Inesperado

25 Capítulo 24 - Como uma família (Elena)


Notas iniciais
Mais uma vez, obrigada pelos comentários.
Aqui está o novo cap,
espero que gostem.

Peguei um pouco de mingau com a colher e a levei em direção a Liv. Demorou um pouco, mas ela abriu a boca.

- Isso é ruim! — fez uma careta – Eu queria comer panquecas!

- Eu sei, princesinha, mas são ordens médicas – lembrei – Na sólido até o doutor Grey dizer que sim.

- Certo! — revirou os olhos antes de comer mais uma pouco de mingau.

Foi nesse momento que Caroline entrou na cozinha. Minha amiga tinha passado a maior parte dessa última semana na casa de Klaus, como de costume, mas essa noite ela ficou aqui, pois sabia que Liv estava chegando e eu poderia precisar de algum tipo de ajuda.

- Bom dia! — disse dando um beijo no topo da cabeça na minha filha e dando uma olhada no prato em cima da mesa – O que é isso?

- Mingau de aveia – respondi – Preparado exatamente do jeito que a Liv pode comer.

- Não me parece um prato muito atrativo – comentou fazendo uma careta.

- Você não está ajudando muito, Car! — reclamei – Estou tentando fazer ela comer isso.

- Só estou sendo sincera! — deu de ombros enquanto ia até o armário e pegava a caixa de cereais de chocolate – Mas me diz uma coisa, Lena. Eu devo me preocupar pelo meu querido priminho estar dormindo no sofá da sala?

- Não tem que se preocupar com nada – garanti – A Liv acabou de chegar em casa e você também dormiu aqui, logo não tinha nenhum quarto vago e ele teve que dormir no sofá da sala.

- Bom ele poderia ter dormido no seu quarto como deve ter feito essa semana inteira – deu um sorriso malicioso e eu a olhei séria, a repreendendo – O que foi? Mais uma vez, só estou sendo sincera.

- Tem certeza de que você está bem, amiga? — perguntei quando ela colocou um pouco de leite no pote junto com o cereal – Você nunca come cereal pela manhã.

- Me deu vontade! — sentou-se em uma das cadeiras vazias e começou a comer – Não sei por que a surpresa, eu sempre gostei de cereal.

- Sim, quando tínhamos uns cinco anos – lembrei – Hoje em dia você sempre faz careta quando eu faço compras e trago cereal, ainda mais se for com chocolate. Sempre diz que isso faz engordar.

- Senti vontade de relembrar a infância – deu de ombros.

- Certo! — não disse mais nada. Há algum tempo que eu percebi que minha melhor amiga anda meio estranha, ainda vou descobrir o que está acontecendo, só preciso de um pouco de paciência.

Mais alguns minutos se passaram até que ouvi passos se aproximando da cozinha e me virei a tempo de ver Damon entrando pela porta. Ele estava com o seu pijama e o cabelo levemente bagunçado, até hoje eu não entendo como ele pode ser lindo até mesmo de manhã.

- Bom dia, Lena! — me deu um rápido nos lábios e pude ver Liv e Car trocando sorrisos cúmplices, claro que fiquei com o rosto vermelho de vergonha na mesma hora – E você, princesinha do papai, como está se sentindo hoje? — perguntou bagunçando de leve o cabelo dela.

- Estou bem! — garantiu – E acho que não preciso ficar comendo esse mingau horrível.

- Eu sei que isso é ruim, Liv, mas o médico sabe o que faz – agradeci mentalmente por ele não estar concordando com ela e me fazendo preparar panquecas ou algo parecido – Imagino que você queira ficar boa logo, não é mesmo?

- Sim! — concordou com a cabeça.

- Então tem que fazer tudo que eu médico mandou – continuou – E logo você vai estar 100% e vai poder brincar com os seus amiguinhos e aproveitar as suas férias de verão.

- Tem razão, papai! — sorriu antes de comer mais um pouco do mingau, só ele mesmo para conseguir convencê-la.

Ele pegou uma xícara, encheu de café e se sentou entre Liv e Caroline.

- Você não quer comer nada, Damon? – pelos meses que ficamos morando juntos e por essa última semana em que tem passado aqui em casa já percebi que ele não te muita fome de manhã, mas meus instintos maternais me obrigam a sempre perguntar isso.

- Não, eu estou bem! — garantiu, virou o café todo de uma vez só – Sabe, eu estou com vontade de assistir desenhos na televisão. Quer vim comigo, Liv?

