Puxo a perna,

Mas ela vem pouco.

Está acorrentada, presa

À uma parede.

...

Estico os braços,

As pontas dos dedos roçam

Em grades de uma cela

Estou presa.

...

Minha respiração está lenta

...

Meu rosto encostado ao chão frio

...

Estou confinada.

Presa,

Confinada,

E só.

Algumas vezes escapo

Mas é como me afogar

Não adianta

Pois acabo voltando para cá

Difícil saber exatamente pelo que

Há tantas "algemas"

Tantas "prisões" diferentes,

Pensamentos,

Condições,

Ambientes,

Pessoas...

Elas enfraquecem às vezes

...

Outras vezes ficam mais fortes

Sempre algo me prende

Mas nem sempre algo ruim.

Estranho imaginar uma prisão boa

Ou sequer agradável

Mas sim, existem algumas assim

...

Só resta saber se esta é boa ou ruim