Inevitável

6 Safety Arms


Notas iniciais
Oieee :D

Eu não pude postar quarta eu tive aula de reposição e acabei n tendo tempo e só agora fui postar pq eu tava tentando consolar minha amiga~~

Mas aki estáaa FELIZ CARNAVAL ^^

“Me abrace apertado, porque eu preciso que você me guie para a segurança” Signal of Fire, Snow Patrol.

– O quê?! – exclamou quando pareceu encontrar a voz.

– Exatamente o que você ouviu. – Rose teve que engolir o riso com a expressão de Malfoy.

– Eu não preciso de reforço em poções. – retrucou com raiva.

Rose ergueu a sobrancelha.

– O professor me contou sobre sua situação... Você com certeza será reprovado em poções.

Scorpius bufou jogando-se no sofá frustrado.

– Não precisa me dar aulas – voltou a falar depois de alguns minutos de reflexão – Fingimos que sim, e no próximo teste eu tiro uma nota melhor.

A garota sabia que chegariam naquele impasse e por isso também sabia exatamente o que dizer. Soltando um riso descrente, objetou:

– Tirar nota mais alta, o que você vai fazer? Um milagre? Eu duvido que consiga tirar uma nota maior que “D”. Além do mais, se o professor descobrir que não estou lhe ajudando isso vai sobrar para mim.

E se possível a expressão do loiro tornou-se ainda pior-humorada. Vendo o silêncio se prolongar pela falta de argumentos do outro, ela falou:

– Me encontre aqui depois do jantar.

–x-x-x-

Os orbes azuis estudaram sua gêmea que escrevia arduamente no pergaminho.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou Lorcan com a sobrancelha arqueada.

Lysander negou sem desviar seus olhos do trabalho, fazendo seu irmão lançar-lhe um olhar cético.

– Não minta para mim. Não a nada que você pode esconder de mim, não sei se você já se esqueceu disso Lysa, mas eu sou a pessoa que mais te conhece no mundo. – sua voz era calma e compreensiva o que a fez suspirar e largar a pena sobre a mesa, seus olhos já formavam as lágrimas que tanto evitara.

– Eu percebi que é tarde de mais, Lorcan – mordeu os lábios tentando reprimir o choro. Respirando fundo, tentou continuar – Você sabe que eu gosto do Albus desde o primeiro ano... Eu sempre pensei que um dia surgiria um momento certo em que eu diria tudo o que sinto e de alguma forma ele retribuiria o que eu sinto, – uma lágrima caiu de seus olhos e logo depois, várias outras fizeram questão de acompanhá-la – mas coisas não funcionam assim.

Lorcan a encarou preocupado e antes que ele pudesse perguntar o que exatamente ocorrera ela continuou:

– Ele gosta de outra garota... – disse em tom melancólico.

Seu gêmeo inclinou-se na mesa e enxugou algumas de suas lágrimas e lançou-lhe um pequeno sorriso.

– As pessoas vivem gostando e desgostando umas das outras o tempo todo – tentou consolá-la – E quem quer que seja ela você significa algo muito maior para Albus, algo que ela nunca poderá.

Lysander compreendia que seu irmão a tentava fazer se sentir melhor, mas aquelas pareciam-lhe completamente sem importância, o que elas podiam fazer? Albus nunca a veria mais do que uma amiga.

– Não cometa o mesmo erro que eu, – falou quebrando o silêncio de repente, fazendo o outro a encarar confuso – diga para Rose o que sente antes que seja tarde demais.

-x-x-x-

Vários livros e pergaminhos em branco encontravam se sobre a mesa, junto com um tinteiro e duas penas. Rose sentava-se de frente a Scorpius Malfoy com uma postura séria, enquanto o outro possuía um semblante mal-humorado.

– Sobre isso, acho melhor guardarmos segredo... – sugeriu Rose e o garoto assentiu ainda olhando para algum ponto da sala. Não podia negar que aquilo estava sendo um pouco desconfortável, as palavras que tanto preparara pareciam escapar-lhe. Nervosa. Por que Rose Weasley estava tão nervosa?

– Não vamos ter que nos encontrar todos os dias, não é? Dois dias na semana já estão ótimos.

– Você acha que assim vai conseguir que seu “T” vire um “E”? – retrucou ela – Mas eu também tenho as minhas próprias coisas para estudar, então três seria melhor. Em qual assunto você quer começar a estudar? – falou pegando um dos livros e ele deu de ombros resmungando um “tanto faz”.

Rose começou a ler em voz alta algo sobre alguma poção, no entanto Scorpius não prestava atenção, não conseguia, para falar a verdade. E novamente estava naquela situação em que por motivos desconhecidos, ela queria ajudá-lo.

Era confuso, mas gostava.

Os olhos dela se ergueram e começou a explicar o que tinha acabado de ler. Aqueles orbes azuis, iguais ao daquele traidor de sangue o prendiam neles, a viu erguer a sobrancelha e percebeu que Rose devia ter feito alguma pergunta, porém não ouvira nada do que disse.

