Inesperado;;

12 11° Capítulo


Notas iniciais
Bem Demorei mais cheguei aqui trazendo definitivamente o último capitulo de inesperado *chora* Bem espero que apreciem e minhas ultimas notas lá em baixo, Beijo especial para todas e boa leitura. Postada: 08/03/2012

11° capitulo — Continuação....

Por Edward

Encontrei seu olhar, vi meio embaçada mais entendi que também estava chorando, sorri para ela, abracei com cuidado.

– O meu amor, me faz o homem mais feliz deste mundo. – beijei levemente seus lábios, e voltei a acariciar sua barriga, senti mais um chute. – Ei, ei, meus anjos calma, ficar chutando a mãe de vocês assim não pode, sei que estão ansiosos para sair daí, mas temos que esperar mais alguns meses não, enquanto isso não machuque a mamãe — falei com àquela voz que todo mundo faz quando vai falar com bebes. Escutei um barulho e olhei par minha esposa. Que escondia um riso abafado pelas suas mãos.

– O que foi?

– Você fica maravilhoso conversando com eles assim, é lindo. – ela falou e voltou a chorar. – Você será um maravilhoso pai.

– E você a melhor mãe do mundo.

Passamos o resto do dia paparicando nossos filhos, principalmente eu, falava com eles direto, bem com a barriga da Bella, mas eram eles, Bella chegou a dormir e eu ainda continuei falando com eles, quando notei que eles também descansavam, pela ausência dos chutes, a levei para nosso quarto extremamente devagar durante todo percurso ela não acordou uma vez, a coloquei gentilmente na cama, e fiquei admirando-a. Ela era a minha vida junto com nossos filhos.

***



Os dias pareceram passar voando, assim como as semanas, quando notei já estávamos no fim de outubro, estava agora na empresa, e já estava começando toda aquela correria de final de ano, já estávamos entrando em novembro, Bella já estava com seus cinco meses completos, segundo ela, estava imensamente grande, não gorda, bem ela estava carregando três lindos bebes dentro dela, não era para qualquer uma. Gianna também já estava com seu barrigão de sete meses, esperando uma linda menina. Eu e Bella seriamos seus padrinhos.



Eu já estava preocupado com Bella, se em uma gravidez normal já tem que se tomar bastante cuidado, com três tem que ser triplamente cuidadoso. Bella dizia que eu era paranóico quanto a isso, mais preferia não remediar, Kate havia me informado que Bella passava a tarde inteira no quarto dormindo, sem contar o fato que ela dormia como uma pedra a noite, sabia que ela sentia muita cansada, estava pensando seriamente em mudar temporariamente nosso quarto para o primeiro andar até os bebes nascerem, tinha certeza que a ajudaria, mas também iniciaria uma nova discussão. Mas daria um jeito de convencê-la.

Meu pai e eu estávamos cada dia mais próximos, estávamos recuperando o tempo perdido como Kate disse, agora ele me ajudava aqui na empresa, apenas dava algumas opiniões, pois como ele mesmo disse, o tempo dele na empresa já tinha passado.

Agora eu não via hora de ir para casa, mas ainda tinha mais uma reunião. Jasper Whitlock, um novo empresário no ramo, ah tempos estava marcado essa reunião, pelo o que tinha ouvido ele recebeu uma herança de seus pais e resolveu investir, e se deu muito bem, e agora queria ser um de nossos sócios. Austin e meu pai também participariam da reunião. Agora é esperar.

***



– Ele me pareceu uma boa pessoa. — Meu pai comentou enquanto tomávamos um café em meu escritório.



– Também achei. -Austin concordou.- E você Edward?

– Bem me pareceu uma ótima pessoa ,apesar da fisionomia completamente séria, e um tanto esquisita, gostei de conversar com ele, tem umas idéias brilhantes que talvez dêem certo.

– Então?

– Vou pensar um pouco mais sobre o assunto. – levantei pegando, meu celular, chaves, carteira e peletó. – Estou indo. Vejo-os amanha.

Sai da empresa com uma pressa habitual, ouvia musica enquanto dirigia, sempre fazia isso, pois parecia que o tempo passava mais rápido, como sempre mal notei quando já estava entrando em casa, logo um enorme silêncio tomava conta do ambiente, por conta da reunião com Jasper cheguei mais tarde do que de costume, mas sabia que Bella estava acordada ainda. E como comi na empresa não pedi para Kate me esperar. Passei pela sala esperando encontrar Bella, sentada no sofá como sempre me esperando, afinal ainda era dez e meia.

Estranhei quando não a vi. Subi direto para o quarto entrei fazendo o mínimo possível de barulho, então a vi encolhida na cama com a mão sobre a barriga me aproximei sentando do seu lado, fazendo carinho em seu cabelo.

– Bella? – a chamei baixinho ela se mexeu.

– Edward. – sua voz soou extremamente baixa. – que bom que chegou. – ela falou ainda de olhos fechados. – Senti sua falta.

– Desculpe a demora. Esta tudo bem? – ela assentiu. – Vou tomar um banho e já volto.

–Ok, estarei esperando. – mal levantei a já a ouvi ressonando.

Tomei um banho rapidamente colocando apenas uma bermuda do pijama deitei-me ao lado de Bella e a puxei para os meus braços, ela resmungou umas palavras incoerente e se aconchegou mais em mim, pensei tê-la ouvido gemer de dor e parei de respirar por um momento, mas devia ser fruto da minha imaginação, por conta do dia cansativo que tive aos pouco o sono foi tomando conta de mim.

– Edward! – não fora um grito que ouvi, mas algo parecido. Levantei-me completamente desperto, por um momento achei que era apenas um sonho, mas não, olhei para o lado e vi Bella com ambas as mãos na barriga.

– Bella! O que esta sentindo amor? — apesar da pouca luminosidade do quarto notei sua fisionomia pálida.

– Dói. – sua voz foi mais um choramingo. – Muito...

– Shiu. – passei a mão levemente em seu rosto. — Vou levar você para o hospital, tudo bem? Fique calma. – pedi para ela peguei a primeira roupa que vi e coloquei, pegando o roupão de Bella e a ajudando a colocar, eu tentava quase em vão permanecer calmo, mais um pavor me perseguia esperando um mero deslize para eu sucumbir a ele, mas nesse momento eu sabia que era a tabua de salvação de Bella, eu era sua força... E não podia desapontá-la. Como sempre eu seria a força dela. – Vem.

Peguei-a no colo, ela tentou protestar, mas a ignorei completamente, desci a escadas rapidamente, mas com todo cuidado possível. Peguei a primeira chave que vi e fui direto para a garagem acionando o alarme, as luzes do Audi piscaram e fui diretamente para ele. Estava terminando de colocar Bella no banco quando ouvi alguém me chamar.

– Edward, meu filho o que esta acontecendo.

– Não sei Kate. – falei apressadamente. – Bella esta sentindo dor não sei o que é. – continuei falando e ajeitando Bella fechando a porta e indo para o volante. – Estou levando-a para o hospital, por favor, Kate reze por ela. – liguei o carro a sai apressadamente. Os seguranças estranharam, mas não falaram nada. Dirigi o mais rápido que me era permitido. Bella gemeu mais uma vez e segurei sua mão. – Calma meu amor já, já chegaremos. –Bella estava muita pálida e suando, lágrimas silenciosas caiam pelo seu rosto. Respirei fundo tentando manter o controle, ao mesmo tempo Bella soltou um suspiro trêmulo. – O que esta sentindo Bella? – eu precisava distraí-la, e eu também tinha que ser.

– Não sei. – sua voz saia fraca. – Minha barriga esta muito dura, e sinto muita dor e pressão, ah Edward, por favor, não me diga que eles podem nascer agora, ainda não estão completamente formados, eles podem...

– Não vamos pensar nisso. – a interrompi.

– A culpa foi minha senti um desconforto de tarde, mas achei que não era nada demais, dormi a tarde inteira e não senti mais nada depois que você chegou senti umas pontadas, mas nem me preocupei Meu Deus se acontecer alguma coisa a eles nunca mais irei me perdoar... Já não basta.

– Não fale mais sobre isso Isabella. Não foi culpa sua. – afirmei veemente. – Logo descobriremos o que esta acontecendo. Por favor, não fale que é culpa sua, isso machuca. – depois disso ela não falou mais nada, logo cheguei ao hospital estacionei na porta pouco me importando com o guarda me chamando a atenção. Peguei Bella no colo que se agarrou em mim com muita força.

Cheguei gritando, pedindo por ajuda, logo fui rodeado por vários enfermeiros, expliquei rapidamente o que estava acontecendo, então a retiraram de meus braços, tentei segui-los, mas me impediram pedindo para que eu ficasse na sala de espera.

– Senhor Masen. – olhei para o lado e Dr. Caius vinha em minha direção.

– Doutor... – comecei, mas ele me interrompeu.

– Farei o possível e o impossível. – assenti e ele entrou na ala restrita, me joguei numa cadeira e fiz a única coisa que estava em meu alcance, rezei.



Por Bella



– Entendeu tudo Bella? – Doutor Caius me perguntou mais uma vez e assenti. – Vou chamar seu marido antes que o expulsem do hospital. – ele riu um pouco e saiu.

Suspirei pesadamente, agora depois que tinha acordado estava mais calma, apesar de uma dor incomoda ainda em minha barriga, mas Caius disse que era normal, mas que aos pouco essa dor iria sumir, quando já fosse de manhã eu já teria alta, mas ele preferiu me deixar em estado de observação.

– Bella. – Edward praticamente correu para o meu lado segurando minhas mãos. – Como esta se sentindo meu amor? Não me falaram nada ate agora fiquei quase três horas sentado sem saber de nada...

– Calma Edward, estou melhor, foi apenas uma pequena... Complicação...

–COMO ASSIM? – ele gritou.

– Edward não grite comigo, os seus filhos queriam apenas nascer antes do tempo, apressados como o pai.

– Ah querida, desculpe ainda estou nervoso.

– Tudo bem eu também estava, eu estava já ficando com muita dilatação, e não é bom, apesar de ser normal, mas ainda estou no quinto mês, e querendo ou não minha gravidez é de risco Edward. – ele suspirou e sentou ao meu lado.

– Fiquei com medo. – passou as mãos levemente em meu rosto.

– Eu também, mas estou melhor agora.

Uma leve batida na porta nos fez olhar para ele, onde passou doutor Caius com uma prancheta na mão.

– Bem Bella, desta vez foi por pouco, da próxima vez que sentir alguma dor, por mais insignificante que possa parecer venha imediatamente para hospital, é muito importante, sua gravidez é de risco como bem sabe, para falar a verdade todas são, mas a sua requer mais cuidado, pois são três lutando por um espaço ai dentro, então a partir de agora seus antes minuciosos cuidados serão redobrados mais uma vez, não coma mais nenhum tipo de fritura ou ‘porcaria’, muita água, frutas, sucos naturais comidas grelhadas, e por favor nenhum esforço físico, não estou pedindo para você ficar entravada na cama ate o dia do nascimento, mas caminhadas de quinze a meia hora, não ficar tanto tempo em pé não pegar peso, o de sempre. – ele rabiscou mais um pouco nas folhas. – Bem quando for umas nove horas estará liberada, antes de eu terminar meu plantão eu volto. – assenti e ele saiu.

– Bem então já esta decidido. – Edward falou pelo jeito consigo mesmo.

– O que?

– Até as crianças nascerem, mudaremos para um quarto no primeiro andar. E nem adianta retrucar, isso não é só para o seu bem Bella, é para eles também. Ficar descendo e subindo escada o dia inteiro não lhe fará bem... – depois desta não disse, mas nada, eu tinha que pensar nos meus filhos em primeiro lugar. – Vou ligar pra Kate, para avisar que já esta tudo bem, ela estava muito nervosa.

O esperei sair e acariciei minha barriga.

– É meus filhos agora terei que ter muita paciência. – Edward já era muito cuidadoso, já via que agora ele seria pior.

***



E não me enganei, Edward me cercou de tanto cuidado que já me sentia sufocada, sabia que era muito importante para ele eu estar bem, ainda mais quando ele nem estava em casa, ligava em hora em hora, alguém sempre estava de olho em mim, quando ficava no quarto mesmo dormindo, sabia que alguém vinha e abria a porta para conferir se eu estava bem, e tinha certeza que era Kate, apesar dela me dizer que não. Austin ficou tão preocupado também que cercou Gianna de todas as formas, pois ela já estava entrando no final da gestão, o pai de Edward também me ligava todo dia para saber como eu estava eu sabia que era apenas precaução misturada com preocupação, mas me sufocava muito, eu tentava ignorar, às vezes dava certo outras não.

No mesmo dia depois que voltamos para casa Edward fez com que mudássemos para um quarto meio esquecido no primeiro andar, as empregadas passaram a tarde inteira limpando o quarto e o arejando, e já fiquei sentada na sala lendo, já que era a única coisa me permitida.

Assim os dias foram se passando, já estávamos agora na segunda semana de novembro, hoje Gianna passaria o dia comigo, obvio depois de muito pedir para nossos maridos.

Ela chegou as dez da manha e iria embora quando Austin aparecesse com Edward a noite, ficamos conversando sobre banalidade, ela já havia escolhido o nome para sua filha, mas não quis me dizer, disse que seria surpresa para todos até Austin não sabia. Quando ela perguntou dos meus falei que ainda não havia escolhido, o que era verdade tinha tantas opções, mas nenhuma me agradava e a Edward também, queríamos nomes únicos, mas nenhum exagerado demais.

Mostrei para ela o pequeno enxoval que havia comprado, com muito custo, pois Edward não queria que eu saísse de casa por nada, depois dele dizer que só poderia ir com ele, tive que concordar.

