Inesperado

22 Capítulo 21 - O fim (Elena)


Notas iniciais
Primeiramente eu queria agradecer a Laah Felix pela linda recomendação, eu amei muito, mas muito mesmo.
Também quero agradecer aos 25 comentários do cap anterior, adoro que vocês estejam gostando da história.
Vamos ao capítulo que vocês estão esperando há muito tempo kkkkkkkkkkkk
E não se assustem com o título do capítulo, tenho certeza de que vocês vão gostar desse "fim"
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.

Não posso acreditar no que estou fazendo. Em um minuto eu estava fugindo de Damon e no minuto seguinte estávamos nos beijando e ele imprensava o meu corpo contra a geladeira. O nosso curto tempo juntos passou pela minha cabeça nesse instante e eu pude me lembrar do quanto esses momentos foram maravilhosos, o que só me dá vontade de reviver tudo.

Embora ainda esteja ouvindo uma voz no fundo da minha consciência dizendo o quanto isso é errado, afinal de contas eu estou com o Stefan e em breve nós dois iremos nos casar. Por mais que minha cabeça esteja dizendo para eu me afastar, meu corpo simplesmente não obedece.

- Isso não está certo! — sussurrei quando nos separamos e ele começou a descer os lábios pelo meu pescoço.

- Você não quer, é isso? — afastou-se para poder me ver melhor, pude perceber a decepção em seus olhos profundamente azuis.

- Eu não disse isso! — completei antes de voltar a beijá-lo. Agora sim eu tinha enlouquecido totalmente, mas eu não conseguia me afastar.

Minhas mãos estavam na parte de trás do pescoço dele, então comecei a movê-las em direção ao seu peitoral e fui abrindo os botões da camisa um por um, quando terminei fui para o botão da sua calça e comecei a acariciar seu membro, já rijo, por cima da cueca, Damon gemeu sem desgrudar os lábios dos meus.

- Continue assim que eu não vou aguentar por muito tempo – falou ainda entre o beijo.

- E quem disse que é para você se aguentar? — foi a minha vez de dizer.

- Eu sei disso, mas quero estar dentro de você quando isso acontecer – completou e não pude deixar de dar um sorriso malicioso.

- Vem comigo! — completei antes de dar um último selinho nele e fazê-lo se afastar.

Coloquei os dois pés no chão e o segurei pelo braço e puxando para fora da cozinha. Quando cheguei ao meu quarto o beijei novamente e começamos a caminhar em direção a cama sem quebrar o contato.

Sentei-me no colchão e me ajeitei bem no meio dos travesseiros e Damon se ajoelhou bem na minha frente. Tirei a minha blusa e em seguida o sutiã, peguei as mãos dele e coloquei uma em cima de cada seio.

- Você é maravilhosa! — disse antes de me beijar foi chegando mais perto de mim de modo que precisasse me deitar e também começou a estimular os meus mamilos com os polegares.

Eu o ajudei a retirar a camisa e a calça as jogando no chão juntamente com a minha blusa. Tentei me virar na cama de modo que eu ficasse por cima, mas ele é muito mais forte do que eu, então isso não foi possível.

- Relaxa, Lena! — sussurrou no meu ouvido antes começar a descer os beijos pelo meu pescoço, não pude deixar de sorrir, aquilo fazia cócegas – Tenho certeza de que você vai gostar.

Enquanto deixava uma trilha de saliva pelo meu colo começou a abrir o meu short e o tirou juntamente com a calcinha, agora eu estava completamente nua embaixo dele. Damon começou a lamber e a dar leves mordidas em um dos meus seios e a estimular com a mão o outro,aquelas sensações que ele estava me proporcionando já estavam maravilhosas, mas ainda foi com a mão livre até o meu sexo e me penetrou com o dois dedos.

- Ah! — gemi e arqueei a costas.

Ele levantou a cabeça para poder me olhar e riu da minha reação. Começou a estocar os dedos para frente e para trás, simulando um ato sexual.

- Damoooooooooooon! — gritei – Isso já é tortura, não aguento mais!

Ele não disse nada, apenas deu selinhos ao longo de toda a minha barriga e também algumas mordidas na parte interna das minhas coxas, foram de leve, mas com certeza iriam deixar uma marca. Quando, finalmente, chegou ao meu sexo começou a brincar com a língua.

- Isso está ótimo! — minha frase saiu mais com um gemido – Nem pense em parar agora.

Abri mais as pernas e coloquei o pés um em cada um dos seus ombros, dando a ele livre acesso ao meu clitóris.

