Indiscriminada Paixão
8 Capítulo 8
Notas iniciais
–Nós investigamos a cena do crime, o banheiro. Não há motivos para olharmos nos outros lugares.
–Ok. — Fomos direto para baixo.
–Só que eu acho um pouco improvável que encontremos algo. Quando se dá parte de um homicídios os policiais são obrigados a ver toda a residência para ver se acham algum suspeito. Se tiver algo macabro e fora do comum com certeza isso teria sido comunicado.
–Aí é que está, não é necessário figuras grotescas ou estruturas enormes para se fazer bruxarias, às vezes algumas velas bem posicionas são o bastantes, pequenos símbolos espalhados pelos cantos, só precisamos achar isso que o Sammy faz uma mágica e pronto. — Catherine me olhou com olhos assustados. -Não é desse tipo de mágica que estou falando, e sim persuasão. Ele sabe falar muito bem com as pessoas se você não percebeu. — Assim que passamos pela porta senti meu corpo se arrepiar, tinha que ter algo caso contrário não me chamo Dean.
–Então aonde procuramos senhor especialista?
–Principalmente no chão, vem me ajude a tirar esse tapete. -Apontei para o solo que iriamos pisar.
–Ah, não.
–É um cara baixo, deixa de ser fresca e me ajuda.
–É incrível como não se pode manter uma conversa com você sem haver brigas.
–Você não fica perto de um monte de corpos?
–É só que isso está cheio de poeira.
–Vem flor, suas pétalas não se sujarão! O máximo que irá fazer é lhe dar alguns espirros. — Mesmo relutante ela me ajudou, e como possivelmente choveria em alguns dias, encontramos um pentagrama ao contrário e várias palavras em latim formando um círculo cobrindo o símbolo com escritas a sangue. No mesmo instante Catherine começa a fotografar as marcas no chão com uma câmera de revelação rápida.
–Chame seu irmão, temos as provas.
–Na verdade se ele vir para cá terá que deixar a Lindsey sozinha e não é isso que queremos. Então simplesmente ligamos para ele.
–Começou a pensar nas coisa!?
–Agora foi você que provocou!
–Só para não perder a bandeira. — Nós dois rimos e fomos em direção ao lado de fora da 'casa do terror'. A convidei para ir em meu carro e ela aceitou, será que o preço da gasolina havia subido desta maneira em Vegas?
Fomos até a sala do barbudo e escutamos uns gritos. Catherine iria abrir a porta quando a impedi.
–Se ficar calada dá para escutar a conversa.
–VOCÊ NÃO TINHA QUE TER FEITO AQUILO!
–Grissom se eu não fizesse ele iria bater em você.
–DEIXASSE BATER, SE ELE FOSSE REVIDAR EM VOCÊ SABE-SE LÁ O QUE PODERIA TER ACONTECIDO!
–DESCULPA SE EU ME IMPORTO TANTO COM VOCÊ QUE NÃO ESTAVA NEM AÍ PARA O QUE AQUELE CARA IRIA FAZER COMIGO! — Os dois se calaram, a respiração era tão forte que conseguíamos escutar mesmo atrás das portas.
–Você não tem o direito de pensar assim.
–Tem razão, você não merece que eu pense assim. — Foi algo tão rápido que não deu nem para antecipar ou explicar, quando eu e Catherine demos por nós a porta já estava aberta e a morena juntamente com Grissom nos encaravam.
–Eu tenho uma explicação lógica e muito bem admissível para isso. — Catherine tentava se justificar. A morena com cara de incrédula balançava a cabeça de forma negativa com um sorriso de ironia esboçado. Olhou para Grissom que nada falou, ela fechou a porta atrás de si e falou olhando para Catherine.
–Divirta-se com ele. — Ela saiu com um misto de tristeza, raiva e agonia. Algo que eu poderia descrever com paixão não correspondida. Catherine fez um gesto para sairmos do local e voltarmos uma outra hora, mais foi tarde demais...
–SE JÁ ESCUTARAM TUDO O QUE QUERIAM TENHAM A DECÊNCIA DE DIZER O QUE VINHERAM FAZER AQUI! — Ele berrou de dentro da sala. Catherine abriu a porta de mansinho e nós dois entramos.
–Se você quiser voltamos outra hora Gil.
–Já estão, falem logo. — Ele foi ríspido, cortante, frio. Isso me deixou louco!
–Olha aqui ela não precisa ser tratada desse jeito por você não. — Eu perdi a minha sanidade, estava defendendo em alto e bom tom a Catherine, coisa que até ela ficou surpresa. -Você se acha o bom? Desculpa mais não é, ninguém aqui está na sola do seu sapato para ser tratado desta maneira! Sabe aquela moça que saiu daqui? Eu realmente tenho pena dela. Não sei o que diabos ela viu em você! Não sei o que diabos passa na cabeça da Catherine para ter que aturar esse seu tratamento. Uma novidade para você senhor barbudo, você é humano! CAR-NE E OS-SO! — Puxei como em fúria as fotos que Catherine segurava em suas mãos e joguei na cara dele. -Feliz? Suas provas que existem atividades sobrenaturais naquela casa, pegue qualquer um livro de magia negra e comprove por si mesmo.
–Peraí, como você tirou essas fotos da minha cena de crime?
–Fui eu que tirei essas fotos!
–Você não precisa dar satisfações a esse sujeito Catherine.
–Cala boca Dean! — Ela falou com uma feição de súplica. Depois com a mesma expressão de seriedade que possuía um tempo atrás olhou para ele. -Você é um CSI, vá ao local da cena do crime e investigue a sua maneira. Nós sabemos que isso não tem explicação, você uma hora ou outra vai ter que ceder! — Ele se levantou bufado de raiva. Seguimos ele até a garagem e de lá fomos para a 'casa dos horrores'. Catherine e ele entraram na casa quando eu ia passar pela faixa de interdição ele me repreendeu
–Fique aí, não pode entrar em uma cena de crime!
–UMA CENA DE CRIME DE FANTASMA! — Mesmo não precisando passei da faixa só para provocá-lo, estava cheio daquele ar de superior, estava na hora dele aprender que não pode controlar todos.
–SAIA DAQUI AGORA!
–PAREM AS DUAS CRIANÇAS! GRISSOM ENTRE LOGO NESSA MALDITA CASA, ESQUEÇA A EXISTÊNCIA DELE POR PELO MENOS ALGUNS SEGUNDOS! — Ele mesmo irritado seguiu, fomos os três até o porão e ele ficou estático quando se deparou com o pentagrama.
CONTINUA...
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