Inesperado

18 Capítulo 17 - Nosso futuro (Caroline)


Notas iniciais
Mais uma vez, obrigada pelos comentários.
Tudo que eu posso dizer desse cap é que me deu um aperto muito grande no coração quando escrevi o final, mas espero que vocês possa entender os meus motivos e não queiram me matar....
Agora chega de enrolação, aqui está o cap novo
Vejo vocês lá embaixo nas notas finais.

Dei um longo suspiro e me encostei mais nada cadeira, já lido e relido aquela matéria umas cinco vezes para ver se não tinha nenhum erro. Queria que estivesse tudo perfeito, afinal era muito importante para o futuro da minha carreira profissional.

Eu estava no meu quinto semestre de faculdade quando consegui um estágio na Nylon Magazine e foi um sonho realizado, afinal, quando decidi estudar jornalista, minha pretensão sempre foi trabalhar em uma revista de moda, tudo ficou melhor ainda quando me formei no ano passado e fui efetivada no emprego. Durante todo esse tempo esperei pacientemente escrevendo a seção de “certo e errado” e fazendo algumas pequenas revisões, mas tudo isso foi compensado quando me convidaram para fazer uma entrevista com a Demi Lovato, que seria a matéria de capa do mês que vem e esse é só o começo para eu alçar voos maiores.

- Com licença, senhorita Forbes! — Amanda, uma das secretárias da revista, entrou na minha sala – Me pediram par vir aqui saber se a senhorita já terminou a entrevista. Ela precisa ir para a revisão antes de ir para a gráfica até o meio da semana que vem.

- Acabei de terminar – respondi – Avisa para a Emily que vou enviar para o e-mail dela agora mesmo.

- Está bem! — concordou com a cabeça – Só mais uma coisa, o fotografo ligou e a seção de fotos com a Demi está marcada para segunda-feira de manhã. Se a senhorita quiser acompanhar para dar alguns palpites.

- Quem sou eu para dar alguns palpites – ri – Mas eu vou adorar acompanhar a seção de fotos, só por questão de curiosidade mesmo.

- Certo! — completou antes de sair e fechar a porta.

Anexei o arquivo ao e-mail e o enviei a minha editora antes de virar a cadeira e ficar olhando para a paisagem de fora da janela. Aquela não era a melhor vista do mundo, mas conseguia ver o transito de Los Angeles, que estava começando a ficar caótico, devido a proximidade da hora do almoço.

Coloquei a mão involuntariamente na barriga e não pude deixar de revirar os olhos. Passei meses criticando a Elena por ficar fazendo isso, “mania de grávida”, ela me disse uma vez, agora posso ver como minha amiga estava certa. E, pelo jeito, vai ser assim pelos próximos oito meses.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo som do meu celular tocando. Peguei o aparelho em cima da minha mesa, o nome de Klaus piscava sem parar na tela.

- Alô! — disse colocando o aparelho no ouvido.

- Oi, Car! — ele disse do outro lado da linha – Como estão os dois amores da minha vida hoje? — não pude deixar de sorrir por ele se referir assim ao bebê. Fiquei meio incerta quando descobri que estava grávida, mais de quatro anos de namoro e nunca tínhamos conversado a respeito de filhos, mas Klaus aceitou melhor do que poderia imaginar e está totalmente empolgado com a ideia de ser pai.

- Estamos muito bem! — garanti – A única coisa que me incomoda é essa fome toda hora, daqui a pouco vou estar enorme.

- Você sabe que tem que se alimentar, meu amor – lembrou – E foi exatamente por isso que eu liguei, acabei de sair de uma reunião e não vou mais a empresa hoje. O que acha de eu ir te buscar para almoçarmos, depois vamos para a minha casa e ficamos apenas namorando a tarde inteira?

- É uma oferta tentadora – admiti – Mas nem todos podem sair do trabalho a hora que querem.

