Inesperado. (capa nova)
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Boa leitura...
Capitulo 15
Me deitei confortavel no sofá e ligeui a televisao, não que eu estivesse prestando atenção nela, a verdade é que meus pensamento estavem em dois pontos bem longe.
Samanta e empresa.
Eu nunca senti minha vida tão fora de meu controle.
–Pov Samanta-
Nunca pensei que as coisas fossem assim tão rapidas.
Minha mente está muito lenta. Meu corpo parado. E a única coisas que continua funcionando, é meu coração.
Funcionando para ele.
Larguei meu corpo em minha cama e fechei meus olhos. Seu cheiro ainda estava em mim.
Minha barriga começou a dar voltas e aquela sensação veio, e eu já não sabia se estava arrependida ou não, de ter transado com Justin, porque eu sabia o que estava sentindo agora.
E eu não sei se ele está sentindo o mesmo que eu, eu não quero voltar a me magoar. Apesar que agora eu sei que estou correndo esse risco e que eu já não posso voltar atrás. Não agora que eu já sei como ele é, como eu me sinto com ele, tudo o que ele me dá, e tudo o que eu senti por o ter só para mim naqueles instantes.
Mas Justin não parece ser homem de uma mulher só, e isso esta rodando meus pensamentos, apesar que eu deveria estar mais concentrada na empresa, tenho que começar a organisar tudo hoje. Tenho um montão de papeis para assinar, tenho que ir falar com meu pai. E eu, Sam e Justin temos uma reunião agendada para daqui a um dia, antes da empresa começar a funcionar.
Samuel ficou de contratar as pessoas, Justin está tratando dos papeis com os fornecedores, e também de alguns negocios juntamente com Samuel. E eu estou tratando das encomendas, e da decoração do edificio.
Isso está vindo tudo muito depressa, tudo está acontecendo ao mesmo tempo e eu só desejava ter uma relação estavel agora, ou mesmo não ter relação alguma, mas quando eu não tenho ninguém ao meu lado daquele jeito eu me sinto abandonada, e eu me pergunto se eu so algum tipo de louca por atenção.
Me ajeitei na cama e fitei o tecto. Eu tenho muito que pensar sobre minha vida.
(…)
**3 Semanas Depois**
Um barulho irritante chegou em meus ouvidos me fazendo levantar minha mao e dar um soco naquele despertador que logo caiu, me virei para o lado e fechei meus olhos de novo logo aseguir suspirando.
Eu quero morrer.
Abri meus olhos por fim e olhei em volta vendo meu quarto todo desarrumado, eu preciso dar um jeito nisso.
Me levantei da cama e me derigi até a casa de banho, lavei meus dentes e voltei ao quarto até meu armário.
–Hmmm…- murmurei para mim propria enquanto procurava algo para vestir. Peguei uma saia branca centrada de seda , uma camisa social também branca e meu blaser preto, escolhi uma langerie preta, com uma calcinha fio dental, já que era bem inapropriado todos verem a marca de minha cueca.
Peguei meu salto casual preto e fui até a casa de banho logo entrando na banheira e tomando um duche rapido, e vestindo a roupa que tinha separado. Sequei meu cabelo e o meti apanhado com uma cebola bem em cima.
Passei meu batom rosa com gloss como sempre, e fiz uma sombra mais carregada realçando os meus olhos, deixei a minha franja recta mesmo, e finalizei com o desorizante, perfume, e dois brincos pequenos perola branca.
Me olhei no espelho e sorri com o resultado, logo pegando a minha bolsa com tudo o que ia precisar para hoje e descendo as escadas.
–Bom-Dia Julia.- disse logo que a vi tomando o pequeno almoço com uma cara pior que a minha.
–Só se for para você.- Ela disse e me olhou com cara de desespero, me fazendo rir. Peguei uma chavena e a enchi com um pouco de café, so para me manter acordada, peguei num pacote de bolachas integrais e joguei na mala, e logo de seguida trinquei uma maça.
