Inesperado;;
13 Epílogo
Notas iniciais
Epílogo

Anos Depois...
Por Bella
– Mãe, por favor, coloca aqui para mim? – Marissa colocou uma delicada gargantilha em minhas mãos virando de costas. Peguei a mesma e coloquei no pescoço da minha filha. Fazendo isso não pude deixar de fungar. – Mãe? – Marissa virou olhando-me com aqueles olhos verdes vividos iguais ao do pai. – O que foi? Está sentindo alguma coisa? Espera que vou ligar para o papai...
– Não querida, não precisa estou bem.
– Então o que aconteceu?
– Coisa de mãe. Vendo você aqui na minha frente linda desse jeito se transformando em uma mulher, me faz ficar nostálgica, afinal dezoito anos não é querida. – Puxei Marissa para meus braços. – Sinto saudade do tempo em que a acolhia em meus braços, cantava para você dormir, estou me sentindo uma velha.
– Ah mãe, a senhora sabe que sempre será minha melhor amiga, confidente, minha heroína. – ela beijou meu rosto. — E você não é nenhuma velha, a senhora é muito mais mulher do que essas menininhas da minha idade e não quero vê-la mais assim ok? – assenti. — E Bem acho que teremos uma surpresa amanhã à noite. – Ela piscou e saiu do quarto. Essa menina queria matar seu pai.
Desde que Marissa começou a compreender as coisas da vida sempre deixei claro que antes de ser sua mãe era sua amiga, e isso foi ótimo para o nosso convívio ela me conta tudo de sua vida, como foi o primeiro beijo, seu primeiro namorico, nada sério já que Edward até hoje não sabia de nada, e agora sei que ela estava de ‘rolo’, como a mesma disse, com um tal de Brian que estava primeiro ano da faculdade, ele era amigo de Damien e Ainden, ambos não sabiam, pois se não só Deus sabe que tipo de ameaças fariam para o menino, como desde pequenos os dois tinha um instinto muito protetor em relação com Marissa, o que eu sabia dele era que tinha vinte anos e que acabou repetindo um ano na escola e por conta de problemas familiares, sua mãe falecera quando ele tinha quinze anos e com isso fora morar com os avós por um tempo, assim perdendo um ano de estudo, depois voltou a morar com o pai, e o mesmo já fazia um estágio na empresa de Edward. Só queria ver no que ia dar quanto eles oficializarem esse namoro que tinha certeza que seria logo.
Sai do meu quarto indo para o de Caroline, a minha mais nova que já estava com doze anos, suspirei lembrando como contei para Edward...
– Bem você ainda não abriu o seu presente. – Falei depois de me acalmar um pouco.
– Meu presente está em meus braços. – Até que ele estava certo.
– De certa maneira sim – Falei me afastando e pegando a caixinha lhe entregando. – Mas para saber que presente é esse tem que abrir. — Falei misteriosa.
Edward pegou a caixinha e abriu, no mesmo instante seus olhos encheram de lágrimas e os meus também, ele pegou os pequenos sapatinho xadrezados e o teste.
– Bella, você está... – Assenti incapaz de falar. Edward rapidamente guardou tudo novamente me puxando para seu colo. – Ah meu amor, não tem como me fazer mais feliz, sou o homem mais sortudo do mundo... Não, do universo por ter uma esposa como você. Mais um bebê, oh meu Deus, eu não esperava.
– Nem eu para falar a verdade. – falei comigo mesma, lembrando-me do momento. Passei pelo corredor calmamente, mas parei ao ouvir uns barulhos e fiquei para escutar atentamente.
– Para de graça Damien Masen, já disse que não vou entrar no seu quarto.
– Elena pare você de frescura você já entrou em meu quarto antes...
– Mas não namorávamos e nunca entramos apenas nós dois.
– E o que é que tem? Não vamos fazer nada demais. E já estamos o que? Há quase quatro meses juntos, não acha que já esta na hora de parar de bancar a virgem para cima de mim?
Só escutei um estalo e suspirei.
– Seu idiota, não sou que nem as vadias que você costumava sair e se quiser uma aconselho que vá buscar em outro lugar, mas saiba que estará tudo acabado entre nós. Seu estúpido, ai como eu te odeio.
– Elena...
– Não me toque.
Escutei uns passos e logo minha afilhada apareceu.
– Madrinha! – Ela apenas me olhou e sabia que tinha ouvido, pois mais lágrimas escorreram pelo seu rosto. Abri os braços e ela logo correu para mim, abracei-a e a deixar desabafar, era mais uma das briguinhas deles, mas sabia que meu filho tinha ido longe demais dessa vez. – Ah madrinha Damien é um completo idiota.
– Eu sei querida. – Beijei seus cabelos negros e vi meu filho aparecer no final do corredor, ele parecia arrependido, mas sabia que nada que ele dissesse no momento iria resolver, apenas neguei com a cabeça e ele pareceu indeciso, mas logo virou e foi para seu quarto. – Vem. — A levei de volta para meu quarto, agora ela chorava livremente.
– Homens deviam ter um manual básico de como tratar uma mulher, ele consegue ser tão imbecil as vezes que tenho vontade de pegar a cabeça dele e bater numa parede... Arg! Mas sabe o que mais me da raiva? É que eu amo ele. – Fiquei calada enquanto ela desabafava. – Eu sei que ele me ama também, mas sexo não é a base de nenhum relacionamento, ele acha que só porque estamos juntos há quatro meses está mais do que na hora de darmos mais um passo no nosso relacionamento, mas eu não sou que nem as piranhas que ficavam com ele. E eu mesma não me sinto pronta para isso, não sou de total ignorância e obvio que já fizemos algumas coisas como uma passada de mão ali ou aqui, mas sexo é algo mais íntimo que os dois têm que estar bem para fazer e é algo que não quero fazer agora. – Ela falava enquanto mais lágrimas caiam. – O pior é que tenho medo dele querer procurar outra qualquer para fazer o que ele quer, mas não quero fazer nada com ele sobre essa pressão... Ai madrinha vou ficar louca.
– Meu bem, homens são assim principalmente Damien que além de cabeça dura, ainda tem um padrinho que nem seu pai. – Brinquei e ela riu entre lágrimas. — Mas apesar de tudo é um bom menino, e sei que você sabe que não falo isso apenas por ele ser meu filho, você conhece muito bem Damien e sabe como ele pode meter os pés pelas mãos.
– Sei madrinha, mas ele não pensa antes de falar, tento ser firme, mas muita das coisas que ele me diz machuca. Como agora a pouco, ele falar para eu parar de bancar a virgem, mas caramba eu sou virgem será que ele não nota isso?
– Desculpe querida, mas já disse isso a ele diretamente? – Suas bochechas coraram um pouco.
– Bem não, mas é para ele imaginar não? É meio obvio e nunca dei motivo para ele pensar ao... – Elena parou de falar e suas bochechas adquiriram um tom de vermelho vivido. – Bem talvez já sei o que levou a pensar isso. – A olhei de forma interrogativa. – Não é nada que esteja pensando madrinha, só que antes de começarmos a namorar, umas duas semanas antes na verdade, ele me pegou numa cena um tanto constrangedora. É... Bem madrinha... Tínhamos ficado um mês antes de tudo sabe, mas tanto eu e ele não falamos nada sobre isso, e ele começou a me ignorar e continuava com aquelas meninas, e decidi que não iria ficar sentada chorando, e Bruce um colega de sala estava afim de mim, e não vi problemas em não dar uma chance para ele, só que as coisas esquentaram... Estávamos no vestiário um dia que a quadra estava interditada e... Damien nos pegou e acho que ele tirou as sua próprias conclusões.