Klaus trabalha na assessoria de imprensa da empresa do pai dele e, por ser um dos donos do lugar acaba fazendo o seu próprio horário.

- O que é isso, Car, não seja tão cruel – sabia que ele devia estar fazendo biquinho – Diz para a sua chefe que você precisa ir ao médico ou alguma coisa parecida.

- Não é assim que as coisas funcionam, Klaus – não pude deixar de rir.

- Bom, dá um jeitinho – pediu – Se, por um acaso, te demitirem, você sabe que pode ir trabalhar comigo.

- Você é mesmo muito engraçadinho, Niklaus Mikaelson – revirei os olhos – Bom, eu já terminei a minha matéria. Posso ver com a minha editora se posso tirar o resto do dia de folga, mas não garanto nada.

- Certo! Passo te buscar ai daqui a meia hora – se despediu antes de desligar.

Por sorte, minha editora estava de bom humor e tinha adorado a minha entrevista. Disse que eu não precisava voltar a tarde e que esse seria um final de semana prolongado mais do que merecido para mim.

- Meu namorado me mandou uma mensagem quando já estava embaixo do prédio da Nylon Magazine, então eu fui encontrá-lo.

- Oi, meu amor! — me deu um selinho antes de se abaixar para ficar com o rosto próximo a minha barriga – Oi para você também, filho, papai estava com saudades de você — sussurrou antes de dar um beijo na região.

- Klaus, por favor – reclamei.

- Qual é o problema, Car? — ficou me olhando em dúvida – Ouvi dizer que é muito bom conversar com o bebê enquanto ainda está na barriga, assim ele cresce conhecendo a voz dos pais.

- Sei disso, mas só quando ele for maior e tiver um ouvido – expliquei – Agora é meio estranho, ainda nem dá para perceber nada.

- Tudo bem! — levantou as mãos em sinal de rendição – Só vou falar com o nosso filhos de novo quando a barriga estiver aparecendo. Está bom para você?

- Muito melhor! — confirmei com a cabeça – E por que você ficar falando “nosso filho”, até onde eu sei, pode ser uma menina.

- É um menino, eu sinto isso – me puxou pela cintura e me beijou mais uma vez, dessa vez mais profundamente – Podemos ir almoçar?

- Claro! — respondi – E eu tenho uma ótima notícia para você, falei com a minha editora e sou toda sua pelo resto da tarde.

- Gostei de ouvir isso – levantou as duas sobrancelhas e deu um sorriso malicioso.

- Deixa de ser tarado – dei um tapa de leve no seu braço e ele fez uma careta fingindo dor antes de abrir o carro para mim.

- E então, aonde você quer ir hoje? — quis saber enquanto colocava o sinto e ligava o veículo.

Com tantos anos de convivência conhecia muito bem o meu namorado e sempre que me convida para almoçar quer ir nos restaurantes mais chiques e extravagantes da cidade. A desculpa dele é que eu sou uma princesa e mereço tudo do bom e do melhor.

- Por favor, Klaus, nada de restaurante de luxo, não estou vestida para isso – pedi, estava usando uma calça jeans e uma camiseta estilo baby look, ainda segurava uma jaqueta para o caso de fazer frio mais tarde – Que tal uma pizzaria? Me deu uma vontade enorme de comer uma pizza de peperone.

- Você quem manda! — avisou.

Eu estava mesmo com fome, de toda a pizza Klaus comeu apenas dois pedaços e eu fiquei com resto, de sobremesa eu ainda tomei um sorvete de abacaxi cremoso, confesso que estou começando a me assustar com o meu apetite, mas não vou reclamar de nada. Depois do almoço fomos para o apartamento dele.

- Olá, Caroline! — a mulher baixinha e de cabelo branco apareceu na porta da cozinha no momento em que colocamos o pés na sala – Como você está? É tão bom ver você aqui!

- Eu estou bem, Charlotte! — respondi.

