Inesperado
28 Capítulo 27 - Vidas novas (Elena)
Notas iniciais
Como prometi, postei o cap bem rapidinho.
Espero que gostem....
— Damon, você pretende mesmo demorar mais? — gritei na direção do corredor, tinha acabado de olhar o relógio do celular, estávamos esperando há dez minutos – Quando chegarmos lá já vão ter servido a sobremesa.
- Como o papai demora para se vestir – Liv, que estava sentada ao meu lado no sofá, comentou.
- É verdade, minha filha – sorri passando a mão pelo seu cabelo – Depois ele não pode reclamar da gente.
- O que acha de deixarmos ele aqui? — Jeremy sugeriu – Assim ele não vai mais se atrasar desse jeito.
- Não podemos deixar o meu pai aqui, tio Jer – minha filha o reprimiu – Isso é muito feio! Como é que ele vai chegar na nova casa da tia Car depois?
- Ela tem toda razão, Jer – concordei, cruzando os braços e me fingindo de brava – Você é muito mal, irmãozinho.
- Pelo jeito eu fui voto vencido – se encostou em uma parede – Ninguém pode dizer que eu não tentei.
Mais um minutos depois e Damon apareceu na sala. Liv saiu do meu lado e foi em direção ao pai para que ele a pegasse no colo.
- Finalmente, Damon! — reclamei – Depois as pessoas falam que são as mulheres que demoram, você conseguiu superar eu, a Liv e a Tessa.
- A culpa é do mu cabelo que não queria arrumar de maneira nenhuma – explicou – Deve ser o ar de Los Angeles que não faz bem para ele.
- É, deve ser isso mesmo! — ele percebeu o meu tom de ironia, pois revirou os olhos logo em seguida.
- Eu gostei do seu cabelo pai! — Liv avisou – Acho que a demora valeu a pena.
- Obrigado, princesinha – deu um beijo no topo da cabeça dela – Pelo menos alguém aqui me apoia.
- Bom, então vamos! — avisei – Caroline marcou o almoço para uma hora.
Car e Klaus finalmente marcaram o almoço para contar a respeito do bebê, até o os pais da minha amiga vieram de Atlanta para a ocasião. Claro que ninguém mais sabia o motivo, somente eu.
- Vamos sim! — foi meu irmão quem disse indo até a porta – Já estou morrendo de fome.
- Conta uma novidade, Jer! — brinquei colocando a mão nas costas dele.
Saímos do apartamento e pegamos o elevador em direção a garagem para pegar o carro que Damon insistiu em alugar, alegando ser a maneira mais fácil de andar pela cidade. Eu tentei argumentar dizendo que esses cinco anos em que moro em Los Angeles sempre andei de táxi, mas isso não adiantou.
Por ser sábado e estarmos em plenas férias de verão o transito estava tranquilo, então não demorou muito para chegarmos ao prédio. O apartamento ficava no último andar, toquei a campainha e não demorou muito para a minha amiga atender.
- Oi, Lena! — ela me abraçou – Que bom que vocês chegaram! — completou olhando para os demais.
- Nós somos os primeiros a chegar? — quis saber.
- Na verdade não – falou – Os pais do Klaus chegaram bem cedo para trazer a Charlotte, já que ela está fazendo o almoço. Mas vamos entrando.
Já tinha vindo aqui uma vez, no aniversário de 20 anos da Car e Klaus decidiu fazer um jantar especial com a presença de todos os amigos da faculdade, o lugar estava basicamente o mesmo, com exceção de alguns itens na decoração, provavelmente comprados pela minha amiga.
O local estava vazio, com exceção de uma mulher loira que eu reconheci imediatamente como Esther Mikaelson, mãe de Klaus.
- Bom, Lena, acho que você se lembra da Esther! — ela disse quando nos aproximamos.
- Claro que eu me lembro – apertei a mão da mulher – É muito revê-la, senhorita Mikaelson.
- Digo o mesmo! — retribuiu o meu gesto.
- Esther, acho que você também se lembra da filha da Lena, a Olívia – aprontou para Liv, que estava no colo do pai – E esse é o Damon, meu primo e o pai da Liv. E esses são Jeremy, irmão caçula da Lena e Tessa, namorada dele.
Então todos se cumprimentaram.
- Aonde estão os seus pais, Car? — perguntei mais uma vez – Pensei que eles fossem ficar hospedados aqui.
