Inesperado

6 Dragão ferido


Notas iniciais
Esse cap. é dedicado totalmente e especialmente para a minha grande amiga Gabi, que está de aniversário hoje!!!!

Chegaram na porta da casa, Levy ajudou a abri-la, e conduziu Gajeel para dentro.

– Vou ficar aqui na sala mesmo. – disse Gajeel soltando um suspiro.
– Nada disso! Você precisa deitar, vou leva-lo até o quarto. – Levy disse autoritária.

GAJEEL POV –

Resolvi não argumentar, me sentia muito dolorido e enfraquecido e a baixinha estava decidida a ficar ao meu lado o tempo todo pelo visto.

Entrei no meu quarto seguido por ela e me joguei na cama, gemendo de dor. Não demorou muito para ouvir ela reclamando, que eu precisava tirar as roupas sujas de sangue. Não dei muita bola, estava na minha casa e na minha cama, não importava se eu sujasse tudo ou não. Mas ela não parava de falar, resolvi olhar o que ela estava fazendo. Levy mexia no meu armário como se procurasse alguma coisa, comecei a ficar nervoso.

– Ei pirralha! O que você tá fazendo? – perguntei.
– Procurando roupas confortáveis! E uma toalha ou algo assim pra limpar esse sangue de você! – Levy respondeu com ar de quem manda na situação.
– Não precisa, sério! Eu só tenho que comer e dormir... – falei.
– Você precisa é de curativos! – disse Levy
– Baixinha, eu sou de ferro, esqueceu? – falei rindo fraco.
– Até onde me lembro, ferro não sangra, geme ou suspira...então fica quieto e me deixa cuidar de você! – Levy terminou quase gritando.

Ela estava realmente decidida. Eu que não iria interrompe-la de novo. Queria descobrir quem havia armado pra mim, mas pelo jeito não me recuperaria tão rápido dessa vez. Lily estava na guilda, ele provavelmente iria descobrir alguma coisa e me trazer as novidades, por enquanto eu não iria me preocupar mais com isso.

Senti uma compressa fria encostar na minha testa e abri os olhos, Levy olhava pra mim com uma mistura de pena e solidariedade. Era o pior tipo de olhar que alguém poderia me dar, eu não gostava de ser um fardo, muito menos que se preocupassem comigo. Ser um Dragon Slayer era ser forte, invencível e temido, como que a baixinha podia olhar assim pra mim, era vergonhoso.

– Tire a camisa! – Levy disse sem emoção.
– O QUE?! – perguntei rápido.
– Preciso limpar e fazer os curativos...Anda! Tira! – Levy dizia enquanto tentava arrancar minhas roupas.
– Você é doida garota?! – falei tentando me desvencilhar.
– Até parece! Você se esqueceu que já vi você sem camisa? Para de enrolar e tira logo! – Levy disse quase subindo em cima de mim.
– Tá bem! Tá bem! – falei me afastando e sentindo uma pontada de dor aguda no meu abdômen enquanto eu tirava a camisa.

Não é que eu fosse tímido. É que eu sabia que não estava nada bonito, não queria que ela me visse assim. Ela poderia achar nojento ou algo do tipo, afinal ela era uma garota delicada, não tinha cara de quem lidava bem com essas coisas.

Observei o rosto de Levy enquanto colocava a camiseta de lado, ela parecia assustada.

– Tirei, viu? – falei
– Gajeel...meu Deus! – ela dizia pausadamente.

Não falei nada, já estava aborrecido o suficiente de estar naquele estado, e ainda de ve-la preocupada comigo. Virei a cara para o outro lado e me deitei na cama outra vez.

Levy foi até o banheiro, molhou o pano na pia e voltou, começou a passá-lo com cuidado pelos meus machucados, ao longo dos meus braços e tórax, o toque era suave e me enchia de um sentimento estranho, mesmo assim a dor interrompia as boas sensações e voltava a me assombrar, minha respiração estava ficando descompassada. Levy pressionou com cuidado o machucado em meu abdômen e eu acabei me contraindo com a dor.

– Me desculpa. Já estou quase terminando de limpar... – Levy disse baixinho.

Ela passou o pano mais um pouco, com o maior cuidado possível, se levantou e foi até o banheiro o deixando na pia e pegando outro pano.

– Onde fica seus remédios e curativos? – ela perguntou
– No fundo do armário do banheiro, se eu tiver alguma coisa... – falei.

