Inferno Psíquico

12 Sue Sylvester...


Notas iniciais
Como sempre, obrigada pelos comentários no capítulo anterior. Sue chegando para ajudar =D Desculpem qualquer erro.

Os dias que se passaram foram de puro medo. Ohio estava agitada como nunca estivera. Cada vez mais as fotos de Quinn estampavam jornais e eram manchetes nos noticiários.

O caso foi passado para os federais, que ajudariam no que fosse necessário, e a agente especial do FBI, Sue Sylvester, iria comandar as investigações com Cassandra. A loira de cabelos curtos com cara de poucos amigos havia acabado de chegar em Lima, e iria trabalhar arduamente para capturar Quinn Fabray.

Cassandra por outro lado, estava furiosa e desesperada. Não queria que as coisas tivessem tomado essas proporções, e quando seu superior informou que o FBI agora iria fazer parte da equipe para dar reforços e prestar os serviços avançados dos federais, a loira pensou que agora tudo iria complicar, e ela estava certa. Sue Sylvester dividiria a sala com ela, e a mesma agora não teria mais privacidade para agir como queria.

Sue andava pela delegacia analisando os policiais. ''Patéticos.'' Pensou ela enquanto olhava com desgosto para o policial enorme e desajeitado comendo um donuts açucarado e conversando o um loiro de boca bizarra.

Entrou em sua sala e viu Cassandra em frente ao computador.

— Barbie quarentona, eu gostaria de todos os arquivos com relação à garota. Agora. — Ordenou Sue sentado em sua mesa.

— Me chamou do quê? — Perguntou indignada.

— Não gostou do apelido? — Indagou fingindo-se de ofendida.

— Você não pode me chamar assim! — Exclamou ficando furiosa.

— Querida, nesse tempo que vamos ficar juntas, lembre-se disso: eu posso e faço o que eu quiser. — Respondeu sorrindo de lado. — Agora pegue os arquivos. — Ordenou mais uma vez.

Cassandra estava segurando-se para não pular no pescoço daquela mulher, mas lembrou que infelizmente ela era superior. Respirou fundo e foi até a gaveta de arquivos, puxando uma enorme pasta amarela e jogando na mesa de Sue, saindo da sala logo em seguida.

— Que comece a diversão. — Murmurou Sue, enquanto ajeitava o par de óculos no rosto e lia a primeira folha.

...

Quinn estava deitada em sua cama. Já era uma da tarde e ela não estava nem um pouco a fim de levantar. Desde aquela noite, sua cabeça não parava quieta.

A pessoa que matou quem ela amava e em seguida matou Jesse e Brody estava atrás dela, e pior, sabia onde ela estava escondida.

Estava temendo que essa pessoa fizesse algo contra os Berry. Estava preocupada com todos eles. Se algo lhes acontecessem, ela jamais se perdoaria.

Rachel...Se acontecesse algo com a morena, Quinn não teria dúvidas em escolher a morte. Naquela noite havia voltado para o quarto de Rachel e agradeceu quando a viu dormindo. Aconchegou-se no corpo pequeno, mas no outro dia antes da judia acordar, Quinn já havia voltado para o porão. Não sabia como olhar para ela como se nada estivesse acontecendo.

Com os homens Berry era um pouco mais fácil, porém Hiram já estava desconfiado, mas a baixinha sabia identificar cada sentimento da loira. Rachel não deixava a loira em paz, era de se estranhar que em um dia a maior estivesse se soltando, e no outro ela se tornasse mais introspectiva do que já foi.

Naquela segunda-feira a morena tinha aulas de ballet na parte da tarde, então a loira aproveitou o momento em que Rachel não estivesse tagarelando para ficar mais tempo na cama e pensar.

Pegou o baú embaixo da cama e olhou novamente todas as fotos. Sentia seus olhos marejarem, mas engoliu o choro. Já estava para colocar o álbum novamente no baú, quando viu algo dourado brilhando atrás da sua primeira foto, quando era um bebê.

Descolou a foto do álbum e atrás da mesma estava seu colar de crucifixo colado com uma fita transparente. Pegou o colar nas mãos e apertou contra o peito.

Foi o colar que seu pai comprou quando nasceu. Achou que nunca mais o veria.

Como diabos essa pessoa iria saber onde seu colar estava?

Mais perguntas rondavam sua cabeça, e sabia que nunca iria descobrir as respostas. Guardou o colar junto com o álbum no baú e o colocou novamente no mesmo lugar.

Levantou-se e decidiu ir tomar um banho frio para acalmar os pensamentos.

Fisgou uma muda de roupa dirigiu-se ao banheiro. Estava imersa em pensamentos e já ia abrir a porta do mesmo, quando Rachel saiu enrolada em uma minúscula toalha rosa que deixavam as pernas longas da baixinha à mostra.

A loira com o susto, caiu sentada no chão, de frente para a judia, e seu olhar se fixou naquelas pernas. ''Deus! Como alguém desse tamanho pode ter essas pernas?''

