Incógnita

14 13. O que tinha embaixo do tapete - Parte 2


Notas iniciais
Olá, queridas leitoras! Eu estou muito feliz, respondi todos os reviews de vocês e coisas boas estão acontecendo. Ah, sim, mais pessoas favoritaram a história! Obrigada Tumn Cipriano e Linee Evans! Espero que gostem do capítulo!
Sobre a fanfic, espero que tenham observado que mudei a classificação de +13 para +16 pois pretendo usar alguns recursos como linguagem imprópria e espero que isso não incomode vocês.
Esse capítulo é uma continuação exata do anterior, por isso "Parte - 2" e haverá um "Parte - 3" que tentarei postar amanhã, se estiver concluído.
Eu peguei uma música para os que gostam de escutar enquanto leem. As informações:
» One Republic - Secrets
Link no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=qHm9MG9xw1o
Link da Tradução: http://letras.mus.br/one-republic/1568995/traducao.html
A música fala sobre uma pessoa que está cansada de sua vida, cansada dos segredos e dos problemas que a rodeiam. Essa situação se assemelha muito a Ava nesse momento de sua vida.
Sem mais delongas, Boa Leitura!

Puta merda.

Minha vida estava perfeita! Eu não tinha memórias do meu passado, um cara estranho, provavelmente um nefilim, estava me dizendo que alguém me perseguia, e o cara que eu pensava ser meu amigo diz que também estava me perseguindo. Para o quê exatamente eu ainda não sei, mas não podia ser coisa boa. Me pergunto o que fiz na minha vida anterior para estar passando por tudo isso agora.

– Eu preciso sair daqui. – digo me levantando e sentindo o peso das roupas ainda molhadas.

– Eu posso explicar, Ava. Espere. – protesta Harrison segurando o meu braço.

– Por favor, me solte. Eu não quero fazer uma cena aqui. – falo lentamente e ele me solta. – Avise à Ísis de que eu precisei ir embora. – viro as costas para ele e caminho objetivamente para o interior da casa de Ísis, e no quarto dela recolho minhas coisas.

Isso não poderia estar acontecendo comigo. E eu não sabia a quem recorrer. Eu tinha apenas Irina. Ela era a minha única família. Por isso eu estava voltando para ela.

Peguei um ônibus e ao chegar em casa vi que Irina não estava lá, assim resolvi tomar um banho quente para extravasar todos os meus sentimentos. As lágrimas que escorriam de meu rosto eu não sabia dizer se eram de tristeza, raiva, pena de mim mesma, saudade, decepção, ou se era tudo isso junto.

Enxugar as lágrimas não adiantava, pois logo outras invadiam o meu rosto.

Ao terminar o banho coloquei as roupas molhadas para serem lavadas e vesti um moletom. Quando terminei escutei alguém chegando e fui ver.

Era Irina.

Ela viu os meus olhos inchados.

– Oh querida, o que aconteceu? – sem explicar nada eu corro em sua direção e lhe abraço, surpreendendo a ela e a mim. Logo ela se acostuma e passa a alisar meus cabelos. – Não se preocupe querida, nós vamos resolver. – e ela repete esse mantra até que meus soluços se extinguem e eu consigo falar.

Ela me leva ao sofá, onde lhe explico o que aconteceu.

– Eu já desconfiava disso. – confessa quando termino de lhe contar o ocorrido. – Mas não se preocupe. Eu tenho uns amigos de longa data e eles podem nos ajudar.

– Irina, eu estou com tanto medo.

– Não precisa. Eu prometi lhe proteger. E eu sempre cumpro as minhas promessas.

– Como eu posso lhe retribuir?

– Não pode. Você agora faz parte da minha família, Ava. – diz e eu senti o vazio do meu coração ser preenchido, ao menos um pouco, e passei a ter mais admiração por essa mulher.

– Obrigada. É melhor eu subir. Tenho que estudar para um teste.

***

O domingo chega de maneira indolente e o sol parece emitir mais calor nesse começo de semana. Totalmente oposto ao que eu sentia naquele dia, o que chegava a soar ofensivo a mim.

De manhã Ísis me ligou e eu disse que Irina havia ligado para mim e eu precisava voltar para casa rapidamente, por isso não lhe dei satisfações, mas que tudo estava bem. Ela aceitou as minhas desculpas o que me deixou aliviada.