Levy voltou com uma caixa nas mãos, sentou na beirada da cama e começou a vasculhar o que havia dentro da caixinha de curativos.

– Acho que isso aqui vai dar! – disse Levy concentrada, pegando algumas coisas dali e voltando a olhar pra mim.
– Estou com fome, será que não posso comer primeiro? – provoquei.
– Não! Vou cuidar disso aqui primeiro, fica quieto! – Levy respondeu ríspida.

Era incrível que quanto mais braba ela ficava, mais fofa parecia. Ela se voltou para mim com algumas gases na mão.

– Coloquei antisséptico nelas, vai arder um pouco. – Levy me olhou.
– Manda ver. – falei

Ela se aproximou, e colocou uma das gases no machucado do meu braço, imediatamente a dor me possuiu, tentei não transparecer muito, mas Levy estava cuidando minha expressão. Ela colou o curativo com a fita e se dirigiu para o outro machucado no meu tórax.

– Deve ter doido muito quando te fizeram isso... – Levy disse passando a ponta dos dedos lentamente na volta do meu ferimento.

O toque dela era capaz de fazer eu esquecer da dor, era tão delicado, gentil e quente. E sua voz macia, era o que me mantinha tranquilo. Ela retirou seus dedinho de mim e pegou outra gaze embebida no líquido medicinal a colocando sobre o machucado do tórax. Me contraí, soltando um gemido. Levy se encolheu com pena pela minha reação, colocou as fitas rapidamente e esperou minha respiração voltar ao normal.

– Posso continuar? Ainda falta alguns... – ela disse.
– Pode. – me limitei a dizer olhando nos olhos dela.

Levy corou. Corou? Mas por que? Ela ficava ainda mais linda corada, e mesmo que eu quisesse negar isso, eu não conseguiria. Ela era linda demais.

Levy não demorou muito e pegou mais um curativo, me preparei para o pior, mas não senti nada.

– O que foi? – perguntei
– Este está muito feio, acho que só o curativo não vai adiantar... o que foi isso? – ela perguntou preocupada.
– Acho que foi a hora que um deles me atravessou com uma espada ou algo assim... – falei
– Atravessou??? – Levy arregalou os olhos.
– Foi o que eu senti. – respondi
– Vire de costas! – Levy pediu
– Ah não deve ter sido feio baixinha...
– Vire! – Levy mandou.

Suspirei e revirei os olhos enquanto me virava de lado, dando as costas para Levy.

– Então? – perguntei
– Gajeel... – espiei e vi Levy com as mãos na frente da boca.
– Tá tão ruim assim? – me fiz de indiferente, não queria que ela entrasse em pânico.
– Como não vi isso antes! Suas costas, meu Deus, Gajeel. Você tem hematomas por toda a parte, e aqui...eles atravessaram você! – Levy disse por fim chorando.

“Chorando? Ela está chorando? E agora...”

– Calma baixinha.. olha só, eu não estou bem agora, mas prometo que vou ficar ok?! – falei fraco, olhando para ela.
– Queria que minha magia pudesse servir para alguma coisa... – Levy suspirou, deixando uma lágrima escorrer por sua face.
– É claro que serve! Não fala assim! Se você não tivesse me dado ferro aquela hora, eu estaria muito pior! Não chore baixinha...por favor. – falei segurando seu queixo.

Levy levantou a cabeça encarando meus olhos. Senti meu estômago estranho e meu coração se acelerou. Ela concordou com a cabeça ainda me olhando. Enxugou as lágrimas com as costas da mão e sorriu de leve pra mim. Um sorriso tão meigo que fez com que eu retribuísse sorrindo pra ela também.

LEVY’S POV-

Gajeel sorria pra mim como se dissesse, “Vai ficar tudo bem”. E no meu interior eu acreditava nele, era só dolorido demais velo daquele jeito.

Cuidei de seus ferimentos como podia, fechando cada machucado e colocando remédios em seus hematomas. Gajeel suspirava, gemia e se contraía de dor, mas não se irritava ou mandava eu parar, ele deixou que eu fizesse todo o trabalho sem reclamar.

– Pronto! Esse aqui foi o ultimo... – falei terminando de por o curativo em seu supercílio.

Eu estava incrivelmente próxima a Gajeel, e podia sentir a respiração quente e descompassada dele em meu queixo. Senti minhas bochechas prenderem fogo, e me afastei rapidamente.