Por volta da uma tarde almoçamos, arroz, file de franco grelhado, bastante salada e suco de laranja natural. Kate nos fez companhia conversamos muito que foi ótimo para mim, estava feliz e, mas calma, não sentia tanta pressão nessas horas.

***

– Eu e Austin demos uma parada agora, nem tanto por mim, mais pela parte dele. – estávamos conversando agora na sala sentada de frente uma pra outra.



– Edward também. – ela me olhou se cenho franzido.

– Mas você ainda esta de cinco meses e meio.

– Eu sei, mas desde que cheguei do hospital ele tem me evitado, mesmo insegura perguntei se tinha alguma coisa errada comigo, se ele não sentia mas tesão por mim, perguntei com medo de ouvir a reposta, mas na verdade ele tem medo de fazer algo que possa me machucar, já perguntei a Caius ele disse que ainda não tinha nenhuma restrição eu só deveria esperar pelo menos uma semana depois que sai do hospital, mas que não podia abusar. – revirei os olhos e Gianna riu.

– A Bella o seduza-o.

– Eu seduzir? Com essa barriga? Difícil Gi. – afinal minha barriga de cinco meses estava do mesmo tamanho da Dela de quase nove.

– Ah Bella que é isso? Você esta linda mulher, já se olhou no espelho, sua barriga pode ate estar grande mais se lembre são três ai, e já não ouviu que tem homem que tem uma tara por mulheres grávidas? Tenho certeza que Edward esta louco, mas como um perfeito cavaleiro que ele é não fez nada ate agora. Então você que tem que tomar a iniciativa.

– Você acha?

– Tenho certeza, se meu primo continua o mesmo cavaleiro que me lembro quando éramos mais novos...

– Bem vou tentar.

– Isso ai. – rimos.

– Ora, ora Edward devemos tomar cuidado, pois quando duas mulheres se juntam e começam a rir, já posso ver problema a frente.

– Com certeza.

Edward e Austin Entraram na sala vinda em nossa direção.

– Tudo bem?- Assenti, ele beijou levemente meus lábios, e automaticamente todo meu corpo se arrepiou. – Oi Gi.

– Oi Eddie. – eles se cumprimentaram e cada um sentou atrás de nós duas.

– O que as senhoras estavam conversando?

– Para de ser curioso Austin, eram assuntos femininos, nada que interessem você. – ela o beliscou de brincadeira.

– Nossa essa doeu. – ela revirou os olhos e ele a beijou rapidamente.

– Sabe que eu te amo.

– Sei, sei. – ela piscou para mim e ficou indiferente. Não agüentei segurar e ri.

– O que é tão engraçado? – Edward perguntou baixinho no pé do meu ouvido.

– Sua prima louca.

– Gianna sempre foi assim. – ele passou sua barba por fazer no meu rosto, fazendo-me rir, era muito gostoso e fazia cócegas.

– Bem já temos que ir.

– Mas já?

– Infelizmente sim, nos veremos ainda essa semana.

Despedimo-nos e os acompanhamos ate a porta.

– Bella não se esqueça do que eu te disse. – e piscou e ri.

– Pode deixar.

– O que ela quis dizer com isso? – Edward perguntou, quando eles foram embora.

– Nada demais. – estava indo em direção ao quarto e tive uma idéia, Edward havia chegado cedo, ainda não era nem quatro da tarde, eu estava disposta a seguir a idéia de Gianna, mas não tinha uma roupa apresentável. – Edward.

– Sim.

– Poderia me levar ao shopping hoje?

– Bella... Não é melhor deixar para outro dia, tenho certeza que deve estar cansada.

– Por favor. – fiquei de frente para ele o abraçando de modo desajeitado por conta da barriga. — É que preciso comprar uma coisa urgentemente.

– O que? – mordi os lábios nervosamente.

– É pessoal. – menti, ele me olhou desconfiado. – Não saio, mas de casa ate... o fim desta semana. – prometi. Ele suspirou.

– Ok. Mas será rápido não quero ver a senhora minha esposa ficar andando por muito tempo.

– Será rapidinho. – prometi.

– Então vamos?

– Só vou pegar minha bolsa. – hoje ele não me escaparia.

***

– Pode me esperar aqui. — pedi quando paramos em frente a uma loja de lingeries.



– Por quê?

– Preciso de privacidade Edward só um pouco. – ele parou e demorou para responder

– Tudo bem. Mas se demorar muito eu entro, te dou quinze minutos.

– Não vou falar nada. – o deixei ma frente e entrei. Em fim de procurar de setor por setor fui de uma vez para o balcão. – Boa tarde.

– Posso ajudá-la? – uma atendente ruiva veio falar comigo.

– Sim, vocês teriam alguma camisola... Para gestantes.

– Claro, por favor, por aqui. – ela me levou até um espaço onde havia varias camisolas só que eu tinha certeza que não teria nenhuma ali que eu procurava, teria que ser mais especifica. – A senhora teria algum modelo, malha, ou cor de preferência.

– Bem... Na verdade não é nenhuma dessas, — senti minhas bochechas quentes, era um pouco constrangedor. — vocês não teriam nenhuma mais... Sensual. – ela me olhou com espanto e depois abriu um largo sorriso.

– Tenho uma que tenho certeza que é o que esta procurando.

Por Edward.

Já tinham se passado dez minutos então se Bella não saísse desta loja eu entraria e berraria por seu nome até ela aparecer, se ela sentiu uma tontura, algum enjoou. Já estava para entrar na loja quando ela saiu com uma sacola pequena.

– Volte sempre que quiser senhora Masen.

– Pode ter certeza que voltarei Marcela. – minha esposa sorriu para atendente e veio em minha direção. – Podemos ir. – pensei em perguntar o que ela tinha comprado, mas resolvi deixar para lá. – O que acha de comer aqui mesmo, e ligamos para Kate avisando que ela não precisa preparar nada.

– Uma boa idéia.

– Faz tempo que não namoro com minha esposa. — Disse a abraçando.

Por Bella.

Chegamos em casa quase nove da noite, o passeio no shopping foi maravilhoso, é assim que notamos que coisas simples nos deixa feliz, o fato de eu e Edward termos passado um bom tempo juntos apenas conversando banalidades e trocas de carinho, me fez ver que eu me contentaria com qualquer coisa desde que ele estivesse do meu lado.

Estávamos quase chegando em casa, pois ele insistira que eu estava cansada,para falara verdade eu estava nervosa, e ansiosa. Não sabia se meu plano daria certo, mas tentaria.

Chegamos pouco tempo depois Edward abriu a porta para mim e entramos juntos, tudo estava em silêncio Kate já deveria estar em seu quarto, fomos para o nosso em meio a caricias.

– Vou tomar um banho e checar alguns e-mails. – Ótimo, conseguiria arrumar tudo antes dele voltar. – Mas não vou demorar muito. Quer tomar um banho primeiro. – revirei os olhos.

– Não Edward vou pegar um pedaço daquele pudim que Kate fez hoje de manha. – quando notei que ele fez menção de ir comigo o interrompi. – E pode tomar seu banho sossegado, não vai me acontecer nada. – com muita relutância ele foi. Bufei e sentei na cama retirando as sapatilhas, antes ele me chamaria para tomar um banho com ele, agora ele me evitava de todas as formas possíveis, mas o faria mudar hoje. Era uma desculpa a principio dizer que eu ia comer um pedaço de pudim, mas meus filhos pelo jeito queriam, minha boca salivou só de imaginar aquele pedaço derretendo em minha boca.

***



Tudo bem eu iria comer apenas mais um pedaço. Tá Bella quem você quer enganar, falou isso nos últimos cinco pedaços. Mas você esta grávida então pode comer quantos pedaços que quiser. Por fim peguei mais um pedaço do maravilhoso pudim e guardei o resto, estava terminado de comer quando Edward entrou na cozinha usando apenas um samba-canção. Meu coração começou a bater fortemente e senti o ar fugindo dos mus pulmões, Edward estava literalmente... Gostoso, sim gostoso, eu não era de ficar imaginando coisas, mas esses hormônios estavam me fazendo pensar em certas coisas. Todo meu corpo se arrepiou.



– Pensei que já estava deitada. Já é quase onze horas. – minha boca se abriu sem minha permissão, eu tinha passado quase duas horas comendo pudim.

– Merda. – praguejei baixinho. Engoli o ultima pedacinho do pudim – Vou tomar um banho então, nem vi as horas passarem. Espero-te no quarto. – pisquei para meu marido e fui rapidamente para nosso quarto pegando a sacola antes de entrar.

Tomei um banho rapidamente sem lavar meus cabelos, passei meu hidratante no corpo inteiro, deixei meus cabelos soltos, sabia que Edward gostava deles assim, peguei a camisola junto com a fina calcinha branca, as vesti e ficou perfeito em meu corpo, caindo como luva. Edward iria ceder.



Pela Autora.



Ela se sentia como se fosse sua primeira vez, uma coisa que estava longe de ser, mas tinha certo receio, sua barriga estava imensa e se Edward não a desejasse mais, não estava gorda e feia, engordara de acordo com a tabela do medico, seus seios estavam maior por conta da gravidez, seu quadril estava mais largo, seu rosto continuava o mesmo, apenas um brilho a mais do que tinha antes. Por fim respirou fundo e saiu do banheiro.

O quarto estava na penumbra, Edward estava parcialmente deitado na cama, a noite fazia muito calor o que o fez ficar apenas de samba canção, seria uma noite difícil, ele sabia, mas conseguiria conter o desejo que sentia por sua esposa. A verdade é que queria amá-la intensamente, mas desde o incidente de umas semanas atrás se sentia receoso, se fizesse alguma coisa que a machucasse... Nunca se perdoaria. E podia esperar mais alguns meses ate poder tocá-la intimamente novamente, não era de ferro, mas não faria como muitos maridos que procuravam outras mulheres para aquecerem suas camas enquanto as esposas grávidas ficavam em casa. Era o mínimo que podia fazer por Bella, afinal ele estava carregando três lindos filhos deles, e daria a luz a eles, e sabia que não seria fácil, ficaria no lugar dela se fosse possível, mas sua anatomia não permitia, mas não iria retribuir todo esse esforço da esposa com traições.

Bella esta demorando, pensou, sua esposa estava quase meia hora no banheiro e não costumava a demorar, estava pronto para se levantar e ir atrás dela quando aporta se abriu. Edward sentiu sua boca secar diante da visão, Bella usava uma camisola branca transparente que estava perfeitamente moldada em seu corpo, a rendas brancas no busto deixava literalmente desejosos os seios fartos, a camisola era bem solta, mal chegava ao começo das coxas por conta da barriga, a fina calcinha branca mal a cobria.

Edward já sentia seu desejo pela esposa aumentar, Bella sempre o deixava assim, louco por ela, um simples gesto ou um mero olhar o deixavam em estado de loucura, não sabia se conseguiria se segurar por muito tempo.

Bella que antes estava receosa não estava mais, após analisar seu marido engolir seco e ver a prova de que ele ainda sentia desejo por ela a incentivou, não pensou mais deixou seus instintos lhe guiassem.

– Esta quente hoje. – ela comentou enquanto subia na cama ficando ao lado do marido, ele apenas assentiu incapaz de falar.

Ela se aconchegou nos braços do marido que a abraçou instintivamente, aos poucos atmosfera do quarto foi mudando, palavras não eram precisas ser ditas, as ações já diziam tudo, Edward jogou tudo para o alto, afinal estava fugindo do que? Estava louca por ela, sua mão direita passeava por todo corpo de sua esposa, indo ate suas coxas e se infiltrando dentro da camisola brincando com o elástico fico da calcinha.

Bella sabia que tinha ganhado desta vez, Edward já mostrava os primeiro sinais de desistência.

Edward por fim tomou a iniciativa, deixou sua esposa deitada completamente na cama ficou por cima tomando o máximo de cuidado com a barriga, toucou os lábios lentamente contra os seus, dando leves e suaves beijos, suas mãos agora faziam pequenas caricias na barriga de sua esposa, subindo aos poucos ate chegar aos seios brincando com os mamilos os tornando mais turgidos, os beijos eram trocados de forma intensa e apaixonante entre os amantes, as línguas trabalhavam juntas, brincando, explorando. Bella brincava com os cabelos na nuca de seu marido, sabia que ele adorava aquilo. Enquanto ele descia seus beijos pela garganta indo em direção ao busto onde sugou um dos seios sobre o tecido de renda fazendo Bella arfar diante do prazer concentrado ali, ela já se sentia completamente pronta pra ele, Edward voltou trilhando o mesmo caminho ate chegar aos lábios novamente de sua esposa, aos poucos desceu a alça da camisola depois a outra e quando notou já estava jogando a camisola num canto qualquer, agora apenas a fina calcinha e a samba-canção impediam de completar o ato, mas eles não estavam com pressa iriam aproveitar de cada minuto, segundo, milésimos.

Com um pouco de dificuldade Bella sentou-se sobre seu marido que se ajeitou da melhor maneira para ajudar a esposa, eles trocavam mais beijos quentes do que antes, e caricias mais ousadas, Edward passava as mãos no pequeno corpo da esposa, enquanto ela fazia uma dança erótica sobre o colo do marido, sabia que aquilo o deixa completamente excitado.

Não agüentando mais a pressão Edward girou os corpos com estremo cuidado ficando sobre Bella descendo pelo corpo da esposa chegando ate a calcinha a retirando a jogando num canto qualquer, beijou, lambeu, sugou levemente as coxas de sua esposa, indo aos poucos a ‘porta do paraíso’.

Bella se contorcia completamente, ela já estava completamente pronta para seu marido, mas Edward gostava das preliminares, gostava de saber o que proporcionava a sua esposa, de como ela ficava a cada caricia sua. Não agüentando mais retirou o calção e se deitou puxando sua esposa para seus braços. Ambos ficaram de lado, pois essa posição era mais cômoda para o estagio de gravidez de Bella, apesar de que durante a gravidez já vinha praticando um pouco, várias posições as mais variadas possíveis e muito prazerosas por sinal.

