Notas iniciais
Desculpe a demora
Conversamos lá embaixo
Postada:02/02/2011

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3º Capítulo

Por Bella

Os minutos pareciam intermináveis. Assim que proferi aquelas palavras Edward se levantou em completo estado de choque, lágrimas escorriam pelo meu rosto, eu não sabia o que fazer, o que dizer. Apenas permaneci em silêncio, esperando uma reação sua que não veio.

Quanto tempo havia passado? Minutos? Horas talvez? Edward estava de costas para mim olhando para as ruas de Londres pela enorme janela.

Eu queria uma reação sua. Uma negação, um sorriso... Qualquer coisa além daquele silêncio. Mais eu tinha que ser compreensível, eu mesma demorei para assimilar que estava grávida, imagine ele... Edward precisava de tempo e eu daria o tempo que ele quisesse. E eu também precisava de um tempo. Tinha que pensar o que faria daqui para frente.

Levantei devagar sequei os últimos vestígios de lagrimas de meu rosto e fui andando até a porta.

– Eu sei que você precisa de um tempo para pensar. – falei quase sussurrando. – Bem, eu também preciso de um tempo para assimilar tudo isso. – soltei um riso nervoso e sai da sala fechando a porta devagar atrás de mim.

Fui direto para o elevador, cumprimentei Jane que estava de passagem. Assim que as portas se abriram eu entrei sem olhar para trás, apertei o botão para o hall.

Antes que as portas se fecharem completamente ouvi meu nome ser chamado por uma voz muito familiar para mim.


Por Edward.


– Bella. – a chamei mais já era tarde demais, as postas do elevador tinham fechado.

Eu não sabia o que fazer, o que pensar, minha mente estava nula. Ouvi suas palavras e tentei dizer alguma coisa, mas palavras me faltavam. E o que eu poderia dizer, que estava surpreso? Eu estava em estado de choque.

Isso eu estava. Aquelas palavras ecoavam em minha mente.

Eu estou grávida Edward! Eu estou grávida Edward.! Eu estou grávida Edward.!

Mas como? Eu não entendia... Eu...eu...não sabia o que pensar.

Voltei para minha sala e fechei a porta, fui para o mini-bar e peguei a garrafa de whisky, despejei seu conteúdo no copo, o virei de uma vez e o enchi novamente. Fui para minha mesa pegando o telefone.

– Senhor?

– Jane, quero que você cancelo todos os meus compromisso para hoje e para amanha. E não quero ser incomodado por ninguém. Se alguém perguntar por mim diga que não sabe onde estou.

– Sim senhor...

Desliguei o telefone e fui para o sofá sentei-me e passei a pensar.

Fiquei olhando para o céu pela janela.

Um filho...

Um sorriso brincou em meus lábios, sempre quis ter filhos muitos de preferência, uma família grande, uma família que eu nunca tive. Mais não esperava que fosse de uma maneira tão...Inesperada.

O tempo passou, vi as cores do céu mudando e aos poucos a noite cair.

Horas haviam se passado e eu não me importava. O silêncio era confortante para mim, consegui pensar e achar uma solução. Olhei para o relógio do meu pulso, 21:30. A essa hora o prédio estaria vazio.

Levantei, meu corpo protestou por ter passado horas e horas na mesma posição. Mas não me importava.

Eu já sabia o que tinha de ser feito.



***



Pouco mais das 22:00. Não era tão tarde. Toquei sua companhia e esperei.



Estava demorando quando resolvi apertar a companhia, a porta se abriu. Bella estava usando apenas um robe preto transparente por cima de sua fina camisola de seda da mesma cor que chegava em seus joelhos.

Parei de avaliar seu corpo e por fim olhei para seu rosto com uma expressão de espanto. Não pedi para o porteiro me anunciar, pois ela poderia não querer me ver, mas precisávamos conversar. Eu tinha acesso livre ao apartamento dela, o que me facilitou.

– Precisamos conversar. – ela assentiu e me deu passagem.

Entrei em seu apartamento, onde tinha entrado tantas vezes, infelizmente dessa vez era por um outro motivo.

– Quer alguma coisa? – ela perguntou com sua voz suave quando sentei no sofá.

– Não obrigado. – fiz um gesto para que ela se sentasse ao meu lado.