- Posso, mãe? — virou-se para mim totalmente esperançosa.

- Bem... — dei uma rápida olhada no prato, ainda tinha um pouco de mingau, mas ela já tinha comido mais da matade – Tudo bem, pode ir.

- Oba! — esticou os bracinhos para que Damon a pegasse. Liv ainda estava com o gesso na perna, por isso passava a maior parte do tempo sentada em algum lugar ou no colo.

- Vamos lá! — fez uma careta fingindo que ela estava pesada e eu não pude deixar de sorrir.

Quando eles saíram da cozinha eu fui até a pia lavar a louça, minha amiga continuava a comer o seu cereal.

- Olha, Car, não é que eu não queira que o Damon durma no meu quarto – me virei e continuei o assunto de antes – Mas com a Liv aqui, isso pode ser um pouco confuso para ela. Você sabe que eu sempre me preocupei com a minha filha em relação a esses assuntos.

- Sim, Lena, eu sei. A Liv só tem cinco anos, é muito nova para entender certos assuntos – concordou – Mas o Damon não é um cara qualquer que você conheceu na rua, é o pai dela e o seu marido.

- Sim, ele é o pai da Liv, mas por mais que ele esteja se esforçando agora, temos que nos lembrar que ele esteve ausente nos últimos cinco anos – lembrei – E é tudo muito novo para a Liv ter o pai e a mãe sob o mesmo teto, não quero confundir a cabeça da minha filha.

- Tudo bem, Lena, não vou mais discutir – levantou as duas mãos em sinal de rendição – Já que você quer assim, o Damon pode ficar no meu quarto a partir de hoje, assim não precisa ficar com as costas doendo por causa daquele sofá.

- Então você vai voltar para a casa do Klaus? — quis saber – Olha, Car, não estou querendo te expulsar daqui nem nada. Mas você passa mais tempo na casa do Klaus do que aqui, já pensou em se mudar de vez.

- Na verdade é exatamente isso que eu estou fazendo, Klaus me convidou para morar com ele – explicou – Não queria te avisar assim em cima da hora, mas com toda essa história do acidente da Liv, não encontrei uma oportunidade de conversarmos.

- Não tem problema, Car – me aproximei e a abracei – Estou muito feliz por você, amiga, que você e o Klaus sejam muito felizes nessa nova etapa de sua vidas.

Foi nesse momento que eu reparei no anel de noivado no dedo dela, já devia estar ali há algum tempo, mas nos últimos dias minhas cabeça só conseguia pensar na minha filha e não prestava atenção em mais nada. Isso certamente não me surpreendeu, quando éramos pequenas, Caroline sempre desenhava a si mesma usando um vestido de noiva e por mais que os dois estivessem sérios não acreditava mesmo que ela fosse morar com o namorado sem que a palavra “casamento” tenha sido pronunciada em algum momento.

- E então, para quando é o casamento? — decidi perguntar.

- Bom, é claro que a gente vai se casar, mas não agora – passou a mão pelo cabelo nervosamente – Somente depois que o bebê nascer.

- Ah, claro! — foi só então que eu percebi o que ela tinha acabado de falar e a olhei em estado de choque – Bebê? Isso é sério mesmo, Car?

- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Estou de quase dois meses, mas só fiquei sabendo há pouco mais de uma semana. Você é a primeira pessoa que está sabendo.

- Isso é ótimo, Car – não pude deixar de sorrir – Um filho seu e do Klaus certamente vai ser lindo.

- Eu sei! — concordou – Sabe, eu não falei ainda com o Klaus, mas sei que ele vai concordar com a minha decisão. Quero que você seja a madrinha do bebê, você e o Damon, é claro.

- Mas é claro que eu aceito, Car, nada me deixaria mais feliz do que ser madrinha desse bebezinho – garanti – E tenho certeza de que o Damon também vai dizer sim.

- Só te peço para não comentar nada com o Damon ainda! — continuou – Como eu te disse, você é a primeira pessoa para quem eu estou contando, ainda estamos meio que mantendo tudo em segredo. Quero fazer um jantar para nossos amigos e família e contar tudo.

- Pode deixar que ninguém vai saber de nada por mim – garanti levantando as duas mãos – Mas agora eu entendi por que você está comendo cereal. Vou poder me vingar de todas as vezes que você riu de mim por ter desejo de comer coisas estranhas.