A sensação que os dedos e língua de Damon estavam me proporcionando eram únicas. Apertei o lençol branco com bastante força e prendi o lábio inferior com os dentes impedindo que eu gritasse alto e os vizinhos descobrissem o que estávamos fazendo.

É claro que já tinha feito sexo oral antes, mas Stefan não é muito fã, então dá para contar nos dedos as vezes.

Comecei a sentir aquele aperto já familiar e não demorou muito para eu chegar ao melhor orgasmo da minha vida. Deitei reta na cama e fiquei encarando o teto esperando que a minha respiração se normalizasse e que meu coração parasse de bater acelerado.

- Você está bem! — Damon deitou-se ao meu lado e começou a passar a mão pelo meu rosto.

- Sim! — balancei a cabeça afirmativamente – E pronta para outra.

Fiquei por cima dele e voltei a beijá-lo ferozmente bagunçando os seus cabelos. Mexi o meu quadril contra o seu membro esfregando contra a minha intimidade me fizeram ficar exitada novamente na mesma hora.

- Wow, você tem certeza disso? — segurou o meu rosto e me olhou totalmente incerto.

- Nunca tive tive tanta certeza em toda a minha vida – comecei a passar a mão pelo seu peito nu – Quero você, Damon Pierce, aqui e agora.

Minha fala o convenceu totalmente e logo estávamos nos beijando mais uma vez. Eu o ajudei a tirar a sua última peça de roupa, então sai do colo dele e comecei a fazer movimentos de vai no seu membro.

- Lena... — tentou me impedir, mas eu continuei, sabia que ele estava gostando pois sua respiração estava mais ofegante do que antes.

- É a minha vez de te dar prazer – completei.

Ele levou as mãos para junto da minha e começou a me auxiliar na minha tarefa. Continuamos a nos beijar, sempre intercalando com mordidinhas no lábio inferior.

- Agora para, Lena, é sério! — pediu, tinha certeza que ele não aguentaria por muito tempo se continuasse – Não quero que as coisas terminem assim essa noite.

Voltei a subir em cima dele fazendo com que a ponta do seu membro roçasse na entrada do meu sexo, apenas um pequeno movimento e me penetraria.

- Espera! — segurou a minha cintura impedindo que eu me mexesse, soltei um gemido de frustração na mesma hora – Nós esquecemos da camisinha. Eu amo a Liv, mas tenho certeza de que você também não quer arriscar engravidar de novo agora, não comigo.

- Eu tomo pílula desde que parei de amamentar a Liv – garanti. Também fiquei ligeiramente incomodada por ele ter afirmado que eu não iria querer ter outro filho com ele, mas essa não é a hora nem o local para discutirmos isso – Estamos protegidos.

Fui sentando no seu colo fazendo com que ele me penetrasse lentamente e logo estava totalmente dentro de mim. Nós nos abraçamos de modo que nossos corpos ficassem grudados um no outro antes de começar a me mover, primeiro devagar depois fui aumentando o ritmo.

Damon passou o tempo todo sussurrando no meu ouvido o quanto eu era linda e mais alguns outras coisas, também queria falar, mas tudo que eu conseguia fazer era gemer.

Logo ele estava se derramando em mim, o que me fez chegar ao clímax pela segunda vez na noite em seguida. Ficamos mais algum tempo ali abraçados, estávamos exaustos e completamente cobertos de suor.

Damon me tirou de dentro dele e se deitou na cama me puxando para perto de si. Fiquei ali deitada em seu peito enquanto ele passava a mão pelo meu cabelo.

- Eu nem consigo acreditar que estamos mesmo aqui depois de tantos anos – disse depois de alguns minutos em silêncio – Ainda está me parecendo um sonho, algo totalmente surreal.

- Mas não é um sonho, Elena, isso está mesmo acontecendo – garantiu – E sabe, eu tinha me esquecido o quanto você era maravilhosa.

Segurei seu rosto mais uma vez e o beijei. Quando nos separamos fiquei acariciando a sua orelha.

- Acho que você não tem noção do quanto eu estou feliz – continuou, abriu um pequeno sorriso depois de falar.

- Eu tenho ideia sim, por estou me sentindo da mesma forma – disse – Mas eu não posso deixar de comentar você mentiu para mim.

- Menti? — me olhou em dúvida franzindo a testa – Quando foi que eu fiz isso?

- Quando você “terminou” comigo, há seis anos – expliquei – Você me disse que não transava com nenhuma mulher duas vezes. Mas aqui estamos nós.

