Indecorosa Distração
1 Dia 13: Cinema
Notas iniciais
Bakugou estava confortavelmente deitado em sua cama, enrolado em meio ao quentinho do edredom, sorvendo um delicioso gole do café recém passado, entretido na leitura do segundo livro da trilogia que havia chegado pelos correios há poucos dias. O silêncio que preenchia o cômodo era uma companhia agradável, trazia a calmaria e plenitude que o loiro buscava para o precioso momento de leitura.
Ao apoiar a caneca na cômoda ao lado da cama, Katsuki passou os olhos pelo celular, na intenção de saber se tinha alguma mensagem do namorado. Estranhamente, naquele dia, Kirishima estava silencioso demais e Bakugou não saberia dizer se era um bom ou péssimo sinal. Entretanto, estava agradecido por desfrutar daquele breve momento em sua própria companhia. Retomando a leitura, o loiro acomodou-se melhor na cama, bocejando, e começando a ponderar se deveria tirar um cochilo…
Entregando-se à preguiça, Katsuki deixou o livro de lado e fechou os olhos, deixando-se levar pelo merecido momento de procrastinação. Suspirando satisfeito, quase ronronando, com a sensação de paz que pairava pelo ar. Porém, tal calmaria não durou muito, pois, a porta do quarto foi aberta de supetão, com tanta força que bateu na parede, dando um baita susto em Bakugou.
— Mas que porra… — resmugou, indignado, levantando um pouco a cabeça de cenho franzido, olhando em direção ao intruso que entrava em seu quarto feito um furação. Pronto para xingá-lo até sua décima geração, contudo, vendo apenas um vulto vermelho seguindo em direção ao seu guarda-roupas.
— SUKI, ACORDA! VAMOS! — Kirishima ditava, apressadamente, enquanto jogava algumas peças de roupa em cima da cama de casal, separando o que o namorado deveria vestir. — Vamos ao cinema, Suki. Consegui os ingressos para a sessão de Mulan, amor!
— Eiji, calma aí, respira — Katsuki sentou, meio desnorteado, olhando o outro sorrindo para si com dois ingressos na mão. — Ahn!? Cinema?
— Suki, levanta! A sessão começa daqui a pouco, e nós ainda temos que comprar a pipoca! — Eijirou bufou, começando a puxar o edredom do loiro, apressando o namorado para que fosse em direção ao banheiro. Batendo o pé no chão ao bradar: — KATSUKI!
— ‘Tá bom, porra! ‘Tô indo… — Revirando os olhos, Bakugou fez o que estava sendo imposto. Se Eijirou queria ir ao cinema, eles iriam ao cinema… Por mais que Katsuki preferisse ficar em casa, agarrado ao namorado, debaixo do edredom. Era de se esperar que Eijirou surgisse com alguma ideia aleatória para cima de si, após tanta quietude por parte dele.
[...]
O casal estava sentado quase nas últimas fileiras da sala de cinema. O live-action transcorria na enorme tela, e enquanto terminava de beber seu refrigerante, Bakugou observava, pelo canto dos olhos, Kirishima sugando avidamente o milkshake de morango pelo canudo, a face iluminada pelas cores que mudavam conforme as cenas em sequência. Como estavam mais ao fundo, e durante a semana ficaram pouco tempo juntos, Katsuki teve uma ideia ao deixar a embalagem vazia no porta-copos.
Chegando mais para o lado do namorado, Bakugou deitou a cabeça no ombro dele, começando a distribuir alguns beijinhos pelo pescoço de Kirishima. O ruivo parou de sugar o canudo no mesmo instante, arrepiando-se com a ação, olhando de esguelha na direção de Katsuki ao inclinar o rosto, dando um pequeno sorriso antes de voltar a assistir o filme.
Como não foi repreendido, o loiro ajeitou-se melhor na cadeira, afastando o cabelo do namorado para o lado, tendo mais acesso ao pescoço e nuca do parceiro, aumentando a área exposta para si, alternando as carícias entre leves mordidas e alguns chupões. Provocando. Eijirou suspirou audivelmente, abrindo automaticamente as pernas ao relaxar na cadeira, conquanto continuasse com o olhar fixo na enorme tela.
Bakugou sorriu, dedilhando os dedos pela extensão do braço alheio, até repousar a palma inocentemente sobre a coxa do namorado, apertando-a, rindo baixinho com o leve pulo de Kirishima, lambendo do pescoço até atrás da orelha, dando uma mordida no lóbulo. Voltando a beijar a linha da mandíbula conforme ia subindo a mão pelo músculo, na direção do volume entre as pernas do parceiro, friccionando o pênis semi-ereto de Eijirou por cima da calça.
O ruivo engasgou-se com a própria saliva, mordendo o lábio com força para conter o gemido na garganta, fechando os olhos ao respirar fundo, segurando firmemente o pulso de Bakugou, afastando-o de si. Abrindo os olhos e encarando seriamente o namorado, que ostentava um sorriso sacana em sua direção, Eijirou balançou a cabeça em um mudo sinal de repreensão, antes de virar o rosto mais uma vez para a tela do cinema. O sorriso de Katsuki murchou até se tornar uma carranca, soltando um suspiro, que mais pareceu um rosnado, ao ajeitar o próprio pênis teso na calça jeans.
O restante da sessão transcorreu com um Bakugou mal-humorado, de braços cruzados, contando os minutos para o maldito filme acabar.
[...]
Com passos apressados, Katsuki rumava em direção ao estacionamento do shopping, na intenção de entrarem logo no carro e irem embora, puxando pela mão um falante Eijirou atrás de si, que devaneava sorridente ao narrar cada cena que mais gostara do filme. Bakugou estava pouco se importando com o live-action, pois, naquele momento, o loiro era movido unicamente pela cabeça de baixo.
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