Inesperado
2 Capítulo 1 - Vida nova em Los Angeles (Elena)
Notas iniciais
Enfim, sem mais enrolação, aqui está o cap, nos vemos lá embaixo nas notas finais.
Seis meses depois...
Retirei a mamadeira da panela com a ajuda de um pano de prato. Testei o leite no meu pulso, estava morno, ela não ia e queimar. Quando cheguei a sala, minha filha estava totalmente ligada na televisão, mas assim que me viu começou a estivar os bracinhos.
- Mamã! — disse. Confesso que é muito fofo vê-la começar a formar as primeiras palavra, mas tem horas que ela não para, é muito cansativo.
- Aqui está a sua mamadeira, Liv – entreguei a mamadeira e ela começou a tomá-la na mesma hora.
E, mais uma vez, Olívia me ignorou e voltou sua concentração em Stefan Salvatore, ou melhor, em Travis Maddox, que fazia mais um de seus discursos heroicos antes de salvar o dia. Decidi ficar assistindo, pois adorava esse filme.
Cinco minutos se passaram quando ouvi barulho de chave na porta. Caroline entrou cheia de sacolas na mão.
- Oi, Lena! — aproximou-se e deu um beijo na minha bochecha – Oi, Liv! Como é que está a minha priminha favorita? — passou a mão pelo cabelo ralinho da minha filha, mas ela nem ao menos se virou – Tudo bem, não precisa falar comigo.
- Virou-se para e televisão para ver o que estávamos assistindo e não pode deixar de revirar os olhos nesse momento.
- Travis Maddox salva o natal? — ela reclamou – Sério, Lena? Quantas milhares de vezes você já viu esse filme.
- A Liv adora – lembrei dando de ombros – Além disso, é a única coisa que deixa ela quietinha.
- Sei..., é só por causa da Liv – ficou me olhando de cima da baixo – Como se você também não gostasse de assistir esse filme.
- Nunca disse que não gostava – me apressei em responder – Mas você também não pode dizer nada, Caroline Forbes.
- Foi só uma fase, como milhares pelas quais eu passei ao longo da minha infância e da minha adolescência – explicou – Mas você não pode dizer a mesma coisa, não é mesmo, senhorita tenho tudo com a cara do Travis Maddox.
Os filmes de Travis Maddox foram uma verdadeira febre quando eu era criança e eu e Caroline não ficamos para trás, ficávamos sempre ansiosas quando era anunciada uma nova história e íamos ao cinema logo na estreia. Para falar a verdade, eu tinha uma certa quedinha por Stefan Salvatore, o ator mirim que fazia o papel de Travis Maddox, e quando tinha 9 anos meus sonho era vir até Los Angeles, conhecê-lo então nos casaríamos e passaríamos o resto da vida juntos. Claro que a única pessoal que sabia disso era a minha melhor amiga e ela nunca vai me deixar esquecer isso.
- Mas mudando de assunto – pegou uma das sacolas que estava na sua mão e me entregou – Para você!
Abri a sacola. Dentro tinha um vestido azul sem manga com uma saia de prega e uma sandália de salto bege.
- É lindo, Car – disse dando um pequeno sorriso – Muito obrigada, eu amei.
- Perfeito! — parecia totalmente satisfeita – É melhor você começar a se arrumar logo, Klaus vem nos buscar daqui há uma hora.
- O que você está querendo dizer com isso, Caroline – cruzei os braços e a encarei – Eu não vou a lugar algum com você.
- Você vai sim – começou a bater o pé no chão, isso nunca era um bom sinal, sabia muito bem disso – Talvez isso te convença com isso. Klaus conseguiu três ingressos para uma festa em um clube totalmente exclusivo daqui de Los Angeles que nos convidou para ir com ela.
Klaus era um colega de faculdade de Caroline e ela tinha ficado totalmente encantada com ele desde a primeira vez que o viu, tanto que não parava de falar dele o dia inteiro quando estava em casa. De três semanas para cá os dois começaram a sair juntos.
- Você sabe que é impossível de eu ir, Car – lembrei – Com quem eu vou deixar a Liv? A não ser que você esteja sugerindo que eu deixe a minha filha de menos de um ano sozinha em casa enquanto vamos a uma festa.
- Claro que eu não estava sugerindo isso – respondeu imediatamente – Iriamos deixá-la com um babá.
- Se você tivesse dito isso antes poderia até arranjar alguém para ficar com ela – expliquei – Mas a essa hora em plena sexta-feira a noite, é quase impossível.
