Indefinido
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Apesar dos pesares, espero que apreciem ^^'
Até as notas finais, pudins *0*
[NOTA PÓSTUMA: Se a imagem não aparecer, podem vê-la aqui:
http://images2.fanpop.com/image/photos/9900000/Prince-1-2-prince-9903805-804-1244.jpg]
Chapter 1
Pela brecha da cortina, a luz entrava suavemente, iluminando ao mínimo o quarto luxuoso e espaçoso do jovem que dormia intranquilo em sua cama de dossel, trabalhada a ouro. O ser de cabelos brancos franziu levemente o cenho, ao som dos pássaros que cantavam a sua janela, acordando-o. Seus olhos cor de rubi se abriram vagarosamente, revelando irritação. Era muito cedo. Ouviu duas batidas suaves na porta e virou a cabeça em direção à mesma.
– O que foi? – A voz falou com extrema impessoalidade, completamente indiferente. Fria. Seu timbre e melodia fariam inveja a qualquer cantor. Oh, jamais tão bela voz fora ouvida algum dia.
– Senhor, seu café da manhã. – Falou o servo, que entreabriu levemente a porta, entrando no quarto de olhos baixos, e sem pronunciar mais nada.
– Quanto tempo já conta, Hiaj?
– Estamos na primeira manhã, Mestre Rive, creio que na quarta hora do dia.
– E o que o levou a me despertar tão cedo, humano? – perguntou enquanto se sentava. O lençol deslizou suave e lento pelo dorso desnudo do Yok de beleza élfica, enquanto o mesmo pousava os dedos na testa, demonstrando que dormira mal outra vez.
– Devo lembrá-lo, senhor, que hoje é o primeiro dia na Fábrica, a qual, pelo que sei, vossa senhoria deseja frequentar. – respondeu calmamente, ignorando o tom de desprezo na última palavra de seu mestre.
– Chegarei mais tarde então. – Respondeu. O servo suspirou.
– Francamente, levante-se criança, vou preparar seu banho. – suspirou. Ele era o único que Rive deixava falar consigo desta maneira. Quando criança, gostada de chamar o velho humano de pai. — Com licença. — E fechou a porta.
Olhou mais uma vez para a janela, desta vez com um olhar triste. Tal melancolia... Ele era jovem demais para isso. O senhor levantou-se, pondo os pés para fora da cama, em cima do tapete de pele macio e limpo. Seu corpo estava completamente exposto, e completamente nu. Se qualquer um o visse agora, de certa desmaiaria, ensandeceria. A luz solar batia em sua pele pálida, refletindo em seu corpo delicado e bem feito. Rive não permitiria jamais que alguém o visse assim. Nem mesmo o humano que o servia.
Caminhou devagar até o banheiro e olhou para a banheira que exalava um cheiro muito suave, tão suave quanto o cheiro de uma delicada flor. Entrou sem pressa e deixou que a água lhe molhasse o corpo. A temperatura quente, fazendo com que Rive soltasse um suspiro de satisfação ao mergulhar até o pescoço, deliciando-se com o banho que apenas o velho Hiaj sabia preparar. Quanto tempo ficou lá, ele não sabe, mas quando sua pele começou a enrugar, decidiu sair.
Quando se levantou, teve no espelho a visão de seu próprio corpo deslumbrante, com água escorrendo sensualmente pela leve definição de seus músculos delicados, viu que seu cabelo molhado ficava mais brilhoso que o normal, e que seus olhos vermelhos estavam marejados pelo vapor do banheiro. Ele sabia que era lindo, o mais lindo, só não gostava particularmente dessa beleza. Era sua prisão.
Novamente, duas batidas foram ouvidas na porta.
– Senhor, sua roupa está na cama, e são do jeito que o senhor pediu. — Hiaj falou, saindo sem esperar pela resposta, que sabia que não viria.
Enrolou-se em sua toalha macia de algodão e, ao ter certeza de que o servo já se fora, saiu do banheiro finalmente.
Suas roupas eram simples, mas é claro que ele não se humilharia ao ponto de se vestir como um plebeu. Uma capa vermelha, abotoada ao lado com um broche simples, apenas de enfeite, uma bata cinza com detalhes dourados, de mangas curtas e uma peça de armadura em seus braços, tudo em prata. Tinha que admitir, Hiaj certamente sabia exatamente o que ele queria.
Vestiu-se com um pouco de pressa, pois demorara no banho. Quanto ao café, não o comeria. Nunca o comeu, na verdade, mas o velho sempre deixava uma bandeja com comida em sua mesa. Apressou-se ao sair e, passando rapidamente por todos os seus empregados, bateu a porta da frente quando já se encontrava do lado de fora. Entrou em sua carruagem e a mesma já começou a andar imediatamente. O cocheiro já sabia aonde seu mestre iria. Todos na cidade sabiam.
Notas finais
Até o próximo capítulo então, pudins ^^
Fale com o autor