Inevitable

1 Capítulo 1 - Batendo de Frente


Notas iniciais
Genteeee ~feliz por estar aqui~ Espero que gostem da minha primeira fic! Fiz com muito carinho e críticas super aceitas, desde que elas sejam construtivas! Obrigada à todas ♥ Boa leitura ^.^

“Princípios confiantes, dignidade valiosa. O sorriso dos meus olhos é um dom, minhas lágrimas são minha arma.” CL – The Baddest Female

Sou do tipo de pessoa que não leva desaforo pra casa. Se eu disser que não gosto de brigar e discutir, é mentira. Meus vizinhos até me apelidaram carinhosamente de Tampinha Folgada (por eu ser baixinha... e nervosa). Como não passo muito tempo em casa, não arrumei briga com eles ainda. Meu lema é: “seja legal comigo, que eu serei legal com você”. Moro sozinha em Londres desde que decidi estudar Fotografia. Meu apartamento não é muito grande, mas é confortável e cheio de livros. Minha maior paixão... Livros! Talvez seja uma das únicas coisas, além da música, que me faz relaxar e ter paz.

Todo dia, depois da faculdade, eu passo na lanchonete Well’s. Uma antiga amiga de minha mãe trabalha lá, a tia Agatha, ela é muito boa comigo e não aparenta a idade que tem. Santo botox... E eu almoço e janto de graça, (sambando na cara dos invejosos) deve ser por isso que eu estou ficando cada vez mais pançuda. Por outro lado é bom, porque eu sou um desastre na cozinha! Hoje, quinta feira, o dia estava calmo e o tempo estava firme, resolvi ir à Well’s pegar uns milk-shakes de graça. Sim, eu abuso da bondade dos outros.

- Tia Agathaaa! Cheguei... – disse eu ao abrir a porta de vidro da lanchonete. Era um lugar muito calmo de manhã, sofisticado e com uma decoração americana.

- Oi Heera, meu doce, pode ir entrando! – disse Agatha, enxugando suas mãos em um pano de prato – Ah, sua mãe te ligou ontem?

- Ligou sim. Ela disse que no sábado, vai vir com o novo marido passar uns dias aqui. – eu disse apoiando os braços no balcão e jogando minha bolsa sobre ele. – Poxa tia, será que não dá pro Louis preparar um milk-shake pra mim?

- Hahaha Claro meu amor... – Agatha se virou para a cozinha e gritou o meu pedido. Ah, eu estava tão feliz! Amo milk-shake!

Em menos de cinco minutos, lá estava eu, sentada em uma mesa no fundo da lanchonete, saboreando um belo e delicioso milk-shake de chocolate. Estava lendo um livro muito interessante sobre mitologia grega que misturava romance e tals... Quando um barulho insuportável de moto (já disse o quanto eu odeio barulhos?) me tirou a concentração. O pior é que não era uma, e sim duas motos. Ninguém merece... Dois rapazes entraram, ainda retirando o capacete. Estavam bem vestidos, um usava uma camiseta vermelha, seguida de uma jaqueta de couro e usava coturnos também. O outro usava uma camisa xadrez e uma calça jeans clara, tinha um tom de pele moreno, de dar inveja à qualquer branquela, como eu. Eles tinham cara de filhinho de papai, até porque tinham cara de riquinhos, além de suas motos serem lindas e pra ser sincera, eles também eram. Pensei até que eram irmãos, mas um era loiro e o outro era ruivo. Na verdade não era um ruivo natural. Eu sei diferenciar muito bem um ruivo natural de um ruivo de farmácia, e aquela cor... Com certeza era a tintura Cereja Ardente. Ri comigo mesma, enquanto vi os dois marmanjos se aproximarem do balcão.

- E aí, Louis... Tudo certo? – disse o ruivo tingido – Me vê dois cheese burgers, estamos morrendo de fome.

- Claro Castiel. É pra já... Tudo bem Dakota? – disse o senhor se dirigindo ao loirinho, que assentiu com a cabeça.

Eu voltei a ler meu livro, que por sinal estava ficando muito interessante, quando eu ouvi uma risada maliciosa e coisas como: “vai lá, chega logo nela” e “me deseje boa sorte”. Esse povo que não sabe falar baixo é irritante. Voltei a ler... Sabe aquele momento em que um ser vivo pede pra morrer? Ainda mais quando interrompem sua leitura, ou a sua parte preferida da música? Senti um dedo cutucar minhas costas três vezes. Ah, meu sangue ferveu! Quem seria o sem cérebro?

- Com licença gatinha, será que eu posso me sentar aqui...– Aquele loiro... o Dakota? Sei lá, me disse com um sorriso malicioso nos lábios.

- Não, não pode. Sim, sou grossa e você não faz meu tipo. – Eu lhe disse, o interrompendo e medindo-o dos pés à cabeça e fazendo cara de nojenta. Modéstia à parte, eu atuo muito bem. – Agora, dá licença? Você tá me atrapalhando. Valeu...

