Inesperado;;
7 6º Capítulo
Notas iniciais
6º Capítulo
Por Edward
Não precisava abrir os olhos para saber que a encontraria ali em meus braços, o cheiro de morangos que emanava de seus cabelos, era inebriante, o calor de seu corpo junto ao meu, apertei seu corpo contra o meu. Abri os olhos vendo os seus direcionados para mim, brilhantes e felizes. Alisei sua face macia, como se fossem pétalas de rosa. Beijei seus lábios delicadamente deliciando com seu gosto.
– Não sabe como esperei tanto por isso. – sussurrei em seu ouvido
– Posso imaginar se for o mesmo tanto que eu senti. – sua voz suave aqueceu-me mais.
– Eu te amo Bella, muito... – olhei para ela, seu sorriso iluminaria as noites mais escuras.
– Eu...
Abri os olhos olhando para a porta sendo aberta e uma faxineira entrando.
– Oh! – ela exclamou quando me viu no sofá. – desculpe-me senhor Cullen pensei que já havia ido embora.
– Acabei perdendo a hora. – ela assentiu. – eu já estou indo.- falei me levantand-me.
– Não se preocupe volto mais tarde. – ela deu um sorriso e saiu fechando a porta em seguida.
Sentei no sofá novamente olhando para o copo no chão, passei as mãos pelos cabelos. Lembrei-me do sonho.
Um sonho.
Apenas mais um sonho.
Um maldito sonho. Que eu desejo do fundo da minha alma que fosse real. Há três meses vem sendo a mesma coisa, eu sonhava com ela nos meus braços me declarava, mas quando ela ia responder eu acordava, era frustrante demais. Eu acordava com raiva, mas depois vinha a decepção de saber que ela não estava na nossa casa, no nosso quarto.
Já podia sentir aquele velho aperto no perto, o vazio.
Levantei e uma tontura me atingiu, fechei os olhos e esperei um pouco até reabri-los, fui para o elevador meio cambaleante entrei e esperei, em segundos já estava na minha garage privada. Entrei no carro e deixei minha cabeça apoiada no volante.
Minha vida se resumia a isso agora.
Depois de ter chegado em casa a três meses e descobri que Bella havia me abandonado, eu bebia, eu sabia que não era certo, mas nunca conseguia beber a ponto de não conseguir me lembrar de nada.
Passei três dias em estava catatônico até que por fim tomei uma decisão. Liguei várias vezes, ou melhor milhares de vezes para o celular de Bella que sempre caia na caixa postal, a procurei que nem um desesperado, mas eu estava desesperado. Contratei um detetive, o melhor, mas até agora apenas noticias frustrantes. Deixei o banco em alerta, qualquer movimento na conta bancaria eu devia ser informado imediatamente, não importava a hora o lugar onde eu estaria, Bella é a mais importante. Mas até agora nada.
Remexi nas coisas no quarto e sabia que Bella levara os dois cartões do banco, mas ela só estava mexendo na conta do seu cartão individual, tentei de todos os meios saber onde ela o estava usando, mais por conta de uma democracia, o banco não, me revelou isso, pela conta dela ser particular. E eu tinha que esperar. E essa espera estava acabando comigo.
Não sabia onde ela estava, com quem, fazendo o que, se estava bem... Tantas coisas que eu queria saber e não podia.
Queria ter-la nos meus braços, beijá-la até ficar sem fôlego e dizer infinitamente quando eu a amo soltei um riso amargurado. Como o destino brincava conosco. Demorei mais de 2 anos para descobrir que a amo, e só vim descobrir depois dela ter sofrido muito, nós termos sofrido...
Entrei na garagem e desliguei o carro. Entrei em casa, já era de madrugada, nem me importava, fui para o quarto, tomei um banho demorado, tentando retira a tensão de um dia de trabalho em vão. Desliguei e coloquei uma calça de moletom e uma camiseta. Deitei-me na cama, respirei fundo e senti o seu cheiro, apesar dos meses terem se passado eu ainda sentia seu cheiro no quarto.
Não sei quanto tempo fiquei pensando em Bella, do seu sorriso, de suas bochechas coradas quando ficava envergonhada ou quando estava no auge do prazer, seu riso contagioso... Por fim dormi, mais uma noite sonhando com ela.