- Sabia que você ia dizer isso! — revirou os olhos – Então eu vou usar o seu velho argumento, você não pode me contrariar.

- Eu sei, Car! — ri – Mas só por que eu quero que o meu afilhadinho ou a minha afilhadinha cresça forte e saudável ai dentro.

- Pode ter certeza de que ele vai – garantiu – Se depender de mim e bom, ele depende.

Continuei lavando a louça e até lavei o pote e a colher que Caroline usara para tomar o seu café da manhã. Depois disso eu fui para sala e me juntei a Damon e Liv na frente da televisão.

- O que vocês estão assistindo? — apoiei o queixo no ombro do meu “marido”, Liv estava com a cabeça deitada no seu colo e ele fazia carinho no seu cabelo.

- Bob Esponja! — responderam ao mesmo tempo.

- Não acredito que eles ainda passam esse desenho – reclamei – Acho que eu tinha a idade da Liv quando ele estreio.

- Deixa de ser exagerada, Lena! — brincou e eu mostrei a língua para ele em gesto infantil.

- Tudo bem, acho que eu exagerei quando disse que tinha a idade da Liv – concordei – Mas eu tinha uns 11 ou 12 anos.

- Bob Esponja é eterno! — afirmou – Ele, o Patrick e o Lula Molusco nunca vão perder a graça.

- É muito legal, mãe! — foi a vez de Liv falar.

- Certo, vocês venceram – dei um longo suspiro me ajeitando melhor no sofá – Se é isso que vocês querem assistir, não vou me opor.

- Assisti com a gente, mãe! — minha filha pediu – Só um pouquinho.

- A Liv, tem razão, Lena – Damon completou – Nunca assistimos nada os três juntos, pode ser divertido.

- Está bem! — concordei.

Ficamos cerca de uma hora assistindo desenhos e até que foi divertido. Embora os desenhos não fosse exatamente os mesmos, pude relembrar um pouco a minha infância, época em que eu não tinha nenhuma preocupação na cabeça.

- Acho que eu vou tomar banho – ele avisou, fazendo com que Liv se sentasse e retirasse a cabeça do seu colo – Estava pensando em ir no hotel mais tarde para ver como está a Kath. O que acha de virem comigo?

- Oba, podemos mãe? — ela sempre me perguntava e virava para mim com aquela carinha pidona que era quase impossível de resistir – Estou morrendo de saudades da tia Kath.

Em dos dias em que Liv esteve internada Damon levou a irmã para visitá-la. As duas se deram bem logo de cara e ficaram horas conversando, foi uma cena muito fofa de se ver.

- Claro, vai ser bom para você sair um pouco de casa e tomar ar fresco – respondi – Mas lembre-se que não pode fazer muita estripulia, ainda está se recuperando a cirurgia e também tem esse gesso na perna.

- Pode deixar mãe, vou ficar bem quietinha – prometeu.

- Está vendo, Elena, ela é boazinha – ele se aproximou de mim e me deu um selinho – Bom, eu já voltou.

Damon foi em direção ao corredor em que ficavam os quartos e os banheiros. Enquanto isso eu e Liv continuamos a vez televisão.

- Sabe, mãe eu fiquei muito feliz por você e o papai estarem juntos – ela comentou depois de algum tempo – Agora nós somos uma família de verdade.

- Pode se dizer que sim – disse.

- Eu sempre quis uma família assim: eu, você e o papai – admitiu – Nunca te falei isso para não te deixar magoada.

Senti meu coração ficar apertadinho. Apesar de tudo não imaginava que Liv sentisse falta da presença do pai.

- Bom, você meio que já tinha isso! — continuei, tentando manter a calma no meu tom de voz – Sei que ele não era, exatamente, o seu pai, mas você tinha o Stefan.

- Sei disso! — concordou com a cabeça – E eu sinto falta dele, fiquei muito triste por saber que nunca vou poder vê-lo.

- Mas quem disse que você pode vê-lo? — falei – O que você acha de eu ligar para o Stefan e combinar dele vir te ver?

- Sério? — seus olhinhos estavam brilhando – Posso mesmo ver o Stef.

- Claro! — peguei o meu celular que estava na mesa de centro – Vou ligar para ele agora mesmo.

Sei que Damon não gosta muito do Stefan, mas estou fazendo isso pela Liv, não por mim, então acho que ele não vai se importar.

Procurei o número dele na minha agenda e apertei para discar. Tocou várias vezes até que caiu na sua secretária eletrônica, desliguei sem deixar um recado.

