Incubus Love
31 True self
Notas iniciais
Zoro talvez deveria estar um pouco mais apreensivo, por começar uma vida nova da qual nada sabia, por ter que construir um caminho e desbravar o mundo fora daquela paróquia. Mas ele não se importava. Afinal, já estivera pronto para tomar aquela decisão muito antes, já havia chegado perto de fazê-lo muitas e muitas vezes.
Mas agora era real, concreto. Ele havia tirado as poucas coisas que o pertenciam naquele lugar e deixado a igreja permanentemente com um demônio em seu encalço. Parecia um absurdo, mas Zoro sabia que era a decisão mais correta que já havia tomado. Não que ele fosse exatamente conhecido por decisões prudentes ou algo do tipo, mas essa ele podia jurar que era, por mais estranha que parecesse.
Embora Zoro não fosse apegado a bens materiais, talvez a única coisa realmente inconveniente sobre abandonar sua casa de padre fosse sua atual falta de condições de providenciar um lugar um pouco melhor, ou ao menos com uma cama que coubesse ambos confortavelmente. Sanji não parecia se importar muito, no entanto, e usava o fato de terem uma cama pequena de solteiro naquele quarto e sala apertados para se grudar ainda mais em Zoro.
Sanji parecia estar vivendo um conto de fadas. Ainda não acreditava que Zoro realmente havia abandonado a igreja e deixado de ser um padre apenas por ele. Se sentia estupidamente feliz por tudo que aquele humano estava fazendo por ele. Ao mesmo tempo também sentia um pouco de culpa, pensando tê-lo corrompido ao ponto de fazê-lo cair na tentação e acabar com a própria vida.
Felizmente, toda vez que Zoro o abraçava, esses pensamentos sumiam de sua cabeça e Sanji só conseguia sorrir perdidamente apaixonado. O que eles haviam criado era real. Nunca imaginou que cairia por um humano daquela forma. Deveria ser apenas sexo e pouco a pouco eles foram desenvolvendo mais sentimentos um pelo outro.
Ele sorriu bobamente ao ver o amado quase enlouquecendo ao não saber onde iriam morar e mesmo que pudesse dar um jeitinho, Sanji preferiu deixá-lo lidar com a situação sozinho para não ferir o orgulho dele. A casa era bem menor do que a anterior e o loiro realmente não se importava com a falta de luxo, toda vez que ele olhava para o moreno sabia que mesmo que tivessem que ficar na rua valeria a pena.
Naquele momento, Zoro contemplava o corpo pálido e magro do demônio esparramado pelo pequeno colchão, convidativo e de braços abertos. Zoro sempre fora péssimo em negar os convites daquele loiro, por isso seus dedos já passeavam por toda sua pele, admirando a maciez do corpo do outro.
— Eu te amo. — Ele disse enquanto ainda percorria todas as partes que conseguia daquele loiro, enquanto seus olhos se ocupavam em registrar aquela beleza para sempre em sua memória.
— Eu te amo bem mais. — Sanji retribuiu carinhosamente as palavras, vendo um tom rubro cobrir o rosto bonito do moreno espelhando o seu próprio rosto. — Mas... Algo em mim ainda insiste na ideia de que você só me ama por eu ter a aparência da pessoa que você realmente é atraído.
Sanji sabia que era um pensamento estúpido, especialmente depois do padre largar tudo para ficar com ele, mas seu histórico não permitia muita autoconfiança e ele sabia o quão horrenda era sua forma real, o suficiente para Zoro sentir nojo dela.
— De novo essa história? — Zoro franziu a testa ao ouvir de Sanji suas inseguranças com o corpo. Era exasperante ter suas afeições questionadas depois de tudo, depois de abandonar a vida que ele conhecia para ficar com Sanji.
Mas ele não conseguia ficar realmente irritado com o loiro por aquilo. Ele sabia muito bem que Sanji ainda tinha um grande caminho a percorrer quando a questão era auto-aceitação, mesmo que ultimamente estivesse muito mais aberto à ideia de que Zoro o amava de verdade, até porque se não estivesse nunca teria voltado e não estaria com ele naquele momento.
— Eu não tenho interesse em nada que não seja você. Nem aquele seu amigo disfarçado ou o que quer que seja. — Ele sempre achava que aquilo estava bem claro, mas conhecendo Sanji, era sempre bom reiterar. Não importando quantas vezes e o quão vergonhoso fosse. Seu rosto se tornava cada vez mais enrubescido à medida em que cobria o corpo de Sanji de beijos. — Você inteiro, não isso aqui.
Zoro deu um beliscão leve na pele do loiro para demonstrar o que queria dizer. Ele não havia se apaixonado por um corpo, não havia abandonado seus votos por causa de pele, cabelo, ossos. Era aquele demônio insuportável que existia ali dentro. Que sempre o provocava e tirava do sério, que sorria como um depravado ou como um anjo dependendo da situação, que naquele momento tremia sob seus lábios enquanto Zoro levava seus beijos cada vez mais para baixo, molestando os pontos sensíveis que sabia bem que fariam Sanji sentir prazer. Porque sempre foi assim, seu interesse fora muito maior em fazê-lo sentir-se bem.
— Me deixa te ver. — Seu corpo verdadeiro. Ou fosse lá o nome que Sanji dava para aquilo. Ele tentou não desejar aquilo na sua mente e em seu coração, não queria que Sanji se transformasse contra sua vontade apenas por um desejo seu, como às vezes acontecia com roupas e até mesmo o gênero do loiro. Queria que ele escolhesse se mostrar e confiar em Zoro. — Só um pouco.