***
Tomei mais um gole do whisky sem sentir realmente o gosto. Mais dois meses haviam se passado, sem ela, sem qualquer noticia sua. Depois de amanha completaremos um ano de casados.
Um ano em que tudo mudou, felicidade e tristeza o rondavam, eu me sentia sem chão, a empresa já teria afundado se não fosse por Austin. Não tinha mais cabeça para nada. Agora teria que enfrentar uma reunião com novos investidores da para a empresa. Só meu corpo estaria presente, pois minha mente estaria em outro lugar.
Uma leve batida na porta interrompeu meus pensamentos.
– Entre. – falei e coloquei o copo sobre a mesa.
– Senhor Masen o aguardam na sala de reuniões. – Assenti e Kelly logo saiu.
Coloquei meu paletó e peguei umas pastas e segui para a sala, alheio a tudo ao meu redor. Entrei e todos já estavam em seus lugares, Austin estava sentado ao lado direito da minha cadeira, ele sorriu e tentei retribuir inutilmente.
– Senhores... – os cumprimentei e logo começou.
Não prestava atenção em nada, eu batia minha caneta na mesa fazendo barulho que irritaria qualquer um presente, bem se isso os estavam irritando nenhum deles se incomodou. Eu só queria ir para casa e afogar minhas magoas...
– Edward. – ouvi a voz de Austin
– Sim. – desviei minha atenção da caneta. Ele me olhava. – O que foi?
– O telefone. – então notei que o telefone em cima da mesa tocava.
– Claro. – Atendi. – Sim?
– Senhor Masen o Dr. Scott Esta na linha três e o aguarda. Mando-o ligar mais tarde? – Dr. Scott, o detetive que contratei para tentar encontrar Bella. Senti o fio de esperança que restava crescer.
– Peça para ele aguardar um minuto o irei atender na minha sala. – desliguei o telefone e pela primeira vez olhei para os presentes. – Perdoe-me senhores, mais tenho um assunto de estrema urgência para resolver. Com licença. – uns assentiram, mas nem liguei, sai apressadamente indo para minha sala, Minhas mãos tremiam quando peguei o telefone.
– Dr. Scott. – escutei minha voz sair tremula.
– Senhor Cullen lhe trago ótimas noticias.
– Fale, por favor. – sentei-me, minhas pernas estavam tremulas.
– Como o senhor sabe, não tínhamos conseguido acessar a conta bancaria individual de sua esposa, mais hoje pela manha recebi um e-mail do seu banco me informando que a Sra. Masen sacou £20.000,00 libras em Atenas na Grécia, a quatro dias, e hoje cedo sacou mais £10.000,00 libras em Edimburgo na Escócia. Imagino que o senhor queira o endereço do hotel de onde ela esta certo?
–Sim — minha voz não foi mais do que um sussurro. Marquei o endereço e confirmei três vezes e enfim desliguei.
Fechei os olhos sentindo as lagrimas caírem, finalmente depois de cinco meses sem saber pelo menos onde Bella estava era um bálsamo, eu... Eu não tenho palavras para dizer o que estou sentido, ainda não acredito que finalmente vou reencontrá-la.
Minha porta foi aberta e Austin entrou, seu semblante preocupado.
– O que aconteceu Edward. – eu não sentia vergonha por estar chorando em sua frente. – Meu Deus homem me diga o que aconteceu?
– Eu a encontrei. – falei com a vez tremula. – Finalmente a encontrei Austin.
– Bella? – assenti.
– FINALMENTE A ENCONTREI. – Gritei de felicidade, levantei e abracei Austin apertado. – Eu tenho que ir encontrá-la, o quanto antes, tenho que falar com o meu piloto e... Droga! O jato não pode sair, pois ainda não passou pela inspeção, tudo bem tenho que reservar uma passagem isso que tenho que fazer depois arrumar minhas coisas e ir para a Escócia. Ou melhor, nem vou arrumar nada, qualquer coisa compro roupas por lá.
– Escócia? – Austin perguntou me seguindo.
– Sim, ela esta na escócia, dá pra acreditar, aqui perto não devo demorar mais de cinco horas para chegar. – Abri a porta olhando para Kelly. – Kelly ligue para o aeroporto e reserve para mim o próximo voou para a Escócia, não me importa que saia daqui uma hora eu quero. – ela me olhou atônica devia ser por estar vendo um sorriso em meu rosto.
