Inesperado

11 Capítulo 10 - Entre pai e filha (Damon)


Notas iniciais
A minha intenção era ter postado aqui ontem (sexta), mas faltou luz aqui quase a noite inteira, ai já viram né, quando voltou era quase de madrugada.
E hoje era para eu ter postado mais cedo, mas fiquei totalmente chocada com o 4x14 de TVD (não vou soltar Spoiler, mas posso dizer que tem a ver com os 15 segundos finais de episódio) e mal posso esperar para sair o próximo.....
Enfim, saindo do meu momento surto total, queria agradecer os coments maravilhosos de vocês e aqui está o cap mas esperado por todos...
Espero que gostem...

Desde o incidente na saída da reunião com o advogado na segunda-feira, não troquei nenhuma palavra sequer com Elena. Não pude deixar de pensar em tudo que ela disse, era a mais pura verdade, eu tenho que admitir, a magoei muito e isso não tem perdão. Claro que eu posso tentar me redimir e vou fazer isso recuperando o tempo perdido com a minha filha e sendo um pai presente.

Finalmente chegou o sábado e eu passaria o dia todo com a Olívia. Confesso que no começo não estava muito animado, era só para ajudar a Elena a continuar mentindo para a noivinho famoso. Mas agora as coisas mudaram e mal vejo a hora de encontrá-la.

Estou pronto para sair quando meu celular tocou. Olhei para o identificador e lá estava o nome da minha irmã caçula.

- Kath! — sabia que meu tom de voz não era muito animado, talvez assim ela percebe que não estava muito afim de falar e desligasse logo.

- Oi, Dam! — mesmo assim ela parecia bem empolgada – Só queria saber se você já tem alguma previsão de quanto tempo você pretende ficar ai em Los Angeles.

Com toda essa confusão dos últimos dias me esqueci completamente que Katherine queria passar o aniversário comigo.

- Sinceramente eu ainda não sei quanto tempo vou ficar aqui, ainda tenho muita coisa para resolver – expliquei – Mas, pelo menos até o final do mês eu estarei aqui.

- Certo! — concordou – Olha Damon, a Emma confessou para mim que o pessoal da escola está organizando uma festa surpresa para o meu aniversário. Não posso acabar com a alegria de todo mundo, será que eu posso ir te encontrar na outra semana?

- Claro! — respondi – Até por que eu não estou me sentindo a melhor companhia do mundo no momento. Ia acabar estragando o seu aniversário de 18 anos.

- Até parece que isso poderia acontecer – sabia que ela estava revirando os olhos nesse momento – Tenho certeza de que você deve estar aprontando alguma coisa. Pode ir me contando o que é agora mesmo.

- Kath, será que podemos conversar uma outra hora? — pedi – Eu estava de saída na hora em que você me ligou.

- Um encontro? — perguntou na mesma hora – Como é o nome dela? Aonde foi que vocês dois se conheceram?

- Uau, quantas perguntas, irmãzinha! — não pude deixar de rir – Acho que posso dizer que é sim um encontro, mas não dá maneira que você está pensando. O nome dela é Olívia, tem cinco anos e, segundo a Caroline, é a menininha mais inteligente e encantadora do mundo.

- Não acredito, Dam! - ela começou a gritar do outro lado da linha – Você está falando da sua filha? Não acredito que você a encontrou depois de tanto tempo.

- Sim, é ela mesma – expliquei – Na verdade eu ainda não a vi. Vamos passar o dia juntos pela primeira vez hoje.

- Isso é mesmo muito lindo! — continuou – Eu quero muito conhecer a minha sobrinha quando estiver ai em Los Angeles.

- E você vai conhecê-la – garanti – Mas agora eu preciso mesmo ir.

- Está bem – concordou – Vou comprar a minha passagem para daqui a duas semanas e te mando por mensagem todas as informação do meu voo.

Despedi-me de Katherine antes de desligar e sair do meu quarto. Peguei um táxi na porta do hotel e logo estava na frente do prédio, nesse momento senti o meu estômago começar a revirar. Estava muito nervoso com a expectativa de conversar com a minha filha pela primeira vez, será que ela iria gostar de mim?

Logo que eu toquei a campainha ouvi o barulho de chave abrindo a porta. E lá estava Caroline olhando para mim.

- Oi, Car – acenei com bastante cautela, ela não parecia muito feliz em me ver no dia em que eu cheguei a Los Angeles e não sabia como estavam as coisas agora – Aonde está a Elena?