- Eu não menti para você, realmente nunca tinha transado duas vezes com a mesma mulher – respondi – Mas acontece que você é especial. E me faz quebrar todas as minha regras idiotas.

- Bom saber disso – sorri.

- Com você eu transaria três... quatro... cinco... seis... — cada número que ele falava me dava um selinho – Mil vezes... Até você se cansar de mim.

Ficou passando uma mão pelo meu cabelo enquanto me beijava e com a outra começava a acariciar o meu braço. Afastou os nossos lábios mais manteve as nossas testa unidas.

- Minha resposta é sim – percebi que ele tinha ficado confuso, pois não disse nada – Há alguns dias você me perguntou se eu teria ficado se você tivesse me pedido há cinco anos. E sim, eu teria ficado, porque eu te amava e teria feito qualquer coisa para salvar o nosso casamento.

- Então você me amava? — mesmo estando sério, percebi o esboço de um sorriso, também pude ver em seu olhos um certo arrependimento por não ter me pedido para ficar naquela época, certamente as coisas seriam muito diferentes agora – Isso quer dizer você não me ama mais?

Fiquei alguns segundos pensando no que responder. Claro que eu ainda o amo, nunca deixei de amá-lo apesar de tudo que aconteceu, mas não posso simplesmente ser sincera a respeito dos meus sentimentos, não sei qual vai ser a reação dele.

- Me pergunta isso de novo amanhã de manhã! — pedi.

Então fizemos amor mais uma vez antes de nos entregarmos ao cansaço do sono. Aquele tinha sido um dia muito cansativo, cheio de fortes emoções e de surpresas.

Acordei com um par de lábios no meu pescoço que fez com que eu me arrepiasse inteira no mesmo segundo. Sorri e me ajeitei colando no o meu corpo no do moreno deitado atrás de mim.

- Bom dia! — disse me virando para olhá-lo.

- Bom dia! — me respondeu – Eu ia te preparar um café da manhã com tudo que você tem direito, mas não sabia se você quer ir comer na lanchonete do hospital, imagino que você queira ir logo ver a Liv, ela já deve estar acordada.

- Você tem toda razão! — concordei com a cabeça – Mas podemos tomar café da manhã juntos lá, não é mesmo?

- Nada me deixaria mais feliz do que isso – afirmou.

Deitou-se em cima de mim e voltamos a nos beijar. Arranhei de leve as costas dele enquanto puxava e minha cintura fazendo com que nossos quadris ficassem grudados e eu pude ver que ele estava começando a se animar.

- Acho que não temos tempos para isso – consegui empurrá-lo, fazendo com que rolasse para o meu lado novamente.

Você sabe mesmo como frustrar um cara! — deu um longo suspiro e passou as mãos pelo cabelo.

- Quem sabe mais tarde – prometi dando um beijo no seu ombro – Preciso tomar um banho rápido antes de sair tudo bem.

- Opa, adoro banho – brincou.

- Eu disse um banho rápido – enfatizei a palavra rápido – Se você for comigo esse banho vai ser tudo menos rápido.

- Só banho, eu prometo – eu tinha sentado na cama, então ele se ajoelhou atrás de mim e mordeu de leve o lóbulo e começou a beijar a parte de trás da minha orelha – Por favor.

- Tudo bem! — revirei os olhos antes de responder – Mas se você tentar alguma coisa a mais vai sair do boxe na mesma hora.

- Está bem! — levantou as mãos em sinal de rendição.

Damon se levantou e me pegou no colo, fazendo com que soltasse um gritinho de surpresa. Mas não tivemos tempo nem de chegar o banheiro, pois o celular dele começou a tocar.

- Melhor eu atender – avisou enquanto me colocava no chão, mexeu na sua calça e retirou o aparelho do bolso de trás – É a minha secretária, pode ser urgente.

- Hoje é sábado – lembrei – Sua secretária sabe que as pessoas não costumam trabalhar aos sábados? Ainda mais em um escritório.

- Não posso culpá-la – deu de ombros – Sou eu quem sempre a obriga a estar lá aos sábados pela manhã.

- Você parece um chefe muito cruel – comentei, ele fez uma careta antes de atender o telefone.

Saiu do quarto e fechou a porta me deixando sozinha, então eu sentei na cama para poder esperá-lo. Foi quando eu peguei meu celular em cima da mesinha e percebi que ele estava piscando por causa de alguma notificação, era uma mensagem de Stefan que tinha chegado ontem a noite, mas eu estava ocupada demais para perceber.