Á tarde eu resolvi terminar de estudar para o meu teste, mas fui interrompida por Irina entrando em meu quarto.

– Ava, alguém está aqui para lhe ver. – diz receosa.

– Quem?

– É um garoto. Harrison.

– Diga para ele ir embora. – falo rispidamente e volto a atenção aos livros espalhados na cama.

– Ele disse que só irá depois que falar com você. – eu olho para ela esperando alguma opinião e ela parece me incentivar a recebê-lo.

– Tudo bem se ele vier para o meu quarto? – pergunto.

– Deixe a porta aberta. – fala enquanto sai. Alguns segundos depois há uma batida na porta.

– Pode entrar. – digo para Harrison e ele entra. – Deixe a porta aberta.

Ele faz o que pedi e se vira para mim parecendo arrependido, mas não me permito ser atingida.

– Olhe, você precisa escutar a minha explicação. – fala.

– Então se explique logo, preciso voltar a estudar.

– Ontem, antes de Tyler chegar, eu ia falar com você sobre isso. Mas eu não sabia como. Você poderia não saber da história dos anjos caídos e dos nefilins. Eu não queria lhe bombardear.

– É, mas foi exatamente isso o que você fez.

– Eu não sou um anjo caído comum. – continua. – Minha mãe é nefilim e meu pai anjo caído. Eu sou um hibrido. E por ter no organismo DNA de espécies inimigas, o meu corpo tem certos problemas. – faz uma pausa para ver a minha reação, mas continuo indiferente. – Na sexta-feira eu virei anjo caído e o DNA nefilim se ativou contra o DNA de anjo caído, para me curar eu preciso passar por um ritual e eu ainda não entendi muito bem, mas ele envolve a filha de anjos, que possivelmente é você. – pausa novamente – Eu não estava lhe perseguindo. E nem espero que você me ajude nesse tal ritual, eu só queria lhe contar isso. – ele para e espera que eu fale algo dessa vez.

– Como eu posso ser filha de anjos?

– Eu e meu pai acreditamos que seus pais antes de lhe conceberem eram anjos, e ao fazerem isso viraram anjos caídos, mas você tem o sangue de anjo puro.

– E por que tem um nefilim me perseguindo também?

– Provavelmente para ameaçar meus pais e a mim.

– Por quê?

– Vingança. Talvez...

– Como ele vai ameaçar você e sua família?

– O nefilim deve saber como realizar o ritual, e sabe que se manter você afastada de mim eu morreria.

– Mas por que ele me trouxe para cá? – me lembro do dia que acordei no descampado.

– Não entendi – fala Harrison deslocado já que ele não sabe de como cheguei à cidade.

– Eu não tenho parte de minha memória, alguém a apagou. Eu acho que foi esse nefilim. E certo dia acordei nessa cidade o que deve significar que ele me deixou aqui. – explico e Harrison balança a cabeça em compreensão. – Mas porque ele me deixaria aqui se você está aqui?

– Eu me mudei para cá há pouco tempo. E meus pais sabem fugir de nefilins, fizeram isso por um bom tempo. – explica. – Agora você entende?

– Sim. Eu acho. Vou procurar o Tyler e ver se ele sabe de mais coisa.

– É uma boa idéia. Ele deve saber, já que sabe que você estava sendo perseguida.

– É, sim. Obrigada. – digo sorrindo.

– Pelo quê? – pergunta com um meio sorriso nos lábios.

– Por me explicar. Eu não sei de nada da minha vida. Cada pequeno detalhe faz muita diferença para mim. – digo.

– Nesse caso, por nada. – sorri – Você ainda está chateada comigo? – pergunta apreensivo.

– Claro que não. – digo jogando um travesseiro nele o que nos faz rir. – Vamos. Vamos procurar o Tyler. – disse por fim.


Notas finais
O que acharam?
Vocês acham que Tyler vai ajudar Ava a preencher os espaços vazios em sua memória?
Vocês acham que Tyler é do bem ou do mal? Para quem quiser se lembrar um pouco mais dele: releiam o Prefácio.
E essa relação de Ava e Harry? Vocês acham que ela sente o quê por ele? Ele sente a mesma coisa por ela?
Quem tem criatividade para criar um shipper para eles dois?
Quero saber as respostas de vocês.
Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.