Um silêncio muito incômodo caiu sobre nós, nenhum de nós dois ousou falar. Quando resolvi começar ela falou.

– Eu...queria pedir desculpas. – olhei para ela sem entender. Porque ela esta se desculpando. Por ficar grávida? – Foi minha culpa, eu devia ter prestado mais atenção nos dias...Eu...

– Bella. – a interrompi. – A culpa não é sua, e se for não é totalmente sua, eu tenho uma boa parcela de culpa. Um filho não se faz sozinho... – olhei para seu rosto, suas bochechas coraram, não entendi o por que. Bella mordeu seu lábio inferior, eu sabia que ela estava nervosa.

– Eu... Não sei o que fazer. – seus olhos marejavam. – Eu definitivamente não sei.

– Pois eu sei. Eu não gostaria de viver longe do nosso filho. Não quero que ele cresça sem seus pais juntos...

– Eu nunca afastaria seu filho de você. – ela me interrompeu.

– Eu sei. Pois vocês nunca se afastaram de mim. Bem a uma solução para tudo isso. – disse hesitante, ela podia achar a idéia absurda. – Bem você poderia... — Antes de continuar ela me interrompeu novamente, sua expressão demonstrava frustração e descrença.

– O que você quer dizer com isso? Se você está pensando que eu vou abortar, esta muito enganado. Se for isso, não fale mais nada e saia do meu apartamento...

– Bella, eu nunca pediria isso. – a interrompi com essa idéia absurda. Eu nunca pediria isso para ela. — Uma criança não pode pagar pelo erro dos pais.

– Então...

– Quero que se case comigo.


***



Por Bella


– Esta tudo bem Bella mesmo?

– Sim, é apenas um resfriado. – respondi enquanto olhava para o nada.

–Entendo... Então melhoras.

– Obrigada. Nos vemos em breve.

– Sim, tchau Bella.

– Tchau Jane.

Desliguei o telefone e o joguei no sofá. Hoje novamente não havia ido trabalhar, mesmo que eu quisesse não conseguiria. Mal tinha dormido, por causa das palavras de Edward.

Casar-me com ele? Podia ser um sonho de qualquer mulher, podia até ser meu sonho. Mas não assim, de um jeito tão...inesperado. Edward me pediu em...Alias ele mais mandou do pediu para eu me casar com ele.

Eu queria, mais não assim, sem contar que mal nos conhecíamos. Eu não sabia nada ao seu respeito e ele muito menos. Compartilhar a cama com Edward não era o mesmo de compartilhar sua vida. Infelizmente não era. Mais uma vez aquela dor no peito que eu não sabia o porquê dela.

Meus olhos arderam. Eu não tinha o porquê chorar, com certeza eram os hormônios. Escutei um barulhinho irritante ao longe, e logo identifiquei meu celular. Aquele toque, eu sabia era ele. Mais eu não falaria com ele. Não agora. Ainda me lembrava das suas ultimas palavras.

– Eu sei que você precisa de um tempo para pensar. – ele usou as mesmas palavras que eu usei umas horas atrás.. – Estarei esperando uma resposta sua. – eu estava em choque em completo choque. Ele se aproximou de mim me dando um beijo em minha testa – Tchau. — Então saiu sem eu mencionar uma só palavra.

Olhei para meu celular e desliguei. Não chegou a passar dois minutos e o telefone da minha casa tocou. Era ele, eu sabia. Atendi

– Alô.

– Bella.- sim era ele. – Pensei que você viria hoje...

– Eu não... Estava me sentido bem.

– Aconteceu alguma coisa? – sua voz soou bastante preocupada.

– Nada para se preocupar, foram apenas os enjôos. – contei a verdade.

– Entendo, gostaria de saber se você não gostaria de ir almoçar comigo?

– Eu acho melhor...

– Por favor Bella. É só um almoço. – mordi meus lábios com força eu sabia que tinha que recusar.

– Tudo bem...

– Então eu passo ai por volta das 14:00. Até... Senti falta de você hoje. –

– Eu também. – então silêncio.

– Bella eu... – ele hesitou. – Nada não, tchau.

– Tchau. – esperei ele desligar.

Suspirei e fui para meu quarto.