– Sim senhor. – Voltei para minha sala pegando minhas coisas.
– Edward estou feliz por você. Mas não é melhor esperar?
– ESPERAR? Para que? Para ela sumir, desaparecer novamente? Não Austin já a perdi uma vez, e não posso perdê-la de novo. – ele não disse nada, mais eu estava determinado a ter Bella de volta, e dessa vez seria para sempre.
***
Frustrado. Completamente Frustrado eu estava.
Porra de Aeroportos. Malditos, eu estava com muita raiva,
Parecia que o mundo queria se virar contra mim. Porque todo mundo decidiu ir para Escócia nesse momento? Era uma sina isso sim.
Todas as companhias aéreas não tinham uma passagem disponível para hoje e amanha, mais por um milagre consegui uma para amanha a noite, um dos passageiros tinha desistido e dei graças por isso.
Agora eu estava aqui revirando na cama esperando as horas passar para que amanhã chegasse logo.
Não via a hora de ter Bella nos meus braços. E dizer o quanto eu a amo, e que nunca mais a deixaria escapar. E depois de tudo isso irei fazer amor com ela até nossos corpos não agüentarem mais e por fim perguntar porque ela foi embora.
Esse era um bom plano só não sei bem se ele daria certo.
Fiquei imaginando nosso reencontro de diversas formas que por fim eu dormi.
***
Por Bella
Terminei de escovar o cabelo os prendendo em um rabo de cabelo frouxo, olhei pela janela do hotel da Escócia, olhando para além das montanhas altas e rochochas, o sol ainda estava nascendo tornando o lugar mais belo, quando eu podia imaginar que estaria nesse pais? Sentia-me bem aqui, devia ser pelo fato de amar histórias antigas, guerra entre clãs, romances proibidos, amores inesperados.
Suspirei e fui para minha tela de pintura, comecei a pintar recentemente para passar o tempo, e não sabia que tinha esse talento peguei os pinceis e as tintas misturando até dar a cor que eu queria, olhei para a Foto que peguei para pintar, um castelo antigo do século XIX, o castelo me enfeitiçava, me imaginava vivendo nessa época, os vestidos, a vida de uma outra forma.
Comecei a pintar me apegando bem aos detalhes, mudando de pincel constantemente, o tempo passou e nem liguei continuei a pintar.
Parei quando o sol apareceu por completo, minhas mãos cheias de tinta, meu rosto também devia estar, limpe-as o máximo, por fim resolvi tomar um banho quente.
Retirei a roupa entrando no Box a água quente contra minha pela era uma maravilha, coloquei um pouco de sabão liquido na mão e comecei a me lavar peguei mais um pouco e olhei para minha mão esquerda, onde a aliança ainda estava, fiquei uns segundos olhando-a, mordi os lábios tentando evitar que as lagrimas caíssem, e como um raio, várias imagens vieram fechei os olhos e deixei minha mente vagar, me permitindo ter esse momento de fraqueza. Deixando as lagrimas que a meses segurava fluírem.
Learning To Breathe — Switchfoot
(Tradução para quem quiser ver)
Quando nos conhecemos…
– Espere. – gritei e ele olhou para mim. – Qual o seu nome?
– Edward. E o seu?
– Isabella Swan
Quando descobri que ele era o dono da empresa...
– Bom dia! – uma voz conhecida me cumprimentou, eu conhecia essa voz apesar de tela ouvido apenas uma vez, era impossível de esquecê-la.
Edward apareceu na minha frente sentando na cadeira e colocando a pasta na mesa.
– Eu disse que não precisava se preocupar com a roupa.
– Edward, nossa que surpresa, a roupa é emprestada. – ele sorriu e eu morri, um sorriso torto e lindo saiu de seus lábios que me fez ficar completamente deslumbrada, com falta de ar. Pisquei e desviei meu olhar dele, olhei ao redor. – Sua sala é linda, bem masculina. – moveis escuros, as cortinas pesadas e um sofá preto no canto da sala que era bem espaçosa. – Você deve ser um amigo intimo do...Chefe. – ele riu e não entendi.
– Bella... É posso te chamar de Bella?
– Sim.
– Ainda não notou que eu sou o chefe?
– O que? Você? Como? Nossa...
