Inesperado Amor

17 Capítulo 15 - "É, parece que eu sou uma Cullen agora."


Edward estava estranho nos últimos dias e comecei a me preocupar que ele pudesse estar tendo alguma recaída, principalmente com o nascimento dos gêmeos se aproximando, em pouco menos de 60 dias seríamos pais, tudo já estava devidamente organizado para que eles chegassem de maneira confortável para eles e para nós. Tivemos que deixar uma ala inteira da maternidade reservada para não correr qualquer risco do nosso momento ser estragado por algum paparazzi que tentasse conseguir uma foto dos meninos.

— Rose – chamei minha cunhada que me ajudava a dobrar as últimas roupinhas que faltavam para colocar no armário dos bebês – Você sabe se tem algo acontecendo com Edward? – questionei tentando parecer casual.

— Acredito que não – respondeu olhando para as roupinhas em seu colo – Vocês brigaram? – questionou finalmente me encarando, mas havia um certo... divertimento em seu olhar?

— Não, não, é só que ele parece estar... distante – confessei tentando entender o seu olhar.

— Edward é distante – Alice comentou brincalhona no batente da porta – Bella, não se preocupe com as bobeiras do meu cunhado, você sabe que ele tende a se retrair quando está assustado – abraçou-me levemente após abaixar da minha altura.

— Mas e se ele ficar sempre distante? – expus meu medo e Rosalie se aproximou olhando dentro dos meus olhos.

— Bella, eu conheço aquele idiota a muitos anos e nunca o vi amar tanto alguém como ele te ama, pode ter certeza, ele não vai ficar distante para sempre – acalmou-me com o seu belo sorriso branco.

— Acho que isso é insegurança do final da gravidez – brinquei e as duas sorriram e os meninos mexeram na minha barriga.

Na reta final da minha gravidez, eu estava precisando ficar de repouso para garantir que pudesse segurar a gravidez o máximo de tempo possível, então estava sendo um período um pouco solitário porque o Edward saía para trabalhar e eu ficava deitada na cama olhando para o teto. Minha mãe começou a deixar o Max alguns dias comigo para poupar minha solidão e mesmo ele sendo criança, era surpreendente sua maturidade e a maneira que entendia que não podíamos ficar correndo como normalmente faríamos.

— Bella – Max entrou correndo no meu quarto e se jogando na minha cama com minha mãe logo atrás.

— Oi pequeno, já estava com saudades – sorri abrindo os braços para ele que logo se encaixou ali – Oi mãe, como estão as coisas? – ajustei-me na cama com um pouco de dificuldade por causa do barrigão.

— Muito bem – sorriu diferente e a olhei com dúvida – Hoje vamos medir sua barriga para que eu possa fazer algumas camisolas para você usar nesse último mês. – mostrou a fita métrica rosa e eu rolei os olhos com um sorriso nos lábios.

— Não vou reclamar, nada está me servindo – resmunguei já me colocando de pé para que ela pudesse começar as medições.

— Cadê seu anel, Bella? – Max questionou olhando para minha mão.

— Que anel pequeno? – levantei a minha blusa até a altura dos seios para minha mãe medir a barriga.

— O anel que o Ed... — começou

— Sua barriga está enorme, esses meninos serão gigantes – Renée interrompeu Max e ele arregalou os olhos rapidamente me deixando sem entender o que acontecia ali, mas preferi ignorar.

— Eu e Edward não somos nem um pouco pequenos, era de esperar – brinquei e minha mãe deu uma risada nervosa.

Começamos a tirar todas as medidas e naquele momento com a minha mãe, só lembrava de quando eu era mais nova, apesar de todo o dinheiro que tínhamos e nos permitia comprar qualquer roupa que eu quisesse, ela insistia em fazer todas as minhas roupas para ocasiões especiais e ela passava horas dizendo que seria ela que faria o vestido do meu casamento... Casamento, era algo que durante muitos anos da minha vida fez parte da minha lista de metas, mas no ponto em que me encontrava atualmente, não sabia se casamento era uma experiência que eu iria viver, Edward não mostrava interesse no assunto e eu optei por não pressioná-lo, nós tínhamos nossa família e era isso que importava.

Renée e Max passaram o dia comigo conversando amenidades e me ajudando nos últimos detalhes do quarto dos gêmeos, mas logo o fim da tarde chegou e eles precisaram ir embora deixando-me vagando incansavelmente pelos canais na televisão, Edward nas últimas semanas estava demorando chegar em casa e devo confessar que minhas inseguranças começaram a aparecer, eu não estou na minha melhor forma e ele é um homem maravilhoso cercado de mulheres... Será que ele faria isso comigo?