Enquanto brincava com o seio da esposa se acomodou e por fim a penetrou, lentamente a preenchendo por todos os cantos, ambos soltaram gemidos estavam loucos por aquele momento, Edward permaneceu parado, adorava ficar daquele jeito, apesar da grande dificuldade de não perder o controle, ele se conhecia o suficientemente bem para saber que não agüentaria mais, por fim aos poucos foi se movendo preguiçosamente, e continuou neste mesmo ritmo sem alterar em nenhum momento, afinal queria fazer aquilo durar para sempre, e não queria correr o risco de machucar Bella de alguma maneira.

Aquela era uma das maiores sensações que já havia sentido, Bella notou, gostava de quando Edward agia rapidamente fazendo-a sempre ver estrelas, mas tinha que concordar que daquela maneira, era bom, gostoso e sensual, notava o amor trasbordando por todos os poros dos dois, longos minutos se passaram ambos nada falavam, os pequenos gemidos ecoavam pelo quarto, continuaram naquele momento apenas dos dois, Edward sentindo que aos pouco sua esposa chegava ao estremo prazer pressionou o clitóris, fazendo leves círculos sobre ele e o apertando-a, então sentiu as paredes do sexo de sua esposa o apertar ao mesmo tempo em que ambos atingiam o mais alto prazer.

Aos poucos ambas as respirações foram voltando ao normal, Bella virou nos braços do marido ficando de frente para ele, Edward era um excepcional amante, beijou-o levemente no rosto depois na boca.

– Te amo. – as palavras foram sussurradas de modo que ninguém entenderia mesmo que estivesse do lado dos dois.

– Te amo. – essa foi à resposta dele. Ambos ficaram abraçados, sabendo que o futuro seria muito melhor.

***


Por Bella

Os dias passavam alguns lentamente e outros muito rápidos para mim, afinal queria aproveitar tudo que podia meu marido, meus filhos, minha vida. A noite já caia e me via agora quase dormindo novamente, Edward ainda não havia chegado, Austin pediu uns dias, já que Gianna estava para entrar em trabalho de parto a qualquer momento, enquanto isso Edward vinha tendo várias reuniões de final de ano, mesmo seu pai o ajudando agora ele continuava muito atarefado, e eu em minhas condições não podia fazer nada.

Mesmo com sono estava lendo mais um livro, uma nova coleção minha Irmandade da Adaga Negra, resumindo um livro de romance e vampiros guerreiros, nada com que eu já li, muito envolventes sensuais, que não dava vontade de parar eu estava agora no fim do segundo livro da série Amante Eterno, e já estava com o próximo em mãos.

–Deve ser muito interessante esse livro. – ele sussurrou em meu ouvido e me sobressaltei. Estava tão concentrada na leitura que não ouvi o barulho da porta se abrindo e muito menos notei Edward do meu lado. – Desculpe, mas pensei que tivesse me ouvido. – falou beijando meu rosto.

– Nem ouvi a porta abrindo. – me virei para ele. — Boa noite. – dei-lhe um selinho.

– Boa noite.

– Dia agitado hoje?- perguntei fazendo carinho em seus braços.

– Não imagina o quanto, estou com dor de cabeça horrível, vou tomar um remédio e banho e já volto.

– Comeu?

– Jantei na empresa. Já venho.

Edward foi para o banheiro e voltei a minha leitura, mas eu já sentia o peso do sono sobre mim, fechei os olhos por um momento, mas acredito que acabei dormindo,senti o livro ser retirado de minhas mãos e Edward puxar meu corpo e o aconchegá-lo contra ele.

Um barulho muito irritante me fez acordar, de mau humor para completar, ainda meio desorientada não sabia ao certo o que era.



– Alô. — escutei a voz meio sonolenta de Edward ecoar pelo quarto. — Calma Austin estou indo. – ainda de olhos fechados escutei uma movimentação depois um toque leve em meu rosto. – Bella...

– Sim? – resmunguei.

– Gianna entrou em trabalho de parto. – assim que ele proferiu essas palavras fiquei completamente desperta. — Austin acabou de me ligar, está indo para o hospital, vou...

– Não nós vamos.

– Bella...

– Nem tente me fazer ficar Edward ela é minha amiga.

Edward não retrucou, ele me ajudou a levantar e a me trocar, peguei minha bolsa e fomos antes Edward deixou um bilhete para Kate, afinal era três e meia da manhã.

Não demoramos a chegar ao hospital, fomos direto para uma sala de espera, Edward já havia ligado para Austin para saber onde ele estava não foi uma surpresa encontrar ele andando de um lado para o outro.

– Se continuar assim vai abrir um buraco no chão. – Edward brincou.

– Edward! Que bom que esta aqui... – seu olhar recaiu sobre mim. – Oh meu Deus, Bella você não deveria estar aqui. – rolei os olhos.

– Não irei discutir sobre isso. – fui ao seu lado lhe dando um abraço. – Tudo vai ficar bem. – ele assentiu me perguntei se ele realmente havia me ouvido. – Faz tempo...

– Não sei acordei apensas com Gi me cutucando falando que ‘chegou a hora’, ela pediu para mim não desesperar que tudo ficaria bem, mas droga se algo acontecer com ela? Eu não... – ele sentou e colocou a cabeça entra as mãos.

– Não deixaram você entrar com ela? – Edward perguntou.

– Aparentemente eu estava muito nervoso para entrar com ela, e a médica disse que não era bom, que ela precisa de alguém forte ao lado dela, não alguém que possa deixá-la apavorada. – ele riu sem humor.

Eu pensava em falar alguma coisa para acalmá-lo, mas não sabia o que dizer, Edward estava do meu lado, pelo jeito igual a mim, sem saber o que falar para o amigo.

– Senhor Austin Waschaberger – uma médica apareceu usava aquela roupa toda azul e toca.

– Eu. – Austin se levantou.

– Sua esposa gostaria que o senhor participasse do parto, mas se o senhor não tiver em condições posso dizer que a medica responsável não permitiu.

– Eu... Bem. – ele olhou para mim.

– Vai. – sorri para ele. – E conheça sua filha, estaremos aqui. – ele sorriu a acompanhou a médica.

– Bem como vamos esperar é melhor você se sentar.

– Mas eu não...

– Lembra o que a médica disse? – assenti e sentei.

– Vou buscar alguma coisa para você comer. – Pensei em dizer que não estava com fome, mas nada adiantaria. – Alguma coisa especifica?

– Algum frio e suco de laranja. – ele assentiu e saiu me ajeitei melhor na cadeira e esperei. Edward não demorou e logo devorei, literalmente, meu lanche. Não notei que estava com fome ate começar a comer, Edward teve que buscar mais um lanche para me satisfazer. Depois de terminar de comer ficamos sentado em silêncio, não era preciso palavras para saber que pensávamos na mesma coisa.

– Logo será a gente. – assenti.

– Espero que não fique apavorado como Austin. – ele riu levemente. – Vou querer você do meu lado.

– Pode ter certeza que estarei. – ele tocou em meu nariz e me beijou.

Os minutos foram se passando e quando vi o dia já amanhecia, esperaria mais uma hora e depois pediria para Edward ligar para Victor, pois uma dor nas costas estava começando a me incomodar.

– Nasceu! – Austin apareceu, chorando de alegria. – Uma Linda menininha. Já faz quase meia hora, mas só agora que me expulsaram para removerem Gianna para o quarto.

– Meus parabéns papai. – Meu marido abraçou seu amigo.

– Logo se você meu amigo.

– Sim.

– Parabéns Austin. – abracei também.

E foi isso no dia 18 de novembro nasceu à linda Alana, com 48cm e 2,900kg, minha primeira afilhada.

***

– Está parecendo que eu roubei a cortina da sala e me enrolei nela.

– Esta perfeita amor.

– Ah Edward não tente me enganar, estou gorda.

– Não, você esta grávida. – rolei os olhos e me olhei novamente para o espelho estava usando um vestido longo verde frente única que valorizava o meu busto, ultimamente apenas vestido me serviam, ou melhor não me incomodavam, apesar de estar frio o vestido era a melhor opção, estava com meias de lã por baixo dele e usava um casaco branco delicado de lã por cima dele, hoje era natal, estava me arrumando para o almoço que teria aqui em casa, Edward convidara alguns de seus sócios para almoçar conosco, já que estes passariam o natal sozinhos. Então teria bastante gente, e eu não poderia ser a perfeita anfitriã, pois agora já de sete meses não conseguia,me trocar sozinha, então Kate tomaria conta de tudo, enquanto eu ficaria maior parte do tempo sentada, seria frustrante.

– Vamos para a sala, daqui pouco eles chegam.

Edward me levou para a sala e me fez sentar no sofá de dois lugares, era provável que eu ficaria ali ate o fim do dia. Aos pouco as pessoas foram chegando, Edward convidou três de seus sócios, James, Emmett e Jasper, todos com suas respectivas esposas, Victória, Rosalie e Alice, Austin e Gianna, chegaram logo em seguida com a pequena Alana de um mês e uma semana, e por último o pai de Edward. Os homens ficaram conversando sobre negócios, enquanto nós, mulheres ficávamos bajulando a pequena Alana, infelizmente eu não pude pega-la no colo por conta da minha barriga.

– Agora não vejo à hora de ficar grávida. – Rosalie confidenciou, a primeira impressão que eu tive foi que ela era metida, mas devia ser por conta dos longos cabelos loiros encaracolados, uma postura firme, mas quando conversava com ela descobria maravilhosa pessoa que era alegre e divertida. – Não quis ficar antes porque queria aproveitar meu casamento com Emmett, mas bem já estamos casados há cinco anos.

– Estou começando a ficar com vontade também. – Victória comentou, ela era ruiva cabelos cheios enrolados linda, sempre sorria.

– Eu também. – Alice disse quase saltitando, tão diferente do marido que era muito sério e calado, Alice parecia uma fada pequena um pouco menor do que eu, ficar do lado dela você sentia vibração de alegria e felicidade, para ela não havia dia ruim. – Mas me imaginem com um barrigão, Oh meu Deus. – ela fez uma cara engraçada que rimos.

– Bem Alice somos quase do mesmo tamanho, e bem se quiser ver como ficará. – apontei para minha barriga.

– Ah Belinha. – ela me chamou desde que chegara perguntou se podia me chamar assim e permiti, e ate que gostei. – Me desculpe, mas prefiro ter um de cada vez, você é uma guerreira por que olha, eu provavelmente teria que andar de cadeiras de rodas, pois não agüento peso nenhum.

– Vou considerar esta proposta. Não agüento ficar mais muito tempo em pé, e andar se mostra uma coisa muito difícil.

Continuamos a conversar sobre mais banalidades, ate Kate nos chamar para almoçar, senhor Anthony praticamente a obrigou a sentar-se à mesa conosco, afinal ela fazia parte da família. Comemos em meio a risadas, conversas, muita animação, eu estava feliz naquele clima tão de... Família. Olhei para Edward sentado na cabeceira da mesa, sorri para ele que me retribuiu, estávamos no caminho certo.

***

– Esse com certeza foi o melhor natal, pelo menos ate agora. – comentei com Edward enquanto deitava, ou melhor ficava sentada deitada, pois era uma das únicas posições que não me incomodava.

– Com certeza. – Edward deitou do meu lado me puxando para os seus braços. Ele dormia quase na mesma posição do que eu, mesmo não precisando.

– Emmett nos chamou para passar o ano novo na casa dele. Disse que falaria com você e depois respondia.

– Ah, mas é claro que vamos.

– Tem certeza Bella? Já esta de sete meses e sabe que para a condição de trigêmeos não é bom abusar.

– Eu sei Edward, mas estou muito bem, tirando o cansaço normal.

– Bem falarei com Emmett.

– A esposa dele é um amor de pessoa, ela disse que agora que ficar grávida. Como Victória e Alice.

– Bem espero que elas não fiquem todas juntas, afinal preciso pelo menos de um dos meus sócios. – Edward comentou e ri dando um soco leve em seu braço.

– Sem comentário senhor Masen. Primeiro ano novo juntos. – falei sem pensar o senti ficar rígido.

– Seria o segundo se não...

– Passado. – o interrompi.

– Sim, passado. – bocejei.

– Bem boa noite, daqui a pouco já estarei no centésimo sono. – me aconcheguei da melhor maneira em seus braços e adormeci.

***

– Tem certeza que não iremos incomodar? – Perguntei para Rosalie assim que chegamos, eu estava usando mais um vestido, já que era a única coisa que me servia mesmo.



– Claro que não Bella, a idéia era essa de vocês virem para dormir, todos para ser mais exata e Amanhã almoçamos e se decidirem ficar tudo bem.

– Bem se não vou realmente inco... – ela me interrompeu com as mãos.

– Deixa disso querida, bem daqui a pouco Alice chegara com Jasper. – assenti. — Mas então me conte como anda a gravidez? – ela perguntou sentando ao meu lado

– Bem, apesar dos grandes incômodos e o cansaço nada fora do normal.

–Bella, não sei se conseguiria carregar três bebes ao mesmo tempo.

– Eu também achava que não, mas sabe quando você sabe que eles têm apenas você para chegarem a esse mundo. Sua visão muda, seu modo de viver muda, tudo para esses lindos ficarem bem. – falei com carinho enquanto acariciava minha volumosa barriga.

– Não vejo a hora de ficar grávida. – Eu ri.

– Eu também. — falou Victoria chegando e me cumprimentado.

– Bem durante os enjôos talvez vocês queiram matar seu marido por isso.