–Vai fazer o quê hoje?- perguntei me sentando a sua frente.
–Chris quer ir jantar fora.- ela disse e sorriu um pouco.- Mas eu estou vendo que tenho que desmarcar.- O sorriso de Julia caiu.
–Porquê?
–Surgiu uma reuniao de ultima hora, a gente vai tratar da decoraçao da inauguração de uma nova loja de perfumes, e eu deveria ter o projecto pronto para ontem.- ela disse e logo depois fez beicinho.- Só que eu esqueci disso, e meu chefe quer ver as coisas amanha na reunião, e eu tenho que acabar tudo até lá. Por isso eu acho que vou ficar no escritorio até tarde.- ela disse e pousou sua cabeça na mesa da cozinha.
–Eu queria te ajudar, mas eu não posso. Justin mandou uma menssagem para meu telemovel ontem falando que ouve um problema qualquer com a merdadoria, e bem… vai sobrar para mim.- revirei meus olhos. Olhei meu relogio de pulso e eu tinha 45 minutos para chegar na empresa.
–È… Tudo bem.- Julia disse e continuou com sua cabeça na mesa.
–Se eu chegar tarde não se preocupe, talvez eu durma num hotel ou algo do genero.- disse e beijei sua bochecha a marcando com meu baton, peguei minha bolsa e sai de casa.
Chamei o elevador que logo veio e desci, dei um bom dia para o porteiro que sorriu para mim e abriu a porta logo eu saindo pela mesma, entrei no meu carro e dei a partida.
Minha vida deu uma volta de 360 graus.
Acabaram-se as festas, raramente baladas, e tudo foi trocado por trabalho, trabalho e mais trabalho.
E bem, vocês devem estar se perguntando o que se passou comigo e com Justin. E a verdade é que não se passou nada, quer dizer não bem nada mas parece que a nossa relaçao não vai passar do que é. Pelo menos não agora, eu tenho estado concentrada na empresa tal como ele, e o que esta me irritando é aquela cabra da secretaria dele.
Faz já umas três vezes que eu entro na sala dele e ela está ali, sempre metida. E vocês devem estar se perguntado, desde quando eu me tornei ciumenta, e também porque eu estou dizendo isso, afinal ela é secretaria dele e é normal estar na sala dele.
Em relação ao meu ciume, eu não sei de onde ele veio, mas… Eu estou me sentindo assim faz já um tempo, e eu sabia que eu tinha que sair dessa, Justin parecia estar muito bem se divertindo como sempre, tirando o facto de sua vida ter se resumido igualmente a minha, mas mesmo assim ele ainda tinha tempo para levar suas piruas ao seu escritorio, e bem… eu prefiro não pensar no resto.
Porque meu coraçao está se apertando só de minha mente ficar a rodar nesse assunto. A gente depois daquele dia não teve nehuma conversa que não fosse sobre trabalho, e eu me perguto que só eu sinto a tensao que fica entre a gente quando estamos sozinhos.
E a cada dia eu estou ficando mais rendida a insignificancia que eu pareço ter tido para ele. Parece que para Justin aquilo não passou de uma transa, e eu estou irritada comigo por ter pensado que aquilo seria algo mais.
Aquilo tinha sido tao perfeito para mim, que por minutos eu pensei que talvez também tivesse sido para ele, mas eu já devia ter aprendido, só burra como eu é que não vê as coisas.
Mas de qualquer maneira, mesmo que eu quisesse dizer-lhe tudo isso na cara eu não conseguia, não só por não ter coragem como por não ter oportunidade, já que não conseguimos ficar mais de 10 minutos sozinhos, e eles são sempre ocupados por trabalho.
E Justin fica tão diferente na empresa, que eu já não sei se ele é o mesmo ou não. Quer dizer não que eu realmente o tivesse conhecido, mas ele parecia brincalhao, ao mesmo tempo serio, fofo e sedutor. E Justin agora só era, serio, trabalhador, directo, pratico.
Pelo menos era o que eu via.
