Inesperado
3 I've Got To Leave Here
Notas iniciais
I pull my shirt on
Walk out the door
Drag my feet along the floor
POV Bia ;
Não conseguia ler o que estava na minha frente, minha visão tava turva e eu tentava não chorar. Fechei os olhos e tentei me concentrar na prova que estava fazendo. Kim estava na mesa ao meu lado, e olhou pra mim compreensiva. Aquela prova era muito importante pra nós; imagine um ano no exterior! Longe de tudo e todos! Era algo que nós realmente quériamos. Mas Branca acabara de se mudar. Eu não conseguia me contolar, tentava ao máximo ler aquelas palavras, mas o meu cérebro estava distânte demais. Respirei fundo mais uma vez, e então olhei a prova. Vamos lá Beatriz, você consegue!
POV Branca ;
Aproveitei o vôo pra dormir. Eu estava realmente cansada, não me lembro de ter sonhado nada, somente dormir.
Acordei com a comissária de bordo me chamando, avisando-me que o avião já tinha pousado. No desembarque, fui buscar minhas malas na esteira. Procurei por meu pai no meio de toda aquela gente, ele acenou animado pra mim, eu tentei sorri de volta, mais acabei fazendo uma careta esquisita.
– Oi meu amor, tá bonita! — ele me abraçou meio sem jeito — Você emagreceu ? — ele arqueou as sombracelha sorrindo.
– Oi pai! Pode parar com isso, Ok ? — Disse revirando os olhos. Estava feliz por ver ele. Mas eu ainda preferia a minha casa. Entramos no carro, e fomos pra minha nova casa. No caminho ele me fazia perguntas sobre a minha vida, e eu respondia o mais breve possível sem entrar em detalhes. Quando chegamos em casa fiquei boquiaberta, a casa era muito bonita e grande. Ele me ajudou a levar as minhas coisas pro meu quarto. As paredes eram rosa, não tive coragem de falar que odiei a cor. Mas, o quarto em si era bem legal. Tinha uma cama de casal, um criado-mudo, um guarda-roupa grande e uma janela que tinha uma vista bonita.
– Pai, acho que vou arrumar as minha coisas, tá ?- ele assentiu e me deixo lá arrumando as minhas coisas, mas acabei dormindo. Acordei assustada quando meu pai me chamou pra jantar.
– Você gosta de comida Italiana, né ? — Perguntou assim que entramos no carro. E não sei porque me surpreendi, eu estava achando o que ? Meu pai cozinhando ? Claro que agente ia ir à um restaurante, é a cara do meu pai fazer isso.
– Sim, eu gosto — respondi desanimada
– Que bom, porque se não gostasse ia ter que começar a gostar — O ignorei, e foquei a minha atenção no caminho em que estavamos fazendo. O restaurante ficava a cinco minutos de casa, não entendi porque fomos de carro. O jantar passou rápido e voltamos pra casa em silêncio, fui pro meu novo quarto seguida pelo meu pai.
– E então filha, o que achou do quarto?
– Muito legal — respondi me sentando na cama.
– E a cor ? Você costumava gostar de rosa, né?
– Foi mal pai, mas eu deixei de gostar de rosa quando eu tinha uns seis anos — revirei os olhos
– Ah, tudo bem — Ele sorriu — você pode mudar se quiser — eu concordei. Ele me desejou boa noite e me deixou sozinha novamente.
[...]'
Três dias se passaram, e eu estava ansiosa demais. Aquele seria o meu primeiro dia na escola nova. Passei a noite em claro tentando imaginar como seria o meu novo colégio. Eu faria novas amizades ? Ou ficaria excluída até o final do ano? Tentei tirar aquilo da cabeça. É claro que eu não ficaria excluída... Não é ? E os garotos ? Ia ser muito interessante se houvesse garotos gatinhos. TOMARA. Pelo menos algo de bom poderia acontecer né? Bom achei melhor parar com esse pensamentos, porque afinal, se tiver meninos bonitos eles não vão olhar pra mim "A gordinha". Me arrumei, nada muito exagerado, eu não sou desse tipo. Desci as escadas cuidadosamente, nunca fui a rainha do equílibrio, segui para a cozinha.
– Bom Dia! — Meu pai disse animadamente — Come alguma coisa, vou te levar pra escola...
[...]'
Quando eu cheguei na porta da escola, o nervozismo tomou conta de mim, respirei fundo. Lá vou eu. Fiquei meio confusa, o lugar era enorme e a maioria das pessoas me encaravam, isso não me parecia ser muito bom. Fui na secretária pegar o meu horário de aulas, a tia de lá apenas me deu um monte de papéis e sorriu com o canto da boca e eu assenti. Eu estava toda atrapalhada com aquele monte de papel, e tinha algumas coisas que eu não estava entendo, eu sei que meu inglês modestia parte, era muito bom, mais eu estava muito nervosa/ansiosa/confusa, e o pior é que tinha umas meninas rindo de mim, isso me deixou fodida. Mas chegou um goroto e ele parecia brigar com elas por rirem de mim, eu continuei andando e enrolada com os papeis, até que... não vi um degrau e escorreguei com tudo. Como sempre eu a Miss delicadeza. O garoto veio em minha direção.
