Inesperado

24 Capítulo 23 - Somente uma noite (Katherine)


Notas iniciais
Primeiramente eu queria agradecer a todos os comentários...
Sem mais enrolação aqui está o cap (o titulo é totalmente sugestivo kkkkkkkkkkk)

E lá estava eu comendo Cheesburguer e bebendo milkshake de chocolate que eu tinha pedido no serviço de quarto enquanto procurva alguma coisa interessante para assistir na televisão. Nunca pensei que fosse dize isso, mas essas duas semanas em Los Angeles tem sido um verdadeiro tédio para mim.

A imagem de Stefan Salvatore aos 11 anos aparece na televisão e eu decido ficar nesse canal mesmo. Quando eu era pequena eu era uma verdadeira fã dos filmes de Travis Maddox e já perdi a conta de quantas vezes eu já assisti.

Ouvi o barulho de chave, indicando que a porta do quarto estava sendo a aberta. Damon entrou no local.

- Olá, irmãzinha – disse.

- Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? — ironizei, nesses últimos dias meu irmão só tem vindo aqui para pegar roupas novas e tem passado restante do tempo no apartamento de Elena, provavelmente estão recuperando o tempo perdido.

- Não vou ficar por muito tempo – explicou, não pude deixar de revirar os olhos – A Liv vai receber alta. A Lena está lá embaixo me esperando para irmos ao hospital buscá-la.

- E você vai dormir por lá de novo, eu imagino – não foi uma pergunta, isso estava na cara, ele já está até pegando algumas roupas dentro da mala e colocando em uma sacola de comprar retornável, nem sei por que ele já não leva toda a bagagem para lá logo.

- Vou sim! — afirmou com a cabeça, eu simplesmente cruzei os braços e o encarei – Você não parece muito feliz com isso.

- Olha, Dam, eu realmente estou feliz por você e a Elena estarem juntos novamente – admiti – Mas eu vim para Los Angeles para passar um tempo junto com o meu irmão. Demos uma volta por Hollywood no dia seguinte a minha chegada e foi mesmo muito divertido, mas depois disso nem te vi direito mais.

- Olha Kath, eu sei que estou te devendo e muito – sentou-se na ponta da cama ficando em frente a mim – Mas eu prometo que quando toda essa confusão do acidente da Liv passar eu prometo que vou te compensar.

- Está bem! — concordei. Eu só espero que isso não aconteça quando eu estiver prestes a ir embora, claro que eu não disse em voz alta.

Virou-se rapidamente para ver o que eu estava assistindo.

- Travis Maddox – fez uma careta – Fala sério, você não cansa desse cara? Está parecendo até a Lena, ela era tão fã que quase se casou com ele.

- E os dois já terminaram e ela está com você – lembrei – Você não precisa ficar implicando com ele.

- Tenho todo direito de implicar sim – aproximou-se e deu um beijo na minha bochecha – Bom, Kath, estou indo, qualquer coisa você pode me ligar.

- Está bem! — concordei antes de ele abrir a porta e sair do quarto.

E eu estava mais uma vez sozinha e eu voltei as minhas atenções para o filme. Mas eu fui interrompida novamente, dessa vez pelo meu celular, peguei o aparelho em cima da mesinha e reconheci o número de Emma.

- Oi, amiga! — disse assim que eu coloquei o telefone no ouvido, dá para ver pelo tom da minha voz o quanto eu estava desanimada.

- Kath! — tive que afastar o celular alguns centímetros por causa do grito que ela deu, diferente de mim estava bem animada – Como estão as coisas por ai?

- Para ser sincera, não muito bem! — dei um longo suspiro para responder.

- Fala sério, Katherine – reclamou – Você está em Los Angeles, a cidade que sempre sonhou em conhecer e agora vem me dizer que as coisas não estão boa ai!

- Acontece que o Damon tem passado o tempo todo fora e quase não tem tempo para mim – expliquei.

- Melhor ainda! - afirmou – Quero dizer, eu sei que você foi ai para ficar com o seu irmão, mas com ele longe você pode continuar com o seu plano de fazer sexo casual com um total desconhecido.

- Está mesmo falando sério, Emma? — sabia que ela não podia me ver, mas não pude deixar de revirar os olhos – Você ainda não esqueceu disso?

- E você também não deveria esquecer! — continuou – Pensei que você queria esquecer o idiota do Jem, sem contar que essa é a sua última chance de aproveitar antes de ir para a faculdade e ter que ser uma estudante responsável.

- E quem foi que disse que eu não superei o Jem? — tentei enganá-la, mas não é verdade, sei que já passou mais de um ano, mas eu ainda sofro por ele.