Deus o que estava acontecendo?



***



Eu olhava para o cardápio tentando, em vão, escolher um prato. Eu sentia o olhar de Edward em cima de mim, eu tentava ignorá-lo. Por fim pedi o primeiro prato que vi.



– Ravióli de cogumelos. – fechei o cardápio entregando ao garçom, que confirmou o pedido e se virou para Edward.

– E o senhor?

– O mesmo que o dela, e um suco de laranja natural também ou melhor dois.

– Claro senhor. Alguma sobremesa?

– Escolheremos depois. – o garçom assentiu e saiu da nossa mesa. – Espero que não fique aborrecida por pedir o suco. Sei que é o seu preferido. – fiquei surpresa por ela saber.

– De jeito nenhum. – respondi simplesmente.

Edward assentiu e não disse mais nada. Estávamos sentados na parte exterior do restaurante aproveitando o belo dia que se passava. O restaurante era popular nada muito sofisticado, onde muitas pessoas o freqüentavam pela qualidade, e não pelo seu status.

Lembrei-me quando Edward veio aqui pela primeira vez dizendo que nunca havia freqüentado um lugar tão simples e ótimo, pois não era acostumado com isso, e desde então passamos a freqüentá-lo sempre para almoçar ou jantar de vez enquanto.

Não demorou muito até nosso pedido chegar e começarmos a degustá-lo. Pouco falamos durante a refeição. Quando terminarmos o garçom retirou os pratos e os copos vazios, voltando logo em seguida. Entregou-nos novamente o cardápio fui direto para as sobremesas. Passei os olhos por todos os nomes e parei no pudim, eu não costumava comer mas me deu uma vontade louca, sentia minha boca salivar só de imaginá-lo em contato com a mesma.

– Vou querer pudim, e me traga dois pedaços por favor. – Edward franziu o cenho para mim.

– Para mim apenhas uma dose de conhaque. – o garçom retirou os cardápios e saiu.

– Pudim? Pensei que iria pedir a torta de maça como sempre.

– É bom mudar de vez enquanto. E... É porque me deu vontade.- me arrependi assim que falei, mordi os lábios e olhei para Edward que estava com o seu tipico sorriso nos lábios.

– Isso é bom. Bem não quero que nosso filho nasça com cara de pudim. – ele riu e foi impossível não rir junto.

Logo chegou meu pudim, peguei a colher pegando-o e levando para minha boca. Arfei de prazer quando me deliciei com o sabor, quando percebi já havia acabado com o primeiro pedaço. Que bom que pedi dois.

– Que bom que pediu dois pedaços. – olhei para Edward que sorria, até parecia que ela havia lido minha mente. – Parece que esta muito bom. – olhei para ele e para o meu prato que estava no segundo pedaço. Será que ele queria um pouco?... – Não se preocupe, não irei roubar nenhum pedaço de você. – sorri para ele e voltei a comer.

Fiquei meio decepcionada quando comi o ultimo pedaço do pudim, que estava maravilhoso, mas já estava satisfeita.

– Bella... – Edward me chamou. – Eu queria me desculpar por ontem... – ele olhava diretamente para mim. – Eu costumo ser impulsivo às vezes, o casamento...foi a única solução que encontrei para...

– Edward, não precisamos casar por causa disso. – falei convicta.

– Eu sei, só que Bella, não quero que meu filho cresça sem eu estar por perto, e imagino que você também não, eu quero que ele cresça numa família. E é meu dever assumir esse filho e você.

– Em que mundo você vive? Edward “ninguém" mais se casa por causa de uma gravidez indesejável. – falei achando loucura em ele persistir nisso.

– Eu não sou “ninguém” Bella, assumo meus erros e suas conseqüências.

– Então eu sou um conseqüência...

– Bella você sabe que eu não quis dizer isso. – ele me interrompeu.

– Sei. – falei balançando a cabeça. – Mal nos conhecemos Edward. Não sabemos nada um do outro.

– Bella nos conhecemos a mais de dois anos.

– Sim, a mais de dois anos e nos conhecemos apenas superficialmente. Você não conhece nada sobre minha vida, meu passado, nada.

Edward ficou calado. Ele sabia que era verdade, quem cala consentem.