– Esta surpresa?
– Completamente.
Quando ele me tornou sua...
– Bella... – então fui atacada pelos seus lábios macios, quantas vezes eu tinha pensado em como era sentir seus lábios contras os meus. Agora eu estava experimentando o que tanto sonhava. A certa altura o beijo se tornou mais intenso, mais quente.
Quando fui notar ambos já estamos nus, seu corpo no meu, pele sobre pele, nos tornando apenas um. Ali ele me fez uma mulher, só tinha tido duas experiências sexuais antes e muito decepcionantes, mas com Edward foi diferente ele me fez sentir coisas que nunca senti antes, um prazer inesperado, forte, arrebatador. Ele era um excelente amante, lindo, charmoso maravilhoso.
O vazio que eu sentia quando ele ia embora...
Não sei o porquê, mais sempre que Edward saia eu sentia um vazio em meio peito, que não sabia explicar.
A primeira vez que fizemos amor no seu escritório...
[...]Abri minhas pernas o deixando se encaixar entre elas. Logo ele voltou a me beijar, suas mãos passeando pelo meu corpo, suas mãos começaram a trabalhar em minha camisa, abrindo os botões um por um, fui remexendo meus pés para me livras das sandálias, assim que ele terminou com minha camisa a retirou jogando num canto qualquer, ao mesmo tempo em que minhas sandálias caiam atrás dele. Seu olhar parou em meus seios coberto pelo sutiã preto, apenas sobre seu olhar meus seios ficaram rígidos, Edward desceu beijos pela lateral de meu pescoço até chegar a meus seios, seus lábios beijavam um sobre o sutiã enquanto sua mão acariciava meu outro seio. [...]
[...]Eu implorava por mais em pensamento, cruzei minhas pernas em volta de seu quadril o apertando contra mim, o fazendo ir mais fundo, Edward buscou minha boca me beijando urgentemente, nossos gemidos ecoavam pela sala vazia. Eu sentia meu orgasmo chegando, meu sexo se contraindo, pequenos espasmos pelo meu corpo, e por fim chegou fazendo meu corpo se contorcer num orgasmo maravilhoso, eu sussurrava o nome de Edward repetidas vezes, e o senti se liberar dentro de mim seu gozo se misturando ao meu. E meu nome saindo pelos seus lábios. [...]
Quando descobri que estava grávida...
– Sim e Não. Mas sente-se para conversamos. – sentei-me, minhas pernas já estavam bambas e eu tremia ligeiramente por causa do suspense. Caius fez umas anotações, e finalmente se virou para mim sorrindo. – Pelo modo como você esta agindo imagino que ainda não saiba...
– O que eu não sei? – perguntei o Interrompendo.
– Parabéns Isabella, a senhorita está grávida de dois meses.
Quando eu contei para ele...
– Eu... é... – olhei para minhas mãos que tremiam, as apertei uma na outra tentando em vão de parar de tremer. Edward se ajoelhou na minha frente e segurou meu rosto com ambas suas mãos.
– Bella me diz o que esta acontecendo. – senti meus olhos marejaram. Não sabia se era de desespero ou felicidade. Então falei de uma vez.
– Eu estou grávida Edward.
Ele me pedindo em casamento
– Sim Bella, eu poderia me casar com a mulher que eu quisesse. – Ele remexeu num bolso em seu paletó, retirando uma caixinha de veludo azul. – Eu sei que fui muito arrogante ontem, mas quero fazer as coisas direito. Eu não quero outra Bella eu quero você. Podemos fazer isso dar certo. Por favor, você aceita se casar comigo? — Com essas palavras minhas defesas se abalaram. Eu sabia que estava em um campo minado, um passo eu falso e...
Olhei para seus olhos verdes, que me olhavam intensamente fazendo eu me perder neles como sempre, eu sabia que estava indo para um caminho sem volta...
– Sim, eu aceito.
Então ele retirou da caixinha um anel de prata ou ouro branco com uma única pedra nela.
– Dizem que o diamante é eterno. – ele falou enquanto colocava em meu dedo anular. – Espero que o nosso casamento seja. – olhei para ele, havia muita sinceridade neles.
Eu também esperava.
Eterno.
Um riso histérico escapou pelos meus lábios juntos com os soluços que eu tentava segurar. O certo seria ele dizer “eterno enquanto dure”.