E trabalhar no meio de dois homens não e facil, e acho que nunca vai ser. Eu estou começando a me arrepender de ter concordado com isso. Mas o que eu ia fazer?
Desistir?!
Mesmo que eu pudesse não podia.
Sai do meu carro logo que o estacionei e caminhei até a entrada do grande edificio, logo entrando.
–Oi Rick.- Comprimentei nosso porteiro.
–Bom dia Senhorita Samanta.- Ele respondeu.
Chamei o elevador e logo subi até meu escritorio. E logo que o elevador abriu, eu respirei fundo.
–Bom-dia sonhorita Samanta. A exportação dos produtos para a Liner já chegou. A senhora tem uma reunião depois da sua hora de almoço. E os papeis do contrato com a fundação já foram assinados por todos só falta a senhorita. Preciso que confirme todos os pedidos de novo, e seu pai disse que precisa falar consigo. Senhor Justin disse para voltar a avisa-la do problema com a exportação dos produtos para a semana que vem.- Patrice começou a descarregar tudo para cima de mim como sempre fazia todas as manhas, com seu pequeno bloco.
–Patrice, Patrice!- A chamei metendo minhas maos no seu ombro a fazendo parar.- Calma, me deixa ao menos sentar?!- disse sorrindo para ela que me olhava confusa.
–Desculpe senhorita.- Ela disse e me acompanhou até meu escritorio onde logo me sentei.
–Ok. Entao, em primeiro ligue para meu pai e diga que eu no fim de semana passo lá em casa. Eu verifiquei os pedidos ontem a noite pelo computador e está tudo bem, fez um optimo trabalho.-sorri para ela que suspirou de alivio e sorriu aseguir.- Pode trazer os papeis daqui a cinco minutos para eu assinar, e eu peço-lhe que os leia para mim, e eu só passo uma vista de olhos e você me explica o contrato, em relaçao ao Justin, diga-lhe que eu preciso que alguém me leve ao porto, porque eu ao sei onde é o caminho, e que eu estou livre as 19 horas para ir lá ver o que se passa. E peça para Samuel me mandar a lista com todos os produtos da semana passada, incluindo o que metemos no mercado.- sorri para ela.- Anotou tudo?-Perguntei para ela que anotava tudo no caderno.
–Sim senhorita.- ela disse e já ia sair.
–Espera Patrice.- disse e ela olhou para trás.- Eu já disse para me parar de chamar de senhorita.- disse e sorri para ela, que logo de seguida corou e assentiu saindo.
Cruzei minha pernas e ligeui meu portatil, peguei nos documentos das importaçoes e comecei a lê-los.
–Senho…Samanta.- Patrice meteu a cabeça para dentro de meu escritorio.- Estão aqui os documentos para assinar.
–Pode deixar aqui, eu logo que os assinar te chamo.-disse e sorri começando a mexer no computador. Patrice deixou as coisas em cima da mesa e logo de seguida saiu.
Suspirei vendo tudo o que tinha para fazer. Meu dia ainda agora começou, e eu já estou querendo ir para casa.
(…)
–Patrice eu vou almoçar.-disse logo que passei por ela.
–Tudo bem… Samanta.- Ela disse e sorriu.
–Não quer vir?- perguntei logo que o elevador chegou.
–Na verdade ainda tenho muito que fazer, mas obrigado.-Ela sorriu e eu logo entrei no elevador vendo Louis.
–Oi.- ele sorriu me vendo.
–Oi.- sorri de volta. Louis era um novo estagiario a que a gente estava tendo, ele era bem simpatico, um ano mais novo que eu. Ele estava de experiencia, mas se desse tudo bem ele poderia ficar de vez.
–Vai almoçar?- ele perguntou logo que o elevador abriu.
–È, e você?- perguntei o acompanhado até a entrada.
–Também, vai sair da empresa?- Ele perguntou.
–Não, eu vou mesmo ali no bar.- disse e comecei a anadar até uma especie de cafetorio que tinhamos aqui, sendo acompanhada por Louis.