Charlotte trabalha na casa da família Mikaelson há vários anos, viu Klaus e Kol (irmão mais novo dele) nascerem e veio junto com eles quando se mudaram da Inglaterra para Los Angeles. Quando meu namorado decidiu sair de casa para o seu próprio apartamento a mãe dele pediu para Charlotte para ir até lá duas vezes por semana para arrumar tudo e fazer comida.

- Vocês já comeram? — quis saber – Posso preparar alguma coisa para vocês bem rapidinho.

- Nós já comemos, Charlotte, muito obrigado – foi Klaus quem respondeu enquanto me puxava para mais perto dele.

- Certo! — ficou olhando para nós dois – Qualquer coisa que vocês quiserem é só me pedir. A Caroline precisa se alimentar muito bem.

Fiquei olhando desconfiada para Charlotte. Como é que ela sabia?

- Nós pediremos sim, pode ficar tranquila – ele garantiu – Não vamos mais te atrapalhar, estamos indo para o meu quarto.

O apartamento era enorme: tinha uma sala espaçosa, uma cozinha planejada, quatro quartos (sendo duas suítes), um escritório e cinco banheiros (incluindo o que Charlotte usava, um em cada suíte e o lavabo). O quarto de Klaus era o principal e ficava no final de um longo corredor.

- Você contou para a Charlotte sobre o bebê? — perguntei me sentando na cama, eu namorado tinha tirado e terno e colocado no cabide atrás da porta e afrouxava o no da gravata – Eu disse que queria esperar um tempo para contar as pessoas.

Já estava desconfiando que eu poderia estar grávida há uma semana, mas só faz três dias que tive a confirmação oficial, estou exatamente com seis semanas de gestação. Se dependesse de Klaus ele já tinha colocado isso em um anuncio gigante para toda a cidade saber, mas pedi para esperarmos eu estar com pelo menos dois meses para começarmos a contar e ele aceitou. Nem mesmo Elena, que é minha melhor amiga, está sabendo ainda.

- Eu não contei – garantiu – Mas ela está desconfiada. E vou te contar, Charlotte é muito boa para perceber quando uma mulher estava grávida. Ela adivinhou sobre a minha mãe tanto comigo quanto com Kol.

- Falando sobre a sua mãe, espero que ela aceite o bebê sem nenhum problema – comentei – Às vezes eu desconfio que ela pensa que eu só estou tentando dar o golpe em você.

- Deixa de bobagem, Car, minha mãe adora você – se ajoelhou ficando entre as minhas pernas – Outro dia mesmo ela me perguntou se eu ia te pedir em casamento ou se ia te enrolar por mais quatro anos.

- E o que foi que você respondeu? — quis saber. Nós dois também nunca tínhamos falado sobre casamento, queria focar no meu trabalho antes de pensar em uma coisa tão séria quanto passar o resto da minha vida com alguém.

- Disse que eu já tinha te pedido em casamento – respondeu dando de ombros, como se fosse algo totalmente casual.

- Não acredito que você disse isso – cruzei os braços e fiz biquinho, me fingindo de brava – Como você teve coragem de mentir para a sua mãe?

- Eu não menti! — mexeu no bolso da calça e retirou uma caixinha vermelha de veludo lá de dentro – Pelo menos não mais – abriu a caixa e dentro tinha a aliança mais linda que já vi na minha vida, era de ouro branco com um diamante quadrado que a dividia ao meio.

- Não acredito nisso, Klaus! — passei a mão nervosamente pelo cabelo.

- Pois pode acreditar – pegou a minha mão que não estava no meu cabelo – Caroline Forbes, você quer se casar comigo?

- E você ainda pergunta! — do nada eu comecei a chorar, meus hormônios estavam completamente doidos mesmo – É claro que eu aceito me casar com você.

Colocou a aliança no meu dedo anelar da mão direita. Então eu o beijei pulando em cima dela com tanta pressa, que nós caímos no chão.

- Desculpa! — comecei a rir descontroladamente, cortando totalmente o clima – Eu te amo Niklaus, acho que você não tem noção do quanto.