- Até parece! — e é por isso que a Emma é a minha melhor amiga, ela me conhece muito bem – Escuta aqui, vai tomar um banho, colocar aquele vestido preto lindo que você comprou na véspera da viagem e vai sair para arrasar.

- Tenho mesmo que fazer isso? — Reclamei.

- Sim! — afirmou – Se eu te conheço você deve estar deitada na cama, provavelmente de pijama, comendo hambúrguer com milkshake e assistindo algum filme bobo na televisão. Tenho certeza de que não foi por isso que foi até ai para isso.

- Tem razão! — agora eu tive que concordar com ela – Vou mesmo me arrumar e dar uma volta.

- É assim que se fala! — estava totalmente animada agora – Amanhã você vai me dizer tudo que acontecer.

- Está bem! — concordei antes de desligar o telefone.

Então eu apaguei a televisão e corri para o banheiro e tomei uma rápida ducha. Fiz uma maquiagem simples, coloquei meu vestido preto junto com uma sandália da mesma cor e peguei uma bolsinha de mão. Não que eu realmente fosse me pegar com o primeiro cara que encontrasse na rua, mas se conhecesse alguém interessante, quem sabe?

Los Angeles a noite era bem movimentada. Várias pessoas iam ao cinema, bebiam em bares, esperavam em filas de boates ou, simplesmente, curtiam a cidade com os amigos. Certamente esse deveria ser um lugar incrível de se morar.

Avistei uma lanchonete e decidi parar para tomar um refrigerante. Estava esperando o sinal de transito fechar para poder atravessar a rua quando a porta da boate atrás de mim foi aberta.

- Você vai se arrepender de fazer isso! — apesar de a voz estar totalmente enrolada, era bem familiar, só não sabia de onde.

- Olha, senhor Salvatore, eu não queria expulsá-lo, mas o senhor está bêbado e já causou muita confusão hoje – o outro homem comentou – Vá para casa e descanse.

- Não quero! — reclamou, então ouvi o som da porta batendo.

Quando me virei encontrei o homem caído no chão. A noite está fria e não merece ficar ali ao relento.

- Deixe-me ajudá-lo – coloquei o braço dele em volta dos meus ombros, foi nesse momento que olhei o seu rosto, o reconheceria em qualquer lugar – Você é Stefan Salvatore!

- Primeiro e único! — afirmou – Ou, pelo menos, o que sobrou dele.

- Deixa de se pessimista – o ajudei a se levantar, anda apoiado em mim – Tudo que você precisa é de um café, um banho e vai estar como novo.

- Não me importo com isso! — deu de ombros – Isso não vai trazê-la de volta para mim.

Sabia muito bem que ele estava falando de Elena. Eles estavam noivos quando meu irmão voltou para vida dela e agora os dois terminaram.

- Venha, vamos para aquele café do outro lado da rua – o sinal tinha acabado de fechar e podíamos atravessar a rua.

Fomos para uma mesa bem perto da janela. Eu pedi um refrigerante para mim e um café forte para o Stefan, a garçonete olhou para ele desconfiada, mas mesmo assim anotou o pedido e disse que já trazia tudo.

- Tem alguém possa vir te buscar aqui? — perguntei – Você não está com a menor condição de dirigir.

- É só você procurar o número da minha casa aqui! — colocou o celular em cima da mesa – O meu motorista pode vir me buscar.

- Certo! — peguei o aparelho e comecei a procurar na agenda até achar aonde estava escrito “casa” — Eu já volto.

Fui até uma área em que não tinham tentas pessoas conversando para poder falar sem nenhuma interferência.

Falei com Sophie e ela foi totalmente simpática comigo. Anotou o endereço do lugar exato de onde estávamos e avisou que o motorista estaria lá em aproximadamente vinte minutos. Quando voltei para a mesa, Stefan estava tomando um gole do seu café, quando pousou a xícara fez uma careta.

- Isso está muito forte – reclamou.

- Essa é a ideia! — avisou – Café forte melhora o efeito da bebida e evita que você tenha ressaca no dia seguinte.

- Você é médica ou alguma coisa parecida? — quis saber.

- Quase isso! — dei de ombros – Vou começar o curso de medicina em setembro, claro que eu já andei lendo um pouquinho.

Então ele continuou a beber o café e eu coloquei um pouco do refrigerante. Quando ele terminou começou a chorar em nada.

- O que houve? — perguntei colocando a mão sob o seu braço.

- Passei os cinco melhores anos da minha vida ao lado de Elena – falou – Cuidei dela e da filha com todo o amor e carinho que eu tinha. Então um dia ela chegou e simplesmente disse que não tinha mais como ficarmos juntos.

- Ela deve ter se apaixonado – tentei acalmá-lo – A gente não manda no coração, quando ele exige que a gente faça alguma coisa, não tem como resistir.