- Ela não está – respondeu – O Stefan foi gravar umas cenas no do próximo filme dele fora da cidade e a Lena foi junto.

- Certo – revirei os olhos – E imagino que a Olívia deve ter ido junto com eles.

Bem que ela poderia ter me avisado que não estariam aqui, teria me poupado a viagem até aqui.

- Na verdade eles foram sozinhos, a Liv está aqui sim – explicou – Ela me pediu para ficar aqui para te entregar a Liv. E como o Klaus está ocupado no trabalho vou ficar em casa o dia inteiro, você pode me ligar qualquer problema que tiver.

Afirmei com a cabeça. Não pude deixar de sentir um certo desconforto ao saber que Elena tinha viajado sozinha com o noivo, mas já esperava por isso, enquanto ela pudesse iria me evitar.

- Entra um minuto – pediu dando espaço para que passasse para dentro do apartamento – Vou ver se a Liv já está pronta.

O apartamento estava exatamente do mesmo jeito que da outra vez em que eu estive aqui. Fui para o sofá enquanto observava minha prima caminhar em direção ao corredor.

- Liv, o seu pai está aqui! — ela gritou na direção em que, imagino, ficam os quartos.

Não demorou muito para ela aparecer e eu me levantei imediatamente. No dia em que eu cheguei a Los Angeles ela estava dormindo, então era a primeira vez que eu via o seu rosto sem ser por fotografia.

- Oi, Olívia! — disse da maneira mais carinhosa o possível – Você não sabe o quanto estou feliz em te ver.

Liv apenas ficou me encarando por alguns segundos antes de puxar a barra da blusa de Caroline. Quando ela se abaixou, falou alguma coisa no seu ouvido.

- Ela está me falando que não imaginava que você fosse tão alto – me explicou.

- Ora, que isso, eu não sou tão alto assim – me defendi, ela apenas deu um sorrisinho tímido – Você não vai mesmo falar comigo? — balançou a cabeça negativamente – Então está bem, eu tinha um presente para você, mas já que é assim, vou ter que comer esse chocolate sozinho – retirei a barra de chocolate no bolso de dentro do meu casaco.

- Eu amo chocolate! — ela, finalmente, falou – Posso, tia Car?

- Pode! — respondeu depois de pensar por alguns segundos – Mas não deixa a sua mãe saber disso, ou ela vai me jogar da janela da sala.

Foi se aproximando de mim e esticou as mãozinhas com o intuito de pegar o chocolate.

- Opa, não é assim tão fácil – avisei – Você só ganha o chocolate se me dar um abraço.

Então ela me deixou abraçá-la. Encostei o queixo no topo da sua cabeça o que me permitiu cheirar o seu cabelo. Era morango, a partir de hoje essa é o meu cheiro favorito, o cheirinho da minha filha.

- Agora cadê o meu chocolate? — quis saber no momento em que eu a soltei.

Você é bem espertinha, hein! — não pude deixar de rir enquanto entregava o chocolate para ela.

- Deixa aqui comigo, Liv – Caroline pediu – Você pode comer o chocolate mais tarde, ou então não vai almoçar.

- Tudo bem! — concordou indo até ela.

- Sabe, Liv, eu também adoro chocolate – avisei – Quando eu tinha a sua idade, se deixassem, eu comia uma barra dessas inteira.

- Liv por que você não vai lá no seu quarto pegar o desenho que você fez para o seu pai? — minha prima sugeriu – Você tem falado dele a semana inteira, não foi mesmo?

- Boa ideia! — concordou indo na direção do corredor.

Ela voltou mais ou menos um minuto depois com uma folha branca na mão e me entregou. Tinha o desenho de um bonequinho de palito com os cabelos cumpridos pintados de marrom, também tinha um círculo rosa em volta da cintura.

- Essa sou eu indo para a aula de balé – explicou – E para você colocar na sua geladeira, assim não vai se esquecer de mm.

- É lindo! — respondi, sorrindo – Pode ter certeza de que vou colocar na geladeira da minha casa assim que voltar para Chicago, então isso,vou deixar muito bem guardado – completei dobrando o desenho e guardando dentro do casaco.

Foi nesse momento que ela se sentou ao meu lado e encostou a cabeça no meu braço. Parecia bem mais a vontade ao meu lado e eu não podia me sentir mais feliz nesse momento.

- O que acha de irmos? — sugeri – Assim teremos mais tempo para aproveitar esse dia.

- E o que nós vamos fazer? — ela quis saber.

- Estava pensando em irmos ao shopping! — disse – Lá podemos comer alguma, ir ao cinema ou até mesmo dar umas voltas.

