Inesperado
5 Capítulo 4 - Visita inesperada (Damon)
Notas iniciais
Capítulo novo para vocês.
Deviam ter muitas pessoas indo para Los Angeles esse final de semana, pois Halley só conseguiu uma passagem para eu viajar no sábado de manhã.
Foi um longo voo, mas para a minha sorte sentou um mulher muito bonita ao meu lado no avião e passamos o tempo todo conversando.
- Aqui está o meu telefone! — me entregou um de seus catões logo depois de pousarmos no aeroporto e as pessoas estarem começando a se levantar dos seus lugares – Me liga um dia desses e eu posso te levar para conhecer Los Angeles.
- Claro, pode ter certeza de que eu vou ligar – pelo jeito essa viagem já tinha tido uma coisa boa.
- Foi muito bom te conhecer, Damon – me olhou de cima a baixo – Espero que a gente possa se ver em breve.
- Digo o mesmo – aceno para ela e dou um sorriso antes de começar a caminhar para fora da aeronave, ela não saiu também pois tinha que pegar a bagagem de mão no compartimento de cima.
Já tinha pego a minha mala estava dentro do táxi quando meu celular tocou. Reconheci o número da casa dos meus pais em Nova York,já estava imaginando o sermão que iria receber por ter vindo até Los Angeles, por isso rejeitei a chamada. Um minuto depois voltou a tocar e eu decidi atender.
- Damon Pierce falando – decidi falar da maneira mais formal possível, assim, talvez, parecesse que eu tinha viajado a trabalho.
- Oi, Dam, sou eu, a Kath – ouvi a voz da minha irmã caçula do outro lado da linha, não pude deixar de dar um suspiro aliviado.
- E o que a minha irmãzinha preferida está querendo – brinquei com ela, era óbvio que ela só podia ser a minha irmã preferida, é a única que eu tenho.
- Estava pensando se meu irmão mais velho, bonitão e que está sempre ocupado trabalhando vai vir até Nova York para o meu aniversário daqui há duas semanas – disse.
- Infelizmente não posso te responder agora, Kath – expliquei – Não estou em Chicago no momento, para falar a verdade, não estou nem na costa leste do Estados Unidos. Estou em Los Angeles.
- O que você está fazendo em Los Angeles? — quis saber.
- Tenho algumas reuniões de trabalho aqui – menti – E, para ser sincero, não sei quando vou voltar para Chicago.
Pelo menos eu sei que minha irmã nunca iria desconfiar dos reais motivos que me fizeram atravessar o pais e jamais me julgaria por isso também. Kath tinha apenas 12 anos quando Elena engravidou e só viu a sobrinha uma vez quando foi a Atlanta juntamente com a nossa mãe assim que ela nasceu, nem ao menos sabe de toda a confusão que aconteceu naquela época.
- É mesmo uma pena – deu um grande suspiro de frustração – É o meu aniversário de 18 anos e queria fazer uma grande festa para comemorar.
- Nem sei o que você quer comemorar, 18 anos nem é maioridade de verdade – fiz uma careta – Significa que você já é legalmente responsável pelos seus próprios atos e coisa e tal, mas nem pode beber ainda.
- Eu sei disso, Damon – já podia imaginar a minha irmã revirando os olhos – Mas esse é o meu último aniversário antes de ir para Yale, tudo que eu queria era ter as pessoas que eu mais amo no mundo perto de mim.
- Eu te respondo até o final da semana que vem, pode ser? — sugeri – Vou fazer de tudo para estar ai no dia do seu aniversário, eu prometo.
- Ou então eu posso ir até ai te encontrar? — sugeriu – Sabe eu sempre quis conhecer Los Angeles: Hollywood, Malibu, calçada da fama e, é claro, as celebridades.
- E o que aconteceu com a super festa com todas as pessoas que você ama? — quis saber.
- Meus amigos sempre estiveram em todos os meus aniversários e, com certeza, terei outras oportunidades para encontrá-los, mesmo quando estiver em Yale – explicou – Mas quando eu terei outra oportunidade de passar meu aniversário com o meu irmão mais velho em Los Angeles?
Tive que sorrir com isso. Katherine era mesmo muito volúvel quando queria.