– Podemos nos conhecer agora. Conte-me sobre sua vida, seu passado...

– Não quero falar sobre ele. – virei meu rosto olhando para o nada.

– Você esta sendo covarde, eu quero te conhecer mais você não ajuda. – aquelas palavras ditas em sua voz suave , me irritaram me deixando com raiva, ele achava que podia tudo, se ele queria saber da minha vida então saberia agora.

– Então você quer saber como foi minha vida até agora? – Perguntei sem dar chance dele responder, continuei. — Bem eu tinha três anos quando fui abandonada num orfanato pela minha mãe, presumo pelo o que me contaram. – meus olhos marejavam, eu não iria chorar. — Nunca fui adotada, no que eu ia crescendo me tornei uma garota muito tímida, não falava com ninguém apenas com uma das “tias” do orfanato, se não fosse por ela teriam me mandado para uma instituição de surdos e mudos, já que eu não falava com ninguém, onde eu acho que seria muito melhor. As garotas do orfanato me irritavam, falavam de mim pelas costas, eu não me importava, me dedicava aos meus estudos não as “amizades”, quando tinha dez anos ganhei uma boneca dessa “tia” de aniversário, no dia seguinte uma das meninas tentou tira-la de mim, onde lutei com unhas e dentes, era a única coisa que eu tinha, que eu poderia chamar de meu. Depois desse episódio passei a ser mais ignorada. Com quinze anos eu passei a trabalhar como voluntária onde ganhava algum dinheiro. Quando completei 18 anos sai do orfanato sem ter um lugar para ir, a “tia” do orfanato me acolheu em sua casa, me ajudou a arranjar um emprego onde conheci meu primeiro namorado, trabalhei e estudei muito com o auxilio da “tia”, fiz uma prova e ganhei bolsa integral para fazer a faculdade de secretariado. Minha “tia” faleceu quando eu estava no segundo ano de faculdade, tive que me virar sozinha novamente, arranjei um emprego melhor e finalizei meus estudos, fiz um curso de administração básico, conheci meu segundo namorado no meu serviço, que foi muito decepcionante já que ele me traia com qualquer “rabo-de-saia”, por uma discussão onde eu terminei com ele acabei perdendo meu emprego por sua causa. Depois disso eu conheci você e graças a deus minha situação melhorou nesses dois anos. – terminei de falar e olhei para Edward que estava muito surpreso, com certeza ele não esperava por isso.

– Eu não, sabia.

– Claro que você não sabia, nunca falamos sobre isso.

– Eu...

– Agora é sua vez, eu também não sei nada sobre sua vida. – falei o interrompendo ele desviou seus olhos de mim, respirou fundo e voltou a me olhar, seu rosto era impassível, mais seus olhos traziam magoa e dor.

– Eu posso dizer que nasci em uma família cheia de amor e afeto, meu pai e minha mãe viviam discutindo mais se amavam, estudei nas melhores escolas onde tive um bom ensino, mais tudo mudou quando eu tinha nove anos. Minha mãe ficou grávida, eu estava animado com a novidade de ter um irmão ou uma irmã, mais houve complicações no parto e minha irmã nasceu com problemas no pulmão, infelizmente ela não chegou completar um ano quando veio a falecer, minha mãe entrou em completa depressão, eu a via, cada dia definhando, sentia saudades de seus abraços e beijos de boa noite, meu pai estava desesperando não sabia o que fazer para tirar minha mãe dessa, uma semana depois de eu ter completado dez anos minha mãe veio a falecer, meu pai se fechou no mundo dos negócios, eu não sabia mais o que era um afeto paterno, Kate, minha governanta virou minha segunda mãe, ela impediu meu pai de me mandar para um colégio interno. Com o passar dos anos meu pai e eu mal nos falávamos, só quando era algo de sumo importância. Comecei a fazer gestão empresarial, junto com vários outros cursos complementares, queria mostrar para meu pai como eu era competente. Eu mal havia terminado a faculdade quando meu pai resolveu sumir e deixar a empresa e todas suas filiais em minhas mãos, contei com a ajuda de alguns membros antigos da empresa para conseguir administrá-la. Tive algumas namoradas e uma noiva, nunca chegamos a oficializar, dou graças a Deus por isso, pois descobri o tipo de mulher que ela era. Então conheci você, minha secretária tinha acabado de se casar e pediu demissão, gostei de você logo de cara, você foi uma luz em meu caminho.