Muito bem! Agora que resolvemos isso vou fazer algo pra você comer! – disse me levantando em um salto, catando os panos ensanguentados e os restos de curativos pelo quarto.

Gajeel me observou o tempo todo calado, ele parecia muito cansado e fraco, estava bem pálido na realidade. Até onde eu sabia, dragon slayers tinham um alto poder de regeneração, mas isso não parecia estar acontecendo com Gajeel.

– Levy... – Gajeel murmurou.
– Sim?
– Preciso de ferro. – Ele disse tristonho.
– Claro! Vou trazer pra você! – Como isso soava estranho.
– Não... Preciso do seu ferro mágico... – Gajeel disse.
– Está bem... – achei estranho, mas não ia fazer perguntas naquela hora. Escrevi a palavra ferro mentalmente e a mesma se materializou. Gajeel sorriu fraco.

Deixei o no quarto se “alimentando” de seu elemento e fui até a cozinha. Apesar de comer ferro pra recarregar seu poder mágico, Gajeel era humano, seu corpo também precisava de comida normal. Abri a geladeira, e os armários e procurei tudo o que eu poderia fazer. Não havia muitas opções e eu não sabia do que Gajeel gostava de comer, deduzi que pela quantidade de pacotes de massa, ele gostasse de macarrão.

– Fiz macarrão a bolonhesa, e o cheiro estava muito bom. Servi uma porção em um prato e fui levar até Gajeel.

Não havia ruídos de ferro sendo mastigado vindo de lá, abri a porta devagar e encontrei Gajeel dormindo. Seu rosto apesar dos machucados parecia sereno e tranquilo. Sua respiração continuava forte, e ao seu lado, jazia vários pedaços mordidos de ferro, que eu havia conjurado.

Não pude acordá-lo, ele devia estar exausto e cheio de dor, comi o prato de macarrão ali mesmo sentada na beira da cama e o deixei vazio em uma mesinha no canto, eu nem tinha me dado conta que estava morrendo de fome também.

Gajeel era lindo dormindo, nem parecia aquele brutamontes que enfrentava qualquer um. Seu cabelo negro e comprido, caía displicente sobre uma parte de seu rosto. Fiquei o admirando por alguns minutos, feliz em estar ali perto dele, feliz dele estar a salvo, mas profundamente triste por velo tão debilitado.

Ele havia me salvado quando aqueles marginais tentaram me agarrar, havia me acolhido em sua própria casa. Eu, uma total estranha. Nunca ninguém havia me tratado tão bem, com exceção do meu falecido pai. Pai...sentia tanta falta dele.

Estava perdida em meus pensamentos quando ouvi um gemido baixo de dor, voltei minha atenção para Gajeel que se encolhia na cama, sua expressão na estava mais tão serena e ele havia começado a suar um pouco. Me levantei, me aproximando da cabeceira da cama. Ele estava ficando mais agitado, parecia estar sonhando:

“mmm..Levy..le....vyy..”

Gajeel murmurou meu nome, entre grunhidos e gemidos baixos. Eu não sabia o que fazer, acordar ele e encarar o momento constrangedor, ou deixa-lo em um possível pesadelo em que eu parecia estar envolvida.

“mmmm...le...lee....LEVY!!!” – Gajeel gritou, acordando rápido e se sentando na cama, fazendo eu quase cair pra trás”

Gajeel respirava descompassadamente sentado na cama, seu tórax nu e cheio de ataduras subia e descia muito rápido, ele olhava fixamente para o armário aos pés da cama.

– Gajeel? Está tudo bem? – perguntei com receio.

Ele se virou rápido em minha direção, colocando a mão sobre o machucado em seu abdômen e fazendo cara feia de dor.

– Levy...ah que bom. Você está aqui. – Gajeel disse com sua voz rouca.
– Claro que estou. Você está bem? Teve um pesadelo? – perguntei o observando.
– É, acho que sim... – Gajeel respondeu olhando para os lençóis.
– Quer comentar a respeito? – perguntei
– Não. Não foi nada importante... – Gajeel disse olhando pra mim diretamente em meus olhos. Corei.

Ficamos nos encarando por um tempo. Era como se ele quisesse falar alguma coisa, mas não dizia nada. Ele não tinha como saber que eu havia ouvido meu nome várias vezes enquanto ele dormia. E eu preferi não perguntar nada.

