Indiscriminada Paixão
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Quem sabe que com esse poste o pessoal queira vir né?
Boa leitura!!
Os últimos acontecimentos haviam realmente me deixado cansado e confuso, meu olhos e minha mente relutavam em atender o possível chamado que minha audição insistia e comprovar a existência. Ao toque de uma pele fria em minha testa só pude reagir com um sobressalto assustado no banco de meu carro e quando penso que minha imaginação havia me pregado uma peça meu espanto inicial estava prestes a se converter em raiva.
-Ai droga, o que diabos você quer me acordando!?
-Não seja hostil Dean. Não queria lhe acordar a gritos. Sem falar que você seria a pessoa que mais gostaria de saber que não foi achado nada na cena do crime. — Pela primeira vez em meses Castiel havia me dado uma notícia boa. Eu agarrei seu rosto e iria beijá-lo na testa parei e lhe dei um tapa em no braço, saí do carro em um pulo e me direcionei para o faixa de interdição. Nisso vinham Catherine e Grissom.
-E então meu papo de fantasmas faz sentido agora? -Cruzei os braços em pose de razão, aquele velho deveria agora entender o que se passava. Eu estava errado.
-Mais uma criança morreu... — Ele veio histérico para mim, saiu da faixa amarela que impedia minha entrada, Catherine ficou tão surpresa com a atitude do colega que nem se moveu. -E eu sei que você tem alguma coisa haver com isso. — Ele esfregava seu dedo em meu rosto, certos tipos de provocações eu não deveria aturar, mais essa era uma daquelas horas que você pensa duas vezes antes de agir. -Se mais uma criança morrer daquela forma eu prometo que vou fazer tudo que está ao meu alcance para lhe colocar atrás das grades! — Ele iria me socar caso não o tivesse jogado no chão. Maldito ato, senti meu rosto sendo golpeado não por uma mão grande que nem a dele mas sim, uma dinâmica e macia, o que não a impedia de ser ríspida e forte. Quando dei por mim estava sentado no chão com a morena de horas antes ajudando o Grissom a ficar sentado e massageando sua mão.
-Eu não acredito, fui nocauteado por uma mulher... — Catherine esboçou um sorriso nos lábios se aproximou de onde estávamos olhou para a morena e para o Grissom que exibia cara de poucos amigos.
-Grissom eu acho melhor acabarmos com isso por aqui. Ele agiu em auto-defesa, você iria bater nele.
-O que é isso Catherine? Você vai apoiá-lo depois dele ter jogado Grissom no chão?
-Não estou defendendo ele Sara, estou sendo apenas sensata. Se ele não tivesse feito isso acusaria Grissom de abuso de poder após o soco que com certeza levaria dele, que na verdade foi dado por você após evitar um briga com o Gil, pena ele não saber que sua mão é mais pesada e mais rápida. Nesse caso eu acho que... — Nesse momento o velho barbudo se levanta e sai dando coice no vento, Catherine para de falar, arqueia as sobrancelhas e olha para a saída do supervisor com cara de espanto.
-Feliz Catherine? Obrigada mesmo! — Catherine acompanhou com a cabeça a saída da tal Sara e em direção ao supervisor com uma expressão de incredulidade, estava basicamente pasma com o comentário da colega de profissão.
-A ela ajudou o namorado, você vai me ajudar?
-Do que você tá falando?
-Tô vendo que não. — Me levantei e andei dois passo desajeitados até me aproximar dela.
-Sério eu não entendi.
-Se ele não é o namorado dela ela queria que fosse.
-Sara não gosta do Grissom.
-Todo mundo aqui é cego mesmo? É incrível como ninguém consegue reconhecer sentimentos! E o pior é não admitir que existem. É um persistência para negá-los! Vocês devem ter alguma repulsa a respeito do amor: uma mulher não bateria daquele jeito em uma cara que tem quase o dobro de massa muscular caso não fosse para defender alguém que ela gostasse muito, você mesmo nem correu para ajudá-lo. Qualquer tolo pode perceber um sentimento e o daquela moça é muito forte por aquele velho, por mais que ele nem se toque ou que nenhum dos dois queira admitir.
Eu recebi um banho de água fria de mim mesmo! Não pude deixar de não me lembrar da briga com Sam a respeito de Catherine e da forma como nós estávamos nos aproximando em poucas horas, sem falar que tudo dito por Castiel girava em minha mente. Eu fiz uma associação mental das atitudes tomadas por mim e Sara quando as pessoas que queríamos proteger estavam quase sendo espancadas, nós dois agimos da mesma forma sem se importar o que aconteceria.
-Sara sempre tentou ser a melhor aluna de Grissom. Ela sempre foi muito ligada a ele e... Bom todos sempre pensávamos que era em razão do tempo que eles se conheciam de palestras.
-É mais vocês pensaram errado. — Massageei minha bochecha, olhei para minha mão vi sangue. -Falar o que quiser menos que ela batia fraco. Eu pensava que ela tinha me dado um soco não unhadas.
-A mão dela correu do seu \'pé do ouvido\' até seu nariz de baixo para cima em posição diagonal. A unha do dedão dela pode muito bem te lhe cortado, você só está sentido dor na bochecha porque as articulações dos dedos dela passaram por aí, a mão de Sara é um pouco maior do que a minha, ainda não sei como não feriu seu olho.