- Tem a senhora Jones, nossa vizinha de porta – sugeriu – Ela mesma disse que se precisássemos de alguma coisa para não ficarmos com vergonha de pedir.
- Tenho certeza de que ela estava falando de pedir uma xícara de açúcar emprestado ou algo parecido, não para ficar de bebê – revirei os olhos, às vezes a Caroline tinha cada ideia.
- Ela não vai se importar, tenho certeza – insistiu – Além disso, ela quase não sai de casa, está sempre ai.
- Acho melhor você ir sozinha com o Klaus para essa festa e eu fico aqui sozinha com a Liv – disse, por fim – Até por que tudo que eu não preciso para a minha sexta-feira a noite é ficar de vela.
- Será que eu devo te lembrar que quando eu te convidei para vir para Los Angeles comigo você estava toda animada e cheia de planos? Ia arrumar um emprego, colocar a Liv em uma creche e, depois, quando ela estivesse um pouquinho mais velha, iria entrar na faculdade – enquanto falava cada uma dessas coisas mostrava um dedo – Já estamos aqui há quatro meses e até agora não te vi agir para realizar nenhuma dessas coisas.
- Eu queria esperar a Liv ficar mais velha, afinal, ela ainda depende de mim para quase tudo – lembrei – E, como você disse, eu preciso arranjar um emprego, não sair para ir a festas.
- Por favor, Lena, só dessa vez – colocou as duas mãos unidas, implorando – Se você for, prometo que não te peço mais nada pelos próximos seis meses.
Revirei os olhos e dei um longo e pesado suspiro. Conheço Caroline Forbes a minha vida inteira e somos as melhores amigas desde então, sei muito bem o quanto é difícil lhe dizer não, ela sabe ser muito insistente quando quer.
- Tudo bem, você, venceu – disse, por fim – Eu vou com vocês na festa. Mas não podemos voltar muito tarde.
- Pode deixar! — me deu um abraço bem apertado – Vai começando a se arrumar enquanto eu vou falar com a senhora Jones e pergunto se ela pode ficar com a Liv hoje.
Eu a observei ir saltitando em direção a porta. Deixei Liv continuar a assistir o filme enquanto ia para o meu quarto.
Como Caroline já tinha dito antes, um hora depois Klaus estava interfonando dizendo que estava nos esperando embaixo do prédio. Dei as últimas instruções a senhora Jones antes de sairmos. Aquela era a primeira que eu deixava minha filha sozinha a noite e me cortou o coração ver seus olhinhos cheios de lágrimas ao me observar ir até a porta, mas eu não poderia voltar atrás agora ou minha melhor amiga me mata.
- Olá, meninas – Klaus deu um giro com Caroline antes de beijá-la nos lábios – Meu amor, se você me permite dizer, está simplesmente maravilhosa.
Obrigada, Klaus, você também está ótimo! — ela deu um sorriso bobo.
Não pude deixar de fazer uma careta. Esses dois conseguem ser muito melosos quando querem.
- Vamos sair logo – abriu a porta do carro para que nós duas pudéssemos entrar – Temos um longo caminho até chegar a festa.
Levamos um pouco menos de 30 minutos para chegar a festa e ainda tinha uma fila enorme na porta. Quando conseguimos entrar a música estava tocando animada e as pessoas já estavam na pista dançando.
- Vou pegar alguma coisa para beber – Klaus avisou – Vocês duas vão querer beber alguma coisa?
- Vou querer um coquetel de frutas – minha amiga respondeu – E você, Lena? Vai querer alguma coisa?
Nunca fui uma pessoa acostumada a beber, ainda mais agora que ainda estou amamentando a Olivia duas vezes ao dia. Mas às vezes eu me permito sair um pouco da rotina.
- Vou querer a mesma coisa que a Car – disse, por fim.
Voltou alguns minutos depois com as nossas bebidas e um copo de Wisky para ele. Começou a tocar uma música totalmente animada, uma das minhas favoritas.
- O que acha de irmos dançar, Caroline? — estendeu a mão para ela.
- Eu adoraria – concordou com mais um sorriso bobo – Vem dançar também, Lena! Você tem que se animar um pouco, foi para isso que eu te tirei de casa.
- Ainda não, mas quem sabe daqui a pouco – respondi – Vou ficar aqui vendo vocês dançando.
Ela ficou um pouco receosa, mas acabou indo com Klaus e me deixou ali sozinha. Percebi que do outro lado da pista de dança tinham algumas mesas que estavam vazias e decidi ir me sentar.
