Indefinível

3 Capítulo 3 — Dá-me forças


Estou vindo pegar você

Temos uma ligação, é verdade

Porque, garota, não vou largar de mão

Vou fazer você se sentir bem, oh sim

Enrique Iglesias — Finally Found You ft. Sammy Adams

Céus, estou enlouquecendo. Enlouquecendo. O fato de a atenção dele estar toda em mim, não me fez tomar coragem para me mexer ou tomar alguma atitude. Continuei encarando seus olhos azuis na maior cara de pau, nem o fato de haver vários pessoas na sala me fez tomar um passo.

“Boa noite, Sr. Salvatore.” Oi? “Desculpa a entrada meio abrupta.”

Ele sorriu antes de responder Klaus; “Não precisa se desculpar, foi uma entrada memorável.”

Ele me pôs no chão e senti minhas pernas fraquejarem. Ele estava novamente de terno preto e uma gravata cinza. Novamente, estava lindo de morrer.

Klaus deu uma risada baixa e me ajudou a me arrumar, puxando a cadeira para sentar-me. Peguei o copo de água que havia na minha frente e tomei um gole, com a mão meio trêmula.

Como deve ser ter essa aparência? Por onde passa deve atrair vários olhares, com certeza.

O olhar dele se concentrou na mão de Klaus do meu cotovelo até ele tirar a mão.

“Então, podemos começar” Klaus disse após se acomodar na cadeira, ele apontou para mim enquanto falava com o moreno que me encarava “Essa é minha assistente, Elena.”

“Já nos conhecemos.” Quer dizer, ele me conhece. Porque não sei nem sei seu nome.

Fiz de tudo para passar despercebida a hora seguinte, enquanto Klaus foi duramente questionado por Salvatore e as diretoras da Ridal. Duas morenas bonitas, vestidas com terninhos elegantes. A de preto encarava Klaus a todo custo, e a de cinza tentava chamar a atenção de Salvatore. E eu me senti de fora durante. Klaus explicava pacientemente como era o trabalho da agência, seu modo de trabalhar com o cliente.

Klaus estava super tranquilo apesar da pressão exercida por Salvatore, que comandava a reunião sem fazer o menor esforço.

“Muito bom, senhor Mikaelson.” Salvatore elogiou casualmente quando as conversas se encerrar. Ele se virou para mim, o que me fez engolir em seco. “O que levaria você a experimentar a Ridal, Elena?” Pressionei os lábios meio nervosa.

“Como?”

A intensidade de seus olhos era avassaladora. Sua atenção estava toda em mim.

Quando pressionei os lábios, seus dedos batucaram a mesa, e ele flexionou os braços.

Ele era tão... Másculo.

Ele refez a pergunta: “Qual dos conceitos sugeridos por Klaus você prefere?”

“Acho que são todos brilhantes.” Respondi meio seca.

“Posso mandar todo mundo sair da sala para ter uma opinião sincera, se é isso que você quer.”

Estremeci só de me imaginar-nos sozinhos numa mesma sala com a tensão que existia entre a gente. Eu era capaz de pular em seus braços e transar com ele em cima daquela mesa. Mordi a ponta da conta e o respondi mais calma do que aparentava estar:

“Dei minha opinião sincera, Salvatore.” Continuei; “Mas optaria por luxúria lasciva a um preço acessível e disponível à todos... Mas não sei se...”

“Concordo.” Ele virou-se para Klaus: “Aí está seu ponto de partida, senhor Mikaelson. Retomaremos o assunto semana que vem.” Fiquei pasma.

Todos se levantaram — inclusive eu, e fomos em direção ao elevado quando Salvatore me segurou pelo cotovelo.

“Daqui a pouco ela desce.” Ele informou a Klaus e fiquei tensa quando o elevador desceu com as duas diretoras e Klaus.

“Você está dormindo com alguém?” Que?

Demorei para processar o que ele havia dito.

“Isso não é da sua conta.”

Ele deu sorriso de canto e me puxou para mais perto de seu peito.

“Claro que é, Elena. É totalmente da minha conta.”

“E por que?” Senti que não devia ter feito essa pergunta.

“Porque quero ter você nua pra mim, Elena.”

Fiquei chocada com Salvatore sendo tão direto. Pisquei os olhos sem parar e ele me soltou quando escutou o bip do elevador chegar no andar. Me soltei dele e caminhei até o elevador em passos lentos.

“Até a próxima, Elena.” Entrei no elevador e me virei para ele antes da porta fechar. Ele estava com as mãos dentro do bolso da calça. Ele estava sorrindo de canto e a porta do elevador se fechou.

Tentei me recompor me segurando sob o corrimão de bronze. Antes de eu respirar fundo, percebi que o elevador havia parado no hall de entrada do meu andar. Vi Klaus falando com a secretária, Bonnie. Ele virou-se para mim após notar que eu havia chegado.

“O que foi aquilo?”

“Eu não sei.” Respondi, totalmente sincera. “Mas a conta é nossa, não é?”
“Parece que sim.”

*

“Ele o quê?” Estava eu e Caroline sentadas no banco do balcão enquanto tomávamos uma taça de vinho. E eu havia acabado de contar o que Damon fez.

“Exatamente. Ele disse essas palavras. ”

“E então?” Ela puxou o notebook da mesa de centro e o colocou em cima de seu colo, abrindo-o.

“E então o quê?” Indaguei.

“Vai deixar ele escapar desse jeito? Ele é bonitão... ” Ela virou o notebook pra mim. “Rico, e dono do prédio, Elena. Ele é Damon Salvatore, dono do prédio todo.”

Oh-meu-deus. Damon Salvatore. Combina com ele.

Céus.

Notas finais
Comentem, por favor ♥ Isso me anima mt.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.