Inesperado Amor

13 Capítulo 12 - "Eu não sou a Elizabeth"


O sol em meu rosto trazia-me uma paz imensa e era como se eu estivesse no meu ponto de plenitude, era inexplicável como a minha vida havia mudado em poucos meses, em novembro eu estava sozinha e sem qualquer perspectiva de um relacionamento e agora eu seria mãe e estava em Bora Bora com todos os Cullens e o homem que mudou toda minha perspectiva do que era se doar para estar com alguém.

— Você é tão magra que já está nítido que tem algo ai – Rosalie comentou com um sorriso carinhoso.

— Você acha? – sentei-me na espreguiçadeira que tomávamos sol na beira da piscina onde os meninos e Henry brincavam. – Não vejo a hora de aparecer meu barrigão – brinquei.

— Quando estiver com o barrigão, não vai ver a hora desse bebê sair – Rosalie resmungou e todas explodimos em risos.

— Nos últimos meses da gravidez do Emmett e do Jasper, eu não via a hora dos dois nascer – Esme comentou e todas rimos.

— Não tenho nada para acrescentar – Alice encolheu os ombros nos fazendo rir ainda mais.

Era incrível a quantidade de risadas com a família do Edward, todos eles pareciam estar sempre muito alegres e óbvio, que a vida é cheia de dificuldades, mas eles pareciam lidar com tudo de uma forma inexplicável, mesmo vindo de uma família muito unida e amável, eu nunca havia presenciado algo como os Cullens, era quase como um clã, um sempre era o suporte do outro independente do que estava acontecendo e ficava feliz de saber que meu bebê viria ao mundo com duas famílias que o ame tanto... Droga, eu não contei para a Renée e o Bob.

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— Preparada? – Edward perguntou quando chegávamos no prédio dos meus pais.

Já havia se passado dois dias desde que voltamos de Bora Bora e eu estava criando coragem para contar para os meus pais que eles seriam avós, parecia estúpido uma mulher de 25 anos ter medo dos pais, mas eles são tudo que tenho na vida e aprovação deles sobre essa situação, que irá girar minha vida em 360º, é mais que importante, eu preciso deles junto de mim.

Não – confessei saindo do táxi.

Edward e eu optamos por vir de táxi para não ter que lidar com o caótico trânsito de Nova Iorque, já estou nervosa suficiente, olhei o arranha céu, o qual eu passei a vida inteira, à minha frente e era como se o ar faltasse nos meus pulmões, não me sentia como a mulher de 25 anos que sou, era como se eu tivesse 18 anos de novo e estivesse voltando para casa após perder minha virgindade com um garoto da faculdade.

— Se eu cair dura nesse chão, você me segura – resmunguei entrando no elevador e Edward riu.

— Bella, vai ficar tudo bem – puxou-me para os seus braços – Eles são seus pais e te amam, tenho certeza que vão amar a notícia.

— A última vez que você disse isso, tivemos Bob de cara feia para você – brinquei com o rosto em seu peito lembrando da noite que ele conheceu meus pais.

— Eu realmente acreditei naquilo – murmurou e não consegui conter a risada.

— Mãe, pai – comecei com um sorriso – Esse é Edward Cullen! Edward, esses são Renée e Bob Thompson – fiz as devidas apresentações e sentia que meu peito iria explodir.

— Muito prazer querido, vejo que minha filha soube escolher – Renée brincou aliviando o clima – Seja muito bem vindo, temo que já conhece Max – apontou para meu irmãozinho.

— Somos melhores amigos – Max sorriu batendo na mão de Edward.

Enquanto todos eram só sorriso, Bob se mantinha quieto no canto analisando a situação, ele olhava Edward com um olhar analítico que me assustou a vida inteira, eu sabia que o que vinha pela frente seria uma de suas cenas em que ele finge querer matar o cara que está com a sua filha, quando na verdade ele está rindo por dentro do nervosismo do rapaz.

— Robert Thompson – finalmente falou cheio de cordialidade e Edward rapidamente assumiu o posicionamento de homem de negócios que era e ficou tão cordial quanto.