– Constrangedora...?
– Não madrinha, eu estava só sem camisa. E Bruce estava por... Er não aconteceu nada demais, não vou fingir para a senhora que sou uma santa como meu pai me idealiza. – Eu ri e ela me acompanhou. – Já fiquei com um ou outro menino que cheguei ir um pouco mais além, mas nunca ultrapassando uma barreira que criei por mim mesma, que eu tenho meus desejos e minhas vontades, mas sei que quando eu fizer amor pela primeira vez, quero que seja com o cara certo, quero que seja um momento único e eterno, pensei que esse cara seria Damien, mas as coisas do jeito que estão indo...
– Entendo Elena, não posso te criticar ou nem julgar suas atitudes, desde que você saiba o que esta fazendo e se der ao respeito isso basta, claro que nós pais, na verdade mais os pais em si querem que, principalmente, nossas filhas só pensem em sexo depois do casamento. – Ela riu. – Mas então querida com os homens não podemos deixar que eles entendam apenas as entrelinhas, pois não o farão, temos que ser diretas para que eles nos compreendam, pois só assim mesmo.
– Ai homens, porque tão lerdos.
– Vai aprender querida com o passar dos anos que eles podem ser bem mais complicados.
– Devo ir falar com ele agora?
– Não, o deixe ficar com o peso da culpa um pouco. – Falei e minha afilhada assentiu.
– Obrigada madrinha pelas palavras.
– Estou aqui sempre que precisar.
Elena saiu do meu quarto e esperei um momento e sai indo em direção ao quarto da minha mais nova.
A casa estava uma bagunça vamos por assim dizer, pensamos em alugar um salão para o aniversário de nossos filhos, mas os mesmo foram contra e disseram que queriam que fosse na nossa casa, claro que eu e Edward não víamos problema nenhum, tínhamos espaço mais do que suficiente. Então várias coisas estavam sendo montadas para amanhã que será as festa de dezoito anos dos meus bebês, ri do pensamento, como mãe meus filhos sempre seriam bebês para mim.
Cheguei ao primeiro quarto do corredor da minha caçula, bati na porta e depois de uma resposta afirmativa, entrei no quarto encontrando Caroline deitada na cama com os pés para cima lendo um de seus livros.
– Como vai minha princesinha?
– Mãe, acho que só princesa esta bom. – Ela brincou e se sentou na cama fechando seu livro, sentei-me ao seu lado dando um beijo em seus cabelos mognos como os meus.
– Como está?
– Bem, estava lendo mais um dos livros que a senhora me deu na semana passada. – E claro ela já tinha um vício completo por livro que nem eu, até ela chegar à minha idade acho que teríamos que comprar uma nova casa só para servir de biblioteca, já tínhamos reformado o quarto do primeiro andar para esse propósito quando o escritório ficou cheio.
– Que ótimo. Sabe no que estava pensando? – Ela me olhou com aqueles olhos tão parecidos do pai, todos tinham a mesma nuance de Edward. – Ainda não comprei nenhum vestido e já que sua irmã resolveu me abandonar para ficar com o namorado e suas tias devem estar ocupadas... O que acha de me ajudar a escolher um? E claro para a senhorita também.
– Sim, claro que ajudo à senhora, mas a Mari está namorando? E o papai já sabe disso? Como ele deixou? Que eu lembre ele disse que só poderíamos namorar com 30. – ela me olhou de forma inocente com o último comentário e tive que rir.
– Mais ou menos, ela ainda vai contar para o seu pai, e só Deus sabe como ele vai reagir. – Caroline riu. — Mas até lá vamos manter segredo, segredo das mulheres Masen, certo? – dei o mindinho para ela que pegou junto com o meu e demos um beijo em nossos polegares, era meio que um “toque” que tínhamos criado entre a nós quando ela era mais nova, e desde então fazíamos isso quando queríamos guardar um “segredo” entre nós.
– Vou me trocar.
– Tudo bem te espero lá embaixo. – Dei um beijo em sua testa enquanto saia fechando a porta atrás de mim.
– Mãe! – Virei e vi Damien caminhando até mim sem camisa, não era a toa que Elena tinha ficado brava com ele.
– Sim meu bem?
– A Elena, ela ainda esta por aqui?
– Ela disse que ia embora. – Respondi simplesmente.
– Que merda. – O olhei de sobrancelha arqueada. – Desculpe... Mas é que. Ah deixa para lá.
– Tudo bem, não vou perguntar o que aconteceu, só espero que se resolvam e se precisar falar comigo estarei à disposição.
– Valeu mãe. – Ele beijou minha bochecha. – Sei que sempre poderei contar com a senhora, mas tentarei resolver sozinho a situação a qual me meti.
– Ok. – Vi meu filho voltando para o quarto e sorri saber tudo o que ensinará a eles e que estavam seguindo os meus conselhos e de Edward era uma imensa satisfação.
Cheguei ao primeiro andar e vi os móveis afastados para criar um espaço maior para a transição das pessoas que vão comparecer amanhã, mas provavelmente só fiquemos os pais aqui, vulgo James, Victoria, Emmett, Rosalie, Jasper, Alice, Austin, Gianna, Edward e eu, os meninos iriam preferir ficar lá fora onde estava sendo montada uma pista de dança com mesas e cadeiras espalhadas pelo quintal.
Fui para cozinha pegar alguma coisa para beliscar.
– Mãe querida. – Dessa vez foi Ainden a me interceptar com um abraço e um beijo. – Como está à mulher e a rainha mais maravilhosa de todas.
– A rainha continua radiante aqui.
Brinquei e ele riu, Ainden é o mais sensato dos irmãos posso assim dizer, era o que mais raciocinava, que tinha paciência e o dom de falar com as pessoas, em toda sua vida só o vi explodir uma vez, em uma discussão que tivera com Alana e os dois quase terminaram, Damien do jeito que era não perdoou e começou a brincar com o irmão, entendia o que ele estava fazendo queria animá-lo de alguma maneira, sabia que doía nele ver o irmão daquele jeito, mas o tiro sairá pela culatra e Ainden explodiu falando poucas e boas para o irmão, Edward teve que interferir para que a discussão não fosse parar em uma briga de verdade. E claro também fiz meu papel de mãe e repreendi ambos pelo comportamento, depois cada um seguiu para o seu quarto e passaram o resto do dia sem se falar, mas na manhã seguinte lá estavam os dois novamente brincando um com o outro como sempre.
Minha família era perfeita, perfeita para mim.
***
– Mãe esse deixa a senhora com cara de tão... Senhora. – Caroline comentou quando sai do provador, e talvez ela tivesse com a razão.
– É talvez um pouco, mas querida não posso querer usar um vestido dessas jovens, ai vão dizer que não aceito minha idade.
– Sabe que não é isso que quis dizer, a senhora tem um lindo corpo para seus qu... Sua idade. – ela mudou a frase num rompente, Edward gostava de brincar que eu estava paranoica com minha idade, mas não era assim, era mais como uma brincadeira, não importava quantos anos eu tinha, mas sim o que tinha acontecido ao longo deles.
