Indubitavel e Inegavelmente Lily
1 Lily Evans (futuramente Potter)
Notas iniciais
Ela se espantava como o tempo rastejava e corria na velocidade do som.
Ela arriscou e não caiu porque sabia que podia voar, mas descobriu que a gravidade machuca.
Mesmo à beira da glória, manteve os pés no chão e a cabeça nas nuvens.
Quando fechava os olhos, o momento já havia passado. Ela era apenas poeira no vento.
Morreu muitas vezes. Mas viveu mais vezes ainda.
Era muito desastrada e se machucava fácil demais.
Melhorava quando o melhor que dava não era o suficiente.
Era ela, aquela que adorava abóboras e e o pôr do sol visto do último vagão do Expresso de Hogwarts.
Ela amou. Todos os 14. Se sentiu como um pedacinho perdido do sol com olhos fechados e cabelos aos ventos do oeste que a fazia abrir os braços e sentir-se livre. E James leu seus pensamentos e ela sorriu.
Ela tentava fazer o pior se tornar um pouco melhor.
Sempre sentiu as dores alheias e tomava-as para si.
Ela sabia que o ontem era história, e o amanhã, mistério.
Teve medo do desconhecido. Não pensou, apenas foi.
Via estrelas e queria ser uma delas.
Aprendeu com Clarice que perder-se também é o caminho.
Ela sabia que era sua escolha, podia viver.
Ela sabia que o eterno era complicado.
Ela queria viver. Isso sim. Era apenas a Lily, ali.
Ela era complicada.
Ela queria mesmo era sentir.
Adivinhava milagres.
Fria até a alma, mas tinha fogo na cabeça e como coração. Esta era Lily. Sim.
Percebeu que tudo é mutável e que ninguém não consegue, apenas não tentou o suficiente por sentir que não valia a pena. Que fazer acontecer é escolha.
Mesmo em face de todas as dificuldades, queria deixar suas pegadas na areia do tempo para que eles soubessem que ela estava lá, que sua chama ardia. Ela queria ter tudo que nunca teve. Liberdade.
Ela não acredita em todo tipo de amor.
Ela não teve medo de morrer.
Ela só queria viver.
Ela amou e foi amada.
Ela só precisou de uma razão para ficar.
Ela cometeu todos os erros que os outros poderiam ter cometido. Viveu no presente do indicativo. Era a coisa mais humana que já havia surgido na terra.
Aprendeu que algumas pessoas tem problemas. Outras, tem sorte.
Lírio Que Tem Vida, Pura Vitalidade, certamente.
Esperança no olhos, sim...
Ela sentia dores e chorava, mas sabia que se até as lembranças passavam e marcavam, a dor também passaria, mas precisava ser sentida.
E mesmo se tudo desse errado, do anoitecer ao amanhecer, ela seguiria, por que ela poderia começar de novo. Era só aguentar firme.
Aprendeu com Patch e Nora que as pessoas mudam, mas o passado, não.
Apenas o arrepio lhe lhe leva à certeza.
Ninguém disse que seria fácil, mas ela ainda respirava e continuava andando sob a luz da lua e um trilhão de estrelas, e apesar de tudo, ela escolheu ser feliz, pois viver é tudo que ela precisava. Tudo isso porque ela sempre soube que o difícil, complicado e arriscado era o que tinha graça.
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