Infectados
5 Capitulo 5: Falha Fatal
Notas iniciais
Eu me sentia mais seguro em estar entre eles, mesmo não conhecendo Alexa ou Victor.
Victor havia pegado um mapa da cidade na qual ele carregava dentro de sua bolsa, junto com Alexa e eu combinávamos a nossa fuga para o centro da cidade... Era estranho, a radio não havia passado direito a localização da resistência pois o radio havia sido cortado...
–Sairemos pela rua 14, seguiremos pela avenida ao lado até o supermercado centry. Viramos a rua esquerda ao supermercado
–Acho melhor irmos a direita- comentei...
–Por que?- Victor perguntou me olhando. É verdade que o único motivo de eu preferir a outra rua é a casa de meus pais, mas realmente eu teria que passar lá.
–Você viu a direção que a horda seguiu, seria sensato irmos em uma direção contraria...- Disse ao lembrar da horda de ontem.
–Bem lembrado- comentou Alexa, que agora estava em pé olhando pelo binóculos a terrível paisagem de um prédio em chamas.
Victor refletiu por alguns segundos e concordou, refez o trajeto como se fossemos pelo lado direito do centro da cidade, evitando passar por locais onde as pessoas geralmente tentariam se esconder, pois seria a concentração de mortos ali naquele lugar. Marcamos o horário exato em que íamos sair, 13 horas. Colocamos a escada no muro, se preparando para a saída, aproveitamos para ficar em cima do muro e contar quantos mortos da pra ver dali, apenas para ter ideia do que vamos ter que passar...
–Qual seu nome mesmo?- perguntou Victor
– Charlie.- disse indiferente
–Charlie... Tenho uma ideia meio louca- ele disse me levando para o quarto e tirando uma caixinha de som- Isso eu peguei la no shopping, faz muito barulho...
–E?- perguntei, ainda confuso
–Como você também deve ter percebido, os mortos são atraídos por som não é?
– Sim, mas não entendo por que você quer atrair os mortos até você.- disse, avaliando a ideia meio louca.
–Quem disse que era até min? se eu conseguir jogar pela sua rua, a caixa irá fazer barulho e atrair os mortos da avenida, facilitando nossa passagem
Era uma ideia brilhante para mim, mas parei para reavaliar e descobrir que havia muitas falhas como: — Mas se você jogar o aparelho ele irá quebrar...- Observei, mas sua resposta eu já sabia, ele teria que descer até lá.
Já estávamos para iniciar o plano, eram 12:50. Victor e Alexa pegaram suas mochilas e eu arrumei a minha, com vários enlatados, garrafas de agua, roupas, lanterna, cordas e alguns medicamentos que poderiam ser ulteis. Estava extremamente pesada, mas não era impossível de carregar. Descemos para colocar o primeiro passo adiante.
Eu, Victor e Alexa jogamos as mochilas para o outro lado do muro. Alexa estava aguardando na escada, Victor pegou a arma e a caixinha de musica e fomos para o portão de entrada...
–Está pronto?- Victor disse, percebi uma alteração em sua voz, mas claro, todos estávamos nervosos...
–Sim- respondi
Victor abriu o portão com um grande impacto, empurrou dois mortos que batiam no portão. Uma senhora de idade, havia buracos de bala em seu peito, o que devia tê-la matado, e um adolescente de aproximadamente 18 anos, uma mordida no pescoço provocou sua morte. Eles estavam se levantando, poderiam ser lentos para andar, mas quando tem alvos para comer conseguem ser depressa.
–Charlie, ajude!- Gritou Victor do outro lado da rua, ai percebi que tinha ficado paralisado olhando as duas criaturas se levantando.- CHARLIE!!
Fui correndo para Victor, ele havia derrubado o conjunto de pilhas do radio. Consegui consertar e liguei o som: Imagine Dragons: radioactive... O som era bem alto, muito alto... Victor foi correndo de volta para a casa, a senhora morta tentou ataca-lo.
Victor chutou aquela criatura, que cambaleou para traz, pegando uma faca e com um tremendo esforço a enfiou em seu crânio, o corpo sem vida da criatura teve seus últimos segundos tremendo um pouco. O morto Adolescente tentou atacar por traz
–Victor!- gritei, corri até Victor e empurrei a criatura antes que encostasse no Victor, peguei minha faca e tentei fazer o mesmo, porém errei e acertei a parte externa de seu rosto, a criatura pegou meu braço e tentou morder, mas havia varias paginas de jornais que impediam que a mordida penetrasse, Victor se levantou e chutou a criatura. Ela me largou e entrei em casa antes que aparecesse mais.
–Victor, olha isso...- já dentro de casa ele voltou para dar uma olhada, já não prestávamos atenção para o morto que agora tentava abrir o portão. Havia muitos mortos entrando na rua, de todos os lados, em nossa direção...
–Corra!- gritou Victor
Fomos correndo, largamos o portão, que se abriu e deixou os três primeiros mortos entrarem, seguindo a gente. Victor foi correndo até a escada, olhei para trás, todos estavam entrando, todos os mortos estavam entrando um por um, um atrás do outro, crianças, mulheres, homens e idosos...
–Charlie!- gritou Alexa subindo as escadas depois que viu a situação. Acordei do pane que estava, subi as escadas o mais rápido que pude, ao chegar no muro derrubei a escada de madeira que dava acesso ao muro, só por precaução... Caímos do outro lado do muro.
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