– Sim você tem razão. – Virei em direção à vendedora. – Kelly acho que vou inovar um pouco.
– Ótimo! – arqueei uma sobrancelha e minha vendedora riu. – Desculpe senhora Masen, se me permite pelos anos que nos conhecemos, a senhora tem um corpo lindo e incrível e tem mais é que exibi-lo, mas claro que moderadamente, e tenho uns modelos que tenho certeza que caiaram como luva.
– Ok, ok, vou confiar nas senhoritas. – Kelly sorriu e saiu em busca de mais modelos.
– Mamãe?
– Sim?
– Saiba que a senhora ficaria linda usando até um saco de batatas. – Comecei a rir.
– Caroline, você definitivamente é filha do seu pai.
– Eu sei. – Ela disse convicta e rimos como eu a amava.
***
Desliguei o chuveiro e peguei a toalha me secando rapidamente, me enrolei no roupão de Edward, no processo inalei seu aroma que se empregava em todas as coisas que ele tocava, senti aquele aperto no estômago e um sorriso se formou em meus lábios, como eu o amava e nunca me cansaria de dizer ou pensar isso.
Muitos diziam que o amor mudava depois de alguns anos de casamento, isso eu tinha que concordar, o meu mudou, se tornou mais forte, concreto, intenso... Cada ano que passa sinto-me mais apaixonada por Edward, ele era o homem perfeito para mim, mesmo com seus defeitos, como ser controlador demais. Apesar de que ele está bem menos do que quando nos casamos, mas ele ainda continuava com suas atitudes, sempre queria estar no comando da situação e ficava nervoso quando as coisas saiam do planejado.
Um dos nossos maiores problemas foi com o crescimento dos meninos, mas pela Marissa do que pelos os outros dois, pelo fato dela ser mulher Edward a queria cercar por todos os lados, ela mal podia sair sem ser com muitos seguranças, apenas há um ano quando ela teve uma pequena discussão com Edward, algo muito raro de se acontecer, foi que ele abriu mão de cinco seguranças para um. Até hoje ele não aceitava o fato, quero só ver quando ela apresentar esse tal de Brian. Deixaria Edward com mais cabelos brancos do que já tinha.
Ri do meu pensamento.
Sentei na minha penteadeira e passei a escovar meus cabelos, eu sabia que os meus também estava aqui, mas não ligava. Os anos passaram e eu ainda me sentia a mesma, os olhos da mesma cor, o tom das minhas madeixas, a cor da minha pele, claro algumas rugas aqui ou ali, mas nada que pudesse dizer que houve uma mudança radical, por dentro eu continuava a mesma, alias melhor, me sentia uma mulher plenamente realizada em todos os sentidos.
Olhei pela imensa janela do meu quarto, vendo a vegetação ao longo da propriedade, amanhã seria o grande dia, meus lindos completando seus dezoito anos, sempre imaginei como seria esse dia, quando eles finalmente estivessem criando suas próprias assas e voando, logo menos estariam entrando na faculdade, apesar de nenhum deles dizer que queriam fazer uma faculdade em outro estado, sabia que logo não tardaria a vê-los achando seus próprios cantos e se acomodando e começando suas famílias, tendo seus filhos, meus netos.
– Ora Isabella está parecendo já uma velha com esses pensamentos. – Disse comigo mesma. Peguei a foto que tinha em cima da minha penteadeira e olhei para uma foto dos três juntos de quando tinham quatro anos, todos diferentes em suas personalidades.
Ainden sempre foi muito calmo, apesar das traquinagens de quando era mais novo, mas ele tinha seu senso de responsabilidade e proteção em relação a seus irmãos.
Damien meu agitado e pequeno travesso, não sei quantas vezes que tive que chamar sua atenção para alguma travessura, como pegar um inseto e correr atrás de Marissa, ele adorava atormentar a irmã, mas a protegia do mesmo jeito, ou mais até.
Marissa, meu doce anjo, mas nem sempre, ela sempre foi oito ou oitenta, ela tinha seu dom de cativar as pessoas ao seu redor, e conseguir fazê-las fazer o que queria, mas claro que não no sentindo de ser uma menina mimada, sempre mostrei aos meus filhos o valor de serem humildes apesar de terem o mundo aos seus pés, e todos seguiam a fé essa linha.
Peguei outra foto, Caroline em um escorregador sorrindo, ela tinha quatro anos também, sua aura também era encantadora, porém ela sempre foi calma e serena, nunca se irritava ou fazia alguma birra quando bebê, falava para Edward que ela era uma menina prodígio, pois sabia que mesmo enquanto era uma recém-nascida era capaz de notar e saber tudo que ocorria ao seu redor.
– Meus anjos, só tenho que agradecer a Deus a cada dia por tê-los colocado em minha vida, junto com a irmã de vocês que sei que sempre estará zelando por vocês por ser a irmã mais velha. – Sequei a lágrima traiçoeira pelo meu rosto.
Como ficávamos nostálgicos diante de um grande evento.
Parece que foi ontem quando vários fatos o correram, como a primeira palavra dos trigêmeos...
– Acho que vou ter que contratar um batalhão para cada um. – Comentei com Katie e Lori, a babá que tinha contratado após muita insistência de Edward, meus bebes já estavam com dois anos e corriam pelo quintal a fora como foguetes, rindo, tropeçando nas próprias pernas, lindo era quando um caia os outros dois iam atrás para ajudar, eles ainda não falavam só balbuciavam sua língua de bebê, entre eles se entendiam comigo a coisa ainda estava difícil.
– Hora Bella, acho que talvez as forças nacionais já seriam suficiente. – Ela riu e foi acompanhada pela Lori.
– Passou tão rápido.
– Já está na hora de ter mais minha menina.
– Não Kate, não agora, três por enquanto basta.
– Diz isso agora, porque quando...
– Ok, vamos mudar de assunto. – ouvi um gritinho e olhei para Marissa que tinha caído outra vez, me levantei e corri em sua direção, os meninos estavam do lado delas. – Oh meu amor. – ela tinha um bico enorme e se segurava para não chorar. – Calminha amor, já... Já sara. – olhei para seu joelho ralado.
– Do... Do...
– O que meu amor?
– Dodói. – Ela falou a palavra e fiquei estática, era a primeira palavra que ela dizia completamente.
– Como Marissa?
– Dodói mam...
– Ah minha filha sua primeira palavra é dodói, não posso acreditar nisso. – falei e ri.
– Dodói ma – Foquei em Damien que apontavam para Marissa.
– Dodói ma – Ainden o imitou.
– Que lindo a primeira palavra dos três é dodói, ninguém vai acreditar nisso. – falei e rodeei os três com os meus braços, como eu os amos.
Sim a primeira palavra deles tinha sido “dodói”, Edward não pode acreditar, pois o mesmo passava horas com os três dizendo papai devagar, mas é claro que em seguida surgiu “papai” e “mamãe”, papai por Marissa, e mamãe por Ainden e Damien, depois que a primeira palavra saiu à comporta se abriu, os três falavam, gritavam, muitas palavras no começo foram erradas e com calma, Edward e eu, e todos que os cercavam ajudamos a melhorar seus vocabulários.