— Edward Cullen, muito prazer – apertou a mão estendida de Bob e eu sentia que minha respiração estava travada.

— Então é você que roubou minha menina de mim – Bob cruzou os braços em frente aos peitos e eu não consegui conter a bufada.

— Não a roubei, ela sempre será sua menina – Edward estava visivelmente nervoso e eu tentava conter a risada para não arruinar a brincadeira do Bob – Eu só...

— Está fodendo ela – Bob fingiu raiva após Max sair da sala.

— Eu... eu... eu... – Edward não sabia o que falar e Bob e eu explodimos em risada junto com Renée deixando Edward ainda mais desnorteado.

— Seja bem vindo a família – Bob disse rindo e Edward parecia que iria desmaiar.

— A que devo a honra dessa visita – Renée exclamou quando o elevador chegou em seu apartamento*.

— Saudades talvez – brinquei enquanto Edward a cumprimentava.

— Bella querida, você é uma filha maravilhosa, mas nunca foi de sentir muitas saudades de casa – retrucou e não consegui conter o riso, porque era a mais pura verdade, não me entenda mal, eu amo meus pais e minha casa, mas comecei a ser modelo muito nova e acabei me desvinculando muito cedo de casa.

— Onde está o Bob? – Edward questionou olhando ao redor em busca do meu padrasto.

— Está no escritório lá em cima, Dorota chame-o por favor – Renée pediu para nossa fiel empregada de anos – Não estou aguentando de curiosidade pela razão de você estarem aqui – nos encarou com um olhar desconfiado e apenas dei um leve sorriso para deixa-la mais curiosa.

— Estou aqui – Bob anunciou após alguns minutos – A que devemos a presença de vocês? – repetiu a pergunta da minha mãe e rolei os olhos.

— Por que não nos sentamos? – Edward direcionou a mão para os sofás e minha mãe parecia que iria surtar a qualquer momento de curiosidade.

— Bom – comecei quando estávamos todos devidamente acomodados – Vocês sabem que nunca fui de muitos rodeios, então serei direta – puxei o ar forte tentando passar confiança, mas eu estava mesmo era me tremendo por dentro — Eu e Edward teremos um bebê – exclamei.

— Você está grávida? – Bob parecia que iria enfartar a qualquer momento.

— Eu vou ser vó – Renée gritou pulando em cima de mim e de Edward – Estou tão feliz por vocês, finalmente entenderão o que é amor.

— Obrigado Renée, não vejo a hora da primeira consulta da Bella – Edward comentou com um sorriso bobo em seus lábios.

— Ainda não foram ao médico? Tem que ver se meu neto está bem – Bob finalmente reagiu e eu corri pro seus braços, era tão maravilhoso tê-lo vivenciando esse momento comigo e com tanta alegria.

— Iremos essa semana – expliquei – Completei 8 semanas* durante a viagem, então marcamos para o mais breve possível.

— Max irá adorar saber, assim que ele chegar da escola iremos contar – minha mãe sorriu e eu só queria ficar abraçada com ela e Bob.

Eu e Edward cogitamos esperar Max para podermos contar para ele, mas precisávamos ir ao escritório da Jane para resolvemos todas as questões sobre a maneira que lidaríamos com a mídia agora que estou grávida, precisávamos tomar todas as precauções necessárias para que a minha saúde e a do bebê fossem mantidas de maneira perfeita, evitando principalmente qualquer estresse que essa vida pública gera.

— Ás vezes, eu tenho vontade de voltar no tempo e nunca ter seguido a carreira pública – comentei deitada na cama de Edward, havíamos decidido passar em seu apartamento para descansar um pouco antes de irmos encontrar com Jane

— Por quê? Você ama o que faz – Edward desenhava círculos imaginários na minha mão enquanto me olhava com dúvida.

— Olha as coisas que temos que nos preocupar após descobrir a gravidez – suspirei fechando os olhos e pensando em quão frustrada eu me sentia de não conseguir proteger meu bebê 100% nem mesmo na barrigaEu não queria ter que me preocupar com paparazzi, revistas, sites de fofoca.