-Não sabia que também era médica.
-E não sou, apenas tenho experiência com cadáveres e vi tudo o que aconteceu. Vamos até meu carro, Lindsey vive se machucando quando vai brincar no parque, eu sempre tenho uma caixa de primeiros socorros.
-Claro mamãe. — Nós atravessamos a rua com uma distância bem menor do que quando costumávamos, nossos braços chegaram a roçar. Ela tomou o kit em suas mãos e esticou meu rosto para o lado direito, deixando o meu esquerdo atingido e perfeita posição para que ela cuidasse. Com um algodão molhado de água mineral que tinha em uma garrafa no carro limpou o arranhão. Depois passou um infeliz de um remédio que me arrancou um gemido, tentei virar meu rosto mais ela segurou com força me impedido de impedi-la de terminar a aplicação, ela arqueou as sobrancelhas e sorrio, mesmo sem quer parei de forçar contra sua mão e ela me soltou, mesmo assim ainda não virei meu rosto.
-Espero que não seja preconceituoso.
-Por que?
-Eu só tenho band-aid de florzinha – Quando eu ia protestar... Tarde demais! O adesivo médico já estava em meu rosto. -Seja educado e só tire quando eu for embora.
-Há há há! — Falei com ironia. Meu telefone tocou era Sam. -O que foi?
-A minha sobrinha é mesmo um gênio.
-Sua... o quê? Do que é que está falando?
-A minha sobrinha, a filha da Catherine.
-Fora me provocar teve algum outro motivo sua ligação?
-Sim, Grissom quer uma prova real do que estamos falando.
-E você achou a agulha no palheiro?
-Talvez, mas eu não, a Lindsey. Nós estávamos contando lendas urbanas um para o outro, então ela falou de uma casa que era cede das bruxas no início da construção de Vegas. Toda lenda urbana tem um fundo de verdade, quando eu procurei por ela... Eu deixo você adivinhar!
-Achou que era mentira.
-NÃO! Achei que era essa casa que estão acontecendo as mortes. Comecei a pesquisar casos de morte por essa redondezas não achei nenhum excerto os das crianças. Esse local está contado para ser um dos comprados para um firma de construção, o primeiro prédio começou a ser construído a cerca de um mês. A mesma data que as mortes começaram.
-A construção despertou os espíritos das crianças, que não conseguiram descansar em paz pelas forças negativas que tinham na casa. Já sabemos o que está acontecendo. Eu vou queimar os corpos agora.
-Espera, e o Grissom? Ele não vai gostar de você invadindo a cena de crime dele.
-A Catherine está comigo. Ela vai me dar cobertura. — Falei olhando para ela que me olhou com olhos incrédulos.
-E quem dará cobertura para ela? Alguma coisa me diz que ele não ficará nada satisfeito com isso, pode até mandá-la embora. — Belo toque do Sammy, o velho estava tão stressado que se sonhasse que a Catherine estaria ajudando um suspeito a destruir a cena do crime a mandaria embora do emprego sem pensar duas vezes e mais nunca olharias em seu belo rosto.
-Então, você resolveu o mistério, aonde estão as provas?
-A casa foi abandonada depois da morte dos garotos, e se isso é realmente verdade em algum lugar da casa deve conter símbolos místicos ou algo do gênero. Peça para Catherine ir procurar algo assim.
-Ok, Sammy porque você quer tanto resolver esse caso a moda \'fato e provas\'.
-Não sei, eu só quero que Grissom acredite nisso. Sempre encontramos pessoas cépticas a respeito de nosso trabalha e eles nos chama de doidos, drogados ou desvairados, Grissom foi o primeiro que não pensou algo do gênero e por isso acho que vale apena provar que estamos certo. — Do outro lado da linha pude escutar uma voz familiar feminina infantil chamando o Sammy. -Tchau. — Ele desligou e me vi com uma Catherine sedenta por respostas.
-Meu irmão achou a prova que seu supervisor tanto queria.
-Vocês podem provar que fantasmas existem?
-Não exatamente, mais podemos apresentar fatos e que decida por ele mesmo se vai acreditar ou não. Se bem que caso ele seja tão lógico e inteligente como diz ser não será capaz de discordar.
-E de que provas exatamente estamos falando?
-Símbolos místicos dentro da casa.
-Do tipo de pentagramas, o olho que tudo vê, crucifixos?
-Do tipo sobrenatural.
-Eu acho que sei.
-Catherine deixe eu acompanhar você.
-Você não pode entrar lá.
-Eu sei disso, e também sei do que estamos falando, sem contar o fato que talvez eles peguem você. Não sabemos se tem outros espíritos vingativos lá dentro.
-Eu não posso.
-Se você confiar em mim pode. Ninguém vai saber. Ninguém vai impedir. Ninguém vai descobrir. Somente se confiar em mim. — Eu senti a respiração dela oscilar e quando percebi estava a poucos centímetros de distância dela, nossas respirações ficaram de igual para igual e eu senti o expirar do pulmão levantar seu busto.
-Está bem. — Seguimos até a casa, o ar era realmente tenebroso. Ela se encaminhou primeiramente ao porão...
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