Inevitable

1 Prólogo


Notas iniciais
Oi povo, tudo bem? Então, cá estou eu com mais um fic. Sei que ainda não terminei a outra, mas me veio essa ideia e eu queria logo escrevê-la. Vou continuar com as duas, embora dê mais ênfase para a "¿Qué Hay Detrás?" por enquanto, até eu terminá-la. Essa é uma fic com um foco bem diferente do que tenho lido sobre Naxi até agora, então, espero que vocês gostem!Sintam-se livres para me falarem qualquer coisa a respeito! Boa leitura, beijos :*

Então, após 20 anos, aqui estou eu, em solo argentino. 20 anos após deixar a América do Sul e partir para a Europa, eu tive que voltar. Ainda não conseguia acreditar em todas as circunstâncias que me fizeram voltar. A doença que tão tarde foi descoberta, e tão cedo a levou. Você deve estar se perguntando ao que me refiro... Minha mãe acabara de perder a luta de dois anos contra a leucemia. Ela era tudo que eu tinha, vivíamos bem e felizes na Espanha, mas devido a esse acontecimento, fui mandando de volta à Argentina para morar com meu pai e sua nova família feliz. Eu o odeio e elas também!

Caminhava através da porta de desembarque internacional, e como já esperava, um homem aparentando 60 anos me esperava com uma paquinha escrito em letras impressas "Maxiliano Ponta". É claro que meu pai não estaria aqui, ele é muito ocupado para tal. Aproximei-me do senhor me apresentando como Maxiliamo e apenas com um aceno de cabeça eu entendi que era para seguí-lo. Caminhamos por alguns metros até um carro preto estacionado em frente ao aeroporto, o sonhor colocou minhas malas no porta-malas, eu entrei no carro e logo ele fez o mesmo.

– Sou Carlos — ele falou se apresentando enquanto arrumava o retrovisor. — Sou o motorista da família.

– Prazer — respondi apenas por educação.

– Sinto muito pela sua mãe — ele falou, parecendo sincero.

– Todos sentem! — dei de ombros.

Minha resposta provavelmente soou um pouco rude, porque Carlos simplesmente acelerou o carro e não trocamos mas nenhuma palavra até chegar ao que provavelmente era minha casa. Um casa de dois andares com paredes amarelas e janelas marrons, um grande jardim gramado e com flores. Carlos apertou um controle e o portão se abriu, dois minutos depois já estávamos parados em frente a uma grande porta que encontrava-se aberta e alguém sorridente estava de pé próximo à ela. Desci do carro e segui em direção à porta, a senhora continuou sorrindo e exclamou:

– Maxi, você continua com a mesma carinha de quando tinha dois anos.

– Júlia!? — embora eu tivesse dois anos quando minha mãe e eu nos mudamos, eu conseguia me lembrar claramente de Júlia. Afinal, foi ela quem cuidou de mim pelos anos que vivi em Buenos Aires, quando meus pais não tinham tempo para mim, apenas para o trabalho. Júlia era a cozinheira da casa quando eu era criança, e para minha felicidade, continuava trabalhando lá até os dias de hoje, alguma coisa poderia fazer essa mudança ser um pouco melhor.

– Sim — ela respondeu e eu corri para abraçá-la. Sentir-me seguro novamente nos braços de alguém me fazia bem.

– Não acredito que você ainda está aqui, me sinto melhor agora! — eu exclamei.

– Fico muito feliz por estar vendo você de novo, meu menino. E sinto muito pela dona Lorena, ela era jovem demais, bonita demais e boa demais para passar por tudo isso.

– Eu sei — concordei, largando-a do abraço finalmente.

– Mas tenha certeza que ela está num bom lugar agora cuidando de você — ela sorriu tentando me animar. Continuei em silêncio. — Venha, entre! Eu preparei bolo de chocolate, laranja, e... — ela continuava falando, mas parou assim que notou que eu havia parado no meio do caminhando enquanto admirava uma foto pendurada na parede.

A foto era de uma menina de cabelos curto, cacheado e preto. Ela vestia um longo vestido vermelho que fazia sua pele branca e cabelos negros se destacarem, e sorria enquanto apontava um canudo de formatura para a câmera.

– Quem é essa? — perguntei.

– Essa é Naty — Júlia respondeu parando atrás de mim. — Ela é filha do primeiro casamento da dona Magdalena. Vocês terão chance de se conhecer no jantar.

– Naty... — eu repeti o nome em um tom no qual só eu pudera ouvir, e me virei para seguir Júlia em direção à cozinha novamente.

Notas finais
O que acharam? Please, deixem seus reviews para que eu possa saber sobre a continuidade ou não. E suas opiniões sobre a fic. Beijos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.