Edward terminou de falar e eu não ousei falar nada. Eu parecia tão surpresa, como ele quando terminei de falar sobre minha vida. Eu não me conformava, eu cresci sem saber o que era ter um pai e uma mãe presente, a “a tia" da escola foi como uma mãe para mim, mais eu nunca saberia o que seria ter uma mãe de verdade, Edward teve os dois, mas por pouco tempo. Ninguém merecia ter uma vida assim.

– Você devia tentar falar com seu pai, fazer as pazes.

– Acha que não tentei. – ele sorriu amargurado. – Mais ele sempre me ignorava, fingia que eu não existia.

Um silêncio caiu sobre nós, apenas olhávamos um para outro. Então como da água para o vinha os olhos de Edward brilharam e um sorriso surgiu em seus olhos.

– Bem acho que já que conhecemos o passado de cada um, já podemos nos casar. – olhei para ele incrédula, ele tinha algum problema só pode ser isso.

– Você não vai desistir?

– Já perdi muita coisa na minha vida Bella, e não pretendo perder você e meu filho. – fiquei besta com sua declaração.

– Edward eu... – Eu não sabia o que dizer. — Você poderia ter a mulher que quisesse. – falei tentando dissuadi-lo, pelo menos uma ultima vez.

– Sim Bella, eu poderia me casar com a mulher que eu quisesse. – Ele remexeu num bolso em seu paletó, retirando uma caixinha de veludo azul. – Eu sei que fui muito arrogante ontem, mas quero fazer as coisas direito. Eu não quero outra Bella eu quero você. Podemos fazer isso dar certo. Por favor, você aceita se casar comigo? — Com essas palavras minhas defesas se abalaram. Eu sabia que estava em um campo minado, um passo eu falso e...

Olhei para seus olhos verdes, que me olhavam intensamente fazendo eu me perder neles como sempre, eu sabia que estava indo para um caminho sem volta...

– Sim, eu aceito.

Então ele retirou da caixinha um anel de prata ou ouro branco com uma única pedra nela.

– Dizem que o diamante é eterno. – ele falou enquanto colocava em meu dedo anular. – Espero que o nosso casamento seja. – olhei para ele, havia muita sinceridade neles.

Eu também esperava.


Três semanas depois



***



– Pode Beijar a noiva. – assim que o juiz de paz mencionou Edward se virou para mim dando um beijo calmo e suave.



Fomos cumprimentados pelas 4 testemunhas que nos acompanharam, Kate a governanta de Edward, Rebecca e sua filha Melissa, e um amigo de Edward que não me recordava o nome. Edward usava um terno cinza escuro com uma gravata vinho da mesma cor do meu vestido, eu optei por um vestido simples nada de detalhes extravagantes, na altura dos joelhos com a saia um pouco rodada um pequeno laço passava pela minha cintura o prendendo de lado frente-única com o decote reto. Deixei meus cabelos soltos caindo em cascata em volta de mim, um colar simples com pequenos brincos e saltos prata.

Depois de nos despedirmos de todos entramos na Mercedes Guardian onde o motorista já nos aguardava, entramos e sentamos um ao lado do outro. Edward segurava minhas mãos fazendo círculos em meu pulso. Estávamos indo para sua casa, um lugar onde eu nunca tinha ido.

Essas três semanas passaram rápidas, tempo só para organizar o casamento no civil, eu empacotar minhas coisas para mandar para casa de Edward, nunca havia ido para lá, hoje seria a primeira vez, eu sabia que era uma casa enorme, com criados e seguranças.

– Nervosa? – Edward perguntou, certo tempo depois.

– Um pouco, nunca fui em sua, será uma novidade para mim.

– Nunca entendi isso.

– Não achei que seria certo.

– Mais eu ia na sua

– Era diferente... – Sim completamente diferente, em meu apartamento apenas eu morava, na casa de Edward tinham empregadas e seguranças, tirando a governanta. Na casa de Edward sempre saberiam que eu estaria ali, na minha não.