O casamento simples...
– Pode Beijar a noiva. – assim que o juiz de paz mencionou Edward se virou para mim dando um beijo calmo e suave.
A discussão no nosso primeiro dia de casados...
– Você não se atreveria Bella.
– Não duvide de mim.
– Bella...
– Não quero discutir, não hoje. – falei saindo da sala.
Nossa lua de mel, ele me ensinando a nadar, eu ainda podia sentir suas mãos e minha cintura. Um arrepio passou sobre meu corpo...
Edward me segurou pela cintura me ajudando a entrar. A água já cobria meu busto e meus pés não chegavam ao chão. Enlacei meus braços em seu pescoço me segurando nele, um arrepio passou pelo meu corpo ao senti totalmente colada nele.
Naquela mesma noite nos amamos intensamente... Suas palavras ecoavam pela minha cabeça, como se fossem sussurradas em meu ouvido.
[...]- Olhei para mim. – parei de reparar seu corpo, e olhei para aquele mar verde brilhante, cheio de desejo, felicidade, ternura e algo mais que eu não conseguia identificar. – Quero que me olhe nos olhos, quero vê-la chegar ao seu limite, quero ver seu corpo se contorcer, quero ver aquele brilhos em seus olhos, como se fossem as suas estrelas mais preciosas. – Eu não iria chorar, mas era quase impossível, não chorar com suas palavras, Edward é um homem muito romântico.
– Me faça seu Edward. – falei com a voz embargada. [...]
[...] Ver o brilho intenso em seus olhos, os ver escurecerem ao chegar ao clímax, foi uma experiência maravilhosa, e inesquecível. Ele saiu lentamente de mim, e apenas nesse momento quebramos nosso contato visual, meus cabelos estavam grudados, em meu rosto, o suor escorria pelos nossos corpos. [...]
Sua preocupação comigo...
– Porque eu me preocupo com você, com nossa filha, não quero que nada aconteça com vocês, eu morreria Bella se alguma coisa acontecesse. Quando pedi para não trabalhar mais, não foi apenas porque eu sei que posso sustentá-la, mais evitar qualquer tipo de acidente, você pode achar que eu sou paranóico Bella, mais eu cuido do que é meu. E você é minha Bella, e nossa filha também. Eu sei que esta entediada, te entendo, mais me preocupo muito. Quando disse que procuraria outro emprego, não imagina as besteiras que passaram pela minha cabeça. TE segui nesses três dias, mantendo distancia, quando você conseguiu o emprego... – ele balançou a cabeça. — Esperei vê-la chegar em casa em segurança, depois fui até local e ofereci dinheiro para o dono não admiti-la. Pode me chamar do que quiser Bella, não me arrependo do que fiz, e eu faria tudo de novo só para mantê-la em segurança. E farei muito mais do que isso se for preciso.
Agora eu já chorava sem me importar com mais nada, minhas mãos repousaram em meu ventre liso agora...
– Meu marido acha que é uma menina. – falei com a voz embargada de choro. Olhei para Edward que também chorava, limpou meu rosto.
– Estão vendo aqui? – Amélia perguntou apontando para um canto do monitor. – Acho que o papai tem um bom palpite. Parabéns é uma menina. – nem tive tempo para me pronunciar e os lábios de Edward já estavam sobre os meus.
O acidente...
Soltei um grito de dor quando senti uma pontada muito forte em meu ventre, lagrimas de desespero rolavam pelo meu rosto, eu gritava e chorava de dor, minha garganta seca dificultava minha passagem de ar. Mais um pontada, e outra e mais outra cada uma mais forte que a anterior, eu lutava contra a escuridão que ameaçava me envolver, abracei minha barriga olhando para ela, o mundo parou para mim, não ouvia mais os gritos de desespero do lado de fora do carro a única coisa que importava era uma pequena possa de sangue se formando em minha barriga sujando o banco, eu sabia o que estava acontecendo mas recusava acreditar, a porta do meu lado foi aberta num rompente e por fim a escuridão.
– Porque Deus, porque comigo? – sussurrei em meio ao soluço, quando descobri que ela não tinha sobrevivido...