– Você está com fome? – perguntei quebrando o silêncio finalmente.
– Ã?...quero. – Gajeel respondeu como se voltasse de outro planeta.
– Então vou buscar pra você! – me levantei rápido, saindo do quarto.

Voltei alguns segundos depois com um prato de massa à bolonhesa fumegando em minhas mãos.

– Nossa baixinha, que cheiro bom é esse? – Gajeel perguntou.
– Hahaha, é só massa. Espero que você goste, foi só o que consegui fazer. – falei o alcançando o prato.
– Uhmmm...parece muito bom! E eu estou faminto! – Gajeel murmurou, pegando um garfo e começando a comer.
– Assopra! Tá muito quente! – exclamei.
– Gihi hi...nem o calor do Salamander me incomoda...não se preocupe. Aproposito, tá bom demais! – Gajeel dizia enquanto devorava o prato de comida.

Sorri com seus comentários a respeito da comida. Assim que ele terminou me levantei para levar seu prato para a cozinha mais Gajeel segurou meu braço delicadamente. Me virei para encara-lo.

– Muito obrigado por tudo que você esta fazendo por mim, baixinha. – Gajeel disse olhando no fundo dos meus olhos.
– Imagina, Gajeel! Você me ajudou também e agora precisa de ajuda mais que nunca! – falei atropelando as palavras.
– Mesmo assim...obrigado. – disse por fim, soltando meu braço.

Corei igual a um tomate, sorri e disparei pelo corredor em direção a cozinha.

“Meu deus, o que foi isso? O que foi esse olhar?”

“O que é isso que estou sentindo? Por que meu estômago está dando voltas?”

Minha cabeça estava a milhão, puxei e soltei o ar várias vezes em meus pulmões, e resolvi voltar para o quarto antes que ele achasse que eu estava me demorando demais em sua cozinha.

Entrei no quarto sem fazer ruído, Gajeel trocava de canal, sim tinha uma tv e eu nem havia notado isso antes, como podia... Gajeel percebeu minha presença e se virou para mim com um sorriso largo e irresistível.

– Finalmente! Vem cá baixinha, sente-se do meu lado! – Gajeel dizia enquanto batia de leve com a mão sobre o outro lado da cama que estava disponível.
– Não, não precisa...consigo ver a tv daqui. – falei sem jeito.
– Deixa de bobagem, Levy! Não tem nada demais, veeeem!!! – Gajeel disse fazendo cara de quem ia se magoar se eu negasse outra vez.
– Affee! Está bem seu chato!! – falei fingindo irritação e indo até o outro lado da cama para me “sentar” ao lado dele.

Os minutos se passaram e nenhum de nós dizia ou movia um músculo se quer, eu estava muito tensa de estar ali, afinal, estava a milímetros dele, e dividindo a mesma cama com ele. Gajeel de vez enquanto ria de algumas coisas na tv, que eu nem fazia ideia.

GAJEEL’S POV –

Levy estava sentada ao meu lado, nem pude acreditar quando ela aceitou o convite, deveria estar mesmo com pena de mim...vai saber! Olhei ela de canto algumas vezes, ela parecia tensa demais.

– Você está bem, baixinha? – perguntei.
– Cl..cclaro! Por que não estaria? – Levy parecia nervosa.
– Parece nervosa...quer que eu troque de canal?
– Nãooo, não precisa. Este está bom. – disse rápido sorrindo.
– Uhmm, tudo bem. Você não está cansada? Pode dormir se quiser... – falei
– O QUE? – Levy havia quase pulado no lugar
– É..quero dizer, não tem problema, eu abaixo o volume. – falei querendo acalma-la.
– E por que raios eu dormiria na sua cama? – Levy questionava, ajoelhada na cama de frente pra mim com as mãos na cintura.
– Você fica fofa assim, sabia? – falei
– Cala a boca e me responde! – Levy parecia mesmo nervosa.
– Ahhh por que está frio, e você está só com esse vestido...e já está começado a tremer, se ficar aqui eu posso mante-la aquecida. – falei por fim.

Levy não pareceu ter acreditado muito na minha explicação forçada. Tá bem que era verdade tudo o que eu havia dito, mas não era só por isso que eu a queria ali. Eu queria poder sentir o cheiro dela mais de perto, e tocar na pele macia dela, não conseguia nem cogitar a ideia de ter ela longe de mim, pelo menos não naquele momento, com aquele pesadelo tão recente em minha mente.

