Infected
13 Capítulo 13: Recomeço II
Notas iniciais
[POV: Calum]
A reunião foi bem produtiva, todos estavam animados e ansiosos com a ideia de podermos chegar até Washington e encontrarmos uma possível "salvação".
— Precisamos arrumar outro carro, em primeiro lugar, já que o que temos tem apenas cinco lugares e somos sete. Seria complicado para uma viagem tão longa. — DJ é o primeiro a se pronunciar, dessa vez ele não parece tímido ou constrangido.
— Isso não é problema. Lembra do vilareijo que vimos a caminho de Atlanta, Cal? Posso voltar lá e descolar um carro e até outras coisas que possam ser úteis, quem sabe. Não é muito longe daqui mesmo, provavelmente cinco quilômetros. — Dan batuca seus dedos sobre a mesa, empolgado.
— Boa ideia, brô. Leve a Megan e a Viollet com você então, elas podem ajudar a reunir suprimentos e utensílios. — Me sinto um pouco estranho distribuindo ordens assim, mas todos confiam em mim, então não posso desapontá-los. — Eu e DJ vamos organizar todas as nossas coisas, dar uma geral na fábrica e ver se encontramos algo que poderemos usar. Também vamos dar uma volta pela redondeza aqui e procurar algumas frutas, caso precisemos.
— Podemos levar a Shay com a gente, capitão Lynch? — Megan não esconde o tom de ironia em sua voz.
— Capitão, hmmm. Gostei. — Viollet solta uma pequena gargalhada.
— Eu pretendo resolver o "problema" Aria de uma vez por todas antes de irmos, e vou precisar da Shay aqui, desculpa Meg. Quem sabe na próxima. — Pisco para a garota, brincando e ela me mostra sua língua. Todos rimos.
— Se conseguirem arrumar um mapa do país seria ótimo. Assim poderíamos usar as estradas secundárias e evitar as grandes metrópoles, que devem estar infestadas de zumbis — DJ se ajeita na cadeira e fita Megan e Viollet. Ele é muito inteligente, estou feliz que esteja com a gente.
— Pode deixar, vamos revirar cada canto daquele vilareijo! — Dan se apressa em dizer.
— Então é só isso, né? Todos tem suas tarefas? — Observo cada membro do grupo e todos fazem que sim com a cabeça, acenando-a.
— Ótimo, podemos ir dormir então? Amanhã vai ser um longoooooo dia. — Megan se levantada da cadeira, bocejando.
— Sim, sim. Estão liberados. Nos vemos amanhã cedo! — Sorrio para Megan e me ergo também, esticando as costas.
— Até mais, señores! — Dan se levanta e sai da sala pouco atrás de Megan.
— Boa noite. Você é um bom cara, Calum, e um ótimo líder, parabéns! Até mais. — DJ toca meu ombro e o agradeço pelo elogio antes do garoto sair.
— Será que esse líder teria um tempinho para uma garota comum agora? — Viollet se aproxima lentamente.
— Para você eu tenho todo o tempo do mundo, Vi. — Seguro-a pela cintura e a puxo para um beijo.
— As coisas vão melhorar, né? Finalmente... — Viollet quebra nosso beijo, me encarando com um sorriso.
— Sim, finalmente temos um rumo a seguir. Quem sabe eu não consiga cumprir a promessa que te fiz mais cedo do que você imagina? — Abraço Viollet de lado enquanto caminhamos para o escritório que usamos para dormr.
— Será? Sabe, isso merece uma comemoração, amor. Uma comemoração. — Viollet se lança sobre meu corpo e a seguro. A garota permanece grudada em mim enquato chuto a porta do escritório para abri-la, Vi a fecha sobre meu ombro.
— Que tipo de comemoração? — Sorrio maliciosamente, fitando a garota.
— Vou te mostrar. — Viollet se solta de meu corpo e caminha até a mesa de nosso escritório, sentando-se sobre ela.
Inicialmente fico sem reação, apenas encarando, feito bobo, aquele sorriso da morena. Viollet começa a desabotoar sua blusa xadrez e meu coração se acelera. Ela ergue seu dedo indicador e me chama, sorrindo.Me aproximo de Viollet e ela me envolve com suas pernas, prendendo-me.
— Eu quero ser sua, Calum. — Violler termina de desabotoar sua blusa e a tira completamente, ficando apenas de sutiã enquanto morde lentamente minha orelha.