- Ela me trocou pelo pai da filha dela! — explicou – O cara que não ligou para ela quando descobriu que estava grávida e nunca ligou para o bebê.

Sabia que Damon tinha feito isso tudo, mas ouvir uma outra pessoa fazer isso era muito difícil.

- Eu amo a Elena! — ficou encarando a xícara em cima da mesa.

- Mas talvez ela não seja a mulher certeza para você – sugeri, fiquei segurando a sua mão – Um dia você irá encontrar essa pessoa especial e esse vai ser um momento mágico.

- Talvez eu já tenha encontrado – ficou me encarando profundamente, como se pudesse ler a minha alma somente com o olhar – Desculpe, acho que estou mesmo muito bêbado – balançou a cabeça negativamente.

- Não tem problema – garanti.

- Mas olha só, você aqui me ajudando, eu aqui lamentando sobre a minha vida e eu nem ao menos sei o seu nome – comentou, de repente.

- É Katherine! — respondi.

- Katherine! — meu nome saiu dos seus lábios de uma forma tão sensual que eu até senti um arrepio correndo a espinha – É um belo nome, combina com você.

Senti as minhas bochechas esquentarem de vergonha. Era impressão minha ou ele estava dizendo que eu sou bonita?

- Você pode me chamar de Kath! — pedi – É assim que todos os meus amigos me chamam.

- Kath, isso significava que você me considera seu amigo – passou a mão delicadamente pelo meu rosto – Isso é muito bom, mas ao mesmo tempo decepcionante.

- O que quer dizer com isso? — o olhei confuso – Você não quer ser meu amigo?

- Talvez não! — desceu um pouco a mão e contornou os meus lábios com o polegar – Talvez eu queira ser mais do que isso.

Prendi a respiração. Eu disse que iria deixar rolar e se fosse para acontecer alguma coisa essa noite iria acontecer, mas nunca imaginei que seria assim.

- Você é muito linda! — murmurou.

Encurtou o espaço entre nós e me beijou. Senti a eletricidade correr o meu corpo e coloquei uma das mãos em seu cabelo e com a outra me apoiei na mesa, nos separamos quando o ar foi necessário.

- E então? — me perguntou totalmente esperançoso.

- Maravilhoso! — consegui dizer – Quando sai de casa nunca imaginei que fosse acontecer uma coisa dessas.

- Pois pode acreditar – me beijou novamente, queríamos chegar mais perto um do outro, mas tinha uma mesa entre nós – Acho melhor algum de nós dois mudar de lugar.

- Tem razão! — então eu me sentei ao seu lado.

Continuamos assim até o motorista dele chegou. Stefan estava bem melhor mesmo assim o acompanhei até o carro, estávamos de mãos dadas.

- Bom, é isso! — disse quando paramos ao lado do veículo – É melhor você ir para casar. Eu também preciso voltar para o hotel, está ficando tarde.

Ele não disse nada, apenas uniu os nossos lábios. Me imprensou contra o seu corpo e a porta do carro. Quando nos separamos manteve as nossas testas unidas.

- Não quero dizer adeus, ainda não – comentou – Por que você não vem para a minha casa comigo?

Aquele convite foi um pouco inesperado e um pouco cedo demais, afinal tínhamos acabado de nos conhecer, mesmo assim eu estava totalmente inclinada a aceitar a proposta. Coloquei a mão em seu ombro para que se afastasse um pouco e fiquei olhando para os nossos pés.

- Olha, Stefan, você é muito legal e eu realmente curti termos ficado juntos agora, eu estava precisando disso – admiti – Mas eu não quero que você me use como substituta da sua ex.

- Não vou fazer isso! — deu um beijo em cada lado do meu rosto – Te garanto.

Não tenho certeza se possa acreditar nele, pois eu mesma vivo dizendo que já superei o meu ex e isso não é verdade. De qualquer maneira estar com ele também é uma tentativa de esquecer Jem, então não posso julgá-lo.

- Tudo bem, eu vou – acabei concordando.

Durante o caminho até a casa dele os beijos foram ficando mais intensos, Stefan desceu os beijos pelo meu pescoço e também ficou brincando as mãos na minha coxa e até mesmo se atreveu e subi-la por dentro do meu vestido em algumas ocasiões. Eu tinha plena consciência de seu motorista que podia ouvir e ver tudo que estava fazendo e tentei ser um pouco mais cautelosa, mas o homem parecia totalmente concentrado na estrada, como se não tivesse ninguém do lado de trás.

Quando o carro parou em frente a porta da casa saímos do veículo e fomos diretamente para a sala. Era um lugar bem espaçoso, estava cheio de móveis e mesmo assim era possível caminhar sem esbarrar nas coisas.

- Aqui é mesmo lindo! — comentei olhando para todos os cantos da sala.