–Talvez sim, mas o amor é maior. — Rose falou

– Com certeza. — afirmei

– Cheguei, cheguei não precisam mais ficar triste por conta da minha Ausência. – Alice chegou trajando um belo conjunto. Sua alta-estima não deixava ninguém se sentir infeliz perto dela. – Olá Belinha, e nossa sua barriga parece que cresceu mais.

– Alice. – o tom de voz de Rose era de repreensão. Fiquei surpresa, a saber, que Jasper e Rose eram irmãos. Por isso Rose e Alice eram tão próximas.

– A Rose, desculpe-me Bella às vezes não me controlo.

– Tudo bem. – ri. – realmente minha barriga cresceu um pouco mais. — Eles têm brincado muito ultimamente. – referi aos vários chutes que eu vinha sofrendo nos últimos dias.

Ficamos conversando amenidades, faltava agora poucas horas para o ano novo, ou seja, as ultimas horas do ano, Rose foi ver como estava as coisas, Victoria e Alice empenharam numa conversa sobre moda, e eu fiquei pensando no passado, presente e futuro, na ultima passagem de ano passei sozinha no quarto de hotel, enquanto via as outras pessoas comemoram estava perdida na solidão.

– Pensando?- Edward se sentou do meu lado.

– Na vida, no passado, no presente e no futuro. De como as coisas mudaram... Acho que a nostalgia que todo mundo fala que sente no fim do ano.

– Ano passado...

– Não vamos falar disso. – o interrompi. – Não quero tocar, mas sobre o que acorreu no ano passado, por favor, dói falar sobre isso.

– Tudo bem, não falamos. Mas só vou falar uma coisa e nunca mais falaremos sobre isso. – assenti. – Quero que saiba que eu nunca deixei de pensar em você um dia depois que voltei, e que passei o ano passado pesando, ou melhor, sonhando em como passaríamos ele juntos. E que agora de certa maneira esta se realizando. E que no próximo ano passaremos ele com nossos filhos e juntos. – assenti e o abracei e novamente lágrimas caíram livremente. – Eu te amo.

– Eu também... – vi um clarão e me separei separa da de Edward.

– Oh Desculpe, mas vocês estavam tão fofos assim que tive que tirar uma foto. – Alice falou com um biquinho e ri do seu modo de criança que fez arte.

– Tudo bem Alice... – falei secando o resto de vestígios de lágrimas.

– Vem vamos tirar umas fotos. – ela falou me ajudando a levantar, notei que Edward iria protestar, mas ele olhou para mim e balançou a cabeça. – Vem Edward.

Ele sorriu e veio para o meu lado, caminhamos ate a varanda do enorme apartamento que tinha uma bela vista da cidade, eu andava devagar por conta do peso da barriga.

– Pareço uma pata andando, — comentei rindo, Alice me acompanhou, Edward apenas revirou os olhos. – Nem adianta Edward você sabe que é verdade.

Ficamos todos na varanda enquanto Alice arrumava a maquina numa posição que pegasse todos, a pose de todos foi quase iguais, nós esposas na frente de nossos maridos ele nos abraçando, bem no meu caso meu marido me abraçando e nossos filhos. Alice arrumou rapidamente a câmera e veio correndo para seu marido, uns segundos depois a foto saiu.

– Ahhhhhhh ficou linda vou mandar fazer um pôster e mandar para cada uma. – ela nos mostrou a foto que realmente estava perfeita, Alice se animou, mas ainda e passou a tirar milhares de foto, a maioria minhas eu estava sentada afinal ficar muito tempo em pé para mim não dava mais.

Depois da seção fotos nos sentamos junto com nossos maridos e conversamos muito, contando histórias passadas e rindo muito com os fatos ocorridos. O tempo passou e quando notamos faltava poucos minutos para a meia noite, fomos todas para a varanda, Edward queria que eu ficasse sentada, mas queria permanecer em pé, não me mataria isso. Edward ficou o tempo todo ao meu lado.

– Às vezes acho que tudo isso é um sonho. – comentei baixinho.

– Eu também. Mas fico feliz em saber que é realidade. – ele beijou meus lábios. – Não importa no lugar onde estarei deste que esteja do meu lado, nada mais importa. – assenti.

Por fim chegou à contagem regressiva.

Dez.

Nove.

Oito.

Alice gritava como uma louca animada Rose ria sem parar e Vic tentava contar entre risos.

Sete.

Seis.

Cinco.

Eu não olhei para os lados apenas me focalizei ao rosto de meu marido.

Quatro.

Três.

Dois.

Entrelacei minhas mãos a sua.

Um.

– Sempre juntos.

Zero.

– Feliz ano novo. – ele sussurrou. – Um beijo de sorte. – dizendo isso ele aproximou mais de meu rosto e me deu um beijo lento, apaixonado, eram tantos sentimentos misturados no momento que demoraria horas ate dizer todos que estavam presentes.

Senti um cutuque na minha barriga e me separei de Edward rindo. Ele riu também acariciando minha barriga, me deu mais um beijo, e desta vez nos separamos por conta de um clarão.

– Desculpe, mas vocês estavam tão lindos. – Alice fez um biquinho e ri. Esse era Alice. – Vem, agora chegou à melhor parte, tenho certeza que essas crianças ai estão morrendo de fome. – ela mal falou meu estomago roncou.

– Acho que ela prevê o futuro. – comentei com Edward.

– Eu não disse? Sou uma fada. – ela rolou os olhos. E rimos mais da sua atitude.

Sentemos todos juntos e passamos a comer, sim, eu sentia em família no momento.

***

– Nunca pensei em como sentar é tão bom. – falei enquanto me ajeitava no sofá. Kate que estava comigo na sala riu.

– Logo isso passa menina...

–Eu espero, eu acho que eles já deveriam ter nascido daqui a pouco estarei já com oito meses e nada... Como o tempo passou ate parece que foi ontem que descobri que estava grávida.. Bons tempos, onde eu sabia em que lugar estava meu quadril. – brinquei.

– Logo esses anjinhos já estarão aqui. – assenti – Bem irei preparar o jantar, Edward disse que chegava cedo hoje. – Kate falou e foi para cozinha.

Já estávamos no dia sete de janeiro de dois mil e onze, eu sabia que a qualquer hora meus bebes nasceriam, eu ate que consegui levar em adiante, já estava com sete meses e três semanas, pelas pequenas pesquisas que fiz, algumas mulheres mal chegavam no final do sexto mês. Hoje eu estava parcialmente nervosa, ou melhor, ansiosa não tinha um motivo para dizer por que de eu estar assim, mas eu estava assim quase essa semana inteira.

Edward ia para empresa direto desde quarta, querendo ou não ele tinha que trabalhar, ele havia sido chamado para um congresso na Alemanha, onde não poderia recusar, mas invés de ir pediu para meu sogro que foi em seu lugar. Tudo para não ficar longe de mim. Edward é um marido perfeito. Não dizendo que ele não tenha defeitos, mas as suas qualidades se sobrepõem sobre esses mini defeitos.

Ajeitei-me mais sobre o confortável sofá, fiquei imaginando, pensando, se eles nascessem agora teriam que ficar no hospital por alguns dias quem sabe semanas, afinal eles nasceriam prematuros, e foi com esse pensamentos que acabei adormecendo.



Uma leve cócega em meu rosto me fez despertar, meio desorientada abri os olhos vendo Edward na minha frente sorrindo.

– Não queria lhe acordar.

– Tudo bem.

– Como foi seu dia?

– Nada demais, o mesmo de sempre. E o seu?

– O mesmo de sempre. – ele beijou meus lábios e depois foi para minha barriga beijando em três locais diferentes. – Oi meus anjos, papai sentiu saudades. – sorri com a cena diante de mim. – Vamos jantar? – assenti e Edward me levou para a mesa, me ajudou a sentar.

Jantamos em meio a pouca conversa, eu não estava com tanta fome assim hoje, por fim acabei apenas enrolando mas do que comendo.

– Esta se sentindo bem? – Edward perguntou quando íamos para nosso quarto.

– Sim por quê?

– Mal tocou na comida.

– Não estava com fome hoje.

– Tem certeza que...

– Estou Edward – interrompi. – Só cansada. – que não era nenhuma novidade.

Deitei na cama e logo apaguei.

Acordei com grande desconforto que me fez sentar na cama. O quarto estava escuro e Edward ressonava calmamente ao meu lado, eu não me sentia muito bem, mas devia ser nada demais, senti algo molhado e pousei minhas mãos na camisola que estava encharcada.



– Que lindo Bella, nem sua bexiga a esta ajudando. – me levantei para ir ao banheiro, mas uma dor aguda em meu baixo frente me fez paralisar. Então a compreensão veio, não era xixi como pensava minha bolsa havia estourado e eu nem tinha como saber quando. Respirei fundo e voltei para a cama, soltei o ar quando outra pontada veio. – Edward. – cutuquei, mas ele apenas se moveu. – Edward! – o chamei mais alto, mas uma pontada...

– Bella. – ele se levantou se sentando na cama. – O que foi amor.

– Acho que chegou à hora. – ele me olhava ainda confuso. – A bolsa estourou. – vi a compreensão estalar em seu cérebro, ele se levantou da cama num pulo, em no outro momento ele já estava ao meu lado.

– Esta bem? – quase ri da sua pergunta.

– Por enquanto estou. Podemos ir ao hospital? – segurei um gemido.

– Sim, sim. – Edward parecia mais nervoso do que eu, logo ele pegou a primeira roupa que viu e as vestiu, pedi para pegar um vestido qualquer para colocar no lugar da camisola, ele me ajudou com extremo cuidado, pegou as duas bolsas que já estavam prontas há tempos. – Vem. – ele me pegou no colo apesar dos meus protestos, fechei os olhos e mordi o lábio para tentar segurar um gemido

Logo fui posta no carro Edward puxou todo banco para trás para me dar mais comodidade. Em pulo já estava do meu lado ligando o carro e saindo da garagem.

– Logo chegaremos amor. – assenti. Que seja o que deus quiser.

Por Edward

Eu tentava a todo custo não dirigir muito rápido, antes de sair de casa liguei para o hospital avisando que logo mais chegaria. Bella estava de olhos fechados segurando a barriga com o rosto contorcido em dor, eu não sabia o que falar para confortá-la. Ele respirou fundamente, peguei sua mão e ela abriu os olhos olhando para mim.

– Tudo vai dar certo. — é o que eu tentava me convencer também, eu temia que esse dia chegasse afinal eu sabia que a gravidez da Bella era de risco e que o parto seria complicado, só que eu não estava preparado para qualquer eventualidade, pus meus pensamentos nada positivos de lado e prestei atenção na estrada, quando chegamos ao hospital um grupo de enfermeiros já nos esperavam, peguei Bella e a coloquei na cadeira de rodas. Enquanto a vi sorrindo para mim e os enfermeiros a levando para longe de mim quase a segui só uma voz.

– Edward.

– Doutor Caius. — O cumprimentei.

– Esta nervoso?

– Um pouco. – ele riu.

– Imagino, acredito que ira querer assistir o parto.

– Claro.

– Bem como já tinha conversado com Bella verei se ela tem dilatação para um parto normal se não teremos que recorrer a uma cesariana. – ele me guiava enquanto conversávamos. – Bem daqui a pouco o chamo. – ele entrou numa sala e sentei numa cadeira.

Passei as mãos incontáveis vezes pelos cabelos tentando controla a ansiedade, já via a hora que gritaria para ver se essa ânsia se aplacava.

– Senhor Masen?

– Sim. – uma enfermeira veio do meu lado. – Pode me acompanhar, por favor.

Ela me levou ate uma sala onde me deu aquelas roupa que médicos usam, azul uma touca e uma mascara, logo eu entrava numa sala de parto Bella estava deitada um tanto pálida com suor no rosto.

– Oi meu amor.

– Oi.... Daqui a pouco eles estarão aqui, Caius disse que já tenho dilatação suficiente. – ela sorriu tremula. – estará do meu lado?

– Sempre. – ela fechou os olhos e mordeu os lábios, quase um minuto depois ela abriu os olhos e sorriu. — É acho que logo, logo eles estarão aqui.

– Então Bella preparada para fazer um pouco de esforço? – ela assentiu.

– Tudo por eles.

– Isso mesmo.

Então veio a tortura que para mim parecia que não ia acabar mais, uma hora se passou e nada, os lábios de Bella tinham começado a sangrar de tanta força que ela mordia os lábios, mas não havia soltado nenhum grito, apenas um ou outro gemido.

– Vamos Bella força.

– Não agüento. – ela começou a chorar.

– Ei olha aqui para mim. – ela olhou. – Não disse que queria ver nossos filhos? – assentiu. – Então esta na hora de colocá-los no mundo, você consegue meu amor.

Passaram mais quinze minutos para finalmente ouvirmos um chorinho agudo e alto.

– Isso amor. – Bella chorava e eu junto era muita emoção, mas sabia que ainda tinha mais dois. – Agora falta pouco. – mas intermináveis minutos passaram e tudo acabou Bella chorava baixinho, imagino que de emoção. – Conseguiu amor. – beijei levemente seus lábios.

– Bom trabalho Bella, colocaram uma pulseirinha para identificar o primogênito. – Caius falou. – E parabéns papais dois meninos e uma linda menina.

Eu ri de felicidades e a beijei novamente, Bella fez uma careta ao mesmo tempo em que uma enfermeira se aproximou de Caius.

– Tudo bem? – perguntei preocupado.

– Sim. – Caius me respondeu no mesmo momento, ouviu mais algumas palavras da enfermeira e franziu o cenho. — Edward poderia esperar lá fora agora?

– O que esta acontecendo? – perguntei sentia que alguma cosia não estava bem.

– Por favor. – dois enfermeiros vieram para o meu lado. – Apenas um imprevisto, mas preciso realizar os procedimentos rapidamente...

– Caius.

– É para o bem dela Edward. – assenti meio desnorteado, mas antes de sair fui para o lado de Bella.