- E eles estão, mas ainda não saíram do quarto, daqui há pouco vão aparecer – garantiu – E o Klaus está com o pai no escritório resolvendo alguma coisa da empresa – revirou os olhos.
- Se você pretende se casar com o Klaus, minha querida, é melhor se acostumar com isso – Esther avisou – Tanto o Klaus quanto o Kol puxaram o pai quando assunto é trabalho, então acredite em mim, já estou mais do que acostumada.
- Também estou tentando me acostumar – garantiu – Lena, vem aqui comigo? Eu quero te mostrar uma coisa.
- Claro – concordei.
- Vocês podem ficar a vontade! — completou, agora se virando para os outros – Eu já volto.
Ela me puxou em direção aonde ficavam os quartos. Caminhamos até uma das últimas portas no final do longo corredor. Abriu revelando um quarto vazio com as paredes todas brancas e uma enorme janela que mostrava no transito de Los Angeles.
- Decidimos que esse aqui vai ser o quarto do bebê, pois é o que fica mais perto do nosso – explicou – O que você acha?
- Bem espaçoso, vai dar para colocar bastante coisa! — respondi olhando para todos os cantos do comodo.
- Eu sei que ainda está vazio – continuou – Mas eu só quero começar a comprar as coisas quando souber o sexo. Quero pintar as paredes de rosa, se for menina e azul, se for menino. Sei que o Klaus achou isso meio bobo, mas não disse nada e aceitou tudo que eu falei.
Não podia culpá-la, eu fiz a mesma coisa quando estava grávida. Assim que fiquei sabendo que era uma menina sai comprando coisas em tons de rosa e roxo como uma louca, só não pude pintar nenhuma parede pois Liv ficou dormindo no meu quarto enquanto estava morando com o Damon nem quando fui para a casa dos Forbes, mas foi a primeira coisa que fiz quando me mudei para Los Angeles e o quarto da minha filha é rosa até hoje.
- Não vou te perguntar se você quer um menino ou uma menina, pois sei que você vai usar o mesmo discurso de toda mulher grávida que o importante é que tenha saúde – comentei – Mas você não tem nenhum palpite?
- Sinceramente, não tenho a menor ideia – deu de ombros – Mas eu sempre quis ter uma menininha, para arrumá-la da mesma maneira que fazíamos com a Liv.
Ri com aquela lembrança. Esse é o grande problema de sua mãe ter tido você com 17 anos e ela ainda escolher uma madrinha com a mesma idade, as duas te usam de bonequinha particular. Hoje em dia quando olho as fotos sinto pena da minha filha.
- Só que o Klaus já me disse o quanto ele queria ter um filho para ensiná-lo a jogar futebol e beisebol – continuou – Achei isso fofo.
- Bom, ele pode fazer essas coisas se vocês tiverem uma menina também – lembrei.
- Isso é verdade – concordou – Mas você consegue imaginar o quanto o Klaus vai ser ciumento com ela? Já estou sentindo pena por antecipação.
- Nem me fale sobre ciúmes! — revirei os olhos – Eu tive um pouco da amostra do ciúmes do Damon com a Kath. Não quero nem imaginar o que ele vai fazer quando a Liv tiver idade para namorar, acho que ele é bem capaz de trancá-la no alto de uma torre até fazer 30 anos.
- Falando em Damon, como estão as coisas entre vocês? — quis saber.
- Como eu digo a você todos os dias no telefone, estamos bem! — sorrio e Car faz a mesma coisa – Pensei que a chegada do Jeremy fosse deixar as coisas um pouco tensas, mas muito pelo contrário. Principalmente com a Liv, ela não está achando nada estranho, ao contrário, para ela está tudo ótimo.
- E agora vocês estão dormindo no mesmo quarto – deu um tapinha de leve no meu ombro – Eu disse que essa era a melhor coisa a fazer.
- Odeio admitir, mas você tinha razão – fiz uma pequena careta.
A porta do quarto, que Car tinha fechado assim que entramos, foi aberta. Klaus colocou a cabeça para dentro do comodo.
- Eu imaginei que vocês estivessem aqui – comentou.
- Só queria mostrar para a Lena aonde vamos fazer o quarto do bebê – explicou – Como madrinha ela precisa dar a aprovação oficial.
- E eu aprovo – afirmei.
