Indiscriminada Paixão
5 Capítulo 5
Notas iniciais
-Oi princesa, não é muito tarde para estar acordada? — Ela acenou de forma negativa com a cabeça. Me aproximei, não me interessava ver Sam discutir com Catherine, sei muito bem quem vai ganhar no boca-boca, e com certeza não seria meu irmão.
-Parece que minha mãe não gosta de você.
-Ela não gosta de mim.
-Sabe, antes ela gostava do papai e eles se separaram.
-É uma pena.
-Tem um amigo barbudo dela, Jiu...Jiu...
-Gil Grissom?
-Esse troço mesmo! Ela vive ligando para ela no meio da noite e ela sai desesperada de casa às vezes.
-É do trabalho de sua mãe?
-Sim! Ela prende caras maus!
-Ela acha que eu sou um cara mau e que deveria estar na cadeia, o que você pensa a respeito?
-Eu gosto de você, não acho que deveria estar preso.
-Quantos anos você tem?
-5 anos. Faço aniversário mês que vem.
-E você?
-Eu tenho bem mais que você e meu aniversário já passou faz tempo.
-Você recebeu muito presente?
-Alguns. — Era tão inocente a conversa com a criança. Me faz sentir falta de toda a ingenuidade da vida.
-Por que você está espiando a mamãe o outro homem da janela?
-Ninguém sabe que eu estou aqui, menos você. Aquele cara é o meu irmão mais novo e eu sei que ele vai precisar da minha ajuda, sua mãe é um mulher difícil. Só que eu não sei como eu posso ajudá-lo, por isso eu vim investigar.
-Ata... — O celular é escutado no local, a pequena fica toda desaminada até que ela olha para cima e parecia que tinha tido uma grande ideia. -Espera eu já sei!
-Sabe o que?
-Vou ajudar seu irmão e com isso te dou um presente de desaniversário.
-“Desaniversário”?
-Nunca assistiu Alice no país da maravilha? — Eu acenei de forma negativa. -Vai lá para janela que eu te mostro o meu presente. — Comecei a andar na direção. No nada Castiel volta a mi aparecer.
-E então Dean? Crianças são os anjos humanos de Deus.
-E você é o lobo em pele de carneiro que me deram para cuidar.
-Veja o presente, ela lhe deu com todo o coração. — Assim que cheguei perto da janela pude ver a filha nos braços da mãe.
-Mãe, seu amigo está lhe ligando. — A pequena mostrava o celular tocando a mãe.
-Meu Deus! — Catherine tomou o celular das mãos da filha aflita. -O que foi Gil?... Outro?...Mais é minha folga...Eu sei Grissom, mais não tenho ninguém com quem deixar a Lindsey. — A menina começa a cochichar algo no ouvido da mãe. Que demonstra uma cara de incrédula. Do nada a garota sai do colo da mãe e vai para Sam, cochichar algo em seu ouvi.
-Tudo bem eu adoraria. — Meu irmão estava feliz e Catherine balança a cabeça de forma negativa, por mais impossível que parecesse eu escutava também Grissom agoniado pedindo a presença de Catherine. Linsey a olhava com \'olhos-de-cachorro-pidão\' e Sam fazia uma cara de bom menino. Até que muita insistência de todas as parte Catherine cede.
-Ok Gil estou chegando. — Ela desligou o telefone e olhou com olhos vencidos para Sammy. -Eu não sei como te agradecer por me fazer esse favor.
-Tudo bem.
-Mais de ante mão está avisado: se acontecer algo com minha filha eu mesmo te mato.
-Eu acho que isso é um sinal de boa fé sua. Realmente é como eu lhe falei, não tenho intenção nenhuma de machucar nem atrapalhar suas investigações, o fato é que nenhuma ciência pode explicar o sobrenatural, por isso recorri a você. Quando perceberem que nada poderá solucionar essas mortes misteriosas você saberá o que está acontecendo.
-Eu só espero que não custe tantas vidas como parece que vai ser. — Catherine saiu de casa e no mesmo instante Lindsey veio até a janela que era meu esconderijo.