– Logo estaremos todos juntos. – ela assentiu

– Fique com nossos filhos – ela falou baixiinho e fechou os olhos.

– Bella!

– É apenas o efeito da anestesia. – antes que eu falasse algo fui posto para o lado de fora da sala de parto. Vi uma confusão vários enfermeiros correndo pegando outras coisas queria entrar ali novamente e pedir explicações.

– É para o bem dele Edward, é melhor não interromper nada. – falei para mim mesmo e sentei numa cadeira e rezei, pois era a única coisa que podia fazer no momento.

***

– Espero que tenha compreendido Edward.

– Sim... – falei com pesar, o que eu queria mesmo é estar com Bella, mas ainda não podia, Caius insistiu para falar comigo antes. – Mas não...

– Conseguimos reverter o quadro de hemorragia rapidamente, não se preocupe ela não sofreu nenhuma seqüela... – assenti.

Meu maior medo era que tivesse acontecido algo pior, mas graças a Deus ela não teve nenhuma seqüela.

– Eu posso ficar com ela?

– Sim já transferiram para um quarto, ela esta dormindo por conta dos remédios, mas acordara em breve. – conversamos mais um pouco, depois de me passar o numero do quarto fui para ele.

Bella estava deitada, mais pálida que o normal, mas com o semblante calmo, me aproximei dela e passei as mãos levemente em seu rosto, puxei a poltrona mais para perto da cama e me sentei nela segurando as mãos de Bella e esperei...

Senti leves toques em meu rosto e cabelo, aos poucos fui despertando, onde notei que tinha adormecido.



– Oi.. – sua voz baixa me fez levantar e sorrir.

– Oi... Como se sente?

– Um pouco fraca, mas bem. – acariciei seu rosto e beijei levemente seus lábios. – Me deu um susto...

– De novo. – ela riu. – Acho que não consigo ficar longe de um hospital. — ela fez graça e fechei a cara – E como eles estão?

– Bem, eles tem que ficar na incubadora por uns dias, sabe eles são prematuros e muito pequenos ainda. Mas tudo vai ficar bem, ainda nas os vi, mas Caius garantiu que estão ótimos para prematuros. – ela assentiu sabia que ela estava triste, pois não tinha como não ficar.

– Eles terão que ficar aqui não?

– Infelizmente acho que sim. – ela respirou fundo algumas vezes.

– É o melhor para eles não? – Assenti ela sorriu. – Bem, mas logo os teremos em casa.

***



Por Bella

Duas semanas já haviam se passado desde que meus filhos tinham nascido, recebi alta uma semana depois e algumas recomendações, infelizmente não pude levar eles para casa, mais ia todo dia ao hospital umas três a quatro vezes por dia e Edward estava sempre comigo, o pai de Edward havia voltado no dia seguinte quando soube do nascimento dos netos. Gianna havia me pedido mil desculpas por não ter estado no nascimento dos trigêmeos, e custou fazê-la entender que não teve problema.

Agora estava indo para o hospital, Edward me encontraria lá, hoje eu daria de amamentar pela a primeira vez, estava nervosa, não sabia ao certo como fazer.

Cheguei no hospital e Edward já estava lá, fomos para o andar de maternidade, a enfermeira já me esperava,fui ate a ala onde meus filhos estavam e fique babando neles,meus filhos nasceram na madrugada do dia oito de janeiro de dois mil e onze Damien o mais velho nasceu as 3:15min da madrugada com 44cm e pesando 2,100kg . Aiden o do meio com diferença de dois minutos com 42cm e 2,039kg, e minha pequena mais nova Marissa que já tinha cinco minutos de diferença do Irmão do meio, entre os outros dois ela era a menor com apenas 39cm e 1,850Kg . Me sentei na cadeira que a enfermeira me indicou, ela me falou como eu tinha que fazer, trouxe primeiro Marissa peguei-a cuidado , abri o fecho de minha blusa que já era apropriada para amamentação, minha pequena veio rapidamente com sua boquinha em meu seio, doeu um pouco mas logo me acostumei, sua sucção leve fez meus olhos marejarem, não tinha como falar a emoção que estava sentindo, apenas uma mãe entenderia isso, nessas semanas tive que tirar o leite pois ele estava machucando meus seios, eu ia doar, mas Caius recomendou eu guardar, pois eu precisaria deles mais tarde, pois eu era apenas uma e tinha que alimentar três crianças, ele disse que eu poderia dar leite materno o máximo que eu conseguisse, mas teria que usar também leites industrializadas especialmente para recém nascidos, pois querendo ou não, não daria conta de amamentar os três.

Depois de amamentar Marissa, foi à vez de Damien, e por ultimo Aiden, com cada um foi um momento mágico marcado eternamente em minha mente, Edward esteve sempre do meu lado, não falou nada, não precisa de palavras para o momento que era tão especial para nós. Eu de alguma forma estava cansada depois de amamentar os três, ainda fiquei com eles fazendo carinho em seus bracinhos conversando muito com eles, com Edward sempre do meu lado, infelizmente tivemos que deixa-los, era uma dor no perto sempre que tinha que fazer isso , mas sabia que a cada dia que passava logo eles estariam em casa, com a família deles.

***

Eu estava nervosa, principalmente ansiosa não conseguia me conter, hoje finalmente traria pelo menos um dos meus filhos para casa, apesar de querer levar todos Caius afirmou que Aiden e Marissa precisavam apenas de mais alguns dias, que ate o final de semana estaria com todos comigo.

Por fim depois de paparicar muitos os meus outros anjinhos me despedi dele prometendo que logo estariam em casa. Sai com Damien nos braços do hospital foi como cantar uma vitória, uma emoção tomou conta de mim que quando notei chorava de extrema felicidade, Edward também compartilhava dessa imensa alegria comigo, fomos para casa juntos no banco traseiro, Edward fez questão de vir comigo, segurar o pequeno Damien era perfeito seu corpinho pequeno cabia perfeitamente em meus braços como se eles tivessem feitos para ele.

Chegamos em casa e Kate apareceu toda alegre querendo ver seu ‘neto’ desde o nascimento ele não tinha ido ao hospital ver os pequenos, porque eu não sabia.

– Vou trocar ele. – falei para Edward e subi para o nosso quarto, onde havíamos organizado num lugar apenas para nossos bebes por enquanto eles dormiriam conosco e depois de alguns meses passaríamos a colocá-los no outro quarto. – Oi meu gostoso, vamos trocar esse frauda sujinha. – falei com uma típica voz infantil. Eu era um tanto inexperiente quanto a isso, mas as enfermeiras me ensinaram tudo que eu precisava não apenas a mim, mas a Edward também, me deram umas dicas para dar banho neles e outras coisas. Terminei de trocá-lo e pus a roupinha no corpinho novamente. – Agora sim meu príncipe esta trocadinho né, lindo da mamãe — beijei levemente sua bochecha. – Te amo meu amor.

– Assim eu fico com ciúmes. – não precisei virar para saber quem era.

– É meu amor acho que papai esta com ciúmes não, é mamãe anda negligenciado o papai um pouco, — falei brincando com meu filho.

– Você fica engraçada falando assim. – Edward me abraçou por trás junto com nosso Damien.

– Eu sei, é automático quando vamos falar com algum bebê sempre fazemos essas vozes ‘ infantis’.

– Sim. Vem aqui meu garotão. – Edward pegou Damien. – Agora papai logo vai começar a ensinar a você como cuidar de uma garota ok. Ai, que foi?

– Ele nem tem um mês.

– Eu sei mais nunca é cedo demais para certas coisas. – Edward piscou para mim. – Afinal terei que defender minha rainha e minha princesa de alguns ‘sapos’ e meus filhos tem que me ajudar pois não terei tanta agilidade daqui alguns anos. – ele falou e ficou andando pelo o quarto com Damien e falando sem parar, nosso filho já ate dormia, sentei na cama e os fiquei admirando.

***

– Ai. – soltei um suspiro cansado quando me deitei na cama tinha acabado de tomar banho.

– Cansada? – Edward perguntou.

– Não, só realizada. Não vejo a hora dos outros estarem aqui.

– Eu também. – Edward me abraçou. – De uma maneira queremos que eles cresçam rápido para poder ensinar a andar, falar, dar comida, vê-los bagunçarem tudo, correrem pela casa, mas tenho certeza de quando eles começarem a fazer arte vamos querer que eles voltem a ser bebes. – ele riu e ri como ele.

– Verdade também não vejo à hora de poder os vereles falar correrem pela casa, mas quando eles começarem suas artes. — suspirei – Eles serão três ai vou ficar de cabelos brancos antes do tempo. – comentei e Edward riu.

– Bem amor, existem tinta de cabelo hoje em dia. – o olhei indignada.

– Muito obrigada Edward. – fiquei de costas para ele. – Boa noite. – imagina falar isso para uma mulher, ele queria no mínimo a morte.

– Ei calma ai – Edward me abraçou. – Estou brincando amor. – me virou para ele.

– Não fala uma coisa dessa para uma mulher Edward no auge dos 30 anos.

– Eu sei, mas você de cabelo branco ou não continuara sendo a mulher mais linda que eu já vi, ate careca. – rolei os olhos. – É sério, e você só tem 28 quase 29, 30 só ano que vem, e para mim uma mulher nos seus 30 esta na flor da idade. — antes que eu dissesse alguma coisa ele me beijou lento e profundo, puxei ele contra mim, mas fomos interrompidos por um chorinho. Edward se separou de mim e levantou. – E garotão ótima hora para atrapalhar eu e sua mãe ne — ele falou brincando com Damien – Mas vem aqui vou levar a sua fonte de comida, imagino como deve estar com fome. – Edward me entregou Damien em meus braços pus o seio para fora e logo meu faminto o abocanhou e passou a sugar o leito, fazia leve carinhos em seu rosto. – Ele é lindo. – Edward falou enquanto fazia carinho nos braços de Damien. – Obrigado Bella, não podia me dar presentes melhor. – ele beijou meus lábios levemente.

– Logo os outros estarão aqui.

– Mal posso esperar. – procurei algum tom de ironia em sua voz, mas não encontrei.

– Você é o melhor marido pai do mundo. – beije-o novamente e voltamos a contemplar nosso filho.

***

– Bem vindos à nova casa de vocês meus amores. — falei para Aiden e Marissa assim que entrei em casa, eu carregava os dois e Edward Damien, como Caius prometera no final de semana os dois já estavam em casa, não tinha agora mais nada para minha felicidade ser mais completa , com meus filhos em casa, um marido amoroso que me ajudava a cuidar deles.

Agora eu sabia que seria um pouco mais complicado, mas daríamos um jeito, Edward ficaria um mês longe da empresa, apesar de ser o Dono como o mesmo disse ele também tinha direito de licença paternidade, o que me fez rir, seria ótimo ele comigo com as crianças, viveríamos um momento único e completo em família, algo que nunca havia imaginado, obvio que quando eu estava no orfanato com meus quinze para dezesseis anos sonhava em encontrar o amor da minha vida ter uma família juntos, mas nunca imaginei que seria tão perfeito, por isso eu agradecia a Deus todos os dias pela minha vida agora.

E os dias foram se passando no começo foi complicada a noite os trigêmeos não ajudavam muito, um acordava todos acordavam juntos e choravam e eu corria de um lado para o outro tentando acalmar um e depois outro, apenas depois de ver uns bloggers na internet sobre mães de trigêmeos também que eu peguei umas dicas.

Por todos eles serem ainda tão pequenos eu os deixava no mesmo berço, o que me facilitava e muito, eu também colocava o celular para despertar em algumas horas da madrugada, onde eu acordava e dava de mamar para cada um deles sem problemas, só ficava um pouco cansada, mas de tarde eu sempre dormia e Edward cuidava deles para mim. Passávamos muitas horas juntos com eles conversando sem parar, o que era ótimo, eles pareciam que entendiam, e nesse dias que passavam via como era cada um deles, Damien era desperto, mas sempre calmo Aiden já era o mais agitado, enquanto Marissa era a mais calma, minha menina sempre dormia por fio há horas sem acordar, chorava pouco, ate para tomar as injeções, o que fazia meu coração sempre se apertar, mas sabia que era para o bem deles.

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Fizemos um almoço num domingo duas semanas depois dos trigêmeos terem chegado em casa, onde convidamos Alice, Jasper, Victória, James, Emmett, Rosalie, Gianna e Austin com a pequena Alana, para todos para conhecerem nossos bebês, o que ficaram muitos encantados, meus filhos foram muito paparicados pelos seus ‘tios’, por fim comunicamos o por que do almoço, havíamos decidido quem seria os padrinho dos nossos filhos. Todos aceitaram o que foi ótimo. Emmett e Rosalie seriam padrinhos de Damien, Victória e James, seriam do Aiden, e Alice e Jasper de Marissa, não preciso dizer que Alice surtou com a idéia e começou a fazer mil e um planos para minha filha, o que me fez brincar perguntando se alguém queria trocar.Já Gianna e Austin seriam nossos padrinhos de casamento, ainda não havíamos decidido quando, e onde seria talvez daqui alguns meses ou anos, mas o certo era que iria demorar, pois Edward e eu nos dedicaríamos inteiramente a nossos filhos.

O tempo se passou tão depressa que os trigêmeos já estavam com três meses o que me assustou, pois o tempo tinha se passado muito rápido, Edward já havia voltado a trabalhar, mas num tempo bastante reduzido, fazia questão de vim almoçar comigo todos os dias. E voltava cedo para me ajudar a dar banho neles e dar mamadeira, eu ajeitei tudo de um jeito para que não ficasse sem leite tão cedo, de manha eu dava leite para eles do seio e a noite eu revisava, com o leite do suplemento e o seio. Edward era um pai presente, um perfeito pai e marido, algumas pessoas dizem que depois dos filhos o relacionamento do casal esfria, comigo e com Edward apenas esquentou mais, não tínhamos intimidade com tanta freqüência como antes, mas fazíamos amor de três a quarto vezes por semana, e bem sem contar às vezes no dia.