- Stefan e Katherine acabaram de chegar e o meu irmão também – avisou – Acho melhor vocês voltarem para sala.
- Então vamos! — concordou enquanto saíamos do quarto.
Os pais de Caroline também já tinham aparecido na sala. Assim que me viu a senhora Forbes foi falar comigo.
- Olá, Elena, querida – me deu um beijo no rosto – Como é bom te ver. Você está mesmo ótima.
- Obrigada, tia Liz – agradeci.
- E então, você sabe por que a Caroline e o Klaus fizeram esse jantar? — perguntou – Tentei fazer a Caroline me contar ontem desde a hora que eu cheguei, mas não consegui arrancar nada.
- Também não sei de nada – menti, Car me mataria se eu falasse alguma coisa, mesmo que fosse para a mãe dela.
- A Liv está linda! — dei uma rápida olhada na minha filha que estava em um canto do sofá no colo de Damon, que conversava com o Kol e Klaus nesse momento – Ele está se saindo um ótimo pai, não é mesmo? Caroline me contou tudo o que aconteceu.
- Ele é sim um ótimo pai – concordei – Secretamente eu sempre imaginei isso acontecendo um dia e é melhor do que eu pensava.
- Fiquei feliz por saber que vocês dois estão juntos e já falei isso para o Damon – continuou.
- Também estou feliz! — admiti – Muito feliz mesmo.
- Bom, acho melhor eu garantir que o Bill não beba muito e ele já está com um copo de Wisky na mão – fez uma careta – Vou lá falar com ele.
Fiquei olhando para os convidados e vi que meu irmão estava junto com Stefan. Sempre soube que Jer gostava do meu ex-namorado e se dependesse dele já estávamos casados há muito tempo, sorte que Kath estava junto com eles ou poderia pensar que estavam pensando em um plano contra o Damon.
- É estranho para você ver os dois juntos? — estava tão distraída que nem percebi Caroline ao meu lado.
Stef estava com o braço em volta da cintura de Katherine e ela estava com a cabeça deitada no ombro dele.
- Não vou mentir para você, é estranho sim – fiz uma careta – Mas os dois estão felizes e isso é o suficiente para mim. Agora que não estamos mais juntos, só quero o melhor para ele.
- Muito maduro da sua parte, Lena – comentou – Gostei muito de saber disso.
Não demorou muito para o almoço ficar pronto. Charlotte tinha preparado uma lasanha que estava maravilhosa e de sobremesa, sorvete de chocolate.
- Em primeiro lugar eu e Caroline queremos agradecer a presença de todos — Klaus se levantou quando todos já tinham terminado de comer – Imagino que todos queiram saber o por que chamamos vocês aqui e é exatamente o que vamos falar agora.
Ele ajudou Car a se levantar e todos ficaram olhando atentamente para os dois, pude ver que minha amiga estava ligeiramente nervosa.
- Eu e Klaus chamamos vocês aqui por que queremos que sejam os primeiros a saber que a nossa família vai aumentar daqui há alguns meses – ela completou – Eu estou grávida!
Todos começaram a cumprimentar os dois e a dar parabéns. Eu permaneci sentada no meu lugar e Damon me olhou desconfiado.
Já estava de noite quando fomos embora, ventava muito e o céu estava nublado, com certeza choveria daqui há algumas horas.
- Muito legal a Caroline e o Klaus terem um bebê – Jeremy comentou em algum momento do caminho para o apartamento.
Dei uma rápida olhada para o banco de trás pelo espelho retrovisor interno. Ele e Tessa estavam lá juntamente com Liv que dormia com a cabeça no colo do tio.
- É verdade! — minha cunhada continuou – Só vi os vi umas duas vezes, mas percebi que formam uma casal muito fofo. E tenho certeza de que o filho deles será lindo.
- E vocês dois, quando pretendem ter um bebê? — brinquei.
- Credo, Lena? — meu irmão fez uma careta – Ainda está muito cedo. Queremos terminar a faculdade nos casarmos e temos alguma estabilidade financeira antes de pensarmos em ter filhos.
- Certo, não está mais aqui quem falou – levantei as mãos em sinal de rendição – Mas não demorem muito, eu quero ter um sobrinho ou uma sobrinha logo.
Assim que paramos o carro na garagem eu fiz menção de pegar a minha filha no colo, mas Damon não deixou dizendo que ela está muito pesada e que ele mesmo podia fazer isso, decide não discutir.