O resto do percurso foi silencioso, apenas umas trocas de olhares e sorriso de nossa parte. Logo chegamos em sua casa, com portão automático, quando o carro parou Edward saiu e me esperou me ajudando a descer.

Quando finalmente olhei para casa sinto minha boca se abrindo, olhei para casa de três andares a minha frente pintada de um azul claro, cercada por plantas em volta dela.

– O que achou? – Edward perguntou.

– É linda, você mora aqui sozinho? – perguntei enquanto ele me acompanhava até a porta de entrada.

– Sozinho não, mas se não contar com o corpo de empregados, bem moro sozinho sim.

– Nossa, essa casa é enorme, deve se sentir solitário aqui. – falei, ele abriu a enorme porta de entrada me deixando entrar na frente.

– Não mais. – não respondi, o hall de entrada bem iluminado com piso branco, uma escada bem ornamentada ficava ao lado esquerdo. – Venha irei te mostrar a casa.

Começamos pelo primeiro andar, a sala de estar, uma sala de TV, sala de visita, a biblioteca com vários livros, seu escritório. No segundo andar quartos de hospedes todos com banheiro. Ele não havia mostrado nosso quarto.

– Vou te mostrar a melhor parte da casa.

Ele me levou para o terceiro andar um pequeno corredor, que continha apenas duas portas uma em cada lado.

– Primeiro. – Ela abriu a porta da direita, um enorme quarto apareceu, com certeza apenas esse quarto era maior que meu apartamento inteiro, uma enorme cama estava bem no centro do quarto, mais em frente um sofá de couro preto, uma TV de umas 52’ ou mais. Na janela outro sofá com várias almofadas, duas poltronas em outro canto, bem masculinos com as cores fortes e escuras, duas portas tinham a mais no quarto. – Aqui, vai ser nosso quarto, sei que é bem masculino e que precisa de um toque feminino, fique a vontade para mudar a decoração do jeito que agradá-la. – ele falou bem próximo ao meu ouvido fazendo com que eu me arrepiasse. Apenas assenti. – Essa porta, é o closet, — ele abriu a primeira porta onde havia várias prateleiras uma parte ocupada por roupas, dele eu imaginava. – Essa parte é sua, depois você pode pedir ajuda para Marta, umas de nossas empregadas, para ajudá-la a guardar suas roupas, ou se preferir fazer isso sozinha, você quem sabe. – eu não falava nada apenas assentia. Saímos do closet e ele me levou para outra porta. – Aqui é o banheiro. – um banheiro bem maior do que eu imaginava apareceu em minha frente, branco e preto faziam um contraste. Uma enorme banheira redonda num canto, a ducha no outro, duas pias de mármore e um espelho que pegava a parede inteira do outro lado um armário. Uma janela grande ajudava a iluminar. – Tive que fazer uma pequena reforma, troquei o armário para um maior para você poder colocar suas coisas, e adicionei mais uma pia. – Ele saiu do banheiro me arrastando me levando até uma porta de vidro. – E aqui é o terraço. – Um terraço bem amplo com metade coberta, vasos com plantas decorava, grades que batiam em minha cintura cercavam em volta, olhei para maravilhosa vista a frente, a piscina enorme, uma pequena casa de banho um pouco atrás, o jardim ao lado.

Eu olhava embasbacada para as bela vista.

–Então, o que você achou da nossa casa? – ele perguntou e olhei para ele. Não passou despercebido o nossa.

– É linda, maravilhosa, não tenho palavras...

– Fico feliz que tenha gostado.

– Não tem como não gostar. – Olhei para o lado e percebi a existência de mais uma sacada. – É outro quarto? – perguntei apontando para o lado.

– Não, muito melhor que o quarto, venha.

Ele abriu a porta e a primeira coisa que reparei foi o enorme piano de calda preto bem no centro da sala, comecei a olhar o redor, um saxofone, um violão, um teclado... e vários outros instrumentos, apenas um sofá azul-marinho havia de diferente ali.

– Uma sala de música, — deduzi entrando indo direto para o piano – é lindo, sempre quis ter um desse.

– É o meu favorito.

– Você toca todos esses... – falei virando a mão em direção aos outros instrumentos.