- Como eu já te disse, não sei se ainda estarei em Los Angeles no seu aniversário – lembrei – Mas a gente combina isso melhor ao longo da semana.
- Certo – ouvi um barulho de buzina ao fundo da ligação – Agora preciso ir, Dam.
- Quem é que está ai? — decidi perguntar, não podia deixar nenhum engraçadinho se aproveitar da minha irmã – É bom que não seja nenhum garoto, entendeu, senhorita, Katherine Pierce?
- Não se preocupe, só vou ao shopping com algumas amigas – garantiu – Vamos olhar algumas vitrines, talvez comprar uma roupa e depois vamos ao cinema, sem nenhum garoto.
- Acho bom mesmo – nesse momento o táxi parou em frente ao Los Angeles Hotel Plaza – Também tenho que desligar, Kath, acabei de chegar ao hotel.
Me despedi da minha irmã antes de pagar ao taxista e entrar no hotel. O local estava vazio, por isso caminhei em direção ao balcão da recepção.
- Boa dia! — dei o meu melhor sorriso sedutor, afinal a recepcionista não era de se jogar fora – Gostaria de fazer o Check-in.
- Claro! — retribuiu o meu sorriso – Vou precisar da carteira de identidade e do cartão de credito.
Concordei com a cabeça e retirei a carteira do bolso da calça jeans e retirei os documentos exigidos.
- Vou verificar o limite do cartão de credito – avisou antes de colocar alguns papeis na minha frente – Enquanto isso pode ir preenchendo esses papéis.
Não demorou muito para eu estar com a chave do meu quarto. Era um suíte simples uma casa de casal, uma televisão, uma mesa perto da janela e um banheiro com uma pequena banheira de hidromassagem.
Eu apenas deixei minhas coisas no hotel e sai novamente. Peguei o táxi e passei o para o motorista o endereço de Caroline.
Era um prédio bem simples, que parecia bem típico na cidade de Los Angeles. Me aproximei do porteiro que estava varrendo a entrada.
- Com licença – disse, fazendo com que o homem se virasse para mim – Vim aqui visitar a minha prima, Caroline Forbes. Acho que é nesse prédio que ela mora.
- Sim, o apartamento da senhorita Forbes e da senhorita Gilbert – afirmou, agora eu tinha certeza absoluta de que ela e Elena ainda estavam dividindo o apartamento – Vou interfonar e avisar que você está subindo.
- Não precisa – garanti – É que eu acabei de chegar a cidade e não vejo a minha prima há muito tempo, queria que fosse uma surpresa.
Ele ficou me olhando de cima a baixo, só espero que ele não ficasse com medo de eu ser um assassino em série e chamasse a polícia.
- Tudo bem! — deu um longo suspiro concordando por fim – É o apartamento número 1004.
- Eu sei! — afirmei – Mas uma vez, muito obrigado.
Entrei no elevador e apartei no decimo andar. O apartamento 1004 ficava bem na saída do elevador, toquei a campainha e esperei mais de um minuto até ouvir o barulho de chave.
Um homem atendeu. Ele era loiro estava com o cabelo bagunçado, a barba por fazer e vestia apenas sua calça jeans com o botão aberto, sinal de que tinha vestido rapidamente para vir atender a porta. Dei uma rápida olhada para ver se não tinha batido no apartamento errado.
- Posso ajudá-lo? — ele perguntou quando viu que eu não ia falar nada.
- Eu estava procurando apartamento da minha prima – expliquei – Mas parece que a minha tia me deu o endereço errado. Desculpe-me pelo engano.
- Não, espere – me chamou antes de pudesse me virar para entrar no elevador – Qual é o nome da sua prima?
- Caroline Forbes – deu de ombros – Você a conhece? Sabe qual é o número certo do apartamento dela?
- É aqui mesmo – respondeu – Pode entrar que eu vou chamá-la para você.
Abriu o resto da porta para que eu pudesse entrar na sala. Ela era um lugar simples: tinha um sofá de três luares, uma televisão de LED, uma mesa de centro, um aparador com várias fotografias e uma mesa com quatro cadeiras. O homem que me atendeu, acenou com a cabeça antes de ir na direção do corredor.
- Car, meu amor! — a chamou – Tem um cara aqui dizendo que é o seu primo.