Foi num domingo de manha que senti o clima diferente, os trigêmeos ainda dormiam tranquilamente, eu e Edward estávamos deitados na cama abraçados, sem nenhuma palavra, Edward estava calado desde ontem a noite, estranhei o fato mas não comentei nada, preferi ele dizer na hora dele não agüentando mais querei um pouco o gelo.

– Pode me dizer.

– Hum... o que?

– O que esta enrolando desde ontem. – virei para encará-lo. – Estou certa. – ele fez uma careta e assentiu. – Pode falar, não pode ser tão ruim assim.

– Estive pensando... Poderíamos contratar uma babá...

– Não. – falei categoricamente o interrompendo e me sentando na cama. – Fui eu que fiz e será eu que vai cuidar dos meus filhos, não nenhuma babá.

– Eu sei Bella. – ele se sentou na cama também. – não estou falando para contratar uma babá para tomar conta deles enquanto você não faz nada, é só uma para te ajudar quando eu não estiver, quando você quiser sair e levar eles juntos.

– Kate pode me ajudar...

– Sabemos que Kate não tem mais um pique para cuidar de bebês Bella. Alguém mais jovem podemos esperar mais um pouco ate você pensar melhor sobre o assunto, quando eles estiverem maiores apesar de tudo eles serão três e você é só uma, não estou dizendo que é incapaz mais uma ajuda sei que faria bem, e eles se acostumarem com a presença de uma nova pessoa desde pequenos é melhor do que quando eles estiverem mais velhos...

– Eu não sei, se eles preferirem ficar com essa babá do que comigo, pois como mãe terei de colocar limites neles, e se acharem que eu sou a bruxa da história, e se eu na for uma...

– Ei, ei, ei, vamos parar com essa paranóia amor, você será uma ótima mãe, foi só uma ideia que tive não quer dizer que contratáramos ok? Você será uma ótima mãe e eles saberão que se colocá-los de castigo é para o bem deles... Vem aqui. – Edward me puxou contra seus braços. – Depois vemos isso ok? – Assenti.

Aconcheguei no braço do meu marido, e pensei no que ele tinha acabado de falar.

– Bem posso considerar essa idéia. Mas não vou querer nenhuma mulher que queria cuidar dos MEUS filhos. – ele riu e beijou minha testa.

– Você quem decidi mamãe leoa.

***

Por Edward

As coisas estavam tão bem que o tempo parecia que corria, a empresa estava na sua melhor época, em casa tudo estava perfeito com meus quatro anjos que faziam minha completa felicidade, os trigêmeos já no auge dos três meses e poucos dias de vida, já era possível os vereles sorrindo, e tudo que fazíamos na frente deles eles nos acompanhavam com os olhinhos, outro dia depois do banho eu e Bella os deixamos na cama e quase ao mesmo tempo os três viraram de bruços levantando a cabeça com dificuldade, obvio que minha esposa tirou varias fotos. Foi um momento lindo. Ver nossos filhos com o passar dos dias crescendo e se desenvolvendo.

Ser pai não tinha palavras para descrever o que era ser, uma imensa felicidade, e responsabilidade sobre você, que no começo me senti inseguro, que tive até uma conversa com meu pai, que me ajudou muito a não enlouquecer.

Minha vida era perfeita, não tinha do que reclamar alguns anos atrás eu não saberia ao certo do que esperar do futuro, mas agora a única coisa que eu quero era continuar com minha esposa e com meus filhos e continuar levando a vida, aproveitando um dia de cada vez.

Passar o resto da minha vida com minha esposa, meu amor, minha companheira, minha amante, mãe dos meus filhos, os meus tesouros da vida, esperava ter mais um filho, mas mais para frente, não tinha pressa. Viver o dia de cada vez.

Entrei no meu quarto encontrando um silêncio gostoso. Bella estava deitada num canto da cama lendo mais um dos seus livros e nossos filhos deitados um do lado do outra na cama também.

– Oi. – falei beijando levemente seus lábios.

– Oi. Tudo bem? – assenti e sentei do seu lado.

– Apenas cansado, vou tomar um banho – falei tirando os sapatos.

– Vou com você.

– Mas eles...

– Acabaram de dormir. Os três. – levantei e ela também ajeitou todos os travesseiros ao redor deles. – Vamos? – ela pegou a baba eletrônica.

Entramos no banheiro tomamos apenas um banho sem nenhum tipo de malicia ficamos longos minutos abraçados deixando a água cair pelo nosso corpo. Conversamos bastante sobre banalidade nada de mais, terminamos o banho e nos trocamos, ajudei-a a colocar eles no berço, ficamos contemplando o sono deles por alguns minutos, depois fomos nos deitar abraçados no calor do corpo um do outro.

Anos depois...




Pela Autora

Um em cada quarto, ambos estavam nervosos, mas não sabia o porquê disso já estavam casados há sete anos, finalmente casariam na igreja depois do pedido feito há cinco anos, mas tantas coisas haviam acontecido na vida de ambos que o casamento foi ficando para o próximo ano, isso durou exatos cinco anos, agora finalmente o dia chegara.

Edward já estava pronto, esperando seu padrinho vir lhe buscar, enquanto Bella ainda estava usando um hobby de cetim, já tinha terminado de a maquiagem e o cabelo, só faltava agora o vestido e os sapatos, apertou uma mão a outra e riu, estava nervosa porque iria se casar com o homem que conviva a mais de sete anos, era uma idiota mesmo, as mulheres estavam terminando de aprontar seus filhos enquanto isso ela tinha que esperar. Iriam se casar no mesmo dia que se casaram no cartório, vinte e sete de maio.

Os anos se passaram tão rapidamente, suspirou saudades da época quando os filhos eram apenas pequeninos seres que dependia dela para viver, não que eles não precisassem mais, mas agora já tinham cinco anos, sabiam andar correr, falar.. Sentia saudades de ter um bebe para cuidar, lhe acordar de madrugada, dar de mamar sentir o calorzinho contra seu corpo... Tudo em sua vida tinha sido tão inesperado que a vinda dos trigêmeos foi apenas mais uma. Ter três filhos de uma vez só não era o que estava pensando quando havia engravidado novamente, mais foi uma surpresa, lembrar fazia um sorriso brincar em seus lábios.

– Um momento Bella. – eu podia senti Edward ficar tenso do meu lado também. Minutos intermináveis passaram sem ninguém falar nada. – Bem tenho o dever de lhe informar que não tem apenas um bebe aqui. – ele me olhou sorrindo e já senti lagrimas caírem.

– Então... estou grávida... de...de gêmeos? – minha voz falhou várias vezes.

– Não. – ele sorriu mais. – Você tem três bebes aqui esta grávida de trigêmeos meus parabéns papais.

– Oh meu Deus! – exclamei chocada, por essa eu realmente não esperava.

Ela não esperava mesmo, nem ela e nem Edward, mas a vinda dos trigêmeos foi ótima, maravilhosa, que rendeu bons momentos para a família deles e amigos.

– Mamãe, mamãe. – a pequena Marissa entrou correndo no quarto onde Bella aguardava, sendo seguida por seus irmãos, a mais nova Masen usava um lindo vestido prateado com sapatilha combinando, com os cabelos loiros longos levemente enrolados , com seus olhos verdes claros, Marissa nascera com cabelos ralos e claros, tanto Bella e Edward achavam que com o tempo o cabelo da pequena iria escurecer como de seus irmãos, mas não foi o que aconteceu, tanto Edward e seu pai afirmaram que Marissa devia ter puxado a avó, que era loira, como a irmã de Edward.

– Oh como minha princesa esta linda. – Isabella se abaixou ficando na frente de sua pequena beijando suas bochechas. – E esses meus príncipes. – olhou para os filhos ambos usavam ternos iguais de um cinza escuro com colete e gravata prateada, ambos estavam lindos. Bella olhou para seus três filhos perto um do outro, os gêmeos haviam puxado o cabelo do pai, um esquisito tom bronzeado lindo, os olhos já variavam para um castanho esverdeado lindos também.

– Ah mãe essa roupa esta me irritando.

– Temos que usar?

Os gêmeos perguntaram ao mesmo tempo, era de esperar que ambos estivessem ‘chateados’ por conta da roupa, com certeza os padrinhos encheriam o saco dos dois.

– Os meus queridos, é só por algumas horas, quando acabar a cerimônia, poderão tirar elas ok. Só um pouquinho.

– Pela senhora nós fazemos qualquer coisas mamãe. – Damien falou com a típica convicção.

– É. – Aiden seguiu o irmão.

– Vamos ver papai, pois a tia Gi já esta nos esperando, tio Austin chegou faz pouco tempo para levar papai. Beijo mamãe. – Marissa beijou mãe no rosto e saiu do quarto chamando os irmãos.

Apesar de brigarem as vezes, os irmãos eram muito unidos, Damien e Aiden tinham um grande instinto de proteção para com a irmã, o que sempre deixava Bella aliviada, mal seus pequenos haviam saído, Alice e Rose entraram.

– Vamos terminar de arrumar a noiva. – Bella sorriu para as amigas e foi terminar de se aprontar.

Edward já estava pronto, Austin já chegara, assim que abriu a porta do seu quarto foi literalmente atropelado pelos seus filhos.



– Vamos papai Titio já esta esperando. – Marissa falou com a carinha de quem entendia muita coisa. – Mamãe pelo jeito vai se atrasar, apenas ela que não esta pronta, quando eu me casar serei a primeira a ficar pronta. – a menina falou com convicção, Edward fez uma careta e riu.

– Sim meu amor, com certeza você será a primeira a ficar pronta. – Edward pegou a filha no colo. – Bem então vamos, pois eu já estou atrasado.

– Papai porque as mulheres demoram tanto para se arrumar.

– Bem filho, ate hoje não achei a resposta para esse problema.

Pai e filhos foram conversando ate chegarem a porta onde Austin e Gianna os esperavam junto com Alana. Todos se cumprimentaram e foram para a igreja.

A cerimônia seria simples nada de 500 convidados, como Alice dera a idéia, mas sim em torno de 100, Bella e Edward queriam pelo menos uns 20, mas como tinham sócios antigos da empresa, colega de Edward e seu pai, tiveram que tornar um pouco mais amplo a simples cerimônia.

O pai de Edward que levaria sua esposa ate ele, cumprindo o papel que seria do pai de Isabella. Quinze minutos haviam se passado então anunciaram que a noiva havia chegado à marcha nupcial começou a as portas se abriram.

Isabella entrou junto com seu sogro trajando um belo vestido simples, mas maravilhoso, cheio de esplendor, a pequena Marissa vinha na frente sorrindo para todos e jogando as pétalas pelo caminho, Damien e Aiden iam cada um com uma pequena almofada, onde em cada uma continha uma aliança. Edward sorriu para os filhos e por fim seus olhar se encontrou com Isabella, então o mundo parou ao redor de ambos, por um infinito momento os dois apenas se viam esqueceram o que estava acontecendo ao redor deles, não viam mais convidados, padre, igreja, apenas o amor de ambos sento transmitido por um olhar.

Ao segurarem um a mão do outro eles sentiram aquela corrente conhecida passar pelos seus corpos, sorriram no mesmo instante.

A cerimônia foi rápida, nada de extensivo, o principal era mostrar o amor de Edward e Isabella, ambos estavam muito emocionados Bella estava a beira das lagrimas e Edward também, na hora dos votos pouco prestaram atenção nas palavras do padre pois haviam se perdido no olhar um do outro, quando finalmente chegou a pergunta, ambos responderam aceito, sem mais nem menos.

Por fim se beijaram para fechar mais uma promessa feita, um beijo simples cálido, cheio de amor e carinho que qualquer um notou a felicidade deles.

Seus filhos foram os primeiro a ir abraçar os pais alegres Edward e Bella abaixaram para abraçar os filhos quando se levantaram tomaram um susto.

– NÃO SE MEXAM. — Alice gritou e tirou uma foto. – Sabe que não resisto. – todos caíram na risada.

***



A festa corria a solta, infelizmente para o casal já estava no fim, tanto Bella e Edward já haviam trocado de roupa dali a pouco minutos iriam pegar o voou para lua de mel, o que matava os dois é que não levariam seus pequenos passariam duas semanas longe deles, seus filhos fizeram um AUE quando ficaram sabendo, só acalmarão depois de seus pais prometerem que quando voltassem viajariam novamente, mas desta vez todos juntos, enquanto os pais viajassem seus ‘tios’ revezariam para ficar com eles, e teriam os ‘primos’ para os distraírem.

Sim o pequeno grupo formado por cinco casais haviam crescido com o passar dos cinco anos. Victória dera a luz no mesmo ano do nascimento dos trigêmeos a um lindo menino, John tinha olhos verdes do pai, e o cabelo era uma mistura de loiro com ruivos, Victória já estava grávida, mas não tinha notado, soubera apenas quando já estava entrada no quarto mês fora uma surpresa quando descobriu.

Rosalie descobriu que estava grávida no mesmo mês em que o pequeno John nascera, Julho, deu a luz a uma linda menina que nasceu no ano seguinte no começo do mês de fevereiro, Elena tinha cabelos negros que puxara do pai, mas imensos olhos azuis piscina da mãe. Também fui escolhida para ser sua madrinha.

Mas esse havia sido apenas o começo, quando Alana estava com três anos e meio ganhou um novo irmão Jason que era todo Austin, não tinha como não notar tamanha semelhança entre pai e filho, olhos, cabelos, o pequeno já mostrava o mesmo temperamento que o pai.