– Você não pode nem ao menos prestar atenção no que digo? – suspirou cansada e Scorpius também se sentia cansado, queria acabar logo com aquilo, além do mais, percebia que não estava o fazendo bem ficar tanto tempo assim olhando para ela, definitivamente.

Tomou-lhe o livro das mãos, aquela era a única ideia que tinha em mente.

– Só porque não tiro boas notas em poção, não quer dizer que eu não saiba ler, Weasley – disse com seu habitual tom irônico – Se eu tiver alguma dúvida eu pergunto.

Aquelas aulas no começo realmente lhe pareceram uma grande perda de tempo. Para começar, porque não tinha dificuldade nenhuma em poções, no entanto aos poucos aquilo começou a parecer-lhe interessante. Adorava os olhares furiosos que Weasley lançava-lhe toda vez que a irritava e da expressão surpresa que ela fazia quando respondia algo certo.

Foi no quarto dia que se encontraram, que Scorpius finalmente descobriu o segredo de Rose Weasley.

Algo simples aconteceu. Perderam a hora. Quando Rose foi olhar o relógio já passara-se da hora de voltar para o dormitório e quase deu um salto da cadeira por causa disso. Rapidamente juntaram suas coisas para saírem de lá e irem em direção a Torre da Grifinória.

Foi um silencioso miado que fez o estomago de Rose se revirar nervosamente. Ambos se entreolharam ouvindo passos se aproximarem deles também.

“E se eu corresse, você seria a única pessoa para quem eu estaria correndo”

Em segundos dedos agarraram os seus e a arrastaram até a primeira porta que aparecera no caminho. Aquilo não fora uma boa ideia. Seus olhos se depararam com um pequeno terraço onde havia algumas mesas e cadeiras, a brisa fria da noite soltava ondas gélidas e violentas, e aquilo piorava um mal estar que se apossara dela.

Engoliu em seco. Mesmo com suas costas encostadas na porta podia ter uma boa imagem da paisagem noturna e principalmente a visualização da altura que estava. Empalideceu e fechou os olhos com força.

Scorpius voltou-se para ela, percebendo assim o estado em que ela se encontrava.

– Não acho que o Filch vai nos encontrar aqui – tentou confortá-la, porém Rose não se moveu da posição, fazendo-o franzir o cenho – O que foi? – aproximou-se dela tocado-lhe o braço na tentativa de chamar-lhe atenção – Ei, Weasley, eu já te disse que não vamos ser pegos, não precisa se preocupar, só precisamos ficar alguns minutos aqui... – de repente os olhos dela se abriram e ele viu que estavam cheios de lágrimas, havia outra coisa também. Medo. E tão rápido que aconteceu isso, seus braços o agarraram fortemente.

“E se eu chorava, você seria a linha da nuvem que me puxaria”

Seus olhos se arregalaram surpresos e hesitante retribuiu o abraço sentindo-a tremer levemente em seus braços.

– Lembra quando eu saí do time? – a voz dela saiu tremula e abafada e Scorpius assentiu – Você estava certo, eu havia mentido. Isso foi porque toda vez que fico em um lugar alto eu sinto a mesma sensação de quando eu caí daquela vassoura – mais uma lágrima desceu por sua face – É tão horrível e eu simplesmente não consigo evitar.

Sem perceber seus braços a apertaram mais contra si, sentindo o perfume doce que vinha dos cabelos dela. Agora tudo parecia claro.

Alguns minutos se passaram e Rose afastou-se um pouco dele, sentindo-se um pouco melhor e voltando a fitar os olhos dele, sentiu-se corar ao perceber o quão perto ele estava dela.

– Você não pode contar isso para ninguém. – fungou e deu meia volta, tentando focar o olhar apenas para porta, abriu-a saindo de lá.

“E se eu estiver com medo, então eu ficaria contente em te dizer e ir embora”

Ele ficou ainda alguns minutos ali parado sentindo aquela brisa fria capaz de lhe congelar a alma, ainda incrédulo com o que ocorrera. Quando saiu de lá Rose Weasley estava bem mais a frente e seus passos apenas a acompanharam com a mesma velocidade.

Queria dizer alguma coisa mais nada vinha a sua mente. Cada vez mais chegavam perto do Salão Comunal e isso o deixou nervoso, abriu a boca uma vez, mas nada saiu dela. Foi apenas quando o quadro da mulher gorda fechou-se atrás de si e viu Rose Weasley subir o primeiro degrau em direção ao dormitório das meninas que enfim teve a coragem de dizer:

– Espera! – a garota parou em meio ao segundo degrau e hesitante olhou para trás – Eu quero ajudar você.

“Mas eu não estou mentindo, estou apenas tentando encontrar meu caminho até você”

Notas finais
a música do final eh find a way da banda safety suit ;)

Até depois do carnaval!! -- E sobre os reviews vou tentar responder amanhã se minha internet pegarrr ://