Jer e Tessa foram direito para o quarto dizendo que estavam muito cansados e eu também fui para o meu enquanto meu namorado ia colocar Liv na cama.
Troquei de roupa e fiz a minha higiene pessoal antes de deitar. Mal tive tempo de abrir o livro quando Damon entrou.
- Ela nem ao menos se mexeu quando a coloquei na cama – comentou.
- Sorte sua! — comentei – Se ela tivesse acordado ia te fazer contar alguma história até que pegasse no sono novamente.
- Tem razão! — concordou.
Foi até o banheiro e saiu alguns minutos depois já vestindo o seu pijama, então se deitou ao meu lado. Me puxou pela cintura e eu aconcheguei a cabeça em seu peito e fechei os olhos por alguns segundos.
- Sabe, você não me pareceu surpresa quando a Caroline contou que estava grávida – comentou, se fingindo de desentendido – Até parece que você já sabia.
- Tudo bem, a Car me contou no dia em que se mudou para o apartamento do Klaus – admiti – Ela me pediu segredo absoluto, por isso não disse nada.
- Não precisa se explicar, Lena – passou a mão pelo meu rosto – Você é mesmo uma ótima amiga.
- Sim, sou a melhor – dei um sorriso convencido.
Ele imitou o meu gesto antes de abaixar o rosto e me deu um selinho rápido nos lábios.
- A Car nos chamou para sermos padrinhos – continuou – Eu disse que sim é claro e é bom você aceitar também, ou serei madrinha sem você.
- Mas é claro que eu quero ser o padrinho do bebê da minha prima – garantiu – Por favor, Lena, você achou mesmo que fosse dizer não?
- Sinceramente, eu não sei – dei de ombros – Você tem sido uma caixinha de surpresas na minha vida, principalmente nos últimos meses.
- Eu sou uma caixinha de surpresas? — sussurrou enquanto ia deitando por cima de mim – Que tipo de surpresas eu trouxe para sua vida?
- E você ainda me pergunta – o olhei chocado – Primeiro você caiu de paraquedas na minha vida e aconteceu aquilo tudo que você já sabe. Então apareceu cinco anos depois e se mostrou um pai e um namorado maravilhosos. Acho que posso dizer que você foi uma surpresa boa.
- Você também foi uma surpresa boa para mim – falou – Você e a Liv, é claro.
Nos beijamos mais uma vez, dessa vez mais profundamente, nem mesmo o raio cortando o céu da cidade foi suficiente para nos afastar. Infelizmente em um momento foi preciso o ar, mas continuamos a manter as nossas testas grudadas.
- Damon... — sussurrei, aquele era o momento perfeito para eu falar para ele todos os meus sentimentos – Eu...
- Mãe! Pai! — nos viramos na direção a porta e lá estava Liv, provavelmente a aproximação da tempestade a acordou – Posso dormir aqui com vocês?
- Claro que sim, princesinha – Damon se levantou e a pegou antes de caminhar novamente em direção a cama – Está com medo da chuva, é?
- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Eu sou uma boba não é?
- Claro que não, minha filha – garantiu – Sabe, quando eu tinha a sua idade eu também tinha medo de chuva. Mas depois eu consegui superar, sabe como?
- Não? — ficou olhando ele atentamente.
- Quando começava a chover eu fechava os olhos e pensava que isso ela nunca ia me fazer mal – explicou – E funcionava, você pode tentar isso da próxima vez.
- Vou tentar! — pareceu mais animada.
A cama ficou bem mais apertada quando Liv se juntou a nós, mas isso não era exatamente um problema. Damon ficou passando a mão no cabelo dela até que caiu no sono novamente.
- A Liv costuma dormir aqui comigo sempre que chove, ela tem medo – sussurrei com medo de acordá-la – Devia ter te falado isso antes.
- Não tem problema – garantiu – Isso é um dos desafios no trabalho de ser pai, não é mesmo?
- Tem razão! — concordei.
Ficamos alguns minutos em silêncio. Eu apenas olhava o rosto da minha filha que dormia tranquilamente como se não houvesse preocupação no mundo, provavelmente Damon fazia a mesma coisa.
- Sabe, Lena, ontem eu recebi um e-mail muito importante – ele voltou a falar, de repente – É da Potter & Granger, a empresa que eu trabalho.
