Inesperado

2 Capitulo 2 - Diferenças


"Se você é sortudo o bastante

para ser diferente,

nunca mude."

—Taylor Swift.

Saí da reunião e fui direto para casa. Moro com minha melhor amiga, Luna, já tem alguns anos. Na época, meu propósito não era ficar ali por muito tempo. Eu tinha um bom relacionamento, e existiam muitos planos, mas coisas aconteceram e acabei ficando mais do que previa.

Nosso apartamento era de um tamanho mediano, mas bem confortável.

Assim que se passa pela porta, vê-se uma sala de estar. Nela tem um sofá bege, com almofadas rosas e roxas, um raque preto com uma TV e algumas fotografias. Há uma poltrona de cada lado do sofá, também beges e com almofadas.

Ao lado da sala, tem um balcão de mármore que usamos como mesa. Ele faz uma separação entre a sala e a cozinha. Entrando nela, vê-se uma geladeira e, na parede ao lado, há uma pia e um fogão. No resto da parede, tem outro balcão. Tínhamos quatro quartos, um para cada uma de nós, um para visitas e um que transformamos em uma biblioteca.

Depois que cheguei, fui direto para o banho. Enquanto me trocava, fiquei pensando no fato de eu não ser daquelas mulheres que têm todo um ritual de cremes para passar. Sempre fui muito prática, nunca deixei de me cuidar, mas também não tentava parecer um merengue. Também não sou de passar muita maquiagem, não vejo necessidade de perder tempo passando maquiagem. Na minha opinião, um batom e máscara para cílios já estão de bom tamanho.

Tenho 23 anos e considero minha beleza mediana. Sou morena, tenho cabelos e olhos castanho escuro; não sou nem gorda nem magra e tenho 1,60 de altura.

Quando acabei, fui fazer um lanche porque não havia comido quase nada o dia inteiro. No caminho para a cozinha, percebi Luna deitada no sofá lendo.

Nós duas tínhamos uma regra: se estivermos lendo, não interrompa, a não ser que seja importante. Na verdade, eu a induzi a criar essa regra. Não que ela saiba disso. Sempre que eu estava lendo, dava a louca na Luna e ela inventava que queria conversar, ver filme, sair etc. E eu comecei a fazer o mesmo, até que chegou um momento que ela decidiu que a não ser que fosse muito importante, leituras não eram interrompidas na nossa casa. Não que ela leia muito.

Eu não tinha nada que não pudesse esperar para falar, então a deixei quieta.

A nossa aparência é bem diferente. Ela tem o cabelo preto e cacheado, é negra, tem 1,70, olhos castanhos e um corpo totalmente curvilíneo. Ela sim é daquelas mulheres que gostam de parecer um merengue; não desce do salto nem por um instante e passa maquiagem todos os dias.

Também é daquelas que é sempre um amor com todos. Bem, a não ser que você seja um ex dela. Se esse for caso, isso não inclui você. Cai fora, amigo.

Nós duas nos conhecemos no segundo ano do ensino médio. O Lean tinha acabado de se formar e os amigos dele também eram meus amigos, então, quando eles saíram da escola, eu fiquei sozinha.

Até que a Luna chegou. Ela havia acabado de se transferir para a minha escola porque seus pais tinham mudado de casa, então não poderia continuar estudando no mesmo lugar.

Foi bem engraçado a forma que começamos a nos falar. O ano letivo tinha acabado de começar e eu estava sentada no refeitório sozinha e realmente muito triste por não ter o Lean comigo até que aquele furacão cacheado colocou sua bandeja na minha frente e disse:

— Se você estiver aqui, longe dos seus amigos e triste porque algum cara te magoou, eu juro que vou bater em você. — Ficamos inseparáveis desde então.

Como precisava dormir, não esperei ela acabar de ler para falar comigo. Arrumei algo bem prático para nós duas comermos, deixei o dela no balcão e fui deitar.

Costumava ler ou ouvir música antes de dormir, mas não hoje. Amanhã eu não poderia estar cansada, não sabia o dia que seria o teste. Ninguém nunca sabe. Às vezes, ele nos dava as informações e cinco minutos depois era o teste. Se dessa vez fosse assim, eu não poderia estar com sono, pois já acho que minhas chances de passar são mínimas, se dormir pouco então, elas não vão nem existir.

Eu não sei o que virá pela frente. Não sei o que vou ter que fazer nem pelo que vou ter que passar, mas eu iria enfrentar. Até porque não fui treinada para ficar parada. Se eu passasse, seria bom. Se não passasse também, sempre haveria outros testes, outras missões e, independente de qual seja, estar preparada era essencial.

Notas finais
N/A: Olá pessoal, espero que tenham gostado desse capitulo. Se possível, me enviem comentários para eu saber o que estão achando. Xoxo Let.