- Eu tenho noção sim! — se levantou me puxando junto consigo e me colocando delicadamente na cama e se deitando ao meu lado em seguida – Então acho que temos um casamento para planejar. Imagino que você quer que seja o mais rápido possível, mas conhecendo você vai querer pelo menos um jantar de comemoração.

- Um casamento feito as pressas – fiz uma careta – Não acha que seja uma boa ideia.

Flashes do casamento de Damon e Elena vieram a minha cabeça, foi tia Dominique quem disse que tudo que tinha que ser arrumado o mais rápido possível antes que a barriga começasse a aparecer. E todo mundo sabe muito bem como foi que toda essa história acabou.

- Então está bem, se você prefere assim! — concordou – Dá para planejar um casamento legal em seis meses, você vai estar com um barrigão, mas pelo menos não vai ter nada feito as pressas.

- Também não é isso que eu quero – insisti – Sempre achei muito estranho uma noiva grávida. Aquele barrigão não combina nem um pouco com o vestido de casamento.

- Então eu acho que não temos outra escolha – se sentou para poder me olhar melhor, estava bem sério e por um segundo eu me assustei – Você vem morar comigo, eu passos os próximos meses paparicando muito você e depois que o bebê nascer a gente se casa com tudo que você tem direito.

- Vir morar com você? — falei um pouco incerta – Você tem certeza? Quero dizer, isso é um grande passo.

- Car, eu acabei de te pedir em casamento e você está preocupada que morarmos juntos pode ser um grande passo – não pode deixar de rir – Estamos juntos há quatro anos, vamos ter um bebê e ultimamente você tem passado mais tempo aqui que no seu apartamento. Acredite, vai dar certo.

- Então eu aceito! — concordei por fim – Mas, quero te pedir uma semana para explicar tudo a Elena. Ela já está com tantos problemas com a volta do Damon...

- Tudo bem, uma semana – afirmou, seus lábios estavam bem próximos dos meus – Em uma semana você vai ser toda minha.

- Eu já sou sua! — completei antes de encurtar as distância que tinha entre a gente.

Klaus começou a levantar a barra da minha blusa e eu levantei os braços para ajudá-lo a retirá-la, começou a descer os lábios em direção aos meus seios, ainda cobertos pelo sutiã, enquanto desabotoava a minha calça jeans. Logo todas as nossas roupas estavam no chão e ele pode me penetrar e começar a se mover. Fizemos amor lentamente, perfeito para uma tarde preguiçosa como essa que estamos vivendo hoje.

- Isso foi perfeito! — comentou depois que estávamos deitados apenas abraçados um com o outro, apenas nos recuperando.

- Com certeza – sorri – Será que você se importa se eu dormir um pouco? Acordei muito cedo hoje e teve todo o estresse de terminar a entrevista, estou exausta.

- Claro, dorme um pouco, meu amor! — deu um beijo no topo da minha cabeça – Vou estar aqui quando você acordar.

Me aconcheguei melhor no peito de Klaus e fechei os olhos, não demorou muito para eu cair na inconsciência. Quando acordei estava sozinha, já ia me levantar para procurar o meu namorado quando ele abriu a porta do quarto.

- Eu estava vindo aqui justamente para te acordar – comentou, ele estava com uma bandeja na mão – Olha só o que a Charlotte preparou para nós.

Era um prato cheio de morangos com chocolate, os meus favoritos.

- Adorei! — sorri enquanto ele me sentava ao meu lado, eu me ajeitei e puxei mais o lençol que cobria o meu corpo – Que horas são?

- Quase quatro horas da tarde – respondeu – Mas você não precisa se preocupar com isso agora.

Pegou um morango com chocolate próximo aos meus lábios e eu dei uma mordida. Em seguida Klaus me beijou profundamente, infelizmente fomos interrompidos pelo meu celular tocando.

- Deixa tocar! — pediu, sem se separar de mim.