–Se importa se eu te acompanhar?- Ele soltou um sorriso de canto, e eu por momentos me perdi um pouco.
–Er… claro.- disse e sorri de volta.
Fomos até ao bar e fizemos nossos pedidos, e Louis acabou pagando por insistencia, ele estava sendo simpatico, na verdade Louis tem vindo a se mostrar uma pessoa bem legal comigo, a gente se fala muitas vezes e uma vez ele ficou me ajudando até de madrugada com umas encomendas atrasadas.
Nos sentamos numa mesa no meio da sala, e eu levei uma garfada da comida a minha boca.
–Então como está correndo o trabalho?- perguntei sorrindo.
–Bem… Não é tao dificil assim, só um pouco cansativo.- Ele fez uma careta fofa, me fazendo rir.
–Nem me fale em cansaço. Eu não estou aqui nem faz 6 horas, e eu já quero ir embora.- disse e fiz uma careta também, dessa vez o fazendo rir e logo de seguida eu o acompanhar.
–Talvez a gente deva sair hoje para descançar um pouco… Alinha num jantar?- ele perguntou, e eu ainda fiquei pensando se aceitaria ou não, mas não ia dar.
–Eu tenho que resolver umas coisas para a empresa…- disse e o sorriso de Louis caiu.- A gente combina para outro dia, opurtunidades não vao faltar néh.- disse e sorri o fazendo esboçar um sorriso também.
–Samanta!- Ouvi uma voz gritando meu nome e me virei vendo Justin com uma cara pouco boa, o que sinceramente me deixou confusa.
–Oi.-me levantei e logo Justin veio até mim.
–Eu ainda estou esperando o que eu pedi.- Ele disse m olhado serio.
–Eu já ia entregar…-eu ia me explicando mas ele me interrompeu.
–Talvez se não ficasse aqui namorando já teria ido lá me entregar.- Ele disse levantando o tom de voz, fazendo meus olhos se arregalarem, e logo de seguida minhas maos se fecharem.
Não se preocupe que eu vou já tratar disso.- disse isso e eu já estava sentindo meus olhos marejarem, eu odiava isso.
Sendo repreendida como se eu realmente não me esforça-se, e… Vindo de Justin aquilo parecia doer mais, e, a verdade é que eu nem estava fazendo nada de mal, era minha hora de almoço.
E porque eu sempre me calo quando ele fala assim comigo?!
–Eu vou já mandar Patrice levar as coisas para você. Me faz um favor e sempre que precisar de alguma coisa… fala com ela e me poupa de ver sua cara.- quase que gritei aquilo. Peguei minha bolsa e sai de lá as pressas. Toda a gente ali estava olhando a cena, e mais de metade daquelas pessoas iria perder respeito por mim.
Afinal, ela foi bem rebaixada ali, e nem falou nada.
Carreguei no botao do elevador varias vezes e logo ele veio me fazendo entrar e carregar no andar. Logo que as portas se fecharam eu perdi minhas forças e acabei escorrada no chão do elevador chorando.
Eu não fui feita para isso.
Ele estava sendo frio, me olhava com raiva. E aquilo doia, realmente parecia que eu o tinha feito algo, mas eu me limito a nem me meter mais na vida dele.
Para não falar que eu realmente estou começando a ficar farta.
E a cada dia, ele se torna mais frio.
Menos quente.
Mais distante.
E mesmo que eu acha-se que tinha tido Justin naquele momento para mim, e só para mim.
Eu sabia que ele nunca foi meu. Na verdade… Ele estava me odiando agora.
Notas finais
Tanto comigo, como com voces :c
Do nada vocês pararam de mandar reviews, e se continuar desse jeito é provavel que eu pare de postar. Porque fica falando que eu tenho um montão de leitoras e só uma está comentando :l
Entao é isso, se quiserem que eu continue a fic comentem, se nao quiser pronto, é só nao mandar review que eu paro de escrever essa fic.
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