— Terra chamando Bella – ouvi sua voz rouca e logo encontrei seu sorriso – Onde estava? – brincou deitando-se ao meu lado na cama e encostando o rosto na minha barriga que estava exposta já que eu trajava apenas um top.

— Pensando – murmurei ainda imersa em inseguranças – Edward, você acha que eu estou feia? – questionei sem saber lidar sozinha com aquela dúvida.

— Claro que não – sentou-se rapidamente – Bella, você nunca esteve tão maravilhosa, você está carregando os nossos filhos e quando eu te vejo é como se meu coração se enchesse tamanho o amor que sinto por vocês – senti meus olhos marejados e o puxei para um beijo, como eu fui idiota de pensar tanta besteira.

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Sábado chegou e era o único dia que eu exigia sair de casa, apesar de eu ter que ficar preferencialmente de repouso, minha médica liberou que pelo menos um dia da semana eu saísse, mas nada de caminhadas muito longas, então comumente íamos para casa de Esme e Carlisle ou dos meus pais, hoje optamos ir visitar os Cullens já que fazia algum tempo desde que vi minha sogra e ela cobrava constantemente minha presença.

— Você está bem? – questionei Edward ao vê-lo derrubar as chaves do carro pela milésima vez, ele estava absurdamente nervoso.

— Sim sim, só estou preocupado com você saindo – retrucou coçando a nuca e me dando um sorriso de canto.

— Edward, prometo ficar sentada na casa dos seus pais – rolei os olhos e ele riu vindo até mim e segurando meu rosto entre suas mãos.

— Eu te amo tanto – murmurou antes de unir nossos lábios – Agora vamos antes que Esme ligue – brincou e eu sorri pegando sua mão.

O caminho até os Cullens foi recheado de músicas aleatórias que cantávamos de forma tosca, mas o nervosismo de Edward ainda estava presente, seus ombros estavam tensos durante todo caminho, assim como suas mãos que estavam firmes no volante e o tanto que ele passou a mão no cabelo, estava me deixando agoniada, ou ele não está bem ou está com piolho.

— Ok, vai dar tudo certo – Edward murmurou antes de sair do carro quando estacionamos na frente da casa dos Cullens, o que está acontecendo nessa merda?

Edward, se você não falar agora o que está acontecendo, eu vou te bater – cruzei os braços emburrada quando ele abriu a porta para mim fazendo-o rir nervosamente.

— Vem comigo – estendeu a mão e eu o encarei um tempo com a sobrancelha arqueada antes de pegar sua mão e acompanha-lo até a porta antes de parar.

— Sabe, você tem que bater para sua mãe vir abrir – comentei ironicamente vendo-o não se mexer.

— Bella, quando eu te vi naquela passarela pela primeira vez, não posso negar que senti um tesão do caralho por você, mas eu jamais pensei que você seria aquela que me daria a honra de ser amado, de amar e de ser pai – disse com doçura olhando em meus olhos e eu já os senti marejando. – Eu nunca pensei muito sobre a ideia de ter uma vida com alguém, sempre pensei que seria uma espécie de lobo solitário – deu de ombros suavemente – Mas você mudou toda a perspectiva da minha vida, você me fez ser pai quando pensei que só teria potencial para ser um “tio legal” – brincou e ri em meio algumas lágrimas que já caíam, por que ele está dizendo todas essas coisas – Por isso, Isabella Swan, você me daria a extraordinária honra de se casar comigo? – questionou ficando de joelhos e abrindo a caixa com o anel de brilhantes, era tão delicado, tão... eu, era uma solitária pedra de diamantes em um anel de prata extremamente trabalhado.

— É claro que quero me casar com você – respondi em meio as lágrimas e ele se levantou me beijando e colocando o anel em meu dedo.

— Eu te amo tanto – murmurou com a testa colada na minha.

— Eu também te amo – sorri com os olhos fechados, até que a realidade me atingiu, estávamos na porta da casa dos pais dele – Eu te amo, mas não tinha lugar melhor para esse pedido? Poderia ter sido lá dentro – brinquei e ele riu jogando a cabeça para trás.

— Isabella Swan – começou pegando na maçaneta – Seja bem vinda ao seu casamento – abriu a porta e eu pude ver pessoas passando com vasos de flores e estavam todas lá, Rosalie, Alice, Esme e minha mãe, encarando-me com sorrisos de rasgar a bochecha.