- Ele deve estar em uma reunião ou alguma coisa parecida – expliquei a ela – Vou tentar ligar mais tarde.

- Tudo bem! — concordou.

- Acho muito difícil de você conseguir falar com ele – Caroline apareceu, estava segurando o seu tablet – Ele parece estar bem ocupado.

- Como assim? — quis saber.

- Leia essa reportagem aqui! — me entregou o aparelho, estava aberto em um site de fofocas de celebridades.

Um novo amor para Stefan Salvatore?

O ator Stefan Salvatore foi visto aos beijos com uma morena misteriosa em uma cafeteria no centro de Los Angeles. Os dois pareciam bem a vontade um com o outro. O motorista do senhor Salvatore chegou um pouco e os dois entraram no veículo, seguindo para um lugar não revelado.

A assessora de imprensa do ator, Meredith Fell, não foi encontrada para se pronunciar sobre o assunto. Lembrando sempre que há pouco mais de uma mês foi anunciado o noivado de Stefan com sua namorada, a estudante Elena Gilbert.

- O que diz ai? — Liv quis saber.

- Não é nada! — afastei o tablet dela, mesmo que ela ainda não sabendo ler, tem fotos embaixo da noticia.

Desci a tela para poder ver as fotos. Realmente se tratava de Stefan com uma “morena misteriosa”, até que fico feliz por ele, pelo menos ele esta superando o fim do nosso relacionamento. Em um das fotos dava para ver o rosto dela e não pude deixar de ficar surpresa.

- Espera, ai! — disse – Essa daqui é a Kath!

- Kath, minha prima? — aproximou para ver a foto que eu tinha acabado de ampliar – É ela mesmo.

- O que tem a minha irmã? — Damon apareceu na sala, seu cabelo ainda estava molhado por causa do banho.

- Não é nada! — disse tentando esconder o tablet – Só estava falando que iriamos até o hotel vê-la. Talvez a gente possa ir mais tarde, talvez ela ainda esteja dormindo.

- O que você está escondendo de mim, Lena? — ele conseguiu pegar o tablet de mim e vendo que estava escrito – Não posso acreditar nisso, como é que foi acontecer?

- Olha, Damon, em minha defesa acabei de descobrir também – deixei bem claro – Acho que essa não é a melhor maneira de você descobrir.

- Isso é um grande absurdo – continuou – Ela só tem 18 anos é praticamente um bebê.

- Ela já é maior de idade, Damon – Caroline lembrou – Tem todo o direito de se envolver com quem ela quiser e você não pode intervir.

- Ah, mas eu posso sim! — pegou a carteira e o celular que estavam em cima da mesa de centro – Primeiro ele sai com a minha esposa e tenta roubar a minha filha e agora a minha irmãzinha.

- Damon, por favor, não precisa se estressar por isso – tentei acalmá-lo.

- Do que o papai tá falando? — Liv se virou para a Caroline – Que foi que tentou roubar a mim e a mamãe e agora quer fazer a mesma coisa com a tia Kath?

- Não é nada, Liv – minha amiga tentou acalmá-la passando a mão no seu cabelo – Seu pai só está com um pouco de raiva, mas não tem nada a ver com você.

- Eu vou até lá falar com ele! — olhou para mim e para Car – E não adianta vocês tentarem me impedir.

- Não vou te impedir, mas eu vou com você – avisei, queria impedi-lo de fazer alguma besteira – Car, você pode olhar a Liv para mim.

- Claro! — respondeu.

- Pensei que a gente fosse visitar a tia Kath – fez uma carinha triste e olhou para os próprios pés.

- Depois nós vamos, Liv, eu prometo – garanti.

- Se você quer ir mesmo comigo, Lena, vamos logo — então eu segui Damon para o lado de fora do apartamento em direção ao hall dos elevadores.

Notas finais
Pois é gente, como eu já tinha dito o Damon não ficou muito feliz ao saber do Stef e da Kath (isso por que ele nem sabe de tudo que aconteceu, AINDA) O que será que vai acontecer?
Avisando que o próximo cap vai ser no ponto vista do Stefan.
O que vocês acharam do momento fofo entre o Damon, a Lena e a Liv?
E agora a Lena já sabe do bebê da Caroline e a amiga ainda convidou ela para ser madrinha...
Bom, é isso.
Comentem e digam o que estão achado.
Recomendações?
OBS: Feliz páscoa para todos!!!!