— Amor – era raro Edward me chamar assim e quando o fazia, eu me derretia inteira – Você ama o que faz e nasceu para isso, àquela noite em que te vi naquela passarela, você transformou o tormento de estar ali em algo prazeroso só de ver como você dominava aquele ambiente – não consegui conter o sorriso com aquela sua simples declaração.

— Eu realmente amo estar sob a passarela – lembrei da excitação dos minutos antes de entrar na passarela.

— É uma pena que sua carreira chegou ao fim – Edward comentou fazendo-me rapidamente sentar na cama.

— Quem disse que minha carreira acabou? – questionei tentando manter o tom de voz mais ameno possível diante a minha raiva.

— Bella, você vai ser mãe – retrucou como se fosse algo óbvio.

— E o que isso tem a ver? – cruzei os braços em frente aos peitos.

— Não acredito – murmurou sem expressão – Eu sabia que estava bom demais para ser verdade, você está fazendo exatamente como Elizabeth, colocando essa droga de carreira sob o bebê que está em seu ventre – exasperou e não pensei duas vezes antes de estalar os dedos em sua cara, fazendo-o me olhar perplexo.

— Eu não sou a Elizabeth – sibilei entre dentes e pausadamente – Estamos no século XXI, uma mãe pode trabalhar e amar seu filho e acredite, eu amo esse bebê incondicionalmente.

Não dei tempo de ele responder ou ao menos reagir, simplesmente peguei meus pertences e sai batendo porta, ainda bem que assim como a minha, a cobertura do Edward não tem elevador como porta, eu não aguentaria ficar mais um milésimo de segundo sobre o teto desse ogro, bem vinda ao seu não conto de fadas. Isabella.

Enquanto o táxi caminhava pelas ruas de Nova Iorque em direção ao meu apartamento, as lágrimas desciam pelo meu rosto sem permissão, não adiantava eu tentar pará-las, parecia que elas se multiplicavam ainda mais, eu me sentia uma estúpida por imaginar que seria fácil, por pensar que Edward havia superado totalmente seus traumas e demônios e aceitaria minha carreira completamente e que viveríamos como em algum final feliz da Disney.

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Dois dias haviam se passado desde minha briga com Edward e não ouvi notícias sobre ele, será que ele havia desistido de mim e do bebê? Se assim o tivesse feito, um belo foda-se para ele, se ele pensa que eu dependo de sua majestosa presença para cuidar do meu filho, ele está muito enganado, durante essas 48horas em que ele desapareceu, não recebi nada mais que apoio de todos que me amam e se preocupam com o meu bem estar e do meu pequeno Swan.

Hoje era finalmente o dia da minha primeira consulta e não conseguia crer que Edward perderia esse momento, minha vontade era de ir à sua casa e arrastá-lo pela orelha, não por mim, mas pelo meu filho, parecia absurdo demais para mim que Edward não ouviria os batimentos cardíacos, saberia se estava tudo bem, minha raiva subia só de pensar nisso. No trajeto até o consultório, digitei uma mensagem com endereço e horário, mas já estava quase na hora de ser chamada e nem sinal dele.

— Isabella Swan – a recepcionista chamou meu nome – Pode entrar – sorriu docemente e senti meu coração acelerar.

Pousei suavemente minha mão em meu ventre enquanto caminhava até a porta e pensei bem forte “Eu nunca vou perder nada seu, seremos eu e você contra o mundo”, enxuguei rapidamente uma singela lágrima que desceu pelo meu rosto e bati suavemente na porta da médica. Eu não chorava por mim, não mesmo, eu conhecia os problemas do Edward e como ele sempre viu minha carreira como algo tão superficial que seria facilmente descartado, mas eu chorava pelo meu bebê, que não ganhou um pai que o mereça.

— Olá querida – a Drª Leah me cumprimentou com dois beijinhos – Nem acredito que estamos iniciando seu pré-natal – Leah era minha ginecologista desde os primórdios da minha adolescência e eu confiava 1000% nela.

— Nem eu acredito – sorri esquecendo qualquer problema externo – Na verdade, eu ainda não acredito que tem um bebê aqui dentro – apontei para o meu ventre já arredondado.

