Indefinido

1 O menino da terceira casa


Já se fazia uma semana que Emily havia se mudado para uma cidadezinha afastada da cidade e com pouca vizinhança, havia passado seus dias sozinha, apenas na companhia de seus livros. Emy já havia lido inumeros livros, oque era surpreendente para uma menina de 12 anos. A maioria das crianças odiaria morar em um lugar tão deserto, mas para Emy aquilo tudo parecia bom, muito bom. Havia apenas duas casas além da sua nas redondezas, uma morava um casal muito simpático de velhinhos, os quais já vieram dar as boas vindas, e mais adiante, havia outra casa, não sabia exatamente quem morava lá, mas todos os dias as seis da manhã, ouvia o som de uma camionete extremamente barulhenta que saia, e só voltava a noite.

- Por que não vai dar uma volta Emy? — Perguntou sua mãe

- Parece tão frio lá fora.

- Coloque um casaco!

- Mas não há nada para fazer lá.

- Ande Emy, saia um pouco de casa, vá se divertir, ficar aqui trancada não te levara a nada, veja só, na sua idade eu adorava brincar do lado de fora. Parece que os tempos realmente são outros — Resmungou a mãe enquanto limpava seu quarto

- Eu também gosto de brincar do lado de fora, mas não há ninguém para brincar.

- Você tem uma imaginação muito fértil minha filha, tenho certeza que pode se divertir sozinha, e além do más, talvez você encontre alguém da sua idade com quem possa brincar.

A menina acatou o que a mãe havia sugerido, pegou o casaco e foi caminhando até a porta, do lado de fora no quintal, o pai concertava a cerca que já estava quebrada entes mesmo de comprarem a casa, a qual era particularmente enorme, maior que sua antiga casa.

- Onde a mocinha vai? — Perguntou o pai enquanto procurava algo em sua caixa de ferramentas.

- Vou dar uma volta.

- Hum... faz bem!

- Por que esta concertando a cerca?

- Ué, quer que a cerca fique quebrada? — Respondeu o pai indignado com a pergunta da menina.

- Digo, não ha quase ninguém por perto, ninguém entraria aqui, além do mais até mesmo eu pulo uma cerca pequena como essas, não sei qual a necessidade disto.

- Não são para conter humanos minha querida, e sim animas que vivem andando por ai a solta.

- Mas qual o problema com eles?

- Não vai querer chegar em seu quarto e encontrar uma cabra, um galo ou coisa parecida.

A menina riu e respondeu:

- Não seria tão ruim.

- Ah, acredite, seria.

- As vezes queria ter um bichinho.

- Que tipo de bichinho?

- Sei lá, um cãozinho, quem sabe...

- Bem, sendo um cachorro, posso pensar no seu caso.

A menina sorriu, despediu-se do pai e continuou andando.

Seguiu pela estrada de terra, passou em frente da casa do Senhor e Senhora Willers, que haviam ido a cidade bem cedo, e aparentemente não haviam voltado, avistou uma arvore enorme, que ficava em frente da terceira casa da redondeza. Subiu na arvore, e ficou la durante uns vinte minutos, ficou observando a casa logo a frente, tudo parecia quero, até que a porta se abriu, e um menino sai de lá, magro e extremamente branco. O menino foi em direção ao balanço, onde ficou balançando, cada vez mais alto, parecia feliz, mas assim como Emy, muito sozinho.

Sem nada a perder, a menina desceu da arvore, e foi se aproximando do menino, que estava ocupado demais com seu balanço, para perceber a aproximação da menina.

- Oi. — Disse Emy sorridente.

- Oi. — Respondeu o menino, enquanto parava de balançar.

- Meu nome é Emy... e o seu?

- Jimmy.

A menina sorriu um pouco timida.

- E nova por aqui?

- Sim me mudei a cerca de uma semana atras.

- Hm...

- É sempre tão sozinho aqui?

- Sim, você não faz ideia do quanto.

- Não tem amigos por perto?

- Não. — Respondeu o menino de uma forma triste, enquanto balançava lentamente.

- E na escola?

- Tive que sair da escola.

- Por que?

- Não sei bem ao certo, estudei só ate a terceira serie. Mas não aprendi muita coisa, nem mesmo sei ler ou escrever, minha mãe disse que tenho, Detifici... Defti...

- Déficit?

- Isso!

- E por isso te tiraram da escola?

- Não exatamente... mas deixe isso de lado. E você, vai estudar a onde?

- Não sei ainda, mas meu pai já esta a procura de vagas!

- Hum... quer balançar um pouco?

- Sim. — Sorriu a menina.

- Vem, eu te empurro.

Aquilo era o inicio de uma grande amizade, tão grande que talvez você nem possa imaginar o quanto, os dias de solidão haviam acabado para os dois, brincaram juntos a tarde inteira, até que começou a anoitecer.

- Esta ficando tarde, acho que vou ter que voltar para casa agora.

- Vai voltar amanhã?

- Acho que sim, mas agora tenho que ir.

- Adeus. — Disse o menino enquanto acenava.

Emily voltou para casa correndo, com medo da bronca que levaria dos pais por chegar tarde.

- Até que pra quem não tinha nada para fazer você demorou bastante — Comentou a mãe assim que ela chegou.

- Encontrei um menino da minha idade, que mor logo ali, na casa depois da dos Willers.

- Que ótimo, não disse que ia encontrar algo para fazer por aqui? Agora vá tomar seu banho, e desça para o jantar antes que fique tarde.

A menina acatou a ordem da mãe, e foi tomar seu banho, feliz por finalmente ter feito um amigo.

