Infecto
2 Capítulo 2 - O Levante Solitário
Thiem foi investigar a fundo a situação do hospital. Dizem sábios populares que só sabemos a situação do problema, quando estamos inseridos na mesma. Ele recebia visitas constantes dos familiares, mas ele não queria que ninguém ficasse com ele e corresse o risco de se contaminar. Havia uma enfermeira do turno da noite que sempre puxava assunto com o Thiem para ver se o animava, afinal ele estava sempre cabisbaixo. Mais um dia se passava e Thiem já conseguia muitas informações das enfermeiras, principalmente de Karen a enfermeira que ele conversava tanto.
O sol já batia na janela, despertando o jovem que mal conseguia descansar sem pensar no que ele poderia fazer, para ajudar aquelas pessoas que sofriam muito. Todo dia as 14:00 ele tomava seus remédios e as 16:00 quando o sol já tinha diminuído um pouco ele levava seu Bô para treinar na parte de trás do hospital, perto das ambulâncias. Ele conseguiu essa autorização do hospital, assinada por ele, indicando que ele se responsabilizava por qualquer problema. Equipado com máscara médica, óculos escuros, luvas e uma roupa azul do hospital, Thiem começa seu treino.
Voltando do seu treino, ele continuava sua rotina, tomava banho, deitava-se na sua maca improvisada e assistia o noticiário na TV ou pelo seu computador, que ficava ao seu lado. Mais um grande escândalo político envolvendo o secretário da saúde do Rio de Janeiro. Verbas desviadas da saúde para reforma e a compra de imóveis. Indignada, Karen também demonstra sua irritação para Thiem, que a diz:
— Karen, acho que posso fazer algo em relação a isso, está na hora de revidarmos, disse Thiem com uma cara severa.
— Thiago, o que você pode fazer, infelizmente somos meros mortais, perante a esses ladrões, disse Karen com uma expressão chateada.
— Vou precisar de você, e a ajuda de todos que forem confiáveis, disse Thiem com uma afeição mais branda.
Karen olha para Thiem com um certo carinho ou compaixão pelo mesmo, mexe em seu cabelo e pede para que o mesmo descanse, pois já estava tarde. Ele resisti e olhando para a mesma, pergunta quem são o motorista e o enfermeiro de plantão:
— Karen, quem são os dois, eles são de confiança, disse Thiem com confiança, mas ao mesmo tempo um receio dos rapazes.
— Breno é o Enfermeiro e Carlos o motorista, confio neles plenamente, trabalhamos no turno da noite a anos, mas que diabos você quer com eles?
— Aguarde e confie, disse Thiem já se levantando da cama.
Nesse momento ele troca as calças para uma jeans preta, sem nem pensar na moça que estava a sua frente. Ele mantém sua blusa azul de hospital, pega seu bô ao lado da cama e marcha para a porta dos fundos do hospital. Durante esse percurso Karen tenta de tudo para que o mesmo ficasse, tentou impedir de todas as formas, porém sem efeito. Ele segura em seus braços, olha nos olhos dela e pede para que a mesma converse com o enfermeiro e o motorista que estavam na ambulância, pois ele tinha contas a acertar.
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