- Acho uma boa ideia! — levantou-se do sofá e foi até Caroline e deu um beijo na sua bochecha – Tchau, tia Car.

- Obedeça o seu pai, Liv – ela recomendou antes de se virar para mim – E quanto a você, Damon, comporte-se.

- Eu sempre me comporto, Caroline – garanti e ela balançou a cabeça negativamente.

Quando chegamos ao elevador peguei Olívia no colo. Iriamos para a rua e eu tinha medo que ela acabasse soltando a minha mão e corresse para a rua.

- É ali que eu vou brincar com os meus amigos – apontou para uma pracinha cheia de crianças quando passamos de táxi – E quando eu como todos os meus legumes durante a semana minha mãe me leva para comer uma torta ali – mostrou uma lanchonete do outro lado da rua.

- Posso imaginar por esse seu comentário que você não gosta muito de legumes – brinquei.

- Nem um pouquinho – fez uma careta – Mas o Stefan me disse que eu tenho que comer os meus legumes para crescer forte de saudável. Ele comia os legumes e agora é um herói dos filmes, então deve ser verdade.

Não pude deixar de me sentir desconfortável ao ouvi-la falar do Stefan com tanta naturalidade. Mas eu não podia reclamar, afinal, fui eu mesmo quem causou toda essa situação.

- Sabe, ele está certo – continuei — Você tem mesmo que comer todos os seus legumes.

- E agora eu como tudinho – afirmou com a cabeça – Mesmo sendo muito amargo.

Logo chegamos ao shopping e eu paguei o motorista do táxi. Segurei a mão da minha filha e ela começou a me arrastar para dentro do local.

Espera, Liv – fiz com que ela parasse e a peguei no colo novamente – O que você quer fazer primeiro?

- Vamos comer alguma coisa – pediu – Eu estou com muita fome, parece que faz anos que eu tomei o café da manhã.

- Então vamos! — concordei.

Fomos até uma lanchonete que ficava na praça de alimentação. Comemos Cheesburguer, batata frita e refrigerante. Depois que terminamos ainda comprei um Sundae de chocolate.

- Uma vez a minha mãe tinha uma prova importante na faculdade e tinha que ficar sozinha estudando, então o Stefan me trouxe aqui – sua boca estava toda suja de calda e de sorvete de chocolate – E ele pediu um sorvete gigante para nós dois dividirmos.

Peguei o guardanapo e a limpei. Não adiantou nada, por que na outra colherada ela já estava toda suja novamente.

- Você parece gostar muito do Stefan – decidi comentar.

- Sim, o Stefan é muito legal – respondeu totalmente animada – Ele já fez um monte de filmes, mas os únicos que eu posso assistir são os do “Travis Maddox”, ele também está sempre me levando presentes e me leva para passear. E a tia Car sempre diz que o Stefan faz a minha mãe muito feliz.

- E você está feliz com o casamento dele e da Elena? — continuei com as minhas perguntas.

Ela não teve tempo de responder, pois o meu celular tocou, sinal de que chegou uma mensagem. Retirei ele do meu bolso para poder lê-la.

Dam,

Já comprei a minha passagem. O número do meu voo é 599 e a previsão de chegada às 14h 00 min, horário local.

Até lá, irmãozinho, estou doida para te ver.

Kath.

- Está bem, Kath – comentei alto antes de dar um grande suspiro.

- Quem é Kath? — virei-me e Liv estava me encarando com um olhar bastante curioso – É a sua namorada?

- Oh, não, a Kath não é a minha namorada – apressei-me em dizer – Ela é a minha irmã mais nova, sua tia.

- Eu tenho uma tia? — parecia bem animada nesse momento – Que legal, eu nunca tive uma tia! Quero dizer, tem a tia Car, mas ela não é minha tia de verdade. Só tenho mesmo o tio Jer, ele é irmão da minha mãe.

- Claro, o Jeremy – falei me recordando do irmão de Elena, que é dois anos mais novo que ela – Conheço o seu tio, ele me deu um soco uma vez.

- Por que?- franziu a testa.

- Porque eu engravidei a irmã dele – dei de ombros – Ele não gostou muito da “novidade” e decidiu tirar satisfações.

- Mas isso foi quando eu nasci, não é? — balancei a cabeça afirmativamente – O tio Jer não ficou feliz em saber que eu ia nascer?

