Infecto
3 Capítulo 3 - Justiça Popular
Thiem sai a passos largos, Karen imediatamente o chama e joga o jaleco que tinha sobressalente na sala médica, dizendo:
— Está frio, você vai precisar disso.
Ele solta um riso involuntário, por estar surpreso com o jeito da mesma. Ele imediatamente veste o Jaleco que era maior um pouco que o seu número, brincando:
— Fala sério, fiquei mais charmoso agora!!!
O mesmo já estava pronto, e se coloca ao lado de Karen, que já estava conversando na janela com o motorista Carlos.
— Karen isso tudo que você está me dizendo é muito louco, disse Carlos.
— Porém isso pode ser uma garantia de recebimento de salários e sem mais sofrimentos para o hospital, disse Thiem se intrometendo no assunto.
— E digo mais, vocês não vão se meter em enrascada, preciso somente de uma carona, sou maior de idade e vacinado, completa Thiem.
— Inferno, a onde você vai? Pergunta Carlos.
— Lapa, sei que os senhores vão até o centro, dali posso ir andando, disse Thiem.
— Entre logo, disse Carlos com a maior incerteza do mundo.
E assim a ambulância parte com Thiem na parte de trás, pelo caminho ele vai se apresentando aos dois. Explica sua situação médica e os planos dele, explica também, que está contando isso, pois foi dito que eles eram confiáveis e ele precisaria de carona mais vezes.
— Você é muito maluco, cara. Disse o enfermeiro Breno
— Assim que é divertido. Disse Thiem rindo da situação
— Bom rapazes é aqui que desço, caso estejam ainda por aqui quando eu terminar, me esperem, vou dar um toque no celular de vocês. Disse Thiem, apreensivo.
Sai da ambulância com cautela, já completamente vestido. Talvez como um lunático, mas para Thiem, estava igual o Batman. Vira algumas esquinas e avista uma barraquinha de doces que ficava próximo a uma balada, aproveita para comprar alguns chicletes e balas nessa barraquinha. Para a vendedora a roupa era estranha, mas pagando, poderia até estar vestido de Papa. Assim ele chega próximo a esquina escura, e para surpresa do nosso "herói", o secretário de saúde do RJ estava completamente alcoolizado pelas ruas da Lapa. Ele estava planejando ir até a casa do mesmo, mas pelo visto seu trabalho foi facilitado.
Aquele irresponsável, corrupto, criminoso e alcoólatra não estava sozinho, ele notou que tinham dois seguranças próximos. Ele se coloca em uma esquina um tanto escura das inúmeras da Lapa e pacientemente aguarda a passagem dos três. Thiem coloca um chiclete em sua boca, estala seu pescoço e diz:
— Bom, como diria o coisa, ta na hora do pau!
Ele sai do escuro onde estava escondido, e com seu bô não precisa de muito esforço pra nocautear os seguranças, afinal foram pegos de surpresa e antes que o secretário tentasse correr, Thiem passa o bô nas suas pernas o fazendo cair na mesma hora.
— Quer dizer, que você achou que nunca seria punido, achou que sairia ileso por sua corrupção? Infelizmente vemos uma justiça ineficaz e cartas marcadas. Posso dizer que isso vai acabar lentamente, um por um vai cair, e veja só........... VOCÊ FOI O ESCOLHIDO!
Imediatamente ele o pega pelas roupas, o ergue e joga contra a parede colocando seu bastão atravessado contra seu pescoço.
— Abre a boca. Disse Thiem
Sem entender muito, o secretário cerra os dentes e faz sinais negativos com a cabeça.
— Sério que vai me obrigar a fazer o que não quero, secretário? Disse Thiem enfiando seu punho nos dentes do secretário, arrancando dois.
Sem escolhas e tomado pelo medo, ele abre sua boca. Thiem retira o chiclete da sua boca por trás da máscara medica e joga na boca dele. E aperta a boca dele para mastigar o chiclete.
— Viu foi difícil? só tenho uma notícia não tão boa assim, você está doente e é terminal. Você pode se salvar e não contagiar as pessoas, se o senhor for até o hospital universitário. Digamos que é melhor devolver todo o dinheiro roubado ou até mais, pois o hospital esta sem recursos e o tratamento só é feito no mesmo. Caso queira morrer, também uma opção, não ficaria triste, pra ser sincero. Lembrando, não conte pra ninguém o que aconteceu, posso voltar e vai ser pior.
Thiem da as costas e sai andando. Abalado e machucado, o secretário diz:
— Que diabos é você?
— Sou aquele que cansou de gente como você, eu sou infecto, é um desprazer conhecer você. Disse Thiem dando as costas.
Infecto vai saindo pela ruas escuras se enfiando em becos, até sumir totalmente da vista do secretário e os recém acordados seguranças.
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