– Não todos, apenas o piano e o violão, sei tocar um pouco de sax e violino. Aqui era o lugar preferido da minha mãe, ela sim tocava todos esses instrumentos. – Assenti e não falei mais nada. Edward se aproximou de mim, pousou uma mão em meu rosto, sorri diante do contado. Aos poucos ele foi se aproximando, fechei os olhos por antecipação, já podia sentir seu hálito quente bem próximo de mim... Uma batida na porta interrompeu nosso contado, quebrando o encanto.

– Oh, desculpe Edward, mais é uma ligação da sua empresa, disse que era urgente.

– Sim, claro Kate, sem problemas, faça companhia a minha esposa enquanto eu falo. – Edward passou por ela que se desculpou mais uma vez. Edward pegou o telefone sem fio e saiu.

Kate olhou para mim com um sorriso de desculpa. Apenas retribuiu.

– A senhora trabalha aqui há muito tempo? – perguntei quebrando o silêncio.

– Sim, deste que Edward era uma menino, fui sua babá. – Assenti. – Edward é um grande homem.

– Sim. Um belo homem. – quando notei as palavras já haviam saído mordi os lábios e senti meu rosto esquentar.

– Que isso menina, pra que vergonha? Não posso negar que Edward é um belo homem, bonito charmoso.

– Sim. – disse era impossível negar.

– O que as duas mulheres mais belas falavam em minha ausência? – Edward perguntou aparecendo na sala.

– Nada que o senhor queira saber.

– Assim fere meus sentimentos Kate.

– Claro, claro, deixa eu ir tem muito o que fazer. – Kate se aproximou de mim, me dando um beijo e um abraço. – Bem vinda Bella.

– Obrigada — agradeci.

– Ele é um amor Edward, cuide bem dela. – ela falou enquanto saia.

– Pode deixar Kate. – Edward respondeu sem tirar seus olhos de mim. – Tenho que ir a empresa assinar uns documentos. – Edward falou assim que Kate saiu. – Prometo não demorar.

– Tem muito trabalho acumulado não é? Prometo que vou dar um jeito de deixar tudo em ordem quando as coisas voltarem a melhorar.

– O que? – Edward perguntou olhando para mim.

– Sei que nessas três semanas fiquei muito ocupada arrumando, minhas coisas, o trabalho deve estar bem atrasado, coitada da Jane, deve estar ficando louca trabalhando para você e para o diretor ao mesmo tempo. – o sorriso da face de Edward sumiu, dando lugar a uma fisionomia séria.

– Conversamos sobre isso mais tarde. – ele falou, me deu um pequeno beijo na testa e saiu.

O que tinha acontecido. Não sei o porquê, mais sabia que não iria gostar.

***


– Como assim não vou trabalhar mais. – falei me levantando rapidamente, senti uma pequena tontura por causa do movimento brusco, mas não me importei. Estávamos na sala de estar nesse momento, logo que ele saiu tomei um banho e me troquei, almocei sozinha, depois arrumei minhas roupas com a ajuda da Marta, Edward chegou na hora do jantar, ele parecia distante durante o jantar agora eu entendia o por que.


– Por que não Bella, não vejo motivos para isso, tenho dinheiro suficiente para sustentá-la sem você precisar trabalhar.

– Ah se não vou trabalhar você que quer que eu faça o que? – perguntei cética.

– Quero que fique nessa casa descansando, é o que você precisa.

– Edward eu estou grávida não doente.

– Eu sei e é por isso mesmo que você não vai trabalhar mais, precisa ficar em repouso Bella, nada de exercícios pesados, e estresse.

– Eu me sinto muito bem para trabalhar, e desde quando eu me estresso para isso. – voltei a me sentar a tontura havia ficado mais forte. – Pelo amor de Deus Edward... Eu preciso trabalhar quero ter o meu dinheiro para comprar minhas coisas...

– Você não precisa mais disso Bella, comprarei tudo que você necessita, depositarei uma quantia razoável todo mês em sua conta bancaria.

– Então eu vou ganhar dinheiro enquanto fico sentada olhando para o teto, Edward como você sabe agora, desde cedo aprendi a me virar sozinha a cuidar de mim mesma, quantas mulheres grávidas não trabalham, eu posso muito bem ser mais uma.

– Você é minha esposa Bella, eu cuidarei de você e de tudo que você precisa.