- Não é assim que se trata um homem, garota! – disse Castiel, se aproximando da mesa e me olhando com a cara mais feia do mundo.

- Tá, mas... Quem te perguntou?! – respondi rispidamente e olhando em volta, fingindo procurar alguém que tivesse perguntado algo à ele. – E aliás, você não acha que tá na hora de retocar a raiz, Motoqueiro Fantasma? – ri ironicamente, arqueando as sobrancelhas e me apoiando sobre o cotovelo.

- Olha aqui seu gnomo! Quem você acha que é pra falar assim comigo? – Castiel bateu as mãos na mesa, na tentativa de me assustar. FAIL!!

-Não sou nenhum de vocês dois, graças à Deus! Nem te conheço, sai fora! – disse eu, me levantando e olhando-o dentro dos olhos. Mesmo que eu ficasse quase 20 centímetros mais baixa que ele, eu tinha que intimida-lo. – Vê se te enxerga e deixa seu amiguinho se defender sozinho. E não cruza meu caminho novamente, porque você vai se arrepender! – continuei, pegando minha bolsa e me preparando para sair da lanchonete. Sem antes, esbarrar nos dois, só pra provocar. Ah, que dia maravilhoso...

Minha mãe era uma mulher independente, pelo menos era o que ela queria ser. Meu pai tinha morrido quando eu havia completado cinco anos. Ela ficou muito tempo lamentando o ocorrido e disse que nunca mais ia se casar. Quase 15 anos depois, ela arrumou um homem muito simpático, o Harold. Ela me contou que ele é tudo de bom e falou tanto que eu deixei o telefone de lado e quando voltei, ela ainda estava falando. Bom, o importante é que finalmente eu vou conhecê-lo hoje. E minha mãe ainda disse que um sobrinho do Harold irá acompanha-los até meu apartamento, já que ele mora em Londres também. Só espero que ele não faça bagunça aqui em casa. Não tenho paciência com crianças...

Enquanto colocava a macarronada no refratário, o interfone tocou e eu pedi para o porteiro deixa-los subir. Eu também havia convidado a minha melhor amiga, a Magah. Ela é um amor de pessoa e adora me dar conselhos e escutar os meus também. Adoro ver seus olhinhos verdes brilhando, quando eu conto meus casos amorosos, praticamente nenhum, mas... Juntas, somos duas doidas. Mas a considero mais doida que eu, ainda mais quando ela resolveu pintar seus lindos cabelos castanhos, de roxo. Quase a espanquei, mas depois eu fui acostumando aos poucos. Eu estava com um macacão jeans e chinelos, até porque eu estava na minha casa, então não ia me trocar como se eu fosse à uma festa. Mas também não queria que pensassem que eu era uma relaxada, a primeira impressão é a que fica. Ajeitei meus cabelos curtos e loiros, que contrastavam com meus olhos azuis acinzentados. No mesmo instante, a campainha tocou. Abri a porta delicadamente, com um sorriso no rosto.

- Ai minha querida! Que saudade... – disse minha mãe me abraçando e analisando meu corpo – Você está magrinha, a Agatha tem te dado comida mesmo?

- T-tá tudo bem mãe. Aii, deixa eu respirar. – disse eu tentando me desvencilhar dos braços da Dona Margareth. – Magrinha? Olha essas banhas manhê... Não tem nada de magro aqui. – disse decepcionada, apertando a barriga, mesmo sabendo que não havia nada ali.

- Ah meu amor, quero que conheça o Harold... Querido, venha cá! – disse minha mãe olhando para o lado e piscando o olho. – Heera, esse é Harold. Harold, essa é minha pequena!

Ele era um homem muito elegante. Tinha os cabelos um pouco grisalhos, olhos negros e uma pele pálida. Típico de ingleses. Usava um suéter, que parecia ser de marca e calças sociais. É, mamãe soube escolher muito bem. Ele de alguma forma, me lembrava alguém conhecido. Mas deve ser coisa da minha cabeça. Ele me abraçou e me deu uma sacola, espero que seja comida. O melhor presente a me dar é comida.

- E querida... Quero que conheça o sobrinho do Harold. Venha aqui meu querido... – “Ok, eu já estou preparada para ver o moleque pentelho.” Pensei comigo mesma. – Filha, esse é o Castiel. Ele é uma graça, não é?!

Ah, não! Eu não acredito... Santa Afrodite, me ajude! Na minha frente estava ele, o Motoqueiro Fantasma. O intrometido da lanchonete. Ele me mediu dos pés à cabeça e me deu um sorriso irônico. O que eu faço agora?!

Notas finais
Prometo postar o próximo capítulo na semana que vem! Obg novamente por ter lido e conto com vocês nos comentários hein!
Se quiserem me adicionar no Amor Doce >> meu nick lá é Heera
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Kisses e até mais (*-*)/