— Como assim meu casamento? – questionei abobalhada olhando tudo ao meu redor. – Eu nem tenho um vesti... – comecei a dizer e encarei minha mãe – Foi para isso que você tirou minhas medidas – acusei e ela riu.

— Culpada – Renée deu de ombros.

— Poxa, eu realmente estava precisando daquelas camisolas – murmurei e todos riram – Mas, como vocês organizaram tudo isso? – olhava de um lado para o outro tentando assimilar tudo aquilo.

— Tudo obra do cabeçudo ai – Rosalie apontou para Edward que estava com as bochechas vermelhas de vergonha.

— Preparada para se tornar a senhora Cullen hoje? – ele me perguntou com os olhos brilhando de expectativa – Se você achar melhor, nós podemos adiar isso, não precisa ter tanta pressa, é, talvez seja melhor mesmo adiarmos...

— Edward – chamei sua atenção – Eu quero me tornar a senhora Cullen hoje – afirmei e ele sorriu maravilhosamente antes de me beijar.

— Ok, ok – Esme chegou nos afastando – Precisamos ir cuidar da noiva e o senhor vai encontrar seu pai e seus irmãos e só apareça aqui na hora de contrair o matrimônio – disse para Edward que bateu continência fazendo-a rir.

— Até mais tarde meu amor- Edward depositou um selinho em meus lábios e já estava se direcionando para o jardim atrás do pai e irmãos.

— Até, serei a de branco – brinquei e ainda consegui ouvi-lo rir antes de sumir no jardim.

— Pronta para ter seu dia de princesa? – Alice gritou pulando e mexendo as mãos em animação.

— Contanto que eu possa ficar sentada – dei de ombros, meus pés já estavam me matando.

— Vamos querida, não acredito que minha bebê vai casar – Renée choramingou.

— O meu bebê também – Esme choramingou junto e as duas começaram a subir a escada de braços dados comentando sobre como os filhos crescem rápido, seria um longo dia.

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O dia se resumiu em puxões de cabelo, pincéis na cara, banhos de espuma, massagens, mas não posso reclamar porque eu sempre adorei tudo isso, afinal, como modelo, passar por tudo isso sempre fez parte do meu trabalho e era um motivo de alegria para mim. O sol já estava se pondo, o crepúsculo se fazia presente e eu me encarava no espelhos com o vestido de noiva que minha mãe fez para mim.

O vestido era rendado em toda sua extenção, com mangas rendadas e de corte reto, mas para dar uma definição ao meu barrigão, um singelo cinto de strass foi colocado abaixo dos meus seios, meu cabelo estava liso e solto para dar uma disfarçada no meu rosto redondo, senti meus meninos chutarem e passei a mão no meu protuberante estômago.

— Algo velho – Renée chegou com uma tiara de diamantes e colocou em minha cabeça. – Sua avó usou no casamento dela

— Algo azul – Rosalie entregou-me o buquê com flores azul.

— Algo emprestado – Alice esticou um par de brincos de diamante e eu a olhei em dúvida – Esme os usou em seu casamento.

— Algo novo – Esme chegou com um singelo colar que era uma medalha com o nome dos meninos e eu o encarei com os olhos marejados, colocando-o por dentro do vestido.

— Preparada para o momento mais importante da sua vida? – Rosalie questionou com os olhos brilhando de felicidade.

— Eu nunca estive tão preparada – afirmei e as quatro vieram me abraçar enquanto os meninos chutavam em minha barriga.

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— Você está maravilhosa – Bob afirmou quando cheguei na ponta da escada.

— Você também não está mal papai – brinquei vendo-o com o terno grafite impecável – Eu te amo tanto – abracei-o sem jeito e ele apertou-me como pôde em seus braços.

— Que gata – escutei a voz de Max e afastei-me de Bob, vendo meu pingo de gente todo elegante em seu pequeno terno.

— Você sabia de tudo e não me contou – acusei-o e ele riu, abraçando-me e deixando seu rosto no meu barrigão.

— Se eu contasse, mamãe iria brigar comigo – explicou como se fosse óbvio e foi minha vez de rir.

— Então, preparados para me levar ao altar? – questionei aos dois que me entregariam ao Edward e tanto Bob quanto Max acenaram.

Seguimos para porta que separava a casa do jardim e pude ver que este estava lotado, todo mundo sabia menos eu e então a marcha nupcial começou a soar e respirei fundo, seria o primeiro passo para minha felicidade, acenei suavemente e Bob e Max começaram a andar guiando-me com eles. O jardim estava impecável, todo decorado com flores brancas e alguns detalhes em dourado deixavam tudo com um ar tão elegante, as cadeiras brancas estavam perfeitamente alinhadas e preenchidas com nossos amigos e familiares, havia uma parede de rosas no altar onde Edward estava com toda sua beleza encarando-me com um sorriso que poderia iluminar toda cidade e naquele momento, desliguei-me totalmente da decoração e foquei exclusivamente no homem que eu dividiria minha vida.