O local estava totalmente cheio e foi quase inevitável e esbarrar em alguém e derramei toda a bebida em sua roupa.
- Eu sinto muito! — me apressei em dizer sem nem ao menos olhar para a pessoa em que tinha esbarrado – Sou mesmo uma desastrada.
- Não tem problema – ele disse, tinha certeza de que já tinha ouvido essa voz em algum lugar...
Foi então que eu levantei a cabeça e o olhei diretamente nos olhos, aqueles olhos profundamente azuis que eu reconheceria em qualquer situação. Stefan Salvatore.
- Eu não acredito! É mesmo você! — sem conseguir pensar eu o abracei com bastante força, acho que o peguei totalmente de surpresa, mas ele acabou retribuindo colocando as mãos nas minhas costas.
Foi então que eu me dei conta do vexame que eu estava dando abraçando um ator famoso no meio de uma festa. Esperava que algum segurança viesse me afastar, mas isso não aconteceu, provavelmente ele pediu para não fazerem isso.
- Desculpa, sinceramente, não sei o que deu em mim – dei de ombros e comecei a mexer no cabelo, como sempre faço quando estou nervosa.
- Não precisa se desculpar – garantiu. Ele realmente parecia muito bem com o meu “ataque”, certamente já devia estar acostumado com isso.
- Sei que você já deve ter ouvido isso milhares de vezes, mas eu sou sua fã, já devo ter visto os seus filmes milhares de vezes – comecei a falar sem parar – E a minha filha, ela está com oito meses agora e fica toda concentrada na televisão quando te vê.
- É muito bom saber que eu tenho fãs na nova geração – deu um pequeno sorriso.
- Desculpa estar falando demais, eu sempre faço isso quando estou nervosa – revirei os olhos – Meu nome é Elena. Elena Gilbert – estiquei a mão na direção dele.
- Prazer em conhecê-la, Elena – ele também esticou a mão, retribuindo o meu gesto – Já que, aparentemente, sua bebida foi toda parar na minha roupa, o que acha de eu te pegar uma nova?
- Não precisa – balancei a cabeça negativamente – Afinal, eu derrubei a bebida totalmente por minha culpa, você só foi uma vítima nessa história toda.
- Eu também não tinha nada que estar parado aqui no meio do caminho – explicou – Por favor, eu faço questão.
- Acho que eu nem vou pegar mesmo uma outra bebida – falei – Para fala a verdade, eu nem deveria estar bebendo esse coquetel.
- Então um refrigerante? — sugeriu mais uma vez – Só vou avisar que vou continuar insistindo até que você diga sim.
- Dessa maneira você não me deixa muita opção – completei – Mas só um refrigerante, tudo bem?
- Você quem manda – concordou enquanto voltávamos a andar.
Nos sentamos na bancada do bar e pedirmos dois refrigerantes. Stefan me disse que também não tem costume de beber e faz sentido, pois nunca saiu nenhuma foto dele com um copo na mão nem bêbado.
- Por que você está sorrindo? — ele quis saber quando já estávamos ali há alguns minutos. Na verdade, eu nem tinha percebido que estava sorrindo.
- É que isso tudo é meio surreal – falei, calmamente – Nem nos meus sonhos mais malucos eu poderia imaginar que Stefan Salvatore fosse me pagar um refrigerante.
- Você fala isso como se eu fosse uma espécie de super-herói inalcançável – revirou os olhos nesse momento.
Bom, quando eu era pequena você era sim uma espécie de super-herói, pelo menos para mim – lembrei – Além disso, sempre imaginei que você só fosse a festas exclusivas para celebridade e não em uma que viessem pessoas comuns.
- Se quer saber a minha opinião, festas só com celebridades são muito chatas, gosto de ver pessoas se divertindo – explicou – E já que você está me comparado ao Travis Maddox, eu até hoje não perdi a minha mania de salvar donzelas indefesas.
Segurou a minha mão que estava em cima da bancada, mas eu afastei na mesma hora já sentindo as minhas bochechas ficando vermelhas de vergonha. Percebi que ele também ficou sem graça.
- Eu li uma vez que você não gostava quando as pessoas falavam do Travis Maddox na sua frente e que essa era uma fase da sua vida que você preferia esquecer – decidi comentar para cortar a tensão que tinha ficado entre nós dois – Mas, pelo jeito, ou era mentira ou você não está querendo ser grosso comigo.
- Claro que era mentira – garantiu – Nunca vou ter vergonha de dizer que fui o Travis Maddox, muito pelo contrario, é graças a ele que hoje eu sou quem eu sou.