- Eu preciso atender, amor – muito relutante, eu o afastei e me levantei da cama – Pode ser a Lena precisando de alguma coisa.

E como eu tinha imaginado, era mesmo ela. Pela hora ela já devia ter saído da faculdade e já deve ter buscado Liv na escola.

- Oi, Lena! — disse assim que atendi – Algum problema, amiga?

- Oi, Car! Na verdade eu preciso que você me faça um favor – pediu – Eu tenho que terminar um trabalho para entregar amanhã de manhã e estou presa aqui na biblioteca. Será que você pode ir buscar a Liv na escola para mim? Isso se você não estiver ocupada no trabalho.

- Claro que eu posso – respondi – Eu estou aqui na casa do Klaus, mas eu chego lá rapidinho, a escola da Liv não é muito longe daqui.

- Obrigada, Car – completou – Não sei o que eu faria sem você.

- Não precisa me agradecer! — garanti – Fico mais do que feliz em ir buscar a minha afilhada na escola, madrinha é para essas coisas.

Desliguei e me virei para Klaus. Ele estava apenas me observando.

- Como você deve ter ouvido, vou ter que ir – avisei – Mas eu amei a nossa tarde juntos.

- Tudo bem, vai lá! — não parecia muito feliz, mas mesmo assim aceitou – Por que você não volta mais tarde e dorme aqui? Amanhã podemos ir ao shopping começar a ver as coisas do quarto do bebê.

- Está bem! — concordei – Vou esperar a Lena cegar em casa e volto para cá.

Coloquei a minha roupa e me despedi dele com um selinho. Já tinha ido buscar Liv outras vezes, então pude entrar na escola sem maiores problemas, cheguei a sala todas as crianças da turma ainda estavam lá pois hoje era o último dia de aula antes das férias de verão e eles estavam tendo uma festa de despedida do semestre.

- Tia Car! — Liv veio correndo na minha direção e me abraçou – Não sabia que você vinha me buscar.

Sua mãe teve um imprevisto na faculdade e me pediu para vir te buscar – expliquei – Já está pronta para ir embora?

- Sim! — foi correndo até o canto para pegar sua mochila e sua lancheira – Olha só a bolinha que eu ganhei, ela pula bem alto – fez a bola quicar mais não conseguiu segurá-la, então teve que correr atrás dela.

- É linda, Liv – respondi – Mas não brincando com ela agora, se não vai acabar perdendo.

Ela concordou com a cabeça e segurou a minha mão para podermos ir embora. Quando chegamos ao lado de fora a soltei para poder mexer na minha bolsa.

- Vou separar o dinheiro logo! — comentei enquanto pegava a minha carteira – Espero que não demore muito para passar um táxi.

Eu me distrai apenas por alguns segundos, mas tudo aconteceu rápido demais. Liv deixou a bolinha cair da sua mão, que foi rolando em direção a pista, então ela foi atrás, bem na hora em que um carro passava. Tudo que eu ouvi foi uma freada brusca e um baque forte, quando olhei para frente lá estava a minha afilha caída no chão, e tinha uma quantidade muito grande de sangue em seu rosto.

- Liv! — saí correndo em direção a ela.

- É melhor você não tocar nela, pode piorar a situação – a mulher que estava dirigindo o carro falou, parecia tão nervosa quanto eu, sua mão estava tremendo – Eu já estou ligando para a emergência.

Eu não conseguia mais olhar aquela cena. Comecei a andar em círculos passando a mão pelo cabelo. Decidi ligar para o Klaus, infelizmente caiu na secretária eletrônica, então deixei um recado totalmente desesperado.

Por sorte não demorou muito para a ambulância chegar. Os paramédicos imobilizaram o pescoço de Liv antes de colocá-la em uma maca.

- Eu vou junto com vocês! — avisei enquanto a colocavam dentro da ambulância – Não vou deixá-la sozinha.

- A senhorita é parente dela? — um dos homens quis saber.