Já se fazia uma semana que Emily havia se mudado para uma cidadezinha afastada da cidade e com pouca vizinhança, havia passado seus dias sozinha, apenas na companhia de seus livros. Emy já havia lido inumeros livros, oque era surpreendente para uma menina de 12 anos. A maioria das crianças odiaria morar em um lugar tão deserto, mas para Emy aquilo tudo parecia bom, muito bom. Havia apenas duas casas além da sua nas redondezas, uma morava um casal muito simpático de velhinhos, os quais já vieram dar as boas vindas, e mais adiante, havia outra casa, não sabia exatamente quem morava lá, mas todos os dias as seis da manhã, ouvia o som de uma camionete extremamente barulhenta que saia, e só voltava a noite.

- Por que não vai dar uma volta Emy? — Perguntou sua mãe

- Parece tão frio lá fora.

- Coloque um casaco!

- Mas não há nada para fazer lá.

- Ande Emy, saia um pouco de casa, vá se divertir, ficar aqui trancada não te levara a nada, veja só, na sua idade eu adorava brincar do lado de fora. Parece que os tempos realmente são outros — Resmungou a mãe enquanto limpava seu quarto

- Eu também gosto de brincar do lado de fora, mas não há ninguém para brincar.

- Você tem uma imaginação muito fértil minha filha, tenho certeza que pode se divertir sozinha, e além do más, talvez você encontre alguém da sua idade com quem possa brincar.

A menina acatou o que a mãe havia sugerido, pegou o casaco e foi caminhando até a porta, do lado de fora no quintal, o pai concertava a cerca que já estava quebrada entes mesmo de comprarem a casa, a qual era particularmente enorme, maior que sua antiga casa.

- Onde a mocinha vai? — Perguntou o pai enquanto procurava algo em sua caixa de ferramentas.

- Vou dar uma volta.

- Hum... faz bem!

- Por que esta concertando a cerca?

- Ué, quer que a cerca fique quebrada? — Respondeu o pai indignado com a pergunta da menina.

- Digo, não ha quase ninguém por perto, ninguém entraria aqui, além do mais até mesmo eu pulo uma cerca pequena como essas, não sei qual a necessidade disto.

- Não são para conter humanos minha querida, e sim animas que vivem andando por ai a solta.

- Mas qual o problema com eles?

- Não vai querer chegar em seu quarto e encontrar uma cabra, um galo ou coisa parecida.

A menina riu e respondeu:

- Não seria tão ruim.

- Ah, acredite, seria.

- As vezes queria ter um bichinho.

- Que tipo de bichinho?

- Sei lá, um cãozinho, quem sabe...

- Bem, sendo um cachorro, posso pensar no seu caso.

A menina sorriu, despediu-se do pai e continuou andando.

Seguiu pela estrada de terra, passou em frente da casa do Senhor e Senhora Willers, que haviam ido a cidade bem cedo, e aparentemente não haviam voltado, avistou uma arvore enorme, que ficava em frente da terceira casa da redondeza. Subiu na arvore, e ficou la durante uns vinte minutos, ficou observando a casa logo a frente, tudo parecia quero, até que a porta se abriu, e um menino sai de lá, magro e extremamente branco. O menino foi em direção ao balanço, onde ficou balançando, cada vez mais alto, parecia feliz, mas assim como Emy, muito sozinho.

Sem nada a perder, a menina desceu da arvore, e foi se aproximando do menino, que estava ocupado demais com seu balanço, para perceber a aproximação da menina.

- Oi. — Disse Emy sorridente.

- Oi. — Respondeu o menino, enquanto parava de balançar.

- Meu nome é Emy... e o seu?

- Jimmy.

A menina sorriu um pouco timida.

- E nova por aqui?

- Sim me mudei a cerca de uma semana atras.

- Hm...

- É sempre tão sozinho aqui?

- Sim, você não faz ideia do quanto.

- Não tem amigos por perto?

- Não. — Respondeu o menino de uma forma triste, enquanto balançava lentamente.

- E na escola?

- Tive que sair da escola.

- Por que?

- Não sei bem ao certo, estudei só ate a terceira serie. Mas não aprendi muita coisa, nem mesmo sei ler ou escrever, minha mãe disse que tenho, Detifici... Defti...

- Déficit?

- Isso!

- E por isso te tiraram da escola?

- Não exatamente... mas deixe isso de lado. E você, vai estudar a onde?

- Não sei ainda, mas meu pai já esta a procura de vagas!

- Hum... quer balançar um pouco?

- Sim. — Sorriu a menina.

- Vem, eu te empurro.

Aquilo era o inicio de uma grande amizade, tão grande que talvez você nem possa imaginar o quanto, os dias de solidão haviam acabado para os dois, brincaram juntos a tarde inteira, até que começou a anoitecer.

- Esta ficando tarde, acho que vou ter que voltar para casa agora.

- Vai voltar amanhã?

- Acho que sim, mas agora tenho que ir.

- Adeus. — Disse o menino enquanto acenava.

Emily voltou para casa correndo, com medo da bronca que levaria dos pais por chegar tarde.

- Até que pra quem não tinha nada para fazer você demorou bastante — Comentou a mãe assim que ela chegou.

- Encontrei um menino da minha idade, que mor logo ali, na casa depois da dos Willers.

- Que ótimo, não disse que ia encontrar algo para fazer por aqui? Agora vá tomar seu banho, e desça para o jantar antes que fique tarde.

A menina acatou a ordem da mãe, e foi tomar seu banho, feliz por finalmente ter feito um amigo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.