— E eu quero ser seu, Vi. Eu quero ter você. — Lubrifico os lábios com a língua antes de beijá-la, apaixonadamente. Ela escorrega as mãos por minha costela e arranca minha blusa também, deixando nossos corpos semi-nus colados.
Deito Viollet sobre a mesa e escorrego minha mão diteita por sua silhueta até chegar em sua coxa e a apalpo. Viollet morde meus lábios algumas vezes, sinto um arrepio subindo por meu corpo quando ela arranha, carinhosamente, minhas costas.
Deixo minhas mãos sobre o feiche da calça de Viollet e a abro, livrando a garota da peça. Viollet morde meu pescoço algumas vezes, deixando várias marcas antes de se levantar. Ela me joga contra a mesa e retira o restante de minhas roupas. Colo as mãos em suas costas e desengato o feiche de seu sutiã. Ambos ficamos completamente nus.
Viollet caminha até o sofá e a sigo, suas madeixas caindo sobre seus olhos, o que a deixa ainda mais sexy e provocante. A garota se deita e me chama, sorrindo maliciosamente. Deito meu corpo sobre ela e sinto sua pele macia tocando a minha. Começo a penetra-la com movimentos lentos e prazerosos enquanto ela pressiona os dedos contra minhas costas, gemendo lentamente.
Após alguns minutos, me levanto e sento no sofá, Viollet ainda sobre mim. A garota volte seu corpo para frente e para trás enquanto flexiona os joelhos, subindo e descendo sobre meu corpo, a penetração aumentando o ritmo a cada minuto.
Grudo as mãos contra as costas de Viollet e a seguro. Me ergo do sofá, sem cessar a penetração na garota, que geme suavemente, e a deito sobre a mesa que estávamos a pouco tempo. Deixo minhas mãos sobre seus seios, massageando-os enquanto volvo o corpo, excitado.
Sinto o prazer de Viollet e a garota morde seu lábio inferior enquanto explode de prazer sobre mim. Alguns minutos depois faço o mesmo, cessando a penetração e gozando sobre o chão mesmo. Desabamos no sofá, e nos cubro com um cobertor que levava em minha mochila. Abraço Viollet e ela sorri.
— Isso foi perfeito. Eu te amo, Calum. — Viollet estica sua mão direita e massageia meus cabelos.
— Eu te amo, Vi. Realmente amo você, Viollet Voisier. — Sussurro no ouvido da garota antes de ambos apagarmos, completamente exaustos.
[POV: DJ]
Deveria ser aproximadamente sete horas da manhã quando acordei. Todos estavamos agrupados no galpão principal da fábrica, exceto Aria. Aquela garota... Eu sei que sou o caro novo e tudo mais, mas ela realmente está me irritando já.
— Vamos lá? — Dan gira as chaves do Honda Civic entre os dedos, convocando Megan e Viollet.
— Nos vemos mais tarde, amor. — Viollet beija Calum tão intensamente que desvio o olhar. Eles parecem realmente felizes juntos, me sinto feliz por eles.
— Se cuida, ok? Aliás, cuida desses malucos. — Calum sorri para Viollet e a abraça.
— Ei! Como se eu não fosse capaz de cuidar de todos nós! Até mais, galera. — Dan finge estar irritado e caminha para fora do galpão.
— Tchau... — Megan abraça Shay e cola seus lábios na bochecha esquerda da loira. Shay sorri e acena para Megan que sai atrás de Dan, seguida por Viollet e Calum, que vai fechar o portão.
— Ei. Nada da Aria? — Me apoximo de Shay amigavelmente.
— Não... Ontem ela se recusou a falar comigo. Não sei mais o que fazer, DJ. — Shay parece triste ao falar de Aria.
— Posso tentar falar com ela? Sabe, sou muito bom com as palavras, eu acho. Talvez dê certo. — Tento parecer confiante, mas sequer estou certo do que fazer.
— Claro, se você conseguir, pode ir lá. Primeiro escritório do segundo andar. — Shay bata a palma em minhas costas e indica as escadas.
— Vou tentar ser convincente. — Aceno a cabeça para Shay e começo a subir as escadas.
Eu já tinha participado de muitas entrevistas e ouvido muitas histórias sobre depressão e tudo mais, e tenho certeza de que esse não é o caso de Aria, por isso queria falar com ela. Chego ao segundo andar e bato três vezes na porta.
— Vá embora. — Aria responde com uma voz áspera.
— Só quero conversar com você um pouco. — Tento manter minha voz neutra.
