Indescritível
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!!! > //// <!
Espero que gostem, apesar de estar curtinho. Eu fiz um pov da Luka então estou nervosa.
Boa leitura o/
Luka pov.:
Kaito me forçou a voltar para casa antes de a aula acabar. Por mim, tudo bem, mas ainda me sentia culpada por não me despedir de Hatsune-san. Ela foi a primeira pessoa a dirigir a palavra para mim, e eu conhecia todos os outros alunos.
Tentava mesclar a culpa afirmando que a garota havia saído também na hora do almoço. Só que... eu fui tão fria com ela que... não a culpava.
Cheguei em casa, subi as escadas correndo e entrei em meu quarto. Era pequeno, com uma cama no canto, uma minúscula prateleira com livros que comprava no sebo, e uma escrivaninha. Peguei meu caderno e o coloquei nela. Comecei a escrever. Era um hábito. Meu caderno era como um diário repleto de poemas e letras de músicas as quais ninguém nunca cantaria.
Kaito fez um estrondo ao entrar no meu quarto. Eu o avistei e voltei minha atenção para o caderno.
- Por que me desobedeceu? – perguntou. Permaneci quieta. – Eu falei que não iria aceitar se você conversasse com alguém, você não entendeu?
Peguei o caderno e guardei dentro da bolsa. Encarei Kaito. Seus cabelos azuis estavam desorganizados. Ele estava furioso.
- Aquela novata ignorante! Baixa, magrela, com cabelo de uma cor bizarra. Você acredita que ela quis bater em mim? Imagine se eu iria sujar o nome dos Shion.
- Se você a machucar, não te perdoarei. – murmurei.
Kaito ficou um tempo tentando digerir minhas palavras. Depois sorriu.
- É claro que vai. Você mora aqui, Luka. Seus pais morreram faz tempo, e meus pais te acolheram. – Kaito estirou a língua. – Além do mais, eu sou seu único amigo.
Meu sangue fervia. Odiava Kaito. O odiava com todas as minhas forças. Não queria viver de favores. Mas ainda assim... Eu precisava aguentar aquilo.
- Aquela novata é – continuou.
- Especial. – murmurei.
- Estou te avisando Luka, se continuar falando com aquela garota, ela vai pagar caro.
- Não, por favor. – pedi.
Kaito suspirou.
-Tudo bem. Eu vou continuar te olhando. Lembre-se disso. – Kaito foi até a porta. – A propósito, o Gakupo está namorando.
- Por que disse isso? – pergunte.
- Só pra te lembrar que ninguém jamais vai gostar de você. – E fechou a porta.
As lágrimas vieram rapidamente. Deixei que caíssem e comecei a escrever. Minha fuga de um mundo horrível.
Meu coração oco era de um lindo azul.
As ondas das marés se esticaram através da eternidade.
As asas de um avião vão ao sul sob as distantes nuvens do céu.
Êxtase e caos fazem o suor fluir.
Administração e teorias também são amargas.
Um olhar presunçoso nesse campo desapareceu.
Por que eu não consigo
Ver o que está diante de mim?
No céu azul
Palavras são empilhadas
Fraco,
Frágil,
E esfarelando-se.
Deixa
Um punhado de arrependimento.
Hoje também
Nada é
Diferente.
Há uma afeição mútua na sequência.
A água caindo tinha uma intenção.
As más plantações descreviam a voz que quebrava a casca.
As glórias devem desvanecer caindo
Solicitando, se o acorde
Será manchado no lótus e se o vento se tornará azul.
Por que eu não consigo
Nem ao menos alcançá-lo?
No céu azul
Palavras são empilhadas
Fraco,
Frágil,
E esfarelando-se.
Deixa
Um punhado de impaciência.
Hoje também
Nada é
Diferente.
Por que você
Apareceu na minha mente?
No céu azul
Palavras são empilhadas
Fraco,
Frágil,
E esfarelando-se.
Eu não preciso lamentar.
Impaciente minha voz ecoa.
No céu azul
Eu joguei meus sentimentos
Eles dissolveram
Entre o vento, as nuvens e a luz do sol.
No tempo que ainda nos resta é o “agora”.
Eu mudei o mundo azul.
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