– Você se machucou, quero dizer... — sorriu de lado — você está bem? — ele era lindo, tinha uma voz que me fez sorrir, fiquei feliz porque alguém, ao menos uma pessoa não estava rindo de mim. E ele tinha um jeito enrolado de falar, aquilo era muito fofo. Porque logo de cara eu fui achando ele fofo ? Isso não parecia eu... Ok, o clima de Londres deve estar me contagiando.
– Quer ajudou com seu horário? É, quer dizer, se você quiser... Quem sabe não somos da mesma sala, sei lá só acho... — ele recomeço estendendo a mão pra mim, ajudando-me a levantar
– Ah, me desculpe por isso — disse constragida- . É, que eu sou nova por aqui, e estou meia confusa com todos esse papéis — As garotas que riam de mim minutos atrás, agora me encaravam com o que parecia ódio. Ódio ? Para com isso Branca, é só paranóia da tua cabeça, ninguém odeia uma pessoa sem ao menos conhece-la. Mas mesmo assim eu fiquei sem graça com tantos olhares. Ele pecebeu que eu estava sem graça e descobriu o porque quando seguiu meu olhar, que levava a elas e logo depois abaixei a cabeça morrendo de vergonha.
– Não liga pra elas, elas são apenas idiotas que se acham as donas do colégio — ele revirou os olhos — e como é muito dificil entra menina bonita aqui, elas ficaram assim — Ele ficou constragido ao dizer isso. Eu ? Bonita ?
– Hmmm... Ok, vai ficar tudo bem. Opa! Eu ainda não sei o seu nome...
– É Malik. Zayn Malik, e o seu ?
– Bom é Bianca Prado, mais eu não gosto que me chamem assim, prefiro só Branca — sorri — Você ainda quer me ajudar com os horários ? — disse quase suplicando por ajuda
.- Claro que sim "Só Branca" — Ele disse brincalhão. E assim nós fomos caminhando pra minha primeira aula, ainda bem que eu havia chegado cedo, porque se não, nesse meu enbananamento todo eu teria me atrasado.
– Branca, que você chegou a pouco tempo eu já tinha entendido, mais eu não consigo decobrir da onde você é, seu sotaque é diferente — Falou ele com aquele jeito meio enrolado.
– Sou brasileira — sorri sem jeito
– Ah... Brasileira é ? — ele levantou a sombrancelha e sorriu — Tudo bem... Hã, eu já vou indo, eu passo aqui no final da aula — ele piscou, e foi embora.
– Ok — Eu meio que 'gritei'. Entrei na sala e logo em seguida o professor — que graças a Deus não fez aquela babaquise de me apresentar pra a sala-, entrou também. Me sentei no fundo da classe, e uma das meninas que ria de mim estava lá, mais sem as "amiguinhas", ela me olhou de cima a baixo e revirou os olhos. MENINA ESCROTA! Resolvi pensar sobre coisas boas e aí a imagem de Malik me veio na mente. Tentei lembrar de suas roupas pra ver se me diziam alguma coisa sobre ele, mas eu não era detalhista, isso me fez lembra que se fosse a Bia no meu lugar teria lembrado até a cor das meias que ele usava, lembrar daquela tonta, a MINHA tonta, quase me fez chorar. Afastei aquele pensamente. Eu não iria chorar. Olhei pra garota escrota que estava sentada no outro lado da sala. Ela usava um uniforme de animadora de torcida, que era bem curto por sinal, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo bem alto, e ela tinha uma franja curta, que era jogada pro lado, ela ficava mexendo toda hora naquele pequeno pedaço de cabelo, como uma "Patricinha", o que provavelmente é o que ela era, a cor de seu cabelo era linda, pra falar a verdade ela era muito bonita, tinha olhos esverdeados, e o seu cabelo era loiro com um tom de mel, mas a sua beleza era insignificante comparada com a sua voz irritante; eu estava do outro lado da sala e podia ouvir sua risada, que era completamente irritante. Só parei de avaliar a escrota, porque o professor me fez uma pergunta, eu nem sabia que matéria era a aula. Olhei pro quadro e por sorte era História, a única matéria que eu realmente sabia alguma coisa
– Então Srta. Prado, você poderia me falar um nome de algum acampamento Nazista ? — ele parecia dúvidar que eu podia responder, mais pra supresa de todos, eu não citei apenas um, mais sim três. Eu realmente gostava de hitória. E enfim, a aula acabou, passou mais rápido do que eu esperava. Mas eu não sabia se deveria comemorar, se a próxima fosse pior? Ao menos Malik estaria lá, ao menos alguém que não me odeia. Pensar nisso me fez sorrir. Aproveitei que ia esperar o Malik ali na sala e fui ver qual era a minha próxima aula, não foi tão difícil assim, Malik tinha me explicado como era aquele negócio, e assim sentada era bem mais facíl. COMO EU ODEIO SER DESAJEITADA!
Notas finais
XX
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