— Vá embora. — Repete Aria.
— Desculpe, mas não. — Giro a maçaneta e para minha sorte a porta se abre. Entro e encontro Aria sentada, girando, na poltrona do escritório. — Oi.
— Oi. Pronto, já falou. Agora vá embora! — Aria para de girar na cadeira e me encara.
— Não. Sabe, eu sei que sou a pessoa menos indicada para vir falar e cobrar algo de você, mas é preciso. Escuta aqui garota, eu não te conheço mas pelo o que os outros falam você não é assim, não pode ser. Sua família está sofrendo e você age como se não se importasse, isso é patético. Não sei o que fazer para você confiar em mim e, sinceramente, não dou a mínima, mas mesmo que seja uma furada ir para Washington, você não acha que seria melhor permanecer ao lado de quem você ama não? Se não for pelo Calum, que seja pela Shay! Pelo visto ela é a única que ainda te aguenta e você vai abandona-la por um mero capricho? Sabe quantas pessoas estão em situação piores que a sua? Aposto que não. — Fixo bem os olhos em Aria, para que ela entendo a lição que quero passar, para que caia "na real" de novo.
— Eles não precisam de mim. Calum tem a Viollet e agora a Shay tem a Megan. E eu acabei me tornando um estorvo para eles. — As lágrimas começam a escorrer dos olhos de Aria.
— Você acha mesmo que se não precisassem já não teriam te abandonado? A Shay passou todos os dias aqui com você, sofrendo ao seu lado e você sequer se importou ou agradeceu a ela. Se enxerga garota, pelo menos uma vez na vida pense em alguém além de você mesma! Eles precisam de você, o grupo precisa, então é melhor começar a agir logo e parar de reclamar de como a sua vida é ruim. — Aceno com a cabeça para Aria, as lágrimas ainda escorrendo de seu rosto quando saio da sala.
[POV: Calum]
Passaram apenas três horas quando Dan voltou, sozinho no Honda Civic. Megan dirigia um Citroen C3 logo atrás dele, com Viollet ao seu lado.
— Tudo pronto? Podemos ir? — Dan salta do carro, animado enquanto caminha em nossa direção.
— Sim, só falta a Aria... — Digo e mostro todas as mochilas arrumadas. DJ e eu conseguimos algumas frutas e organizamos tudo que poderia ser útil, como prometido.
— Vou chamar ela... — Shay diz, um pouco desanimada. Viollet vem ao meu encontro e me beija, sorrindo. Ainda posso sentir sua pele tocando a minha na melhor noite de minha vida.
— Não precisa! — Para a surpresa de todos, Aria desceu do escritório e caminha em nossa direção, sorrindo enquanto carrega sua própria mochila. — Desculpem o atraso. Demorei para encontrar minha faca. — Aria caminha direto até o Dan e meu coração quase para de bater quando ela o abraça, chocando a todos. — Desculpa, Dan. Por tudo que te falei e fiz, eu não estava em sã consciência. Perdão.
— Oh... — Dan fica sem reação por alguns segundos mas retribui o abraço de Aria. — Tá tudo bem, relaxa. Tudo perdoado! Quando quiser me abraçar de novo, sinta-se a vontade. — Dan dispara e todos rimos.
— Obrigada, Sabe Tudo. Por ficar sempre ao meu lado. Sempre. Não importasse o por quê. Eu te amo. — Aria abraça Shay dessa vez e a garota chora, emocionada com Aria.
— Só não faça isso de novo, sua cretina. — Shay aperta ainda mais Aria antes de se soltar.
— E por último, mas não menos importante! — Aria se dirige a mim e me abraça, sorrindo. Retribuo seu abraço, amigavelmente. — Desculpa, Cal. Eu fui uma idiota, espero que ainda possa me perdoar. Te amo, seu Nerd!
— Magoas passadas, bola pra frente! É bom ter você de volta. — Beijo a bochecha de Aria e todos aplaudem a atitude da garota.
— ISSO, AGORA A COBRA VAI FUMAR, BABY!! — Dan ergue as mãos em comemoração.
Entro no Honda Civic, no banco do motorista e Viollet se senta no passageiro. Dan se acomoda no banco de trás. DJ assume o volante do Citroen, com Aria bo banco do passageiro, com Shay e Megan no banco de trás. Aceleramos e deixamos a fábrica para trás. Agora as coisas estão normais e o grupo unido novamente. Nada pode nos impedir, eu acho. Vamos alcançar o nosso futuro.
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