- Oh sim, claro – com tudo isso que aconteceu nas últimas semanas quase me esqueci que ele não morava aqui comigo e uma hora ou outra teria que ir embora – É alguma coisa urgente? Quando que você vai voltar para Chicago.
- Bom, eu preciso voltar para Chicago o mais rápido possível – não consegui olhá-lo nesse momento, tudo que é bom dura pouco mesmo – Mas é para buscar minhas coisas e resolver alguma pendencia que possa ter por lá.
- Como assim? — o encarei em dúvida.
- Há um ano estamos trabalhando para abrir uma filial da Potter & Granger aqui em Los Angeles – explicou – Finalmente a abrimos, mas ainda faltava alguém para administrá-la, então eu me candidatei.
Queria falar alguma coisa, mas as palavras me escaparam. Então eu simplesmente fiquei esperando que ele continuasse.
- Esse e-mail foi para falar que aceitaram o meu pedido – disse – E eu ainda fui promovido a presidente da filial de Los Angeles.
- Isso é mesmo incrível, Damon – abri um enorme sorriso, estava muito feliz por ele – Agora você vai poder ficar sempre perto da Liv.
- E de você também – lembrou.
- Sim, e perto de mim também – concordei – Só não disse por que não tinha certeza se você ia querer ficar perto de mim sempre, isso pode ser um pouco cansativo.
- Claro que eu quero ficar perto de você, Lena – garantiu – Ou então eu não estaria aqui.
Deu um beijo na minha testa e colocou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
- Agora eu preciso arranjar um apartamento aqui para comprar – deu de ombros, como se estivesse falando a coisa mais normal do mundo – Quero que seja bem parecido com o que eu tenho em Chicago: duplex, quatro quartos, muitos banheiros, cozinha grande, essas coisas. Confesso que era um pouco grande só para mim, mas tenho certeza de que será ótimo para nós dois, a Liv e algum outro filho que possamos ter futuramente.
- Como é que é, Damon? — não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir – Você está falando sério?
- Sim, Lena, quero que você e a Liv venham morar comigo – disse mais claramente dessa vez.
- Não tenho certeza de que isso é o melhor por agora, Damon – dei um longo suspiro antes de responder – Lembra que estamos indo com calma dessa vez?
- Várias pessoas já sabem que estamos juntos, já não estamos indo com calma há muito tempo – lembrou – Além disso, ainda estamos casados, só estaremos retomando de onde paramos há cinco anos.
- Mas e se não der certo? — quis saber mais uma vez – Estamos nos dando bem agora, mas e se começarmos a brigar novamente e acabarmos separados novamente, não sei se vou aguentar isso novamente.
- Não pense no que pode dar errado, Lena, vamos pensar no que pode dar certo – passou o polegar pelo meu lábio inferior – E vamos fazer de tudo para isso.
- Acho que você tem razão, Damon, não devo ser tão insegura – completei – Sim, eu aceito ir morar com você.
- Não sabe o quanto está me fazendo feliz nesse momento, Elena Gilbert – puxou o meu rosto e me deu um selinho – Eu te amo!
- O que foi que você disse? — claro que eu tinha ouvido perfeitamente bem, só queria que ele falasse de novo.
- Eu te amo, Lena! — repetiu – Acho que eu já te amo há seis anos, mas fui idiota o suficiente para não perceber e ainda desperdiçar isso. Vivemos tanta coisa juntos desde que nos encontramos e eu não pude negar mais esses sentimentos, nem para mim mesmo. E chegou a hora de você saber disso.
- Eu também te amo! — estava com um enorme sorriso nesse momento.
Nos beijamos mais uma vez antes de dormirmos. Enquanto ia, lentamente, para a terra dos sonhos, fiquei pensando na nova vida que iria começar com o Damon, tenho certeza de que o final será bem diferente dessa vez.
Notas finais
Tentei fazer esse final bem fofo e espero que tenha ficado do agrado de vocês.
Mas não se desesperem que ainda tem o epílogo.
Um pequeno Spoiler: vai ter uma pequena passagem de tempo entre esse final de o epílogo...
E quanto a fic nova, vou começar a postá-la antes de colocar o epílogo aqui, assim já passo o link para vocês.
Bom gente, é isso.
Comentem e digam o que estão achando.
E que tal uma recomendação para fechar com chave de ouro?
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