– Bella, eles tentaram de tudo, ela não, infelizmente ela não resistiu, nossa filha... – Suas palavras eram como facadas em meu peito
–NÃO. – Eu soluçava agora. – ME DIGA QUE É MENTIRA, POR FAVOR, ELA NÃO...ELA NÃO PODE, NÃO EDWARD, NÃO NOSSA FILHA...
Meu estado de torpor depois disso, a culpa me consumia me fazendo me afastar de Edward, os dias passavam e eu ao menos nem prestava atenção.
Quando por fim decidi fazer com que as coisas melhorassem...
– Esse celular é de Edward? – perguntei sem enrolação.
– Sim. – a mulher me respondeu e senti meu coração se quebrar em mil pedaços. – Quem gostaria? – Não consegui responder.
– Onde ele esta? – perguntei segurando o choro.
– No banho.
Por mais que eu tentasse, não sentia raiva te Edward, não tinha o porquê, pois tudo aconteceu foi por minha culpa e de ninguém mais. Apenas eu era a culpada de tudo. Abracei-me deixando meu corpo cair pelo azulejo.
E ali fiquei chorando, eu merecia sofrer um pouco não?
***
Terminei de me trocar e olhei para o espelho a calça jeans um pouco folgada, por eu ter emagrecido um pouco nesse tempo, uma camiseta de manga cumprida de malha e um casaco por cima, aqui apesar do sol era frio. Meu rosto pálido com olheiras e os olhos inchados coloquei um óculos escuro para esconder um pouco a cara de doente que estava.
Que dia seria hoje? Estava tão perdida no tempo que só sabia que alguns meses tinham passado mais fazia a mínima idéia de quanto tempo, peguei meu celular e o quase derrubei.
27 de maio.
Um ano, completaríamos um ano de casado hoje, como não notei? Já haviam se passado o que? Mais ou menos cinco meses...
Eu tinha vontade de chorar, mas não de tristeza e sim de alegria, mais lagrimas não caíram desta vez. Uma brisa entrou pelo quarto, e foi como se lavasse minha alma, me senti mais leve, não entendia o que estava acontecendo mais era como se um torpor tomasse conta de mim.
Larguei o celular na cama e sai do quarto, andando sem rumo.
***
Por Edward
Certas pessoas não têm sorte e eu sou uma delas.
Além de conseguir o voou de ultima hora ele ainda saiu atrasado, o voou que era para sair as 11:00 da noite foi sair as 3:00 da manha, por problemas técnico. Minha ansiedade me irritava, passei o voou todo contando os minutos.
Por fim cheguei, e para melhorar a situação, uma mala foi encontrada e pelo que parecia tinha algum tipo de droga e isso fez com que a segurança segurasse todo mundo por mais duas horas, o que me irritou profundamente.
Mas consegui pegar um taxi e chegar ao hotel, ele era um monumento antigo de pedras, mas por dentro toda tecnologia habitava por ali. Como eu e Bella ainda éramos casados, graças a deus, eu não teria nenhum problema em achar seu quarto.
Fiquei na fila, não demorou muito para chegar minha vez.
– Reserva senhor? – a moça nem ao menos olhou em minha cara.
– É bem, minha esposa está hospedada aqui há uns cinco dias, não pude vir com ela por conta de alguns imprevistos, gostaria que me informasse o número de seu quarto. – a mulher parou de digitar e ficou me encarando.
– Desculpe senhor, o que disse. – revirei os olhos impaciente.
– Quero saber que quarto do hotel que minha esposa se encontra.
– Oh, bem preciso do nome dela completo e de sua identificação, por favor.
– O nome dela é Isabella Marie Swan Masen. – falei enquanto pegava minha carteira de motorista. – Aqui esta.
– Um momento.
– Sim. – Ela digitou mais alguns minutos, depois se levantou e foi pegar uma folha. – Preciso da sua assinatura, aqui e aqui, por favor. – peguei a caneta e assinei logo. – Obrigada. – ela voltou a sentar e digitou mais algumas coisas, eu nunca havia notado como isso demorava. – Bem senhor Masen, bem vindo ao hotel Crieff Hidro, sua esposa esta hospeda no quarto andar, o numero do quarto é 369, espero que tenha uma boa estadia.
– Obrigado.
– Sua chave. –olhei para ela, se apegasse a primeira coisa que eu faria era abrir a porta do quarto, mais não queria chegar assim.