Lena,

Acabei de sair da reunião e estou a caminho do aeroporto para chegar a Los Angeles. Devo chegar ai bem tarde e você provavelmente vai estar dormindo, então vou para a minha casa e nos encontramos no hospital amanhã de manhã.

Eu te amo,

Stefan.

Tinha mandado uma mensagem para ele quando o médico avisou que estava tudo bem com a Liv e antes de isso tudo com o Damon acontecer. Não pude deixar de sentir um aperto no coração, Stef me ama e faz tudo para que possa ficar feliz e eu retribuo traindo ele.

- Está certo, Halley, me mande o relatórios de produção por e-mail para eu dar uma olhada e também uma cópia da ata da última reunião – Damon voltou me tirando dos meus devaneios, ele ainda estava falando com a sua secretária – Também fale com o gerente financeiro, vamos marcar uma vídeo conferencia para a semana que vem. Como eu já disse, não tem a menor condição de eu sair daqui por agora.

Desligou o telefone e me de um beijo no topo da cabeça.

- Os problemas no escritório, felizmente nada muito grave, por sorte existem os e-mails e eu posso resolver tudo daqui mesmo de Los Angeles – percebeu que eu estava com uma expressão preocupada – O que aconteceu, Lena?

Mostrei a mensagem para ele.

- Isso tudo é muito errado, Damon – finalmente disse – Eu estou noiva do Stefan. E por mais que você seja o pai da minha filha, nós dois tenhamos uma história juntos e tudo mais, isso ainda é uma traição.

- Não necessariamente – deu de ombros – Nós ainda somos legalmente casados, pelo menos até que a gente tenha assinado os papeis do divórcio.

- E quem disse que eu quero assinar os papéis do divórcio – o olhei diretamente nos olhos nesse momento, acho que nunca tinha falado tão sério em toda a minha vida.

- Isso quer dizer que,..... Lena – parecia totalmente chocado – Você está mesmo falando sério? Quer mesmo dar uma nova chance ao nosso casamento?

- Podemos conversar sobre isso depois que eu resolver a minha situação com o Stefan? — pedi – Vou falar com ele hoje mesmo no hospital, não quero esticar essa história por mais tempo.

- Perfeito! — completou – Então vou deixar você ir ao hospital sozinha e vou voltar para o hotel.

- De maneira nenhuma – intervi – Sei que você quer ver a Liv tanto quanto eu, não posso te impedir disso.

- Você tem que conversar com o Stefan e vai ser meio estranho se eu estiver lá – respondeu – Posso ver a Liv depois.

- Está bem – concordei – Eu posso no hotel assim que terminar a conversa.

Acabamos tomando banho separados, então meia hora depois estávamos saindo do apartamento. Cada um pegou um táxi e eu pude seguir diretamente para o hospital.

Fui na recepção e me entregaram um crachá de vistante. Fui diretamente ao quarto da minha filha aonde já tinha estado antes. Quando cheguei lá a enfermeira estava mexendo o seu soro, assim que me viu Liv abriu um enorme sorriso.

- Oi, minha princesinha – dei um beijo na sua testa – Como é que você está se sentindo hoje?

- Oi, mãe! — disse – Está doendo tudo.

- Eu sei, minha linda, você foi atropelada por um carro, isso é normal — tentei confortá-la – Será que não tem nada que você possa fazer para melhorar a dor dela? — perguntei para a enfermeira.

- Acabei de injetar um analgésico no soro dela, daqui a poco ela vai estar se sentindo melhor – garantiu – Bom, com licença, preciso ver outros pacientes.

Acenei com a cabeça e ela saiu fechando a porta do quarto. Então voltei minha atenção para a minha filha.

- Você se lembra de alguma coisa? — quis saber.

- Só que a tia Car foi me buscar na escola e quando estávamos esperando o táxi a minha bolinha caiu na rua e eu fui buscar – falou – A enfermeira me disse que eu precisava de sangue então o meu pai me deu um pouco do dele. É verdade?

- Sim, Liv, é verdade – afirmei.

- Ele não vai vir me visitar? — perguntou – Queria agradecer pelo sangue que ele me deu.

- Seu pai teve que ficar no hotel respondendo alguns e-mails do trabalho – isso não era exatamente uma mentira – Mas depois ele vem aqui te visitar.

- Está bem! — ela agora estava olhando para trás de mim – Stef!

Me virei a tempo de encontro o meu noivo, ou ex-noivo, nem sei mais... Ele estava trazendo dois embrulhos de presente.