No ano seguinte foi à vez da pequena Julie com os cabelos ruivos cacheados, uma copia fiel de Victória. Mas não parava por ai, Alice depois de anos de casada havia engravidado, estava já no sétimo mês e esperava o pequeno Rhage, sim quem contrariaria Alice para o nome do primeiro filho, anos atrás ela havia pegado livros de Bella para ler, onde se encantou com o nome, e disse que quando tivesse seu filho esse seria o nome escolhido, e ninguém contrariava aquela baixinha quanto botava uma coisa na cabeça teimosa. Logo o grupo de amigos teria mais um bebe para brincar. E seu Anthony mais um neto, sim adotara todos os pequenos como seus netos.

Finalmente chegada a horas dos noivos saírem, os pequenos, principalmente Marissa choraram quando os pais se despediram ambos quase desistiram da viagem, mas algo que tanto James e Emmett disseram para os pequenos, como Alice para Marissa. O olhar brilhante de ambos imaginaram o que seus compadres haviam dito para os pequenos.

Despediram-se de todos, sobre algumas brincadeiras maliciosas e felicidades, não tinham como serem mais felizes do que já estavam. Uma ‘família’ perfeita, com filhos maravilhosos, o motorista levou os dois para o aeroporto, onde pegariam um jatinho e iriam para sua primeira parada Austrália.

***

Edward não aguentava diante da expectativa, estava tentando se manter calado, Bella perguntava a cada meia hora para onde estavam indo, afinal ele não lhe disse nada, esse seria um dos presente de casamento deles iriam para a Austrália, ficariam no mesmo hotel, no mesmo quarto, onde tudo verdadeiramente havia começado, a primeira noite deles juntos.



Ele queria fazer uma surpresa, mas estava difícil, afinal depois de anos de casado sua mulher sabia como o fazer perder a cabeça, mal pensar no que fazer, quando o beijava brincava com suas mãos e dando leves beijos na face, no pescoço, perguntando com aquela voz de veludo sussurrando em seu ouvindo perguntando aonde iria.

– Bella, amor é um presente, por fazer espere só mais um pouquinho.

– Seu chato. – Isabella cruzou os braços como uma criança birrenta, Edward sabia se risse pioraria a situação, por isso mesmo sobre os protestos de sua esposa a puxou para o seu colo, passando as mãos pelos longos cabelos dela, com o passar dos anos Bella havia deixado seus cabelos crescerem, eles já estavam ao final das costas, Edward adorava vê-los espalhados sobre os travesseiros. Beijou a testa da esposa e a encostou sobre seu peito, fazia quase duas semanas que não faziam amor, não era nada por falta de tempo, mas sim porque ambos combinaram que esperariam ate a lua de mel, o que se mostrava muito difícil para os dois.

Bella relaxou no braço do marido, enquanto ele fazia um cafuné gostoso ela fechou os olhos e relaxou mais ainda, era tão bom estar daquele jeito com ele, apenas ele e mais ninguém, tudo era perfeito com estava com ele.

Edward notou quando sua esposa adormeceu em seus braços se ajeitou melhor na poltrona e a apertou levemente em seus braços, ela amaria o presente tinha certeza...

– Bella amor, já estamos chegando. – Edward chamou sua esposa que despertou lentamente, quantas horas havia passado? Caiu no sono que mal notara e pelo jeito haviam dormido um bom tempo.

– Chegamos?

– Vamos aterrissar?

– Sim. Mas antes... — Edward pegou uma pequena venda. — Use isto. – Bella olhou confusa para a venda. – Faz parte da surpresa, eu serei seus olhos. Por favor. – Bella iria protestar, mas bem depois daria seu presente a seu marido. Edward colocou a venda em sua esposa e beijou levemente seus lábios. – Garanto que vai adorar...

E foi assim durante todo o percurso ate o hotel, Edward a ajudou a sair do jatinho levando até um carro que estava a sua espera no aeroporto, o caminho para o hotel não foi longo, mas também não foi curto, Bella apesar de estar com a venda aproveitou o percurso, tentando a qualquer custo convencer o marido a dizer onde estavam indo, Edward permaneceu abraçado a esposa, beijando-lhe, ora no rosto, ora na boca.

Logo chegaram ao hotel Edward a ajudou a sair do carro, várias pessoas olhavam curiosas, afinal um casal saia do carro e a mulher estava vendada. Edward entrou no hotel e logo foi recepcionado pelo gerente.

– Senhor Cullen é um prazer... – o gerente parou de falar ao notar os gestos frenéticos de Edward, ele sabia que se o gerente falasse o nome do hotel Bella se lembraria na hora, tinha certeza. – ... Recebê-lo em nosso hotel.

– Obrigado, tenho certeza que adorarei as instalações, devo pensar que já estão prontas? – ele piscou para o gerente que segurou uma risada.

– Sim claro, por favor. – o gerente os guiou ate a recepção onde pegou o cartão da porta e entregou a Cullen. – Sua bagagem logo estará em seu quarto.

– Sim...

Bella ouvia tudo no silêncio, aquela voz já ouvira em algum lugar, não se lembrava de onde, mas devia ser apenas imaginação sua. Edward continuou a guiar Bella para o elevador e logo estavam em frente ao quarto, Edward abriu a porta.

– Chegamos. – ergueu Bella em seus braços, sua esposa deu um gritinho diante da surpresa e se agarrou a seu marido.

– Edward o que... – foi interrompida pelos lábios de Edward.

– Espero que goste. – Edward a levou ate o quarto, tudo parecia como estava há anos atrás o que era ótimo para o momento, colocou-a de volta no chão. – Bem, é um presente para nós dois na verdade, mas mais para você... – ele retirou a venda de sua esposa.

Bella abriu os olhos lentamente à luz há encomendou um pouco, já estava vendada a o que? Uma meia hora, mas quando olhou para o quarto, imagens de us anos atrás passaram em sua mente, os beijos, os toques, as palavras, os sussurros, os gemidos... Ali havia ocorrido o primeiro ato de amor deles, seus olhos encherem de lagrimas lembrar-se daquele dia inesperado, tanto ela e Edward faziam a mínima ideia que acabariam na cama, afinal ate ele nunca tinham trocado sequer um beijo... E tão de repente já estavam na cama.

– Foi aqui que começamos de certa maneira, é para mim é um lugar especial, e espero que seja para você também. – a morena virou entre os braços do marido.

– Mas é claro que também é... Você me atacou. – Bella brincou colando seus dois braços ao redor do pescoço de Edward.

– Mas você não disse ‘não’...

– É tinha como eu dizer? Um homem lindo, gostoso e rico querendo ficar comigo, mas é obvio que eu ia ceder. – Bella piscou para seu marido.

– Então só ficou comigo por interesse? – perguntou indignado entrando na brincadeira, abraçando sua esposa.

– E porque mais seria? – a morena riu diante da cara de indignado de seu marido, mordeu o queixo dele e dando um beijinho logo em seguida. – Estou brincando.

– Ufa, quase me mata de susto. – Edward se inclinou capturando rapidamente os lábios de Isabella.

– Seu bobo... – seu riso se tornou um leve ronronar.

Edward passeava a mão pelo corpo da morena que apreciava o carinho, para eles estarem juntos sempre era uma novidade apesar dos anos de casado, quem fala que o casamento depois de uns dois anos se torna um tanto monotomo, para esse casal não, ambos eram viciado um no outro, pior que heroína um vicio sem chances de cura, eles não saberiam viver mais sem um e o outro.

Pequenos beijos foram trocados, mas logo isso não foi o suficiente, as línguas se enroscaram uma na outra pedindo por mais, o desejo tomou conta de seus corpos, o beijo foi ficando mais profundo, as mãos passeavam mais avidamente entre os corpos, as respirações ofegantes se tonavam mais pesadas. Eles se exploravam como sempre, as mãos cobrindo passeando por cada centímetro dos corpos.

Aos poucos cada peça de roupa ia parando em algum lugar do quarto, poucas palavras eram trocadas, pois para o momento eles não precisavam delas se entendiam apenas com o olhar cúmplice, cheio de amor e desejo.

***



– Vamos preguiçosa se não perdemos a hora. – Edward beijou as costas nuas de sua esposa acordando-a, bem eles não perderiam a hora, afinal iria de jatinho para a segunda parte da lua de mel. – Amor vamos. – Edward beijou a testa da morena e mordeu a bochecha em seguida.



Isabella virou de lado e jogou o edredom por cima, uma típica manha dela quando não queria levantar, Edward revirou os olhos e deitou a cama novamente abraçando o corpo dela.

– Bem se quiser podemos ficar mais um tempo aqui, mas ai não teríamos como ir para a segunda parte da nossa lua de mel, ou ficamos mais longe das crianças... – Edward soltou a isca. Mesmo ligando todo a dia e falando mais de uma hora no telefone com os pequenos, a saudade deles era enorme para com os filhos, mas sabiam que estavam bem com seus tios e primos.

– Ta, ta, ta já acordei. – Isabella levantou rapidamente resmungando, o movimento brusco a fez ficar tonta. – Ai. – a morena se jogou na cama novamente fechando os olhos, ficando subitamente pálida. — Nossa. – sentiu seu estomago embrulhar, mas engoliu a ânsia.

– Bella, amor esta se sentindo bem? – na verdade ela já se sentia bem, a ânsia de vomitar foi embora como havia aparecido, e a tontura bem já tinha passada também, depois do movimento brusco obvio que ficaria tonta.

– Agora estou.

– Tem certeza... – ali se foi quase uma hora para fazer Edward acreditar que estava bem, Edward seria sempre assim, tanto com ela como com os filhos, super protetor. Ele fez com que ela tomasse um copo de água devagar e comer algo leve e depois de muita existência da parte da esposa foi que ele relaxou um pouco. – Vou indo na frente fazendo o checking, quando você descer estarei te esperando. – Edward beijou levemente os lábios da esposa e saiu.

Bella terminava de arrumar suas coisas quando olhou para dentro de sua valise, sentiu um arrepio pelo corpo, pegou o telefone da recepção e esperou. Depois de pediu o que queria esperou.

Edward estava a ponto de subir, sua esposa estava demorando muito, fazia mais de meia hora que a esperava, se ela não aparecesse nos próximos dois minutos ele iria atrás dele, mal se passou dez segundos ela apareceu, Edward notou que havia um brilho diferente no olhar da esposa, um sorriso brincava em seus lábios, ela estava radiante.



– Demorou. – falou quando ela chegou perto.

– Tive um problema com minha valise. Vamos quero saber aonde é essa segunda parte da nossa lua de mel. – Edward estranhou um pouco o comportamento da esposa, mas deu de ombros, iria aproveitar.

– Não acredito. – Isabella exclamou quando desembarcou, imaginou que Edward iria colocar a venda novamente, mas não, ele queria que ela soubesse de uma vez aonde seria a segunda parte da maravilhosamente lua de mel que estavam tendo. – Ah Edward não podia ser mais perfeito.

– Que bom que gostou. – ele a abraçou.

– Como se eu não fosse gostar.

– Vai saber. – eles riram. – Eu queria te levar para algum lugar novo, mas pensei, lugares especiais mesmo repetidos são melhores, e aqui foi onde tudo realmente aconteceu, onde tudo recomeçou, onde nos declaramos nos amamos... – Bella já tinha os olhos marejados, não podia ser melhor, iria contar a novidade para seu marido, aquela noite, não iria aguentar guardar o pequeno segredo para o mesmo.

Ainda era dia quando chegaram à maravilhosa Escócia, e mesmo um pouco cansados da viagem, resolveram sair, passaram por lugares históricos, almoçaram num restaurante com especiarias do país, ouviram uma apresentação de gaitas de foles, tudo estava maravilhosamente perfeito, e com certeza iria melhorar. Chegaram ao hotel por volta das nove da noite, mal tinham parado nele, apenas para guardar suas malas e trocarem de roupa, o hotel era afastado da cidade, o quarto do casal tinha uma enorme janela que ficava de frente para uma maravilhosa vista de montanhas rochosas, o hotel na verdade era um antigo castelo que fora reformado varias vezes, mas que mantinha muito da estrutura original, fazendo o momento se tornar mais mágico e perfeito. Tinham acabado de fazer um pequeno lanche quando Isabella não aguentando mais guardar o segredo por mais tempo.

– Parece ansiosa, ansiosa até demais para dizer a verdade. – Edward comentou quando estavam um nos braços do outro na cama de carvalho.

– Bem na verdade estou sim. – Na verdade esperava uma negativa.

– E eu poderia saber o que era.

– Bem acho que você merece sim. – Edward estava muito confuso não fazia a mínima ideia do que a esposa estava falando.

Love Of A Lifetime

Amor de toda uma vida

Isabella saiu do braço do marido e foi ate a caixinha que tinha comprado já havia colocado tudo lá dentro.



– Bem você me deu três presentes maravilhosos nessa viagem — Bella começou. – Nossa história não começou normal, não foi nada de primeiro encontro, pedido de namoro, noivado, casamento, gravidez, foi tudo completamente... Inesperado, eu não me arrependo de nada do que aconteceu ate hoje, não mudaria nada. – lagrimas já caiam pelo rosto da morena. – A forma como nos encontramos, como nos tornamos amigos, pois nosso relacionamento ia além do trabalho, da nossa primeira vez juntos, dos beijos dos abraços, das viagens, da gravidez, do casamento rápido e a perda da nossa pequena, não que eu não quisesse ela aqui, pois eu queria e muito, mas se tinha que acontecer, não podíamos fazer nada para evitar. – Edward também chorava junto com sua esposa.”

I guess the time was right for us to say

(Eu acho que o tempo foi certo para nos dizer)
We'd take our time and live our lives

(Nós faríamos nosso tempo e viveríamos nossas)
Together day by day

(vidas juntos, dia após dia)
We'll make a wish and send it on a prayer

(Nós faremos um desejo e o enviaremos em uma prece)
We know our dreams can all come true

(Nós sabemos que os nossos sonhos podem tornar-se realidade)
With love that we can share

(com o amor que nós podemos compartilhar.)