Fiquei olhando fixamente para o meu copo, não podia acreditar que eu tinha feito aquela pergunta. Tinha imaginado esse momento toda minha vida e eu estava estragando tudo.
- Pelo jeito não se pode mesmo acreditar tudo que se ler na internet – disse, por fim.
- Com certeza, não – concordou com a cabeça – Acho que já perdi a conta a quantidade de vezes em que eu “fui internado em uma clínica de recuperação para viciados em drogas” ou “engravidei uma ex-namorada minha e não estou querendo saber nem dela nem do bebê”.
Ele fez uma careta e eu repeti o seu gesto. Realmente não era nada fácil ser uma celebridade.
Foi nesse momento que começou a tocar uma música lenta e as pessoas na pista de dança já formavam casais.
- Elena Gilbert, a senhorita me daria a honra de dançar comigo? — perguntou enquanto estendia a mão para mim.
- Dançar? — o olhei de cima a baixo parecendo um pouco incerta – Não sei se isso é uma boa ideia.
- Por que não? — quis saber – Não vai me dizer que você tem u marido ciumento e que está nos observando furioso de algum lugar.
- O que te faz pensar que eu tenha uma marido e, ainda por cima, ciumento? — agora foi a minha vez de ficar surpresa.
- Não que você tenha cara de ser casada o algo parecido – explicou – Mas como você disse que tem uma filha, as chances de ser mesmo casada são bem grandes.
- Eu não sou casada – respondi – E quanto ao pai da minha filha, ele foi um grande erro na minha vida. Um erro que nunca vai se repetir.
Não menti para ele, mas também não falei totalmente a verdade. Damon e eu ainda somos legalmente casados, embora não possa dizer que nosso casamento tenha sido para valer, só fizemos isso por causa da Liv e por muita insistência dos pais dele e dos pais de Caroline.
- Então por que você não quer dançar comigo? — perguntou mais uma vez.
- Acontece que eu sou meio desastrada – admiti – Tenho medo de acabar pisando no seu pé.
- Prometo que não vou me importar – se levantou e fez com que eu e levantasse também.- Só uma dança, eu prometo.
Por fim acabei concordando. Fomos para o meio da pista de dança, ele colocou as duas mãos na minha cintura e eu o abracei pelo pescoço. Tínhamos combinado que seria somente uma música, mas tinham passado três e não parecia que iriamos sair de lá tão cedo.
De repente, Stefan parou de dançar e ficou me encarando profundamente.
- O que foi? — perguntei. Tinha certeza de que não tinha pisado no pé dele, então não sabia qual era o motivo dele estar com aquela cara.
- Tem uma coisa que eu queria fazer desde o momento em que te vi hoje mais cedo quando você jogou sua bebida em mim – sua voz era bem baixa, de modo que somente eu pudesse ouvir – Mas tenho medo de que você me ache um abusado e queira me dar um tapa.
Estava pronta para perguntar o que era quando ele interrompeu o espaço entre nós dois e me beijou. Durante alguns segundos fiquei parada totalmente sem reação, mas quando uma de suas mãos foi o meu rosto e começou a acariciar a minha bochecha, acabei entreabrindo os lábios permitindo aprofundássemos o beijo.
Tivemos que nos separar cerca de um minuto depois necessitando de ar. Mesmo assim nossos rosto ainda permaneciam bem próximos um do outro.
- E então? — perguntou, totalmente esperançoso – Você não vai falar nada sobre isso?
Em vez de falar comecei a dar vários selinhos nos seus lábios, logo estávamos nos beijando novamente.
- E quanto a um momento igual a esse – voltou a falar quando nos separamos pela segunda vez, minha cabeça estava deitada no seu ombro – Você o imaginou em algum dos seus sonhos malucos?
- Para falar a verdade, sim – afirmei com a cabeça – Mas foi mil vezes melhores do que eu imaginei.
Continuamos a dançar e, é claro, a nos beijar. Estava totalmente perdida naquelas braços em volta de mim e naqueles olhos profundamente verdes me olhando com tanto carinho. Certamente aquele estava sendo o dia mais incrível para mim desde que cheguei a Los Angeles.
- Finalmente eu te achei, Lena – a voz de Caroline me retirou da minha bolha de felicidade – Nós temos que ir. Precisamos ver com a Liv está com a babá.