- Não é isso, Liv – tentei explicar, acho que não foi uma boa ideia entrar nesse assunto – Isso foi só uma reação inicial, afinal, você chegou meio que de surpresa. Não vejo o Jeremy há mais de cinco anos, mas tenho certeza de que ele te amam muito.

- Mamãe já me contou que meu nascimento foi inesperado – continuou – E ela disse que você não estava preparado para tomar contar de nós duas, por isso viemos para Los Angeles com a tia Car.

Fiquei sem ação por alguns segundos. Já imaginava que Elena tivesse conversando a respeito de porque ela tinha um pai ausente, mas não estava preparado para realmente ouvir isso.

- Olha, Liv, na época em que você nasceu eu fiz algumas coisas das quais, não me orgulho – disse calmamente – Sei que qualquer coisa que eu tente fazer para me redimir não vai suprir os cinco anos em que eu estive ausente na sua vida. Tudo que eu posso fazer é prometer que serei o melhor pai do mundo.

- Posso te fazer uma pergunta? — pediu e eu apenas a olhei, permitindo que continuasse – Posso te chamar de pai?

- Claro que pode – não pude deixar de sorrir, achei que nunca fosse estar preparado para isso, mas, sem dúvida, é o momento mais incrível da minha vida – Nada me deixaria mais feliz.

Liv terminou o sorvete e fomos dar uma voltinha no shopping depois que eu paguei a conta. Paramos em uma loja de brinquedos e ela parecia estar o melhor lugar da terra, não me pediu nada, mas eu decidi comprar um boneca, como uma recordação do nosso primeiro dia juntos.

Estar ali com a minha filha me fez lembrar de quando eu descobri que ela estava caminho. Não me orgulho das minhas atitudes naquele dia, nem nos meses que se seguiram, mas, infelizmente, eu não posso mudar o passado.

*Flash Back*

Sai da padaria com o pão e o leite para o meu café da manhã. Era muito estranho acordar em pleno sábado e não ter ninguém ao meu lado, mas ontem a noite eu fui jantar na casa dos meus tios e fiquei lá até bem tarde, portanto, não tive a oportunidade de conhecer ninguém.

Entrei no prédio e encontrei Caroline e Elena no pequeno sofá que tem na portaria. O que será que elas estão fazendo aqui? Tenho que admitir que minha prima estava bem estranha ontem, ela não parou de me encarar durante todo o jantar, como se soubesse de alguma coisa que eu não sabia.

- Olá, meninas – as olhei de cima a baixo enquanto me aproximava – A que devo a honra da visita?

Elena se levantou e cruzou os braços sem tirar os olhos de mim.

- Nós precisamos conversar – falou – Acredite, eu não estaria aqui se não fosse urgente.

- Certo! — tentei parecer indiferente, mas por dentro eu estava muito curioso, o que será que ela quer falar comigo – Vamos até lá em cima.

- Car, você não vem? — perguntou se virando para a minha prima.

- Acho melhor não – avisou – Essa é uma conversa que vocês precisam ter sozinhos. Não vai ajudar em nada que eu esteja junto.

- Mas, Car... — insistiu.

- Eu vou estar bem aqui, Lena – lembrou – Qualquer coisa você me liga e eu estarei lá bem rápido.

- Certo! — concordou com a cabeça antes de se virar novamente para mim – Vamos até lá, Damon.

Chegamos ao meu apartamento e eu abri a porta para que Elena pudesse entrar. Ficou parada no meio da sala olhando para todos os cantos, tinha certeza de que ela estava enrolando para começar a conversa.

- Então, estamos aqui e sozinhos – me joguei no sofá – Você não vai se sentar? — balançou a cabeça negativamente – Certo, o que acha de começar a falar o que é tão importante?

- Eu estou grávida! — disse de uma vez e bem rápido, tive que parar por alguns segundos para absolver as suas palavras.

Fiquei apenas em silêncio por alguns segundos. Aquela tinha sido a primeira e única vez em que eu tinha transado sem nenhum tipo de proteção, é mesmo muita falra de sorte!

- Você não vai mesmo falar nada? — quis saber.

- Como é que eu posso ter certeza de que esse filho é mesmo meu? — disse a primeira coisa que me veio a cabeça.

- Como é? — gritou, não acreditando no que tinha acabado de ouvir – Como você pode duvidar disso?

- Você não era virgem quando nos conhecemos, até me confessou isso uma vez – lembrei – Pode muito bem ter engravidado do seu ex-namorado, ele não quis saber de vocês, então decidiu tentar a sorte comigo.

