seguindo o cheiro do seu antigo amigo.O castelo era como o resto da cidade. Feito de metal e com cor de sangue seco. O chão era em sua maioria feito com azulejos.
— Jerry? Onde está você?... – Ele estava procurando Jerry em todos os corredores que podia. – Jerry? — Me procurando? – Disse a voz de camundongo por de trás de uma porta de madeira. De lá ele saiu mostrando-se para o gato. — O que está fazendo aqui? – Perguntou Tom, olhando nos olhos do rato e colocando a mira do seu fuzil no mesmo. — Revolução. — Têm mais ratos aqui? — Muitos mais. Vocês gatos nunca darão conta do número de ratos que existem no mundo. — Eu não estaria tão confiante assim, meu pequeno amiguinho marrom. — Mas é a verdade. Somos como a praga interminável do seu mundo. – Disse Jerry rindo. – Eu sei que você tem ódio daquele gato lá em cima. Todo pomposo, mimado, vivendo a boa vida e causando sofrimento a todos. — Amo meu imperador como qualquer outro soldado, rato tolo. – Disse Tom, claramente suando frio. — Sei... – Duvidou Jerry, descrente. — É a verdade! – Insistia. — Bom, já que vai continuar mentindo pra mim e aparentemente pra si mesmo, não tenho escolha senão te tratar como um soldado qualquer. Jerry sacou uma arma praticamente invisível a olhos humanos, mas Tom deu o primeiro tiro. — Hehe. – Riu o gato, acreditando que o rato estava morto. Tom sentiu uma forte dor no seu peito e caiu de joelhos. — Touché, gatinho. – Disse o rato deitado, esperando o gato finalmente encontrar-se com a suposta dama de preto chamada morte.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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