- Claro – concordei com a cabeça, por um momento eu tinha me esquecido completamente de Liv, que mãe mas desnaturada que eu sou! Virei-me para Stefan totalmente contrariada – Bom, parece que eu tenho que ir,
- Espera ai, você é Stefan Salvatore? — parecia que Car só tinha prestado atenção nele naquela momento – O mesmo Stefan Salvatore que fazia o Travis Maddox.
- O próprio – concordou com a cabeça – Sei que vocês precisam ir embora, mas eu queria o telefone da Elena.
- Claro, a proposito, sou Caroline Forbes, melhor amiga da Lena – pegou um papel dentro da bolsa e anotou alguma coisa antes de entregar a ele – Aqui está o telefone da nossa casa, pode ligar para ela qualquer hora do dia.
Consegui acenar para ele antes de Car me arrastar para fora do clube, aonde Klaus já estava nos esperando dentro do carro.
Quando chegamos em casa a senhora Jones estava no sofá folheando uma revista. Assim que ela nos viu se levantou.
- Olá, meninas – disse – A Olívia se comportou muito bem e dormiu quase na mesma hora em que eu coloquei no berço.
- Que bom – dei um suspiro de alívio, estava muito preocupada como minha filha reagiria ficando tanto tempo longe de mim, mas foi melhor do que eu imaginei – Bom, vou ver como está minha pequena.
- Está bem, Elena, boa noite – despediu-se de mim – Sempre que precisar de alguém para ficar com a sua filha, não precisa ter medo de me pedir.
- Muito obrigada, senhora Jones, por tudo – sorri antes de caminhar em direção ao corredor.
Liv estava dormindo profundamente em seu berço, queria que acordá-la para poder amamentá-la, mas ela estava tão bem que acabei mudando de ideia. Apenas dei um beijo na cabeça da minha filha antes de sair e deixar a porta do quarto encostada.
Quando voltei para sala, Caroline estava sozinha novamente. Assim que ela me viu começou a gritar que nem uma desesperada.
- Você ficou maluca – comecei a sussurrar, sinal de que ela deveria fazer a mesma coisa – Você acabar acordando a Liv.
- Desculpa – estava olhando para o chão nesse momento – Mas você tem noção de que estava beijando Stefan Salvatore.
- Sim, Car, eu tenho noção disso – concordei revirando os olhos.
- E ele ainda pediu o seu telefone – continuou, ainda mais animada – Isso é tão emocionante.
- Nem tenho certeza de que ele vai me ligar – dei de ombros – Talvez ele tenha pedido o número só por educação.
- Não me pareceu que ele estava fazendo isso somente por educação – garantiu – Ele estava bem entretido com você na hora em que cheguei.
Eu me sentei no sofá e comecei a passar a mão pelo cabelo.
- Para ser sincera, Car, não tenho certeza se aceitaria um convite para sair com ele — dei um longo suspiro antes de continuar a falar – Esse seria o meu primeiro encontro depois de tudo que aconteceu entre mim e o Damon e não sei se estou reparada.
- Fala sério, Lena – revirou os olhos – Eu sei que as coisas entre você e o Damon foram meio tensa e não acabaram da melhor maneira possível, mas já está mais do que na hora de você superar e seguir em frente.
Não disse nada. Ela vem me dizendo isso desde que fui para a casa da família dela depois “largar” o Damon, mas não é tão fácil assim quanto parece.
- Além disso, é o Stefan Salvatore – continuou – Nós duas sabemos que você tinha uma paixãozinha por ele quando era mais nova e essa é a única chance de você realizar o sonho de infância.
- Isso foi há quase dez anos, Car, a coisa mudaram muito desde então – deu de ombros – Vou fazer o seguinte: vou pensar com bastante carinho sobre qual resposta vou dar até ele ligar, ou melhor, se ele ligar.
- Sabia que você ir mudar de ideia – deu um sorriso convencido – Bom, eu vou dormir. Boa noite, Lena!
- Boa noite, Car! — respondi enquanto a acompanhava até desaparecer na divisa entre a sala e o corredor do apartamento.
Encostei a cabeça no encosto do sofá e fiquei encarando o teto, superar tudo que aconteceu nos últimos dois anos não era a coisa mais fácil do mundo. Damon tinha sido um grande cafajeste comigo, mas eu tinha me apaixonado por ele e, para ser sincera, ainda sou apaixonada. Por mais que eu queira, acho que nunca vou conseguir esquecê-lo, nem mesmo “Travis Maddox” em pessoal vai conseguir isso.
Notas finais
Bom gente, é isso, agora vocês comentem e digam o que estão achando.
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