O tempo foi passando e eles foram crescendo, e tudo passou tão rápido, lembro-me do meu casamento, Edward e eu tínhamos pensado em nos casar depois que os meninos já estivem um pouco crescidos, mas nem ele e nem eu imaginamos que demoraria seis anos para nosso casamento na igreja se realizar, Edward começou a pegar muitos projetos na empresa, mesmo com seu Anthony ajudando sabia que tinha muito a ser feito, e eu tinha aberto mão completamente do serviço para ser mãe e dona de casa, claro que o ajudava dando uma sugestão ou outra, mas no final tudo estava em suas mãos, porém o que importava é que o grande dia tinha chego e com ele muitas emoções, a melhor parte foi na lua de mel, quando descobri que estava grávida novamente, não podia imaginar foi novamente inesperado, mas não poderia ter sido em melhor momento, lembro-me de quando contamos aos meninos...
– Tem um bebe ai dentro mesmo? – Damien perguntou olhando para minha barriga basicamente plana.
– Sim meu amor, seu irmãozinho ou irmãzinha.
– Que legal, são três que nem nós né? – Dessa vez foi Ainden que perguntou.
– Não meu amor, só um. – Assim que chegamos de viagem Edward e eu confirmamos a presença de apenas um.
– Mas então porque somos três? – Damien perguntou
– Quando vocês estiverem maiores vão entender filhos. – Edward respondeu.
– A isso é aquela coisa que só adulto não é papai? – Dessa vez foi Ainden que perguntou.
– Sim filho exatamente. – eles fizeram um “ahh” e assentiram, sorri. Olhei para o outro lado da cama e Marissa estava quieta olhando para minha barriga.
– E você Marissa? O que acha de ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.
– Legal, mas eu não vou ser mais a caçula? – Ela fez um bico e lagrimas marejaram seus olhos.
– Oh meu bebê. – A puxei para meus braços. – Você sempre será a menininha da mamãe independente da idade que tiver e de quantos irmãos você tiver depois.
– Mas, ela vai ser mais importante que a gente? – Abri a boca para responder, mas Edward que tomou a palavra.
– Não meu amor. — Ele a puxou para seu colo. – Papai e Mamãe amam vocês igualmente, e vai amar o próximo bebe exatamente igual, porque não tem como amar mais um ou outro você Marissa será a Irma mais velha depois, assim como Ainden e Damien são para você, você será para seu irmão, olha a grande responsabilidade você terá.
– Pensando assim... Mas se for uma menina não vai brincar com minhas bonecas. – por fim só rimos de suas palavras.
Eu tinha ficado preocupada pela reação de Marissa diante da notícia, mas durante o percurso da gravidez ela foi a mais animada, à medida que minha barriga crescia ela tomava mais conta de mim, sim uma menina de seis anos achava que era minha mãe, eu ria de suas atitudes, não me esqueço do dia que estava deitada em meu quarto e ouvi Damien e Ainden chegando, ambos queriam me ver, mas Marissa não os deixou alegando que eu estava muito cansada e que tinha que descansar, todos tinham sido um verdadeiros anjos para comigo, ainda mais depois que nos últimos meses Edward teve que viajar e pediu para os meninos tomarem conta de mim, e eles tomaram tanto que quase fiquei louca, ri me lembrando que quando estava simplesmente deitada a cada dez minutos um entrava no meu quarto perguntando se eu tava bem ou se precisava de algo, eles tinham levado muito a sério as recomendações do pai. E depois que Caroline nasceu à atenção foi toda dirigida a ela, não esqueço a primeira noite dela em casa...
Vesti um roupão e desci indo para o quarto de Caroline, tinha ouvido um barulho e estava indo checar, ao chegar vi à porta do quarto aberta estaquei vendo meus três filhos em volta do berço.
– O que... – Edward apareceu atrás de mim e fiz um Shiu, ele mirou nossos filhos e me abraçou por trás admirando a cena junto comigo.
– Ela é bem pequenininha. – Ainden falou baixinho.
– Muito mesmo, e é enrugada, mas é bonita também. – Damien comentou.
– Eu gostei dela, posso até emprestar minhas bonecas para ela brincar talvez.
– Caroline nós vamos te proteger ta bom? – Ainden começou.
– A gente não vai deixar ninguém nunca de machucar. – Damien completou.
– E eu serei a melhor irmã mais velha que já teve.
Acabei fungando alto e os três nos olharam, Edward apertou mais contra seu peito.
– Acho que a mamãe quer um abraço de vocês. – Edward falou e logo fomos rodeados pelos seus bracinhos pequenos, e aqui nesse quarto minha família estava completa.
E ali finalmente eu soube que tinha toda minha família, e os dias foram passando, os anos e cada pequeno acontecimento guardado eternamente em minha mente, como a primeira palavra de Caroline foi papai, a primeira briga dos meninos, por mais que soubesse que era errado e tivesse repreendidos os meninos depois do ocorrido, não pude evitar uma pontada de orgulho, um menino mexeu com Marissa e Damien, que tinha um gênio forte, foi para cima do menino, que teve amigos que entraram que ocasionou a entrada de Ainden e até Marissa, o que deixou Edward possesso, seu instinto por Marissa era muito grande. Tivemos até uma reunião com os pais, mas no final tudo foi resolvido graças a Deus, e eles nunca mais se atracaram, na verdade se tornaram até amigos depois.
Depois desse ocorrido nunca mais teve nada parecido, só em casos de jogos, meus filhos tinham um talento para esporte, que com certeza não puxaram de mim, Ainden com o basebol, Damien com o Futebol Americano e Marissa com o vôlei, os três tinham conseguido suas vitórias e conquistas, e claro nos enchendo de mais orgulho. Sempre buscamos ser pais bem presentes para todos, por isso tínhamos feito o dia de meninos e o dia das meninas e os dias invertidos, e claro o dia da família, sempre marcávamos um programa para fazermos juntos, podia ser o clube, um parque, passeio de bicicleta, ou ate um filme em casa, o que era perfeito, pois só estreitava mais nossos laços fraternos, com isso conseguíamos a confiança deles para nos contar o que quisessem e claro nunca os julgávamos ou repreendíamos, tentávamos ver o ponto de vista deles, e aconselhamos qual era a melhor maneira de se solucionar.
Por isso e muito mais me considerava uma mãe e amiga dos meus filhos, já ouvi dizer que pais não podiam ser amigos dos filhos, pois com isso os mesmos perdem o respeito pelos pais, tinha vontade de pegar essa pessoa e jogar na cara dela mostrando como tudo isso era possível.
– Meu coração pelos seus pensamentos. – Senti os lábios dele, encontrarem meu ponto fraco, no pescoço perto da minha orelha, ele sabia e como sabia que esse toque abalava meus pensamentos.
– Já tenho seu coração, assim como você tem o meu e meus pensamentos.
– Fico feliz por reafirmar isso. – Sua respiração fez cócegas em mim. – Oi. – virei meu rosto e demos um selinho, foquei em suas nuances verdes, a mesma desde sempre.
– Oi.
– Porque tão pensativa?
– Apenas relembrando de alguns fatos. – Falei me levantando.
– E que fatos seriam esses? – Ele se afastou e começou a tirar o paletó e gravata.