- Sou madrinha dela – respondi – Vim buscá-la na escola, está sob a minha responsabilidade.

Por fim fui junto com eles. Colocaram uma espécie de nebulizador nela, fiquei preocupada, mas vi que ela estava respirando. Meu celular começou a tocar, era Klaus retornando a minha ligação.

- Car, o que aconteceu? — ele perguntou antes que eu pudesse falar qualquer coisa – Aconteceu alguma coisa com o bebê.

- Não, nós estamos bem – garanti – É a Liv. Ela foi atropelada por um carro, estamos indo para o hospital agora mesmo.

- Essa não – percebi que ele ficou preocupado.

- A Lena vai me matar, Klaus – continuei, algumas lágrimas já escapavam do meu rosto livremente – Ela me pediu para ir buscar a filha dela e eu a deixo ser atropelada.

- Ela não vai querer te matar, meu amor, foi um acidente, você não tem culpa de nada – tentou me acalmar – Para que hospital você estão indo?

- O hospital geral de Los Angeles – disse.

- Está bem, vou trocar de roupa e te encontro lá daqui a pouco – avisou – E mantenha a calma, vai dar tudo certo.

Pareceram horas, mas finalmente chegamos ao hospital. Eu fui seguindo o enfermeiros que carregavam a maca, mas quando chegaram a área restrita um homem moreno de olhos acinzentados, que eu imaginei ser médico, barrou o meu caminho.

- Infelizmente a senhora não pode entrar – avisou – Ela vai fazer alguns exames. Pode esperar na sala de espera da nossa pediatria, assim que souber de alguma coisa mando avisá-la.

- Um enfermeira me levou até a área da pediatria. Era uma salinha com vários sofá e poltronas e uma mesa de centro com algumas revistas.

- A senhora quer beber alguma coisa? — ela me perguntou – Uma água com açúcar ou um chá de camomila?

- Só quero uma água! — avisei.

Ela saiu da sala de espera e voltou pouco tempo depois. Eu tomei tudo de uma vez só.

- Muito obrigada! — disse dando um fraco sorriso.

- Tenho certeza de que vai ficar tudo bem com ela – falou – O doutor Grey é o melhor pediatra da Los Angeles, ela não poderia estar em mãos melhores.

- Assim eu espero – respondi.

- Bom, agora eu preciso ir – completou – Assim que tiver alguma notícia sobre ela venho aqui te avisar imediatamente.

Fiquei mais alguns minutos ali esperando sozinha até que meu namorado finalmente apareceu.

- Klaus! — corri na direção dele o abracei chorando nos seus ombros.

- Fica calma, meu amor, se estressar desse jeito, pode fazer mal para o bebê – passou a mão pelo meu rosto limpando as lágrimas – Como é que ela está.

- Não sei, ela está fazendo alguns exames – expliquei – Como é que vou contar isso para a Elena.

- Se você quiser eu posso ligar e explico a ela – ficou acariciando a minha mão com os polegares.

- Não precisa, eu mesma tenho que tomar coragem e contar eu mesma – avisei – Mas agora ela está na biblioteca da UCLA, o celular dela deve até estar desligado.

- Então acho que o jeito é nós ficarmos aqui esperando – concluiu dando de ombros.

Klaus me puxou para um dos sofá e ficamos ali abraçados esperando alguém dar alguma notícia. E pelo jeito essa seria uma longa espera.

Notas finais
Mais uma vez eu reforço que por favor não queiram me matar (acreditem em mim eu relutei muito se ia mesmo fazer isso com a Liv), mas isso é importante para a continuidade da história.
Sobre o resto do cap, o que acharam das cenas Klaroline? E do bebê que está caminho? Ele vai ser fofo né?
Aliança da Caroline: http://www.toquedeouro.com.br/images/alianca_ouro_branco_fosca.jpg
Bom, gente, é isso.
Comentem e digam o que estão achando.
Recomendações.