— Cuide dela – Bob pediu quando chegamos no altar.

— É para cuidar de verdade – Max reiterou e Edward acenou com um sorriso brincalhão nos lábios.

— Cuidarei dela com todas minhas forças – afirmou e os dois acenaram antes de sair. – Você está linda – murmurou.

— Você não está de se jogar fora – brinquei e ele riu baixo enquanto o juiz de paz dizia suas palavras.

O juiz falava algumas palavras aleatórias e eu estava quase o interrompendo e pedindo para ir para a parte que realmente importava, os gêmeos pareciam sentir minha ansiedade, porque se reviravam loucamente na minha barriga, percebi Edward fechando a mão várias vezes, um tique que ele tem quando está ansiosa, parece que não sou a única surtando aqui.

— Edward Anthony Cullen, você aceita Isabella Marie Swan como sua legítima esposa? – finalmente questionou.

— Sim – meu amor respondeu com um sorriso olhando-me intensamente.

— Isabella Marie Swan, você aceita Edward Anthony Cullen como seu legítimo esposo? – questionou-me.

— Claro que sim – afirmei e todos riram.

— Pelos poderes investidos à mim pelo estado de Nova Iorque, eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva – declarou e Edward não perdeu tempo em pegar meu rosto entre suas mãos e unir nossos lábios, estava tudo certo naquele momento.

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Cumprimentamos todos que vieram prestigiar nossa união e recebemos incansáveis comentários de como a ideia de um casamento surpresa era algo tão romântico, mas não demorou muito para os meus pés começarem inchar na sapatilha e a minha coluna doer, ter duas pessoinhas no seu útero não era muito confortável, então fomos nos sentar na mesa em que estava nossa família e eu não fiz nenhuma cerimônia em colocar meus pés em cima das pernas de Edward.

— Está confortável Bellinha? – Emmett provocou fazendo todos rirem.

— Tem 7 meses que eu não sei o que é ficar confortável – brinquei e ele jogou a cabeça para trás gargalhando.

— Quem mandou não se proteger – Jasper provocou.

— Você só fala isso porque ainda não acertou o tiro no alvo – Edward retrucou e Emmett deu um berro e todos gargalharam.

— Meninos, pelo menos finjam que tem classe – Carlisle pediu somente para zelar pelo papel de patriarca porque ele estava tentando conter o riso.

— Só falta você acertar o tiro – Rosalie entrou na brincadeira chula com um pequeno Henry adormecido em seu colo.

— Até você – Alice gritou e a risada foi generalizada.

— Mas Edward foi o que acertou melhor, dois com um único tiro – comentei e Edward jogou a cabeça para trás rindo enquanto Esme rolava os olhos.

— Foi sorte – Emmett retrucou.

— Não gosto da ideia de pensar em Edward acertando o alvo da minha filha – Bob resmungou.

— E ele fez outras vezes sem acertar o alvo – minha mãe comentou e eu a encarei de boca aberta, enquanto os outros riam.

— Edward puxou ao pai – Esme entrou na brincadeira – Um tiro é suficiente para ter dois.

Ficamos brincando por algum tempo e tudo parecia imensamente perfeito, éramos uma família... excêntrica, mas o amor reinava entre nós e eu estava tão orgulhosa das coisas que conquistamos juntos mesmo com as dificuldades que lidamos para entender que nosso inesperado amor tinha acontecido, mas se eu precisasse passar por tudo novamente para chegar onde estava hoje, eu passaria.

— Eu te amo senhora Cullen – Edward murmurou em meu ouvido.

— Eu te amo senhor Cullen – murmurei antes de dá-lhe um selinho.

É, parece que eu sou uma Cullen agora.

Notas finais
Ainda tem alguém aqui?? KKKKKKKKK' Gente, perdão pela demora, aconteceram tantas coisas nos últimos meses que foi inviável pra eu escrever um romance digno kkkk', mas agora eu estou bem, superei tudo que aconteceu e vim aqui entrar pra vocês o último capítulo da história desses dois!!! Não vou fazer os agradecimentos ainda, porque sábado que vem, sai o epílogo, então lá eu me despeço com propriedade de vocês. Espero que gostem muito do final mais romântico que pude pensar para esses dois. Kisses & Bites, BellaMC