– De nossos três pequenos. – Ele arqueou u sobrancelha. – Ou não tão pequenos assim, quando eles nasceram, suas primeiras palavras, quando contamos sobre Caroline, aquela noite com os três em volta do berço dela, entre muitas outras...
– O tempo passou rápido, estou começando a ficar velho.
– Não só você querido.
– Meu anjo, você continua tão linda e jovem como antes.
– São seus olhos.
– É talvez esteja precisando usar óculos mesmo. – Abri a boca ofendida e ele riu veio me abraçar, já sem camisa. – Estou brincando sabe que está em ótima forma.
– Sei, sei, não que nem dessas de vinte anos por ai. – Me afastei de seus braços e ele suspirou.
– Sabe que é muito melhor que essas mulheres.
– Claro, tenho rugas e cabelos braços bem melhor que elas. – Suspirei dramaticamente. – Não duvido nada que elas olham para você como aves rabinas implorando por um pedaço de carne.
– Vamos parar não? – ele me puxou pelos braços fazendo me chocar em meu peito. — Sabe que não tenho olhos para ninguém mais que não seja você. – um beijo na testa. – Sabe que para mim você é a mulher mais linda do mundo, mesmo que usasse um saco de batatas como vestimenta. – ri.
– Caroline disse isso hoje.
– Porque é a mais pura verdade. – um beijo no nariz. – Você é linda e a cada dia que passa me sinto o homem mais feliz do mundo por tê-la em minha vida, por ter me dado filhos maravilhosos, por me aturar por todos esses anos. Eu te amo. – ele me disse olhando intensamente como só ele fazia.
– Também de amo. Para todo sempre. – colei nossos lábios por longos segundos.
– E mais uma coisa. – o encarei. — Você continua a mesma gostosa de sempre, — Suas mãos desceram pelas minhas costas e arqueei em sua direção. — Aquela que me faz perder o fôlego sempre que me toca. — Mais para baixo. — Aquela que me deixa louco a cada gemido, sussurro ou palavra dita no momento de êxtase. – Ele apertou meu bumbum colando nossas pélvis, soltei um gemido baixo. – Amo esse som.
– Só você é capaz de fazê-los.
– Eu sei. – Ele colou nossos lábios e nos perdemos em nossas bocas, nossas línguas explorando o lugar tão conhecido por elas, e mesmo após anos de reconhecimento ainda duelavam entre elas, por fim acabei de afastando.
– Vá tomar um banho que temos um longo dia amanhã.
– Por acaso vamos dormir? – Edward fez uma cara de cachorrinho que caiu da mudança e ri.
– É isso que o senhor meu marido deseja?
– Claro que não. Mas esta certa vou tomar um banho rápido.
– Tudo bem, vou me trocar.
– Sabe que a roupa será desnecessária.
– Eu sei. — Sorri marota. – Mas adoro quando você as tira.
– Você me deixa louco mulher.
– E você a mim. – Edward hesitou por um momento, mas foi para o banheiro passei a mão pelos meus lábios levemente inchados, parecia sempre à primeira vez.
Fui ao closet e peguei uma camisola, voltei para o quarto a vestindo no processo, meus cabelos ainda estavam levemente úmidos e o deixei assim mesmo, deitei em minha cama fechando os olhos, poucos minutos depois ouvi o som do chuveiro sendo desligados, mas alguns sons, um clique e o peso na cama.
– Demorou.
– Vou recompensar pela demora.
E ele recompensou como sempre o fazia.
***
Coloquei meu anel e finalizado, já estava pronta para a festa dos meus filhotes, me olhei no espelho e amei o resultado, o vestido vinho tinha caído como uma luva realmente, ele valorizava meu corpo, deixavam minhas pernas amostras e meus braços também, Caroline não poderia ter me ajudado a escolher o melhor. Meu penteado era simples e elegante, joguei meus cabelos para um dos lados o prendendo com algumas presilhas, minha maquiagem também era simples, só o batom, um pouco forte, se destacava.
Olhei para o relógio e já ia dar 19h, marcamos o início para umas 19h30, mas provavelmente alguns chegariam cedo, aqui sempre foi ao contrário, normalmente às pessoas chegavam um pouco depois do horário marcado, mas com meus amigos e familiares a coisa não era bem assim.
E também minha filha estava em seu quarto com as amigas e a irmã se aprontando, isso já fazia mais ou menos umas três horas, tudo bem que elas estavam em quatro, mas espero que elas não saiam lá pela meia noite.
Depois de mais uma conferida no resultado final me considerei oficialmente pronta, nesse momento a porta se abriu.
– Bella meu... – Virei me deparando com meu marido, e segurei um suspiro-gemido, como ele conseguia ficar mais... Gostoso com o tempo? Toda vez que o via parecia que era a primeira vez, a calça jeans modulava perfeitamente suas pernas, e a camisa social com o colarinho aberto, mostrando aqueles ralos pelos pelo seu peitoral que eu conhecia assim como a palma de minha mão. – Mas que merda Isabella. – voltei ao presente assim que ele resmungou.
– O que foi?
– Essa roupa... Como consegue ser uma completa perdição para mim. – sorri.
– Você também o é para mim querido.
– Hoje essa casa estará com um bando de pirralhos olhando para você, terei que me segurar para não acabar com eles, e claro com Marissa e Caroline.
– Amor Caroline só tem doze anos.
– Mesmo assim, não quero saber de homens perto das minhas meninas. – dessa vez tive que rir, por mais que soubesse que Edward estava brincando, sabia do seu intenso instinto protetor para com as filhas.
– Um dia sabe que não poderá mais afastar esses homens... Nossas filhas são lindas e com certeza Marissa já tem um bando atrás dela... – o provoquei.
– Esse dia só vai chegar quando Marissa tiver no mínimo uns trinta anos.
– Planos mudam...
– O que disse?
– Nada.
– Bella... O que está me escondendo?
– Eu nada meu amor. – pousei minha mão em seu peitoral. – Eu te amo. – Me estiquei colocando seus lábios nos meus, sim usei isso de modo para fugir do assunto, e claro também porque amava ter seu corpo em contato com o meu.
Antes que pudesse me afastar Edward me puxou aprofundando nosso beijo, nada mais pude fazer do que aproveitar nossas línguas se entrelaçando aquele sabor que melhorava a cada ano que se passava, a mão de Edward desceu por minhas costas levemente chegando a minhas nádegas, ao chegar ao lugar querido ele deu um aperto puxando mais sobre seu corpo, podia sentir sua ereção através da calça jeans, soltei um gemido, e ele me soltou.
– Vou te esperar lá embaixo. – ele falou com a voz ofegante. – Antes que eu esqueça tudo e te agarre aqui mesmo.
– Eu não veria problema nenhum para uma... Rapidinha. – Dessa vez ele que riu alto.
– Ah minha pequena, com o passar dos anos seu apetite sexual só aumentou cada vez mais e mais. Você está se tornando uma insaciável.
– Olha quem fala... Não fui eu que te arrastei para o carro depois de assistir um filme de romance.
– Sim um simples filme de romance, eu poderia ter te levado para jantar, mas você que preferiu ser a janta, e não fui eu que fiquei provocando durante a porcaria do filme todo.
– Só estava dando um pouco de carinho ao meu marido. – fiz uma cara de inocente, sim eu o tinha provocado durante toda sessão, claro que sutilmente com um beijo nos pescoço, uma mão aqui e outra lá.