— Você só vai acreditar na hora que ele estiver em seus braços – brincou e eu não consegui conter o sorriso, quando o assunto é meu bebê eu pareço o gato da Alice no país das Mravilhas – Então, o pai não pôde vir?

— Digamos que sim – retruquei seca demonstrando não querer falar sobre o assunto.

— Claro, vamos logo ver esse bebê e depois passamos para as perguntas de rotina, sei que está ansiosa – comentou já se levantando e indo em direção à maca.

— Não sabe quanto – murmurei, deitando e levantando a blusa.

O consultório da doutora Leah era todo branco e havia uma parede que dividia o consultório, de um lado ficava a área de exames, onde estava à máquina de ultrassom, e do outro ficava sua mesa, havia alguns detalhes em madeira nas paredes e sua mesa era branca com o topo em mármore e toda vez que eu vinha aqui, desejava-a. Enquanto ela passava o aparelho sobre a minha barriga encharcada de gel, fiquei olhando para o teto e Edward naquele momento era ninguém para mim, eu só implorava para que meu bebê estivesse bem.

— Ora, ora, vejamos o que temos aqui – rapidamente girei meu rosto para meu monitor, mas eu entendia um monte de nada, mas um barulhinho forte começou rapidamente e descompassado fazendo meus olhos encherem de lágrima – Escuta esse eco que está dando nas batidas? – questionou e comecei a me preocupar.

— Tem algo de errado com meu bebê? – o medo era nítido na minha voz.

— Não tem nada de errado com os seus bebês – sorriu e as lágrimas dominaram meu rosto assim como minha boca se abria em um O perfeito.

— São dois? Eu serei mãe de gêmeos? – alegria era tudo que eu sentia naquele momento.

Após conseguir me recompor, Leah me fez todas as perguntas de praxe e me passou algumas vitaminas que seriam necessárias para garantir minha saúde ao longo desse mês, nos despedimos rapidamente e eu sai com um sorriso de ponta a ponta em meu rosto, era a realização de um sonho e eu me sentia radiante. Quando cheguei no saguão do prédio em que ficava o consultório vi Edward adentrando correndo e ofegante, agora ele aparece.

— Cheguei a tempo? – questionou ofegante.

— A tempo de me ver indo embora – retruquei passando reto por ele.

— Droga, fiquei preso no trânsito – começou a se justificar.

— Edward, suas desculpas não me interessam – fiz sinal para o táxi já na beira da rua.

— Deixa que eu te levo para casa, assim pelo menos me conta o que aconteceu na consulta – pela primeira vez olhei em seu rosto e encontrei grandes e roxas olheiras e quase senti pena dele, até lembrar das que ele me causou.

— Não, obrigada, tudo que você precisa saber é que os bebês estão bem – respondi enquanto o táxi parava à minha frente.

— Sim, parabéns papai, são gêmeos – minha voz estava repleta de escárnio enquanto eu entrava no táxi e fechava a porta, deixando um Edward perplexo para trás.

A partir daquele momento, eu decidi que não iria perder meu tempo me preocupando com os traumas dele, era hora de eu cuidar dos meus filhos!

Notas finais
*São aquelas coberturas do Upper East Side que mostram em alguns filmes que o elevador já sai dentro da sala. * Nos EUA só fazem consulta/ultrassom após a 7ª/8ª semana Oi, oi, com o dia das Mães precisei adiar o capítulo pra hoje, mas semana que vem vai ser postado na segunda (novo dia de postagem), mudei pra segunda porque eu tenho o final de semana para escrever!!! A história entrou em uma nova fase, Edward tem traumas demais e agir como se estivesse tudo bem, não seria de acordo com a sua realidade interna e a Bella destemida como é, não vai ficar sofrendo por causa disso! PS: GENTE SE VOCÊS MANDAREM ALGUMA RECOMENDAÇÃO, ME AVISEM NOS COMENTÁRIOS, PORQUE ELAS NÃO ESTÃO CHEGANDO!! Ps²: Os comentários acumulados vou começar a responder hoje!! Kisses & Bites, BellaMC