– Quanto você pretende depositar em minha conta.

– Duzentos mil por mês, também te darei um cartão de credito, não se preocupe a fatura vira para mim quitar.

– Você é louco, eu não irei usar nenhum cartão e não mexerei em nenhum centavo que você depositar para mim, nem que eu tenha que procurar outro emprego para ter meu dinheiro. – falei me levantando devagar para não provocar outra tontura.

– Você não se atreveria Bella.

– Não duvide de mim.

– Bella...

– Não quero discutir, não hoje. – falei saindo da sala.

– Bella. – balancei a cabeça e fui para o nosso quarto. Tirei minha roupa e coloquei uma camisola confortável. Deitei-me na cama macia e tentei dormir em vão. Uma hora havia se passado quando ouvi o clique da porta, não me virei continuei deitada olhando para o nada. Ouvi uns barulhos e depois a porta do banheiro se fechando fiquei olhando para a porta até ele sair vestindo apenas a calça do pijama, virei o rosto e tentei ignorá-lo. Logo senti a cama ser ocupada, tentei evitar a tentação de me virar.

– Você poderia arrumar umas roupas para a viagem que faremos amanha a noite. – Edward falou baixo.

– Uma viagem de negócios? – perguntei no mesmo tom. – Para onde?

– Não... – ele hesitou por um momento. – para nossa Lua de Mel. Cancun, México. – mordi os lábios para não ser ignorante, então finalmente perguntei.

– Por que não me contou?

– Era para ser uma surpresa.

Não falei nada muito menos ele, senti lagrimas caírem no travesseiro, funguei baixinho e as enxuguei, dei graças por estar grávida, pois estava cansada e com muito sono.

Ótimo jeito de começar um casamento. — Pensei.

Acho que já era de madrugada quando senti um par de braços em volta de mim acariciando minha barriga. Assim dormi novamente, muito melhor ali aconchegada em seus braços.



Notas finais
N/A: Oieee ...
Então como a minha beta disse eu fiquei SuperHiperMega contente com todos os comentários, li todos e quero agradecer muitoooooooo pelos review's e pelas duas recomendações da ingrydmendonca e da ana_candeo .. obrigada ninas....
Quem quiser mandar mais eu agradeço *-* ...
Falando sobre o capitulo agora vcs sabem um pouco sobre a vida do Edward e da Bella, irão descobrir mais com o decorrer da fic, é o que eu espero. Quero esclarecer uma coisa o Edward é um tanto (muito) impulssivo, mais quando ele para e pensa percebe que foi injusto e tenta consertar, como ele fez pedindo a Bella em casamento denovo e de um jeito, mais romantico(?)... e a Bella é um tanto orgulhosa, não gosta de ser contrariada... Então muitas discussões estão por vim, como vcs leram ja começou, o proximo capitulo sera uma coisa "entre tapas e beijos...brigas e reconciliações" um momento emocionante e um final de capitulo chocante *spoiler* Então é isso espero que me perdoem por meu atraso por postar, o que aconteceu? Bem uma falta de inspiração total, eu sabia o que fazer mais naum me sentia inspirada para escrever... Eu prefiro mil vezes demorar para postar do que postar um capitulo de qualquer jeito, sem sentindo... É isso espero que tenham gostado do capitulo.. não esquecem de clicar no "acompanhar a história" e deixar um review...
Deixe um review e faça uma autora feliz =D
kissses MáàhH
N/B: Então meninas o que acharam do capitulo?! Pra ser sincera eu estou um pouco chateada com o Edward, é bonito eles estarem casados mas com certeza não foi do jeito que a Bella planejou então não sei bem o que pensar... Se isso foi o certo ou não!
Só podemos esperar que agora a vida deles melhore, vemos que eles vão ter sim uma Lua de Mel, agora é torcer que com ela as coisas voltem ao normal. E com o tempo eles possam perceber algo a mais no relacionamento ;D
Espero que comentem bastante assim como vocês tem feito nos capitulo anteriores, eu que não sou a autora já fico super contente com a quantidade de review's que recebemos imagina a Maah?! Então continuem sendo leitora(o)'s linda(o)s e comente tudo bem?! Beijão enorme Kah Nanda.