– E acabou dando mais do que carinho, ainda muito insaciável meu anjo.
– Você que fez isso comigo. – pisquei. — Agimos como dois adolescentes controlados pelos seus hormônios.
– É bom saber que ainda temos esse pique todo, quase cinquentão não? — Bati em seu braço.
– Certas coisas não precisam ser lembradas. – ele me abraçou beijado minha cabeça.
– Eu te amo. – um selinho. – agora te esperarei lá embaixo, antes que mude de ideia e te arraste para cama.
– Não me oporia.
– Mas tarde meu bem, mais tarde e você vai se arrepender por estar me provocando.
Edward saiu do quarto e olhei para o espelho, teria que retocar a maquiagem.
Rapidamente fiz isso e passei um perfume, tinha esquecido anteriormente, sai do quarto encostando a porta desci para o segundo andar, passei em frente à porta de Marissa e bati.
– Quem é? – ouvi a voz que Caroline contra porta.
– Sou eu querida.
– Ah pode entrar mamãe. — abri a porta e coloquei apenas minha cabeça para dentro.
– Como estamos?
– Quase terminando senhora Masen. – Beth, uma amiga de Marissa disse, ela já estava basicamente pronta só faltavam os sapatos.
– Bella Beth, já disse esse senhora acaba comigo.
– Ah sim, desculpa s... Bella.
– Mamãe deixe-me ver como está a senhora. –Entrei a pedido de Marissa e ela bateu palmas. – Não poderia estar mais do que incrível, arrasou mãe, tenho certeza que vai deixar muitos dos nossos colegas de queixo caído.
– Menos Marissa, não vamos viajar tanto.
– Meninas vocês não acham a mesma coisa?
– Com certeza Bella. – Jane, outra colega falou. – Sabe como são esses meninos ficam caídos por uma mulher mais velha, ainda mais a senhora que é tão educada e fala com todos.
– Papai vai ter muito trabalho essa noite com toda certeza. – Caroline disse e acabei rindo.
– Ai meninas, vou deixar vocês terminarem de se arrumar, as vejo lá embaixo.
Sai do quarto e segui em direção ao quarto de Ainden, bati e esperei, mas nada, talvez ele já estivesse pronto, segui para o quarto de Damien e antes de bater ouvi uma voz exaltada.
– Mas que porra Damien, você faz a merda e agora fica ai de frescura.
– Já disse que não tenho porque me arrumar, Elena não vai vim e já sei disso, para que vou ficar nesse porcaria de festa.
– Você é um estúpido temperamental, sabe que errou o mínimo era ligar pedindo desculpa, e caramba a festa não é para mim ou para você, mas principalmente para Marissa, sabe o quanto ela esta animada por esse dia, você poderia ao menos pensar na nossa irmã não só em você mesmo.
– Tchau Ainden.
– Desisto.
Afastei-me da porta e a mesma logo foi aberta e um Ainden transtornado saiu.
– Mãe.
– Oi.
– Eu tava...
– Eu sei de tudo. Elena me contou.
– Ah sim. Esses dois sempre foram como cão e gato. – ele bufou. – Óbvio que eles se gostam desde que se conheceram e agora que finalmente têm a chance de ficar juntos... Deixam que uma discussão os afaste, será que custa sentar e dizerem como se sentem?
– Eu o entendo Ainden, ele só tem... Medo, insegurança, tem receio em ligar para Elena e ouvi-la falar o que ele não quer ouvir, então ele se esconde.
– Mas, ah mamãe também o entendo... Eu vejo como Alana e eu por exemplo. Quando discutimos aquela vez, parecia que tudo estava acabado, ficamos uma semana sem nos falarmos, a dor parecia insuportável, o medo de nunca mais ficar com ela era maior, e deixava a raiva me dominar para não cair em desespero, mas graças a Deus tudo foi resolvido com uma simples conversa. Conversa entre em um casal é tudo, através dela é possível tudo se resolver, esclarecer suas duvidas, colocar nossa opiniões e defende-las. – sorri diante de suas palavras, coloquei uma mão em seu rosto.
– Fico muito feliz em ouvir essas palavras de você meu amor. E é bom que você já entenda que uma conversa plena é o melhor para qualquer relacionamento, mas às vezes é preciso de algo para nos impulsionar para ver isso entende, contigo já aconteceu algo que o fez ver isso, agora é a vez de Damien, e ele tem que colocar o ciúme e o temperamento de lado e correr atrás daquilo que quer, antes que perca tudo.
– Vai falar com ele?
– Claro, darei apenas um empurrão, mas tudo será por conta dele.
– Então ele agora é todo seu mamãe. – Ele me deu um beijo no rosto, esperei Ainden se afastar antes de bater na porta de Damien e abri-la.
– Já falei que não quero saber Ainden, para de ser um pé no saco e vai...
– Sou eu. – entrei
– Mãe, pensei que... Enfim. – Olhei para meu filho que estava deitado sobre a cama com uma bola de futebol americano nas mãos, seu esporte favorito.
– Não vai se arrumar para sua festa?
– Acho que não.
– O motivo de não querer ir é por causa de Elena.
– Ela não vai vir.
– Tem certeza?
– Mas é óbvio a gente discutiu e...
– Meu bem. – sentei ao seu lado. – Essa festa não é só sua, Elena é uma das melhores amigas de sua irmã, e tem um enorme carinho por Ainden que a defende como se fosse sua irmã também, acha mesmo que ela deixaria de ir só porque vocês discutiram? E claro também terá outros colegas aqui dela, e o máximo que ela pode fazer é não falar contigo.
– Outro motivo para não ir.
–Ok! Você não tem mais idade para eu ter que lhe obrigar a fazer alguma coisa, mas saiba que todas as atitudes trazem consequências, sejam elas boas ou ruins você está abrindo mão de algo raro e precioso, apenas não desperdice essa oportunidade. – dei um beijo em seu rosto e sai.
Desci as escadas para o primeiro andar pude ouvir a conversa animada de um de nossos convidados.
– Esses meninos cresceram tão rápido.
– Eu que o diga Anthony. – falei e fui abraçar meu sogro, Edward Anthony já tinha seus setenta e quatro anos, a marca da idade já tinha chegado há um tempo em sua fisionomia, mas ele continuava sendo um eterno galã, graças a Deus com uma perfeita saúde e lúcido, ele gozava de uma perfeita saúde para sua idade.
– Ah minha nora, mais linda a cada dia que se passa.
– Pai menos.
– Edward, é bom de vez em quando receber um elogio para o ego.
– Oras como se eu não a elogiasse a cada minuto do dia.
– Pelo amor de Deus, vocês ainda continuam com todo esse melaço depois de todos esses anos. – Austin se fez presente de braços dados com Gianna.
– Como se ele não fizesse o mesmo, minha diabete não aguenta mais. – Gianna brincou e veio me abraçar. – Está linda Bella.
– Você também. – E estava ela usava um vestido preto, discreto e elegante.
– Madrinha. – Alana me cumprimentou também, seu vestido era um preto de um ombro só, estava magnífica, meu filho com certeza iria babar.
– Tia.
– Nossa Jason, cada dia esta crescendo mais, daqui a pouco já vai me passar.