- Matt e eu já tínhamos terminado há meses quando ficamos juntos – falou – Se fosse mesmo dele eu estaria com um barrigão e quase tendo o bebê.

Ela tinha razão, não acredito que eu tinha mesmo acabado de usar esse argumento horrível.

- De quantos meses você está? — decidi perguntar.

- Um pouco mais de dois meses – disse – Ainda está no início, é quase imperceptível. Eu, para ser sincera, só fiquei sabendo ontem quando fiz um exame de sangue.

- Ainda está bem no inicio – comentei – Você pode tirar. Procuramos um médico de confiança e que não vai fazer muitas perguntas, eu pago e pronto, problema resolvido. Ninguém mais vai precisar ficar sabendo.

- Você ficou maluco? Eu não vou tirar o meu bebê! — colocou a mão sob a barriga – E ele não é um problema como você está dizendo.

- Elena eu estou com 24 anos, me formei a um ano na faculdade e estou começando a minha vida profissional, não é a hora de ter filhos – expliquei calmamente – E tenho certeza de que você também não está preparada para ser mãe aos 17 anos, está no último ano da escola e vai para a faculdade do ano que vem. Essa criança só vai atrapalhar isso.

- Admito que ter filhos não estava no meu plano de vida pelos próximos dez anos – continuou – Mas ele já está aqui agora e não tem nada que eu possa fazer a não ser ter essa criança e lhe dar todo o amor possível.

- Você é mesmo uma idiota, Elena – balancei a cabeça reprovando a sua atitude.

- Não sou idiota, apenas sei que fui totalmente irresponsável e agora tenho que arcar com as consequência dos meus atos – falou – Acho que isso me faz mas madura do que você.

- Quer saber, faz o que você quiser – me levantei e fiquei na frente dela e comecei a gritar – Só não venha aqui me pedir qualquer tipo de ajuda depois.

- E não pretendo, só queria que você soubesse da gravidez e que vou ter o meu bebê – estava bem mais calma do que eu achei que estaria depois do meu grito – Queria ter o seu apoio, mas já que não tenho, não vou mais perder meu tempo aqui.

Ela se virou e saiu batendo a porta. Eu apenas me joguei no sofá novamente e fiquei encarando o teto, toda aquela conversa tinha feito com que eu perdesse o apetite.

*Fim do Flash Back*

Liv estava dormindo com a cabeça no meu colo quando paramos em frente ao prédio. A peguei no colo para sair do carro e, já no elevador, senti que ela se mexeu.

- Aonde estamos, papai? — perguntou com a voz ainda sonolenta.

- Estamos chegando na sua casa – avisei – Você já vai poder ir para a sua cama e dormir até amanhã.

Quando Caroline atendeu a porta, passei Liv para ela juntamente com a sacola em que estava a boneca que eu tinha comprado.

- Acho que está tudo certo – avisei – Boa noite, Caroline. Avisa para a Elena depois a gente conversa sobre aquele outro assunto.

- Certo – concordou.

- Fica mais um pouco, pai! — Liv pediu segurando a gola da minha camisa – Assiste um filme comigo!

- Você está quase dormindo! — Caroline lembrou.

- Mas se o papai ficar aqui eu consigo ficar acordada mais tempo – levantou o rosto para poder olhá-la — Por favor, tia Car, deixa.

Pareceu um pouco incerta nesse momento a respeito do que iria responder. Deu uma olhada nada cara esperançosa de Olivia e depois para mim.

- O Damon é quem sabe – disse, por fim – Você não sabe se ele tem outra coisa para fazer agora ou se quer ficar aqui.

- Tenho certeza de que ele quer – garantiu.

- Eu adoraria – respondi – Isso se realmente não tiver nenhum problema para você, Caroline. Afinal, Elena deixou a Liv sob os seu cuidados.

- Claro que não tem problema – deu espaço para que eu pudesse passar pela porta – Estava mesmo terminando um livro lá no meu quarto. Assim você pode fazer companhia para a Liv.

Sentei-me no sofá e minha filha deitou a cabeça no meu colo. Liguei a televisão e procurei algum desenho que estivesse passando.

Notas finais
Espero que o primeiro encontro do Damon e da Liv tenha ficado bem fofinho na opinião de vocês, tentei fazer o melhor possível.
O que vocês acharam das atitudes do Damon, tanto no passado quanto no presente? Acham que ele vai ser capaz de mudar pela filha?
Bom, é isso.
Comentem e digam o que estão achando (e, se já tiverem assistido o 4x14, deixem suas opiniões a respeito do epi) e não esqueça de recomendar a história.