Levy não disse nada, ficou com uma cara de poucos amigos e voltou para onde estava ao meu lado. Ficamos assim por mais alguns minutos até que eu resolvi quebrar o gelo.

– Quer escolher alguma coisa para assistir?
– Não. – Levy disse sem emoção.
– Então vou desligar e dormir. – falei dando de ombros.
– ESPERA! – Levy disse subitamente.
– Que foi? – perguntei.
– Não posso dormir aqui...vou dormir no sofá. – Levy disse se levantando da cama.

O simples gesto dela se afastando de mim fez com que eu me movesse por extinto. Peguei a mão dela e a puxei com um pouco de força que para o tamanho dela fez com que ela se chocasse de volta na cama.

– Gajeel! O que você tá fazendo, quer me matar. – Ela perguntou com voz de braba.
– Não...mas quero fazer isto. – Não me contive e colei meus lábio nos lábios macios e delicados dela.

O cheiro delicado dos seus cabelos, invadiu minhas narinas quase como um entorpecente. Esperei pelo tapa que não veio, então aos poucos fui pedindo passagem com minha língua, para aprofundar o beijo. Levy se remexeu embaixo de mim. Sentir ela ali tão próxima, era muito tentador, eu não entendia tudo que estava acontecendo, apenas seguia meus instintos, que pareciam estar certos.

Nosso beijo começou a ficar mais e mais intenso, ela me beijava com delicadeza, o gosto de sua boca era irresistível, aos poucos o beijo foi se tornando mais urgente. Ela havia colocado suas mãos na minha nuca e aquilo fez com que eu tivesse vontade de não estar tão machucado...

Nos separamos por falta de ar. Ficamos nos encarando por alguns segundos, nossas respirações alteradas se chocavam uma contra a outra. Ela estava corada, e linda, incrivelmente linda.

Voltamos as nossas antigas posições.

– Gajeel? – Levy chamou.
– Sim?
– O que foi isso? – Levy parecia tentar por sua mente no lugar.
– Eu não sei. – falei
– Uhmmm – Levy murmurou.

Ficamos em silêncio por mais alguns segundos, olhando em lados opostos como dois idiotas. Até que nossos olhares se cruzaram novamente, eu podia ouvir o coração dela acelerando de repente. Levy em um pequeno impulso, colou seus lábios nos meus mais uma vez. Eu não podia acreditar.

O beijo dela era quente, quente demais e ficava cada vez mais luxurioso, passei uma de minhas mãos ao lado do corpo de Levy e senti-a se arrepiar. Sorri mentalmente em aprovação, Levy com um gesto rápido se apoiou em mim...

– Ouch! – exclamei com a surpresa da dor.
– Ah meu Deus! Me desculpa, Gajeel! Levy disse se afastando um pouco.
– Está tudo bem, baixinha... – falei
– Está mesmo? – Levy perguntou
– Está sim, mas não vai ficar se você continuar me beijando assim...

Levy corou como nunca, eu adorava vela sem jeito. Resolvemos ficar abraçados e assistir ao fim do filme que já estava dando. Levy adormeceu logo, seu rosto era muito angelical. Sorri imensamente feliz com a situação. Ainda estava com dores por toda a parte e confuso com os últimos acontecimentos que me deixaram naquele estado, mas Levy estava ali e com ela ao meu lado, protegida e perto de mim, eu conseguia deletar todo o resto.

Notas finais
RECADO PARA OS LEITORES!!!! YO MINNA SAN! GOME NE PELA MEGA DEMORA!! SERIO GENTE, MINHAS SINCERAS DESCULPAS PELA DEMORA, A FIC NÃO ESTÁ ABANDONADA, MAS EU PRECISEI DE UM TEMPO LONGE... A VIDA DEU VOLTAS MALUCAS TIPO LOOPING DE MONTANHA RUSSA E NÃO TINHA CLIMA PRA ESCREVER A FIC. EU NÃO IA ESCREVER DE QUALQUER JEITO E ESTRAGAR ESSE PROJETO QUE VCS PARECEM ESTAR CURTINDO BASTANTE! ESPERO CONTINUAR POSTANDO OS CAPS COM MAIS FREQÜÊNCIA! MUITO OBRIGADA PRA QUEM ESPEROU! DEIXEM SEUS COMENTS ELES VALEM OURO AQUI! ARIGATŌ!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.