-Espero que tenha gostado do meu presente. — Não entendi o que ela disse, fazer a mãe deixá-la com um de nós era um presente? Vieram como flash na minha cabeça lembranças de todas as vezes que Castiel me falara de Catherine e me dissera como era boa mãe e faria de tudo para proteger a filha. O presente da garota foi a confiança da mãe. Ok, ela era filha da sua mãe mesmo. Sam me olhou e viu a situação muito tumultuada para ele entender. — O que está esperando? Vai logo atrás dela.
-Dean? O que está fazendo aqui?
-Adulto é muito complicado mesmo, vai logo embora que eu explico ao outro. — Eu ri.
-Escute bem a professora Sammy. — Quando saí correndo, Lindsey estava segurando a mão de Sam e o leva para seu quarto escutei algo sobre histórias de dormir e explicações. Não era esse o meu foco sem sombra de dúvidas. Entrei no Impala e comecei a dirigir atrás dela.
Quando vi ela estacionar o carro em frete a mesma casa que conheci quando cheguei em Vegas não tive dúvida que os espíritos estava de volta a tona. O cheiro de enxofre estava no ar e isso sem sombra de dúvidas era algo a meu favor.
Parei meu carro a algumas ruas de distância como de sempre. Desci do carro e comecei a observar de longe.
Ela saiu do carro e o mesmo cara da de barba estava a lhe esperar, com as mãos no bolso em um boné na cabeça com um expressão tranquila.
-Que cara é essa? Eu pensava que você estava desesperado! -Ela não chegou a gritar mais falava com uma certa ira.
-Não estou despreocupado, apenas... Catherine, esse caso é muito estranho. Sem digitais, sem fios de cabelos, sem meios para as banheiras se ligarem e sem motivos para crianças entrarem dentro. Esse pode e deve ser sem sombra de dúvidas um dos maiores seriais killer que já enfrentamos. A nossa sorte é que a imprensa ainda não acaiu em cima.
-Grissom, pode parecer loucura minha. Eu sei, eu sei, somos cientistas e devemos acreditar em fatos, provas e evidências, mais e se isso for uma daquelas coisas que não se pode explicar. Daquele tipo de história que nada nem ninguém pode provar.
-Aonde você quer chegar Catherine?
-No ponto mais simples possível. Sabe os irmãos que eram meus suspeitos? Vieram falar comigo, e me contaram algo absurdo...
-Que o que estava mantando as crianças eram espíritos? — Era impressão minha ou eles estava aderindo a nossa versão?
-Eu sei isso é loucura, mais certas coisas não podem ser explicadas.
-E um caso difícil é uma dessas?
-Quem sabe?
-Eu só preciso de um argumento, somente um.
-Grissom! Nem tudo nesse mundo pode ser explicado com teorias ou fatos. Sinto muito se sou tão humana que posso acreditar no que as pessoas falam mais isso talvez seja a verdade!
-Verdade o quê Catherine? Que não somos tão competentes para descobrir o que se passa que colocamos a culpa no inexistente?
-Não, que pessoas falam a verdade às vezes.
-E você quer que eu acredite no que aquele dois estão dizendo? Desculpa Catherine mais pensei que soubesse qual é o seu trabalho.
-E eu sei Grissom. Você mesmo viu, sem evidencias, nada! –Fiquei no carro os ouvindo, Catherine ainda tentava convencê-lo de que talvez eu e Sam estivessem certos, pelo visto meu irmãozinho tinha feito um bom trabalho.
-Evidencias não metem Catherine, não pode culpá-las se não as achou ainda.
-Talvez você esteja certo, talvez não. Achei que pudesse entender a situação em que nos encontramos que agora provar alguma coisa não é mais importante do que agir. Só não quero ver mais uma criança indefesa morta. –Finalmente entendi o porquê de acredita em nos, ela estava enxergando o caso como seu lado de mãe e não de investigadora. Ela não queria que mais uma mãe chorasse por seu filho morto, ela quer impedir que aconteça o que ela jamais desejaria para ela, o que jamais desejaria para a Lidsay.
De repente a imagem dela veio em minha mente, à imagem da garotinha que me ajudara há minutos atrás. Esperta assim como a mãe, e ela quer que eu ajude a Catherine, havia me dado esta chance, meu presente de desaniversario.
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