– Amor isso não é difícil. – fuzilei meu marido com o olhar e voltei para Jason, o mais novo de Austin e Gianna com quatorze anos. – Os meninos estão no quarto se quiser ir fique a vontade, e Alana, Marissa esta terminando de se arrumar com as meninas no quarto dela.
– Tudo bem madrinha eu vou lá.
– Jason. – Austin chamou o filho. – Certifique-se que sua irmã vai para o quarto da sua prima mesmo.
– Pai!
– Austin! – mãe e filha falaram ao mesmo tempo.
– Só estou protegendo o que é meu, querida. – ele se dirigiu a sua esposa.
– Pode deixar pai. – Jason falou e seguiu subindo com a irmã.
– Acha que não dei educação ao me filho Austin. – Edward rebateu. – Pode ter certeza que ambos são bem melhores do que você na sua adolescência. Pelo que eu me lembro você era um garanhão na faculdade.
– Olha quem sala, como se você...
– Ok rapazes, não queremos saber das suas conquistas de mais de 20 anos atrás. – falei.
– Anos atrás, isso não são palavras que se usem Belinha para nós. – Alice se fez presente junto com Jasper e seu filho, Rhage de doze anos.
– Realmente Alie, e Bella tem que parar de usar essas palavras. – Victoria estava atrás com James e os filhos, John de dezessete anos e Julie de treze anos.
– Vocês mulheres magníficas se acham velha? Então o que esse pobre velho deve se sentir? – Anthony falou e acabamos rindo.
– Qual é a fofoca? – a voz robusta e forte foi de Emmett.
– É tava faltando à velha fofoqueira do grupo. – Jasper disse e riu do cunhado e fez uma cara de bravo.
– Infelizmente é a verdade ursão. – Rose concordou com o irmão.
– Pelo amor de Deus, até minha esposa acha isso de mim, estou perdido.
– Papai mais sabe que é isso mesmo. – Elena disse e riu.
– Estou decepcionado filha. – Rimos e os cumprimentei deixando minha afilhada por último.
– Como ele está? – Elena perguntou durante nosso abraço.
– Horrível. – ela riu e eu também.
– Tenho saudades dele.
– E ele de você.
– Sei que foi ontem madrinha, mas parece uma eternidade.
– Para os corações apaixonados uma hora de distancia é uma eternidade. – após todos se cumprimentarem tomei a palavra. – Meninos podem ir para o quarto dos primos de vocês, eles estão terminando de se arrumar, e sei que vocês não estão a fim de ouvir nossas conversas. – todos assentiram e correram para o quarto dos meus filhos.
Conversamos um pouco sobre banalidades, e aos poucos foram chegando os amigos de meus filhos, os direcionamos até a parte detrás da casa, no qual um DJ já tocava umas músicas dançantes, os pais também foram convidados, mas como imaginei a grande maioria não viria apenas dois casais vieram, justamente os pais de Elizabeth e Jane.
Muitos já tinham chego e nenhum de nossos filhos tinha descido, estava para ver o que estava havendo quando todas as meninas desceram, me informando que Marissa iria entrar juntos com os irmãos, os meninos vieram em seguida e todos foram para fora, fomos juntamente ficando em um canto mais afastado, conversávamos e observamos os adolescentes dançarem e brincarem entre eles, animados e contentes.
As luzes se apagaram e ouvir a voz do DJ.
– Agora uma pausa para entrada dos nossos anfitriões e aniversariantes dessa imensa festa, Ainden, Damien e a maravilhosa Marissa, uma salva de palmas pessoal. – as luzes foram focadas para a entrada da casa, no qual apareceram meus lindos.
– Me lembre de queimar esse vestido de Marissa quando a festa terminar.
– Edward!
– Como você pode a deixar usar essa roupa? Pelo amor de Deus Bella.
– Não vou discutir isso com você. – revirei meus olhos e foquei em meus filhos que agora estavam rodeados pelos amigos os cumprimentado.
Edward estava de cara fechada e emburrado, atitude de criança, só queria ver quando a verdadeira surpresa acontece.
Olhando ao redor achei o Brian, ele olhava para Marissa maravilhado, depois que o furor passou, ele se dirigiu até minha filha a abraçando e dizendo algo em seu ouvido que a fez sorrir mais ainda. Em outro lado esta Ainden e Alana um nos braços dos outro. Busquei por Damien e demorou para encontrá-lo, ele estava em um canto afastado conversando com John, mas podia ver que seu olhar seguia Elena que dançava com as amigas agora, a noite provavelmente seria bem longa.
***
Já passavam das 23h logo seria cantado o parabéns, todos já tinham chego a um bom tempo, me dirigi a mesa de doces que estava um pouco afastada, enquanto me deliciava ouvi uma voz.
– Tivemos apenas nossa primeira discussão. – Elena conversava com alguém.
– Não sei como você aceitou namorar com o Damien ele é tão... Impulsivo.
– Harry eu sei bem o jeito do Damien, desde que nasceu lembra?
– Sim, mas sabe se precisar de um ombro amigo sabe onde me achar.
– Sim eu sei, obrigada.
– Mas que merda é essa? – ouvi a voz de Damien e suspirei me virei e sai um pouco de trás da mesa e vi os três ali, Elena estava de braços com Harry e Damien os olhava ensandecido, dei um passo para me opor.
– Damien...
– Então é assim? Um dia e você já vai para os braços de outro.
– Harry poderia nos dar licença.
– Mas...
– Por favor. – ouve um silêncio. – Você bem sabe que Harry é meu amigo, sempre foi e sempre será.
– Parece que ele quer ser mais que um amigo.
– Você sabe que isso é basicamente impossível. E quer saber eu to cansada dessa situação, você nunca me da uma chance de falar, sempre vem com acusações e se irrita quando as coisas não são do seu jeito, e eu não quero isso, quero que confie em mim que me ame e esteja do meu lado, que possa simplesmente entender a palavra não quando dita.
– Esta dizendo isso pelo o que aconteceu ontem?
– Principalmente. – houve um suspiro.
– Ok, eu admito que fui um tremendo de um idiota, mas eu amo você Elena, eu quero ter você comigo de todas as maneiras, eu te desejo como bem sabe, eu quero venerar seu corpo e te amar, sua recusa ontem, sim feriu meu ego, pode parecer uma grande esputeis minha, mas nunca antes alguém disse não para mim.
– Tem que entender que não sou que nem as outras que você saia Damien se está esperando que eu aja que nem elas, me desculpe, o melhor será terminamos...
– NÃO! Eu... Olha me perdoe, me desculpa, sei que você não é que nem as outras, fui um estúpido de um canalha, só que eu tenho ciúmes... Ainda tenho na mente você com.. Aquele ser, saber o que ele já teve me deixa enormemente enciumado.
– Mas você... Olha o assunto nunca surgiu antes, mas a minha recusa não tem a ver com alguma frescura ou coisa do tipo, é que eu... Bem eu... Nunca fiz algo disso parecido, e o Bruce a gente só ficou, mas nada foi além, nunca foi mais além com alguém que não tenha sido com você.
– Esta me dizendo que é... Virgem?
– Sim.
– Ah, merda eu fui um tremendo filho da mãe contigo... Eu me perdoa eu... – nada mais ouvi dei um passo de vi ambos nos braços um do outro sorri e me afastei, um já estava resolvido.