- Meu primo? — pude ouvir a voz da minha prima de algum lugar no interior do apartamento, provavelmente de dentro de um dos quartos – Você deve ter entendido mal, Klaus, o único primo que eu tenho é o …
Foi quando ela chegou a sala e os nossos olhares se cruzaram e ela parou no mesmo lugar parecendo em total estado de choque.
- Damon – completou a frase – O que você está fazendo aqui? E como foi que você conseguiu o meu endereço?
Ela estava tão “arrumada” quanto o namorado, vestia apenas uma camisa branca que batia na matade do seu joelho. Balancei a cabeça negativamente afastando os pensamentos, por mais que eu saiba que Caroline é maior de idade e já mora sozinha há mais de quatro anos, não estava com vontade de pensar na vida sexual da minha prima, afinal, eu me lembro dela quando era apenas um bebê.
- Oi para você também, priminha – cruzei os braços tentando parecer o mais casual possível.
- Bom, pelo jeito essa conversa de família vai durar muito tempo – o namorado de Car nos interrompeu – Amor, vou esperar lá dentro.
Deu um beijo bochecha dela e foi em direção aos quartos. Quando ficamos sozinhos voltamos a apenas nos olhar.
- Você realmente não vai me dizer o que está fazendo aqui? — decidiu perguntar mais uma vez.
- Apenas vim te fazer uma visita – respondi – Algum problema em eu querer visitar a minha prima que eu não vejo há anos?
- Todo o problema do mundo, Damon, e você sabe muito bem disso – lembrou – Por favor, não cria mais confusão, já basta tudo que aconteceu.
- A Elena ainda mora aqui com você não é? — mudei de assunto – Pelo menos foi o que o porteiro me disse lá embaixo.
- Sim ainda estamos dividindo o apartamento – disse secamente, não precisa ser um gênio para saber que ela não estava com muita vontade de conversar – E é justamente por isso que você não deveria estar aqui, a Elena ainda está muito magoada e tem milhares de motivos para isso. Deixa elas em paz.
- Acho que eu tenho sim o direito de visitar a minha esposa – completei – Provavelmente a Elena não se lembra, já que fiquei sabendo que ela está noiva de outro, mas nós dois ainda estamos legalmente casados.
- Damon... — deu um longo suspiro e se encostou em uma das paredes – Por favor, não começa com isso. É claro que a Lena se lembra que vocês dois ainda estão casados e ela já está cuidando disso.
- Então pode-se dizer que estou aqui para facilitar a vida dela – dei de ombros.
- Já vi que você não vai desistir tão fácil – balancei a cabeça afirmativamente – Então apenas me deixe trocar de roupa. Estou me sentindo um pouco desconfortável falando com você vestida assim.
- Tenho que concordar com você, priminha – fiz uma careta.
Enquanto esperava ela voltar me sentei no sofá e comecei a olhar as fotos que estava ali. Tinham muitas fotos de Caroline e Elena, quando ainda moravam em Atlanta e também aqui em Los Angeles, em algumas delas tinha também uma menina morena de olhos profundamente azuis. Não pude deixar de sentir meu coração apertado, quando eu a vi pela última vez era apenas um bebê e agora era uma criança que anda, fala e, possivelmente, escreve, era algo totalmente surreal.
Peguei um dos porta-retratos em que ela estava sozinha para poder olhar melhor os detalhes. Apesar dos olhos exatamente iguais aos meus ela era exatamente igual a Elena, mas alguma coisa nela me fazia lembrar da Kath quando tinha essa idade.
- Elas não estão aqui – me virei e encontrei minha prima me encarando, já tinha trocado de roupa – A Elena pegou a Liv ontem na escola logo depois de sair da faculdade e foram direto para a casa do Stefan, parece que ele iria levá-las para algum passeio hoje bem cedo.
- Liv? — apesar de tudo que ela tinha falado essa foi a única coisa que eu tinha escutado realmente.
- É o apelido de Olívia – Caroline explicou, dando um pequeno sorriso – A Elena começou a chamá-la assim logo depois de nascer por que...
- Achava que Olívia era um nome muito grande para um bebê tão pequeno – completei – Eu sei, elas ainda estavam morando comigo nessa época. Acho que eu só não lembrava exatamente qual era o nome dela.
