Notas iniciais
Mais um capítulo saindo do formo! As coisas começam a esquentar: Mais um morte e mais uma cena de crime sem evidencias... Catherine já está tomando um lado da história e Grissom pior do que bode velho não quer aceitar a verdade

-Oi princesa, não é muito tarde para estar acordada? — Ela acenou de forma negativa com a cabeça. Me aproximei, não me interessava ver Sam discutir com Catherine, sei muito bem quem vai ganhar no boca-boca, e com certeza não seria meu irmão.

-Parece que minha mãe não gosta de você.

-Ela não gosta de mim.

-Sabe, antes ela gostava do papai e eles se separaram.

-É uma pena.

-Tem um amigo barbudo dela, Jiu...Jiu...

-Gil Grissom?

-Esse troço mesmo! Ela vive ligando para ela no meio da noite e ela sai desesperada de casa às vezes.

-É do trabalho de sua mãe?

-Sim! Ela prende caras maus!

-Ela acha que eu sou um cara mau e que deveria estar na cadeia, o que você pensa a respeito?

-Eu gosto de você, não acho que deveria estar preso.

-Quantos anos você tem?

-5 anos. Faço aniversário mês que vem.

-E você?

-Eu tenho bem mais que você e meu aniversário já passou faz tempo.

-Você recebeu muito presente?

-Alguns. — Era tão inocente a conversa com a criança. Me faz sentir falta de toda a ingenuidade da vida.

-Por que você está espiando a mamãe o outro homem da janela?

-Ninguém sabe que eu estou aqui, menos você. Aquele cara é o meu irmão mais novo e eu sei que ele vai precisar da minha ajuda, sua mãe é um mulher difícil. Só que eu não sei como eu posso ajudá-lo, por isso eu vim investigar.

-Ata... — O celular é escutado no local, a pequena fica toda desaminada até que ela olha para cima e parecia que tinha tido uma grande ideia. -Espera eu já sei!

-Sabe o que?

-Vou ajudar seu irmão e com isso te dou um presente de desaniversário.

-“Desaniversário”?

-Nunca assistiu Alice no país da maravilha? — Eu acenei de forma negativa. -Vai lá para janela que eu te mostro o meu presente. — Comecei a andar na direção. No nada Castiel volta a mi aparecer.

-E então Dean? Crianças são os anjos humanos de Deus.

-E você é o lobo em pele de carneiro que me deram para cuidar.

-Veja o presente, ela lhe deu com todo o coração. — Assim que cheguei perto da janela pude ver a filha nos braços da mãe.

-Mãe, seu amigo está lhe ligando. — A pequena mostrava o celular tocando a mãe.

-Meu Deus! — Catherine tomou o celular das mãos da filha aflita. -O que foi Gil?... Outro?...Mais é minha folga...Eu sei Grissom, mais não tenho ninguém com quem deixar a Lindsey. — A menina começa a cochichar algo no ouvido da mãe. Que demonstra uma cara de incrédula. Do nada a garota sai do colo da mãe e vai para Sam, cochichar algo em seu ouvi.

-Tudo bem eu adoraria. — Meu irmão estava feliz e Catherine balança a cabeça de forma negativa, por mais impossível que parecesse eu escutava também Grissom agoniado pedindo a presença de Catherine. Linsey a olhava com \'olhos-de-cachorro-pidão\' e Sam fazia uma cara de bom menino. Até que muita insistência de todas as parte Catherine cede.

-Ok Gil estou chegando. — Ela desligou o telefone e olhou com olhos vencidos para Sammy. -Eu não sei como te agradecer por me fazer esse favor.

-Tudo bem.

-Mais de ante mão está avisado: se acontecer algo com minha filha eu mesmo te mato.

-Eu acho que isso é um sinal de boa fé sua. Realmente é como eu lhe falei, não tenho intenção nenhuma de machucar nem atrapalhar suas investigações, o fato é que nenhuma ciência pode explicar o sobrenatural, por isso recorri a você. Quando perceberem que nada poderá solucionar essas mortes misteriosas você saberá o que está acontecendo.

-Eu só espero que não custe tantas vidas como parece que vai ser. — Catherine saiu de casa e no mesmo instante Lindsey veio até a janela que era meu esconderijo.