– Onde estava? – Edward perguntou quando cheguei à mesa.
– Por ai vendo se esta tudo em ordem.
– Entendi o que...
– Opa opa! – o DJ parou a musica e todos focamos nele. – Acabamos de receber uma enorme notícia, nossa aniversariante Marissa Masen acabou de ser pedida em namoro! — Após isso várias pessoas urraram e bateram palmas.
– Quem é que vou matar? – Edward rangeu os dentes atrás de mim.
– Menos Edward.
– Todos aqui desejamos parabéns aos pombinhos, Marissa e Brian.
– Brian? – Edward me perguntou. – Seria o amigo de Ainden e Damien? Que por acaso trabalha comigo?
– Acho que sim...
– Você sabia...
– Culpada.
– Porque não me disse?
– Porque Marissa pediu para não contar. – dei de ombros. – Ela mesma queria falar com você. Mas pelo jeito...
– Eu juro que...
– Papai, mamãe? – Marisa se fez presente e estava de mão dadas com Brian. – Vim apresentar Brian... Oficialmente.
– Senhor e Senhora Masen.
– Apunhalado pelas costas não? – Edward soltou.
– Pai!
– Edward! – o repreendi.
– Quais são suas intenções com minha filha?
– Eu gosto dela senhor, aliás, eu a amo e muito, pensei em fazer o pedido para ela em seu aniversário faz tempo, e depois falar com os senhores, mas bem... Marissa tem algumas amigas que gostam de ser um pouco mais adiantadas.
– É verdade papai, estávamos nos dirigindo para cá quando Elizabeth falou com o DJ, bem o senhor sabe o resto.
– E minhas intenções são as mais respeitosas possíveis senhor Masen, como já disse amo Marissa e a quero comigo, e quem sabe em um futuro ser minha futura esposa.
– Você gosta dele? – Edward perguntou para Marissa ignorando completamente o coitado de Brian.
– Sim, e muito.
– Só quero que a faça feliz, e se algum dia a magoá-la será um homem morto.
– Eu mesmo me oferecerei se há machucar um dia.
– Acho que posso gostar de você rapaz, bem vindo à família. – Eles se cumprimentaram e o casal logo se afastou.
– Viu não foi tão difícil. – falei.
– E ai Ed, como se sente entregando sua filha para um marmanjo? –Emmett provocou.
– Isso ai meu amigo, como que é a sensação de ter sua menininha com um aproveitador. – Austin completou.
– Cala a boca vocês dois, meus filhos pelo menos vocês conhecem desde que nasceram.
– E você conhece Brian desde menino também, ele é amigos dos seus filhos.
– Preciso de uma bebida. – ele ignorou os rapazes, eu ri e o acompanhei.
***
– Agora galera finalmente vamos aos parabéns. – Já arcava 23h50. — Quero chamar os aniversariantes aqui, fiquei sabendo que têm algo a dizer. – olhei ao longe e vi os três se encontrarem na mesa e Ainden pegando o microfone.
– Primeiramente quero agradecer a todos por terem vindo, não poderíamos ficar mais felizes do que completar nossa maioridade, com nossos amigos, familiares e amores. – ele falou e se dirigiu a Alana, houve umas zuações, mas logo ele voltou a falar. – Agora passo a palavra para meu irmão aqui.
– Bem, faço as palavras de Ainden as minhas. – ele começou. — E também nós três agradecemos aos nossos pais pelo presente, por estar sempre conosco em todos os momentos, pelos conselhos, os abraços, por serem perfeitos para nós. Por favor, papais se aproximem, e Caroline você também. – ele passou o microfone para Marissa.
Peguei na mão de Edward e caminhamos até a mesa com Caroline entre a gente.
– Vamos lá. – Marissa começou, limpando a garganta. – Está difícil, papai, mamãe não temos palavras para expressar tudo que vocês fizeram por nós, sabemos que três de uma vez não foi fácil. — ela parou e todos riram. – Sabemos que não foi fácil à vida de vocês, que o começo foi um tanto conturbado e inesperado, que vocês passaram por altos e baixos, que apesar de tudo no final vocês ficaram juntos. A vida não é fácil, temos que lutar por ela e vocês são os melhores exemplos que poderiam existir vocês nos enchem de orgulho, somos mais do que orgulhosos por podermos chamá-los de pais, vocês nos ensinaram tudo que podiam e somos gratos pelo aprendizado, se um dia eu conseguir ser um terço dos pais que vocês são para os meus filhos, me sentirei a pessoa mais realizada do mundo. – ela piscou tentando segurar as lágrimas, as minhas já caiam livremente, Edward passou o braço em volta de meus ombros. – E sei que se nossa irmã mais velha... – ela fungou. – Estivesse aqui conosco ela também se sentiria orgulhosa, ou melhor, sei que em qualquer lugar onde ela esteja ela esta orgulhosa, porque mesmo tendo vivido por poucas horas ela sabe que foi amada por vocês, assim como ela sabe que é totalmente amada por nós que nem ao menos a conhecemos, mas ela estará para sempre guardada em nossos corações. – ela parou por um momento e agora Ainden e Damien a rodeavam com os braços, eles também choravam, falar de Angel, nossa anjinha, sempre foi um pouco doloroso para nós. – Mamãe papai, falo por mim e por meus irmãos, obrigada por serem os pais mais perfeitos do mundo. – Com isso Marissa saiu correndo para os meus braços e a abracei sendo seguida por todos, Ainden, Damien, Caroline e Edward, minha família, minhas vidas, ali em meus braços.
***
Após todas as emoções e os parabéns, sim cantamos três vezes um para cada um, a festa continuou noite adentro, Anthony já tinha ido se deitar após os parabéns, muito mais emocionado, Marissa acabou me arrastando para a pista de dança em um dado momento, comecei meio dura, mas logo me soltei com suas colegas, e depois Alice, Gianna, Rosalie e Victoria se juntaram a mim e dançamos muito, brincamos e lembramos uns passos antigos, as garotas nos acompanharam depois nossos maridos se juntaram a nós e nos divertimos muito mais, principalmente Emmett que começou a querer fazer um Stripper e foi repreendido por Rose, brincamos, dançamos e não paramos.
Já tinha dado 5h quando o último convidado foi embora, nossos amigos dormiriam em nossa casa, e nossos sobrinhos ficariam com nossos filhos, apesar de ter quarto para todos sabiam que era isso que queriam. Demos “boa noite”, ao pessoal e nos dirigimos ao nosso quarto, sentei na cama e tirei os saltos fazendo uma massagem de leve neles.
– Eles são perfeitos.
– Totalmente, não esperava pela homenagem.
– Nos surpreenderam.
– Muito, obrigada Edward, por me dar filhos tão maravilhoso.
– Não querida eu que agradeço, por ter entrado em minha vida de forma inesperada e avassaladora, agradeço todos os dias por ter esbarrado em você em minha vida.
– E literalmente. – rimos. – nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto, como eu amo você, como eu amo minha vida e tudo que ela provem.
– Eu te amo.
– Eu te amo.
Encaramos-nos, e através do nosso olhar podíamos ver tudo que queríamos dizer um para o outro, era assim que nos entendíamos e sempre seria assim, até depois da eternidade, essa era a minha história mais que perfeita, que começou de uma maneira Inesperada.
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