- Oi, meu amor! — me deu um selinho e eu não esbocei reação alguma, tenho certeza de que ele percebeu, mas não comentou nada – E aqui está a Liv! A senhorita deu um susto enorme em todo mundo, você sabia?

- Desculpe, eu não fiz por mal – ficou encarando as duas mãos parecendo envergonhada.

- O importante é que você está bem agora – lhe entregou os dois presentes para ela – Trouxe isso para você lá de Nova York.

- Oba! — pareceu bem mais animada – Muito obrigada, Stefan!

Ela rasgou os dois embrulhos rapidamente. No menor deles tinha dois livros, um de contos infantis e o outro de desenhos, já o outro presente era um estojo de desenhos.

- Eu comprei isso para você poder fazer um monte de desenhos bonitos durante as férias de verão – explicou – E agora vai ser bem útil, já que você vai ter que passar muito tempo em casa.

- Eu adorei – afirmou.

Mas uma vez eu senti o meu coração apertado. Stefan sempre tratou muito bem a minha filha, o que me faz sentir totalmente culpada a respeito do que estou prestes a fazer.

- O que houve, Lena? — ele se virou na minha direção novamente – Você está tão séria desde que eu cheguei?

- Não é nada! — dei de ombros – Olha, Stef, nos precisamos...

- Com licença! — não pude terminar de falar pois Caroline apareceu – Como é que está a minha afilhadinha favorita?

- Oi, tia Car! — minha amiga se aproximou de Liv e bagunçou o cabelo dela.

- Quis vir o mais cedo possível – continuou – Klaus queria vir comigo, mas ele teve que ir falar uma coisa urgente om o pai.

- Ainda bem que você chegou, Car – comentei – Sai de casa com pressa e não pude tomar café da manhã. Será que você fica um pouco com a Liv para eu ir até a lanchonete?

- Claro que não tem problema! — respondeu – Sabe que não é trabalho nenhum ficar aqui com ela.

- Certo! — me levantei – Stefan, você vem comigo.

Percebi que ele tinha ficado confuso, mas acabou concordando. Caroline também não estava entendendo nada.

- Depois eu te explico! — avisei para ela antes de sair do quarto juntamente com o Stef.

Quando chegamos a lanchonete eu pedi um sanduíche e um suco de laranja e ele pediu somente um café com leite. Nós sentamos e não demorou muito para o garçom trazer as nossas coisas.

- Olha Stefan, o que eu tenho para falar não é fácil – retirei a aliança do meu dedo e a coloquei em cima da mesa – Não podemos mais ficar juntos, quero terminar tudo.

- O que? — pegou o anel e ficou me olhando totalmente chocado – Mas por que isso, Lena? Pensei que estivéssemos felizes juntos.

- Olha, Stefan, esse tempo em que estivemos juntos foi mesmo maravilhoso e sinceramente eu só tenho a te agradecer – afirmei – Mas a verdade é que eu não te amo da mesma maneira que você me ama e se dermos continuidade a esse casamento só enganando.

- É o por causa do Damon, não é mesmo? — aquilo não foi bem uma pergunta – Desde que ele voltou para a sua vida que as coisas estão estranha.

- Eu nunca esqueci o Damon, essa é a verdade – acho que aquela era a primeira vez que eu dizia isso a ele com todas as palavras – Por mais que eu quisesse lutar contra esse sentimento, não conseguia evitar e... não tem mais por que eu mentir sobre isso, Damon e eu transamos ontem a noite.

Stefan abriu a fechou a boca várias. Sabia que milhares de coisas deviam estar passando por sua cabeça nesse momento.

- Isso realmente não me surpreende – disse – Então quer dizer que vocês estão juntos?

- Não exatamente – dei de ombros – Eu não sei como as coisas entre mim e o Damon vão ficar a partir de agora, só sei que não posso mais ficar junto com você, isso não está certo, com nenhum de nós.

- Então essa é mesmo a sua decisão, final? — balancei a cabeça afirmativamente – Certo. Diga para a Liv que deixei um beijo para ela.

Levantou-se e foi embora sem nem ao menos de virar para me olhar nenhuma única vez. Agora não tinha mais jeito, minha decisão já tinha sido tomada e sinto que essa foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

Notas finais
Tchauzinho, Stef... (não me levem a mal, eu adoro o Stefan e podem ter certeza de que ele não vai ficar sozinho por muito tempo na fic)
O que vocês acharam da "primeira" vez Dalena?
Bom gente, é isso
Comentem e digam o que estão achando
Mais recomendações?