-Espero que tenha gostado do meu presente. — Não entendi o que ela disse, fazer a mãe deixá-la com um de nós era um presente? Vieram como flash na minha cabeça lembranças de todas as vezes que Castiel me falara de Catherine e me dissera como era boa mãe e faria de tudo para proteger a filha. O presente da garota foi a confiança da mãe. Ok, ela era filha da sua mãe mesmo. Sam me olhou e viu a situação muito tumultuada para ele entender. — O que está esperando? Vai logo atrás dela.

-Dean? O que está fazendo aqui?

-Adulto é muito complicado mesmo, vai logo embora que eu explico ao outro. — Eu ri.

-Escute bem a professora Sammy. — Quando saí correndo, Lindsey estava segurando a mão de Sam e o leva para seu quarto escutei algo sobre histórias de dormir e explicações. Não era esse o meu foco sem sombra de dúvidas. Entrei no Impala e comecei a dirigir atrás dela.

Quando vi ela estacionar o carro em frete a mesma casa que conheci quando cheguei em Vegas não tive dúvida que os espíritos estava de volta a tona. O cheiro de enxofre estava no ar e isso sem sombra de dúvidas era algo a meu favor.

Parei meu carro a algumas ruas de distância como de sempre. Desci do carro e comecei a observar de longe.

Ela saiu do carro e o mesmo cara da de barba estava a lhe esperar, com as mãos no bolso em um boné na cabeça com um expressão tranquila.

-Que cara é essa? Eu pensava que você estava desesperado! -Ela não chegou a gritar mais falava com uma certa ira.

-Não estou despreocupado, apenas... Catherine, esse caso é muito estranho. Sem digitais, sem fios de cabelos, sem meios para as banheiras se ligarem e sem motivos para crianças entrarem dentro. Esse pode e deve ser sem sombra de dúvidas um dos maiores seriais killer que já enfrentamos. A nossa sorte é que a imprensa ainda não acaiu em cima.

-Grissom, pode parecer loucura minha. Eu sei, eu sei, somos cientistas e devemos acreditar em fatos, provas e evidências, mais e se isso for uma daquelas coisas que não se pode explicar. Daquele tipo de história que nada nem ninguém pode provar.

-Aonde você quer chegar Catherine?

-No ponto mais simples possível. Sabe os irmãos que eram meus suspeitos? Vieram falar comigo, e me contaram algo absurdo...

-Que o que estava mantando as crianças eram espíritos? — Era impressão minha ou eles estava aderindo a nossa versão?

-Eu sei isso é loucura, mais certas coisas não podem ser explicadas.

-E um caso difícil é uma dessas?

-Quem sabe?

-Eu só preciso de um argumento, somente um.

-Grissom! Nem tudo nesse mundo pode ser explicado com teorias ou fatos. Sinto muito se sou tão humana que posso acreditar no que as pessoas falam mais isso talvez seja a verdade!

-Verdade o quê Catherine? Que não somos tão competentes para descobrir o que se passa que colocamos a culpa no inexistente?

-Não, que pessoas falam a verdade às vezes.

-E você quer que eu acredite no que aquele dois estão dizendo? Desculpa Catherine mais pensei que soubesse qual é o seu trabalho.

-E eu sei Grissom. Você mesmo viu, sem evidencias, nada! –Fiquei no carro os ouvindo, Catherine ainda tentava convencê-lo de que talvez eu e Sam estivessem certos, pelo visto meu irmãozinho tinha feito um bom trabalho.

-Evidencias não metem Catherine, não pode culpá-las se não as achou ainda.

-Talvez você esteja certo, talvez não. Achei que pudesse entender a situação em que nos encontramos que agora provar alguma coisa não é mais importante do que agir. Só não quero ver mais uma criança indefesa morta. –Finalmente entendi o porquê de acredita em nos, ela estava enxergando o caso como seu lado de mãe e não de investigadora. Ela não queria que mais uma mãe chorasse por seu filho morto, ela quer impedir que aconteça o que ela jamais desejaria para ela, o que jamais desejaria para a Lidsay.

De repente a imagem dela veio em minha mente, à imagem da garotinha que me ajudara há minutos atrás. Esperta assim como a mãe, e ela quer que eu ajude a Catherine, havia me dado esta chance, meu presente de desaniversario.


Notas finais
Obrigada a todos que lerem. Beijos Lety e Dark_Hina!