– Não preciso obrigado... – andei como um robô até o elevador, quando entrei e as portas se fecharam, eu me dei conta que depois de cinco meses reveria Bella, minha esposa, meu amor, minha vida, eu não tinha como descrever o que estava sentindo...
– Seu andar senhor. – Assenti para o moço do elevador e sai, minhas pernas tremiam meu coração palpitava, eu tinha passado a viajem e antes dela, planejando no que eu faria quando encontrasse Bella novamente, mas nesse momento não estava certo no que iria fazer. Andei pelo corredor olhando as portas vendo os números em ordem crescente, par de um lado, impar do outro. Então por fim cheguei quase no fim do corredor o numero 369 dourado na porta.
O que eu faria bater na porta, chamar seu nome? Droga devia ter pegado a chave abrir, mas se ela estivesse com outra pessoa?Um outro... Homem? Nem imagino, não suportaria nem ver. O melhor seria bater na porta e esperar.
Respirei fundo e bati.
TOC.TOC.TOC.
Os segundos foram se passando, que pareciam a eternidade. Bati novamente e esperei e nada, coloquei meu ouvido na porta, como se fosse ouvir alguma coisa. Será que ela não estava? Bem o melhor é esperar.
Sentei ali no chão mesmo sem me importar, fechei os olhos e esperei.
***
Olhei para o relógio, uma hora já havia se passado e nada.
Levantei e peguei minha mala, pegaria a chave e a esperaria lá dentro.
Rumei para o elevador meio aéreo. Ouvi o barulho das portas se abrindo, bem eu esperaria a “próxima viajem”. Olhei para frente e larguei minha mala.
Com um olhar atônico eu olhava, bem ali estava Isabella, minha Bella. Usando calça jeans um tênis e um casaco fechado e óculos escuros. Ela aparentava estar mais magra.
Minha garganta ficou seca, meu coração parecia estar ligado aos 220, minha mente girava minhas pernas bambas, nada mais importava, mas que eu finalmente a tinha reencontrado...
– Bella...
Por Bella
Eu me sentia bem, não sabia o que havia causado essa mudança. Quando sai do hotel andei pelos parques verdes, onde várias pessoas estavam com seus amigos, namorados, filhos... Afastei essa ultima parte.
No meio da minha caminhada senti um vento que me arrepiou toda e senti que tinha que voltar para o hotel, uma espécie de premonição, agora aqui no elevador eu sentia como se várias borboletas estivessem em meu estomago, um medo, com ansiedade, uma sensação estranha.
Assim que parou no meu andar, agradeci ao moço do elevador e sai olhando para minhas mãos que eu mexia nervosamente. O que estava acontecendo.
– Bella... – todos os meus músculos retesaram, meu corpo paralisou, era uma ilusão? Eu devia estar imaginando coisa, não tinha como ser a voz de Edward, aquela voz que tanto sentia falta, suave como veludo, rouca. Fechei os olhos balançando a cabeça.
– Devo estar ficando louca. – sussurrei para mim mesma.
Voltei a andar e levantei cabeça, parei na hora, arregalei os olhos. Era uma ilusão só podia ser. Não era possível Edward estar na minha frente, como ele saberia onde eu estava não tinha como, nunca falei para ninguém.
A ilusão de Edward me olhava intensamente, seu rosto pálido contorcido numa mascara de agonia.
– Não é possível. – mal as palavras saíram da minha boca e Edward veio em minha direção me abraçando fortemente, fechei os olhos apreciando o contado, parecia tão real, seus braços ao redor do meu corpo, quente, aconchegante, me sentia muito bem, como se aqui fosse meu lugar, o seu cheiro impregnou minha narinas, seu cheiro único, amadeirado... Eu devia estar sonhando, apenas mais um sonho, onde eu acordaria nesse exato momento.
Mais não foi isso o que aconteceu então me toquei, eu estava na Escócia e Edward aparentemente também, e nesse momento estávamos nos braços um do outro. E como um jato o motivo de eu ter ido embora caiu sobre mim como um balde de água fria. Ele havia me traído, eu não sentia raiva, ódio, nada, apenas magoa, eu estava ferida por dentro apesar dos meses que se passaram ela ainda estava ali completamente aberta, inflamada, sem se cicatrizar.