Corou violentamente com o pensamento e balançou a cabeça, sem notar uma baixinha que lhe olhava com um sorriso convencido no rosto.

— Devo dizer que o elíptico ajuda muito. — Falou como se lesse os pensamentos de Quinn, estendendo a mão para ajudar Quinn a levantar-se.

— Vo...você não tinha aula de ballet hoje? — Perguntou a maior olhando para o chão, tentando inutilmente fazer seu rosto parar de queimar por ter sido pega olhando daquele jeito para a morena.

— Tinha, mas a minha professora desmarcou. Foi muita falta de ética não ligar avisando. Gastei trinta minutos para chegar até o estúdio de dança e apenas havia uma placa avisando que a Senhorita Corcoran desmarcou por motivos pessoais. — Reclamou bufando em seguida.

— Realmente meia hora foi um tempo muito grande, Rachel. — Comentou Quinn, dando uma risadinha pelo monólogo dramático da menor.

— Em meia hora eu poderia fazer muita coisa, Quinn. — Retrucou a judia. — Então como hoje não tive ballet, podemos assistir à um filme. — Declarou animada.

— É...Rachel, não vai dar, eu realmente preciso ficar sozinha. — Olhava para as próprias mãos enquanto falava.

— Quinn, você está assim desde aquela noite. Por que não me conta o que está havendo? — Perguntou segurando o rosto da loira com a mão.

— Não está havendo nada. — Respondeu com os olhos fechados, enquanto sentia o dedo da menor afagar seu rosto delicadamente.

— Eu sei que está! — Afirmou sem retirar a mão do rosto alvo. — Preciso que confie em mim. Que compartilhe comigo. — O tom de voz era calmo e amoroso.

Quinn abriu os olhos para fitar os castanhos brilhantes cheios de expectativa e outra coisa que a loira não soube identificar.

O baú voltou em sua mente, juntamente com o álbum e o colar. E seu instinto de proteção gritava para Quinn fazer algo para proteger Rachel de quem quer que fosse. E ela o faria.

Delicadamente, Quinn segurou a mão pequena que estava em seu rosto e perdeu-se no contraste da pele morena com sua mão pálida.

Levou a mão de Rachel até os seus lábios e plantou um beijo com sentimentos não ditos.

Rachel sentiu o coração pular dentro de sua caixa torácica. Enquanto observava o olhar de Quinn sobre si de uma forma tão profunda, sentiu-se apaixonar ainda mais.

— Eu preciso tomar banho, Rach. — A loira largou a mão da menor e aproximou-se, segurando o rosto da judia entre as mãos e beijando a testa de Rachel demoradamente, em forma de proteção.

Afastou-se e passou pela morena, entrando no banheiro logo em seguida.

A morena saiu de seu torpor quando ouviu a porta atrás de si fechar-se e encheu o peito de determinação.

— Eu vou descobrir, Quinn. Você não tem para onde fugir, literalmente. — Falou alto para a loira ouvir, entrando em seu quarto em seguida.

...

Sue Sylvester analisava detalhadamente a pasta com os arquivos de Quinn Fabray.

Quando terminou de ler a última folha, retirou os óculos e respirou fundo.

Existiam centenas de coisas mal resolvidas naquele caso. Apenas Brody testemunhou contra Quinn...E a declaração do mesmo foi motivo para incriminá-la.

Maribel Lopez afirmou que a loira era gentil e que era amiga de sua filha desde pequena, assim como Whitney Pierce.

Um testemunho de um homem que não conhecia a família Fabray pesou mais que o de duas mulheres que conheciam e conviviam com a família durante anos.

Jesse St. James alegou que a mesma possuía Transtorno de Bipolaridade e consequentemente a Psicose Maníaco-Depressiva. Porém quando Sue ligou para a clínica e falou com uma enfermeira que diariamente levava Quinn para fazer suas higienes, a mesma alegou que a loira era sempre calada e calma, perdida em seus pensamentos. Nunca foi agressiva ou apresentava sinais de loucura.

Sue já tinha cuidado de todo tipo de caso em seus quarenta anos de trabalho prestado e sabia que um paciente com esse grau de doença nas primeiras semanas apresenta agressividade e alucinações até os remédios começarem à entrar no organismo. Tinha algo errado.

Sue levantou da cadeira e olhou pela fresta da persiana da sala, vendo Cassandra cochichar algo no ouvido do policial loiro bocudo, saindo logo em seguida, e sendo acompanhada pelo mesmo.

Retirou o celular do bolso e discou o número de sua assistente.

— Alô. Becky. Consiga tudo o que for possível sobre Cassandra July, chefe do departamento de polícia da delegacia de Lima. Aguardo isso para ontem. — Desligou e guardou o aparelho.

— Barbie quarentona, de alguma coisa você sabe, e eu irei descobrir. — Murmurou enquanto sentava em sua mesa.

Notas finais
Palpites?! =D Capítulo pequeno, porém necessário. No próximo tem algo bem esperado entre as duas. =D Comentem e exponham suas opiniões.