- Que bom que gostou! — me abraçou pela cintura, ficando atrás de minha e ficou cheirando a minha nuca – Está com fome? Posso pedir para Sophie preparar alguma coisa, ou, se ela estiver dormindo, posso preparar um omelete.

- Não estou com fome – garanti balançando a cabeça negativamente. Para falar a verdade, estava sentindo aquele hambúrguer de mais cedo revirando no meu estômago, não sei por que, mas estou nervosa.

- Então eu acho que podemos pular logo para a sobremesa – sussurrou sedutoramente no meu ouvido.

Stefan me pegou no colo fazendo com que eu soltasse um gritinho de surpresa. Subiu as escadas e foi caminhando em direção ao quarto que ficava no final do corredor do segundo piso, tudo isso sem nunca me soltar.

Entramos no comodo e ele me deitou na cama e se deitou por cima de mim voltando a me beijar ainda mais profundamente. Seu membro começou a roçar contra o meu baixo ventre e eu pude ver o quanto estava animado, o que me fez soltar um pequeno gemido, começou a passar as mãos pela parte interna da minha coxa, até chegar a minha intimidade, ao pode verificar que eu estava tão exitada quanto ele.

- Prontinha para mim – sussurrou enquanto fazia movimentos circulares no meu clítoris.

- Stefaaaaan! — minha voz saiu mais como um gemido – Para de me tortura desse jeito, por favor!

- Está bem! — parou com os seus movimentos e tirou a mão de dentro da minha intimidade.

Logo as nossas roupas estavam todas no chão. Stefan pegou uma camisinha na gaveta da mesinha e a colocou antes de se posicionar no meio das minhas pernas e começou a me penetrar lentamente. Senti um pouco de dor, mas não tanto quanto na minha primeira vez, até que era suportável.

- Você está bem? — me perguntou quando estava totalmente dentro de mim – Se você quiser, eu paro.

- Estou bem! — foi tudo que consegui dizer, meu cérebro não estava raciocinando direito nesse momento.

Começou a se mover bem devagar, fui movendo os quadris no mesmo ritmo o ajudando nas investidas.

- Mais rápido! — pedi e ele obedeceu na mesma hora – Ah!

Comecei a arranhar as suas costas, com certeza iria ficar uma marca no dia seguinte, mas eu não estava me importando no momento. Tudo que conseguia pensar era em seu corpo se movendo dentro do meu e de nossas peles suadas se chocando uma com a outra.

Senti um aperto, sinal de que o orgasmo estava chegando. Não demorou para ele chegar ao ápice e seus gemidos no meu ouvido, fizeram com eu chegasse logo em seguida.

Stefan saiu de dentro de mim e me puxou para deitar a cabeça em seu peito nu. Estava tão cansada que não poderia me opor, nem que eu quisesse.

- Isso foi totalmente incrível! — ele disse depois de alguns minutos de total silêncio entre nós.

- Só quero que você saiba – levantei o rosto para poder olhá-lo melhor – Não faço isso sempre.

- Que bom, acho que isso me faz especial – sorri e não pude deixar de fazer o mesmo – Também quero que você saiba que eu não te trouxe para cá só por que eu estava bêbado ou por estar querendo me vingar da Elena por ter terminado comigo. Gostei mesmo de você e transei com você por que tive vontade e espero que você esteja se sentindo da mesma maneira.

- Pode ter certeza! — dei um beijo na sua clavícula – Mas sabe, agora eu estou um pouco cansada. Será que podemos dormir?

- Claro! — concordou com a cabeça.

Ele ficou passando a mão pelo meu cabelo e eu pude sentir chegando cada vez mais até cair totalmente na inconsciência. A noite de hoje foi simplesmente perfeita, ate mais do que eu poderia imaginar, só espero que as coisas não fiquem estranhar quando acordarmos.

Notas finais
Como algumas pessoas já tinham perguntado, ai está Steferine (quem já leu outras fics minhas sabe o quanto eu amo esse casal...)
O que será que vai acontecer com esses dois agora? E como será que o Damon vai reagir?
***
Agora eu tenho uma noticia ruim e duas boas.
A ruim é que a fic está entrando na reta final (só tem mais cinco caps e o epilogo). Mas não precisam ficar tristes por que eu já comecei a escrever uma fic nova "Proposta Indecente" (sim, é a fic que eu quase poste no lugar dessa depois de "Casamento de interesses"), espero que vocês gostem.
A outra boa notícia é que eu estou com uma fic nova em parceria com a Wendy Falls, que se chama Sweet Consequences, quem puder passa lá para dar uma lidinha, tenho certeza de que não irão se arrepender.
http://fanfiction.com.br/historia/347105/Sweet_Consequences/
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Bom, é isso
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