Antes que percebesse eu já havia falado.
– O que esta fazendo aqui? Como me encontrou? – minha voz saiu fria e ríspida.
Senti os braços que Edward ficarem rígidos e se afastaram de mim, no mesmo momento senti falta.
– O que estou fazendo aqui? – ele me olhou profundamente, e me perdi por um momento no mar verde que eram seus olhos. — Para vir atrás de você oras, porque mais seria.
– Por que você viria? – minha voz saiu cortante.
– Por quê? Bella você é minha esposa que sumiu deixando apenas um recado e mais nada.
– Pensei que tivesse pedido para não me procurar. – Edward me olhava com dor nos olhos.
– Porque você foi embora Bella? – engoli seco e desviei de seu olhar.
– Isso não interessa.
– Como não? Olhe para mim Bella. – não olhei e ele segurou meu rosto entre suas mãos me forçando a olhá-lo. – Você foi embora, me deixou sem explicação alguma, pois aquele bilhete era o mesmo que nada. Sabe como me senti todos esses meses, um lixo. Sem saber onde você estava, com quem, fazendo o que, se estava bem. Eu estava de mãos atadas não sabia onde procurá-la, onde começar. Bella pelo amor de Deus... eu...eu...eu senti sua falta da sua companhia, do seu cheiro, do seu toque, da sua voz. – ele falava e o sentia cada vez mais perto de mim, se ele me beijasse eu me esqueceria de tudo e sucumbiria ao meu desejo. – Como senti sua falta. – Acho que não sentia minha falta enquanto estava nos braços de sua amante. Mordi a língua para não falar. Eu já sentia seu hálito quente contra o meu rosto, com uma força não sei de onde virei o rosto me afastando dele.
– Não.
– Por quê? – sua voz não era mais controlada. – Porque me deixou? Diga-me Bella, eu preciso saber. – o olhei e passei por ele. – Foi por causa de um amante? – parei no mesmo instante. Ele que me traia e queria saber se EU tinha um amante? – Me diga. Foi por isso que você foi embora, e pediu para não te procurá-la... – sua voz estava mais perto. – Não lhe dei prazer o suficiente, teve que procurar por outro. – senti meu sangue esquentar. Virei o olhando com fúria.
– E se fosse? O que faria?
– Já poderia o considerá-lo um homem morto. Pois eu luto pelo o que é meu, e você Bella é minha. – Ele se aproximou cada vez mais, dei um passo para trás batendo contra a parede, que nem havia notado. Seu rosto já estava quase colado ao meu. – Ouviu Bella, minha. – E seus lábios colaram nos meus, fechei os olhos me entregando. Deus como senti falta disso, há quanto tempo não sentia seus lábios, suaves mais de modo possessivo, sua língua pediu passagem que concedi sem demora. Automaticamente levei minhas mãos a seus cabelos macios o puxando mais contra mim, não permitindo nenhum especo, nossos lábios se moviam um com o outro, numa dança onde somente nós dois sabíamos os passos, explorando cada canto da boca um do outro, toda vez que nos beijamos sentia que podia voar, sempre era assim. Senti uma de suas mãos em minha cintura, enquanto a outra em meu rosto, me segurando, me impedindo de escapar. Como se eu tivesse forças para isso.
O beijo que antes era urgente foi se acalmando, ficando mais suaves, terminamos com vários selinhos, com a respiração ofegante olhávamos um para o outro.
– Me diga que não tem nenhum amante. Por favor. – minha vontade era dizer que, sim, mais meu coração não o enganaria.
– Não, desde que estamos juntos Edward nunca mais tive outro, foi apenas você todo esse tempo. – ele sorriu e senti lagrimas acumularem em meus olhos. – Não posso dizer o mesmo de você. – ele franziu o cenho.
– Faço suas palavras as minhas. Nunca tive outra Bella deste que te conheci. – soltei uma risada histérica.
– Como pode ser hipócrita? Como tem coragem de mentir para mim? – minhas lagrimas já caiam. – Acha que eu não sei que tem uma amante, ou tinha? E pior ainda, teve uma quando estávamos casados. – seu rosto era de completo choque, ele não deveria estar esperando que eu soubesse.
– Temos muito que conversar. – disse apenas e assenti.
Estava na hora de colocarmos tudo em pratos limpos.
**Continua**
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