- Não é uma coisa muito legal de um pai dizer da sua própria filha – observou.
Pai. Sempre achei essa uma palavra muito forte, agora mais do que nunca. Será mesmo que eu teria a capacidade de ser um bom pai um dia?
- Já faz 5 anos, Caroline – dei de ombros – Como ela é? A Olívia.
- A Liv é uma menina muito doce e muito inteligente também – respondeu – Ela só tem cinco anos, mas faz cada pergunta que ficamos imaginando aonde foi que ela ouviu isso. Ela também é muito extrovertida e tem um monte de amiguinhos, tanto na escola quanto na pracinha que tem aqui perto.
- Ela parecia ser mesmo uma criança adorável – não pude deixar de dar um sorriso bobo – E como ela está reagindo ao casamento da mãe?
- Está totalmente empolgada, já disse para a Elena que quer ajudar com tudo que puder nos preparativos – estava encarando um ponto fixo na parede – O Stefan é um amor com ela e a ama como se... — parou de falar na mesma hora e me olhou, séria.
- “A ama como se” o que? — a encorajei a continuar – A ama como se fosse filha dele, não é isso?
- Sim! — balançou a cabeça – Eu sinto muito estar ouvindo essas coisas, mas foi você quem perguntou.
- Está tudo bem – garanti – Fui eu quem me afastei durante todos esses anos, não posso culpar nenhuma das duas pelo que está acontecendo. O único a quem posso culpar é a minha mesmo.
Caroline não disse nada, apenas continuou a me olhar. Coloquei o porta retrato no lugar em que estava e fiquei admirando de longe.
- Eu queria vê-la – admiti – Nem que fosse uma vez só.
- Não sou eu a pessoa que pode te permitir isso, tem que falar com a Lena – lembrou – Mas acho que se vocês conversarem civilizadamente ela vai deixar, afinal Liv também é sua filha e você também tem direitos.
Ouvimos passos vindo do corredor, nós viramos e avistamos Klaus. Ele também tinha trocado de roupa e estava arrumado para sair.
- Já podemos ir Caroline – avisou antes de me dar uma rápida olhada.
- Eu e Klaus vamos almoçar na casa dos pais dele e depois vamos para o apartamento dele – Car me explicou – E eu vou dormir lá hoje.
- Entendo! — falei – Será que eu não posso ficar aqui esperando a Elena chegar para podemos conversar? Tenho certeza de que se passar aqui ela não vai me deixar entrar.
Caroline começou a passar a mão nervosamente pelo cabelo pensando no que me responder. Milhares de coisas deveriam estar passando pela cabeça dela nesse momento.
- Provavelmente vou me arrepender disso e a Elena também vai me odiar para sempre – deu um longo suspiro antes de falar – Mas tudo bem, pode ficar.
- Obrigado, Caroline – me levantei a abracei – Eu prometo que vou te recompensar um dia por isso.
Não precisa fazer nada – garantiu – Escuta, se ela não chegar até as 10 horas significa que ela decidiu dormir na casa do Stefan de novo. Caso isso aconteça você pode sair e encostar a porta, ela tranca pelo lado de fora.
- Já entendi tudo – balancei a cabeça afirmativamente – E prometo que você não vai se arrepender de ter me dado essa chance.
- Acho bom mesmo não me arrepender dessa vez – revirou os olhos – Tchau, Damon e boa sorte.
Acenei para ela e esperei que saísse juntamente com o namorado e fechasse a porta, então eu me deitei mais no sofá para poder olhar para o teto. Foi muito fácil convencer a minha priminha de me deixar ficar aqui, até mais fácil do que eu esperava. Agora eu estava há poucas horas de reencontrar Elena e estou pronto para você um acordo com ela.
Notas finais
Pois é, o Damon enganou a Car direitinho com aquela história de pai arrependido e conseguiu convencer ela a deixá-lo ficar ali esperando a Lena.
Qual será o acordo que ele vai fazer com ela?
Bom, é isso, comentem e digam o que estão achando.
Só mais uma coisa, eu a Wendy Falls estámos com uma fic nova chama "Sweet Lie", se vocês ainda não tiverem lido ela, deem uma passadinha lá também.
http://fanfiction.com.br/historia/325326/Sweet_Lie
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