“ -Das discussões, do reencontro, dos trigêmeos. Eu passaria tudo uma, duas, três vezes, quantas vezes fossem necessárias novamente apenas para estar com você aqui neste momento, pois o tempo foi certo para nos dizer que estávamos na direção certa, agora tendo nossos filhos, nossos amigos, nossa família. Pois quando eu te conheci Edward, você trouxe vida para mim, pois antes de você eu não sabia o que era amor, carinho, amizade, nada, para mim eu terminaria minha vida sozinha, mas quando te encontrei foi como uma luz na vida, que me trouxe tudo de bom me fez-me sentir viva. Sei que você sempre estará lá por mim, você é o certo para mim. E quero dizer que nesses quase nove anos que estamos juntos que foram os melhores de toda a minha vida, e que eu amo você muito mais que acharei possível amar, e que por mim continuarei com você ate o fim da minha vida e além dela. – no final a voz de Bella já tremia, era muita emoção para colocar para fora, as palavras que saíram pela sua boca vinham diretamente de seu coração, ela podia passar horas falando sobre tudo que já tinha vivido ao lado do marido, mas não conseguiria por em palavras o quanto o amava.”

With you I never wonder--will you be there for me

(Com você eu nunca perguntaria: você estará lá por mim)
With you I never wonder--you're the right one for me

(Com você eu nunca perguntaria: você é a única certeza pra mim)
I finally found the love of a lifetime

(Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida)
A love to last my whole life through

(Um amor para durar por toda a minha vida)
I finally found the love of a lifetime

(Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida)
Forever in my heart

(Para sempre no meu coração)
I finally found the love of a lifetime

(Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida)

“- Bella. – a voz de Edward saiu completamente rouca, amava sua esposa demais. Clareou a garganta. – Eu também não mudaria nada pelo o que passamos, passaria também infinitas vezes se o resultado fosse esse que estamos vivendo agora, você também me fez viver de uma maneira, sem você acho que nunca mais voltaria a falar com meu pai, se não fosse com você, com certeza não me casaria com nenhuma outra mulher, como você disse apesar de nos conhecermos de um modo inesperado foi do jeito que tinha que ser, rápido, inesperado, apaixonante, eu me apaixonei por você deste a primeira vez que a vi, apesar de demorar para notar o que eu realmente sentia, tenho que admitir que nós homens, somos meio lerdos em relação ao sentimentos — Bella riu um pouco.”



With every kiss, our love is like brand-new

(Com cada beijo, nosso amor se renova)
And every star up in the sky

(E toda estrela lá em cima no céu)
Was made for me and you

(Foi feita pra mim e pra você)
Still we both know that the road is long

(Ambos sabemos que a estrada é longa)
We know that we will be together

(Mas nós sabemos que estaremos juntos)
Because our love is strong
(Pois o nosso amor é forte)

“- Mas creio que descobri que a amava no momento certo, ou não tão certo. Com cada beijo ou toque, nosso amor se renova e se torna mais forte. Mas resumindo tudo, você é meu mundo, meu tudo, minha mulher, minha amante, minha companheira, minha amiga, minha confidente, meu amor, meu coração, minha alma. Ambos sabemos que a estrada é longa, mas nós sabemos que estaremos juntos, pois o nosso amor é forte. Eu te amo te amarei para sempre, acredito numa vida além dessa e quando ambos partimos, não quando eu partir estarei lhe esperando lá aonde quer que seja para continuarmos nossa história, pois se você for antes de mim, não saberei viver sem a minha vida do meu lado. Eu encontrei o amor de toda uma vida e além dela.”

I finally found the love of a lifetime

Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida
A love to last my whole life through

(Um amor para durar por toda a minha vida)
I finally found the love of a lifetime

(Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida)
Forever in my heart

(Para sempre no meu coração
I finally found the love of a lifetime

(Eu finalmente encontrei o amor de toda uma vida)

Diante das palavras de seu marido Bella chorava não conseguindo se conter mais, ah como amava ele. Cada palavra proferida por aqueles lábios que conhecia bem, a deixava mais emocionada, mais ainda no seu estagio.



– Te amo, te amo, te amo. – a morena abraçou seu marido repetindo as duas palavras pequenas e mais importantes. Edward a apertou contra seu corpo, o dia estava mais perfeito que qualquer outro. – Bem você ainda não abriu o seu presente. – Bella disse depois de se acalmar um pouco.

– Meu presente esta em meus braços. — não é que ele estava certo?

– De certa maneira sim — ela se afastou dele e pegou a caixinha. – Mas para saber que presente é esse tem que abrir.

Bella estava falando por enigmas ou era impressão dele?

Pegou a caixinha que sua esposa oferecia e abriu, um papel prateado estava por cima quando retirou, seus olhos no mesmo instante encheram de lagrimas, não podia acreditar. Olhou para sua esposa que sorria em meio a lagrimas. Retirou o pequeno sapatinho xadrezado e um teste de gravidez.

– Bella, você esta... – ela assentiu. Ele guardou rapidamente na caixa os presentes e a pegou e colocou em seu colo. – Ah meu amor, não tem como me fazer mais feliz, sou o homem mais sortudo do mundo... Não do universo por ter uma esposa como você. Mais um bebe, o meu Deus, eu não esperava. – Edward acariciou a barriga plana da esposa. – Quando descobriu?

– Hoje antes de sair do hotel da Austrália, depois de passar mal, encontrei o pacotinho de absorvente e notei que estava atrasada, liguei para a recepção e pedi um teste, por isso demorei, eu não esperava, estava tomando o remédio, não sei o que aconteceu.

– Não importa o que tenha acontecido, mas fico feliz por ter acontecido.

– Mas não tenho certeza ainda, prefiro fazer um exame de sangue.

– Tenho certeza que esta grávida sim. – ele beijou os lábios de Isabella. — Mais um bebe, será que será apenas um?

– A Edward nada contra, mas espero que sim, não tenho mais idade para carregar mais de um bebe aqui. – colocou a mão na barriga.

– Claro que tem. Nem parece que tem uns trinta e poucos anos.

– Edward!

– Que foi? – ele sorriu malicioso, virando seu corpo e deixando a esposa debaixo de seu. –Apesar de estar nos trintas, esta com tudo em cima. – Bella fez um bico e Edward capturou a boca da esposa e a beijou, e não demorou muito para o amor e o desejo tomar conta dos corpos, carinhos, beijos trocados, roupas saindo e sendo esquecidas.

– Eu te amo — os dois falaram ao mesmo tempo, estavam conectados de todas as formas possíveis, as três pequenas palavras mostravam apenas pequena parte do grande amor deles dois.

Quando os corpos de ambos se tornaram um, o mundo lá fora foi esquecido naquele momento existia apenas Edward e Bella os jovens amantes que se conheceram de uma forma Inesperada...

Fim?

Notas finais
N/B: Hoje estou tão perdida aqui que não sei nem como começar essa nota, se ficar longa por favor perdoem, mas quero tentar deixar com vocês um pouco do que senti.. O processo desse capitulo foi longo, acompanhei todos os momentos desde a escrita até a betagem dividida em 4 partes, e hoje consegui finalizar minha parte pra passar a nossa linda Mah. Espero que vocês estejam terminando de ler esse capitulo aos prantos assim como eu estou, e não é por maldade, mas é apenas reflexo de ver algo tão lindo chegar ao final. No meio do capitulo pensamos em postar a metade e depois o resto, mas depois de analisarmos foi melhor deixar tudo junto mesmo, ficou grande, mas leitoras como vocês devem amar um capitulo assim enorme lindo e cheio de conteúdo.. Eu pelo menos amei tudo. O novo casamento o fim da gestação da Bella os lindos babys, a adoção dos amigos e o Tio Anthony na história foram coisas que só vieram pra complementar e deixar ainda melhor a nossa pequena Inês, que de pequena não teve mais nada não é mesmo.. Acho que nem falei muito e termino aqui agradecendo a todas que comentaram, recomendaram, favoritaram, etc. Vocês fizeram nossos corações mais felizes cada vez que víamos algum tipo de demonstração ai do outro lado, mas ainda á tempo de fazer mais, recomendem, comentem muito quem nunca deu um olá essa é a hora faça uma leitura de tudo e de um olá pra nós, Obrigada por aguentarem essa beta louca e faladeira aqui, e nossa autora totalmente dramática e má, é amiga, você é má aceite isso, mas é linda diva e foi uma honra estar ao seu lado nisso tudo aqui, agradeço de coração por tudo. E meninas aproveitem o hoje e agradeçam tambem hein.. Beijos enormes e nos vemos por ai, afinal ‘?’ Sempre significa algo neh.. Kah Nanda N/A: Primeiramente quero agradecer a todas as minhas leitoras “aamaandaa abv acs Akatiana ale winchester Aleh Alicy Aline Oleia alma Amanda_robsten Amanda2011Ana Candeo Ana Paula Souza Ana Paula Tunin AnaS2karol and27 AndCaldas Angela88aninha2011 anjo_culle anzampoli AriadneyWhitte babudantas BadGirls Bárbara Night Becca_Black bel_alves BetynhaCullen bella_patt Bex Bibika_Twilight bru_sanches Bru_Soares Bruneca BSFC_KrisCullen Ca5rol Caarol01 Carol_Cullen CarolCosta ceciliamarlene celeguedes celisesz claragb claudiamon35 club Colorada Cookiez Desribeiro corea tania Dani e Vagner Dani Melo Daniela_cullen Danity deianunes EPG erika cunha Edwina Billa --estrelaguia— Fábio Raposo fanfic_twilight ferg fernandasousa francys GaabiihPereira GEGEd3 georlana Giulhinha helena_2010 iamrobsten IDSC ingrydmendonca Isabella Cullen ivis Izabela Carla jajaqueline Jaky_Barros Jee Lacerda jeomedrado Jessveiga Jessykinha Jey Silva Jow Xavier juaassaid Juh_Malfoy jujuba_m jujuswancullen Julli Juuh_Capet Kah_Nanda karen pattinson KIKI CULLEN L Cullen Lady_Of_Mist Lana_carol larisinha_28 Laaryssa Laura_levada laurita Laylaa lcmorais1 LEEHFIC LeSalvatore letvivian LineVerneck lissa_assiral littlebitchiee lolabina lorrana isabela lovesdi LucasJoka mah_spolador MaiCullen marcialucelia Mariana Beatriz mariieland Mariza Mayara Lopez mayaralopes mayralabbate Mih Black millemouram Milleney miriam MockingjayGirl moraninha MSM Myl Naa_Torres naanring NanaMedeiros Nandacullen0 natalia_ramoss nathaliacbranco NathyBandeira NathyCullen nattie Nessie Swan PATYPATT PaulinhaSCullen Pirulitoooooooo PriHalliwell Queen C rafa1993 ray_swan RayaneCullen re4p0la4y reginafil Rezinha_Cullen rita_portugal RoCullen Sabriina Scarlett_Cullen SerBella Siobhan sonimai SouUmaBatataFrita srt_docinha stecabral SuCullen SuhSSS ThayCaneloi theSusyT thplacebo Totalrob vanessafontoura Vanessiinha vepattinson victorinha Vilin Forni Willidiany YaasminTwilight YahAMCullen E um beijo especial para as que recomendaram. “ ingrydmendonca Ana Candeo and27 Lana_carol MockingjayGirl” Bem espero ter colocado o nome de todas que comentaram ai, se não só me avisar por MP e que eu colo, bem é meio difícil encontrar as palavras certo, quero agradecer imensamente a todas vcs as que me aturaram deste o começo, a partir do meio e do fim da história, pois sem vcs e os seus incentivos eu não continuaria a escrever. E minha intenção era terminar era postar o ultimo capitulo completo no dia de niver da fic de um ano, mas por casos e acasos não tive finaliza-la, e tbm era para mim ter postado a mais de um mês atrás mas infelizmente entrou vírus no meu PC e a primeira coisa q pensei foi nas 30 e pouco pag que tinha escrito e mais do que a metade do cap não estava salva eu literalmente entrei em desespero e depois que consegui ‘arrumar’ um pouco perdi a vontade de escrever pois meu animo foi por água abaixo e como já falei prefiro demorar para postar do que postar algo sem nexo. Bem parando de falar de bla´blá blá.... E com muita emoção e chorando *sim estou chorando* que posto esse ultima capitulo, a ideia para esse fic veio por conta de umas musicas que ouvi, duas fics q li e um livro, eles que me deram a ideia louca de escrever Ines, não pensei que teria tantas leitoras assim carinhosas, e com muita paciência. A fic inicialmente era para ser pequena mesmo, mas por causa de vcs que ela cresceu e acabou com 12 capítulos. Amei escrever cada linha, dei tudo de mim para cada palavra e espero q vcs tenham apreciado e gostado verdadeiramente do meu baby, e agradecer tbm a Kah nossa beta por ter me aguentado durante todo esses tempo, ela que conheceu deste a criação ate o fim dessa fic, por ter betado esse cap pequenos XD.... Desculpa por qualquer coisa, ou por não ter atingido a expectativa de vcs ou outra coisa com esse ultimo capitulo, mas para mim eu consegui colocar tudo o que queria nele e muito mais, as palavras fluíram como água em certas partes e o resultado foi esse, essa minha nota deve ter ficado completamente confusa pois estou meia lerda aqui e com muita emoção por ter finalizado a fic.... Bem não foi totalmente o fim, ainda temos o Epilogo, mas lá acho q não terá nenhuma nota por isso me despeço de vcs aqui e agora, e agradecer pela milésima vez aqui, Ines acabou mais ainda tenho mais duas fics e mais a da kah então ainda me verão falando muito. Acho que é isso... OBRIGADA! Kissses Marluce Cullen