Sanji hesitou inseguro com aquele pedido. Parecia algo absurdo, ele tinha certeza de que seria desprezado, causaria nojo no moreno. E isso provavelmente aconteceria se Zoro fosse uma pessoa qualquer, mas ele não era. Ele estava tremendo de pavor em ser rejeitado, em ver asco nos olhos do amado. Poderia ser qualquer pessoa, menos Zoro.
— É horrível... — Ele ainda tentou, mas o carinho que recebia em seu corpo aos poucos o acalmava de leve. Zoro jamais o trataria com desprezo.
Ainda hesitante, Sanji se transformou. O corpo nu continuou o mesmo, mas o órgão sexual acabava de aumentar e engrossar, se tornando algo bestial e em uma tonalidade escura, totalmente diferente da tonalidade pálida que estava acostumado. Era horrível. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e ele colocou as mãos na frente da ereção completamente envergonhado, não desejando ser visto dessa forma. Era tão horrendo e bizarro que ele sequer conseguia olhar nos olhos do amado.
— Não precisa esconder. — Zoro tentou acalmar o loiro enquanto afastava suas mãos da frente. — É exatamente a mesma coisa pra mim. Porque é você.
Zoro enfatizou suas palavras ao lamber a pontinha e beijá-la gentilmente. Ele precisava admitir que sim, era estranho, talvez mais ainda do que achou que seria inicialmente, mas nada daquilo refutava o seu ponto. Ele não achava que era horrível como Sanji previra, só era algo com o qual não estava habituado ainda.
Era enorme, então ele continuou beijando apenas a glande, ou ao menos o que ele achava que era a glande naquela coisa, dando lambidas suaves enquanto sua boca tentava acomodar a circunferência apenas para perceber que Sanji estava crescendo ainda mais em sua boca. Zoro não exatamente esperava que algo daquele tamanho e grossura ainda estivesse flácido, mas se contentou em saber que pelo menos Sanji estava sentindo prazer.
Sanji escondeu o rosto morrendo de vergonha ao começar a ser chupado daquela forma tão natural e costumeira. Não era diferente do que estava acostumado, Zoro o tratava do mesmo jeito de sempre e ele não sabia bem como lidar.
A mão de Zoro tentou agarrar a base daquele pau exageradamente grande e seus dedos mal conseguiam dar a volta naquilo, mesmo que a sua mão não fosse nem um pouco pequena. Mesmo assim, ele manteve um aperto firme e constante, movimentando a mão sobre a extensão escura, sentindo todas as texturas diferentes que haviam ali e imaginando se algo daquele tipo realmente conseguia caber em algum lugar de um corpo humano.
Sanji queria negar, dizer para que parasse e não tocasse aquela coisa grotesca, que não olhasse e muito menos lambesse seu pau monstruoso, mas pouco a pouco ele começou a relaxar, o corpo ficando mais mole e entregue, as mãos saindo de frente do rosto e os olhinhos passando a focar completamente na obscenidade que o moreno realizava entre suas pernas. Ainda era vergonhoso e o assustava, mas ver que Zoro não se importava e muito menos sentia qualquer tipo de nojo com aquilo ia deixando-o mais tranquilo e o fazendo começar a sentir verdadeiro prazer. Era mais intenso do que o normal, já que não havia nenhuma camada de pele falsa atrapalhando o contato e tão desesperadamente maravilhoso quanto na primeira vez que Sanji sentiu prazer com um humano.
Zoro continuava tentando acomodar a cabeça em sua boca enquanto realizava os movimentos com as mãos, se forçando a penetrar milímetro por milímetro de Sanji em sua boca molhada. Sua língua massageava tudo em que conseguisse tocar, até mesmo quase penetrando o buraquinho que ficava na ponta, que era grande o suficiente para quase cabê-la dentro. Sanji tremia mais do que o normal e Zoro conseguia sentir os músculos da perna do loiro praticamente convulsionando a cada toque. Ele só não sabia se era porque Sanji era realmente mais sensível com aquela aparência, ou porque estava muito nervoso por mostrá-la a Zoro.
— Eu vou tentar te engolir, ok? — Zoro alertou. — Então não se mova ainda.
— É impossível! — Sanji afirmou eufórico em meio a um gemido que deixou escapar e só não tentou escapar por sentir as mãos gentis do moreno segurando com firmeza suas coxas grossas e as apertando muito possessivamente.
— Relaxa. Você sabe que eu quase não tenho reflexo na garganta, Kokku. — Ele disse e prosseguiu com seu plano, acomodando mais fundo aquele pau ao invés de apenas chupar a pontinha.
Conforme o moreno ia penetrando mais seu pau na boca, mais prazer o loiro sentia, derretendo com cada milímetro que entrava e o enlouquecia de tão maravilhoso e perfeito. As mãos que antes tentavam esconder seu rosto, agora se apertavam em seus fios dourados, como se tentasse manter algum mínimo controle. Era a primeira vez que sentia algo tão intenso diretamente em seu corpo, que alguém chupava aquela bestialidade que existia em sua virilha.
Zoro era bom naquilo. Como ele disse, não tinha reflexo e conseguia até mesmo falar enquanto tinha algo em sua boca, como sempre fez a vida inteira com suas espadas. Porém, logo ele notou que uma espada ou o pau ao qual estava acostumado a ter na boca não se comparavam àquilo nem um pouco. O órgão enorme preenchia toda sua boca, ao ponto de que não havia espaço sequer para esvaziar as bochechas se quisesse sugá-lo melhor, deixava seus lábios completamente esticados ao seu redor.
Ao abocanhar apenas um pedaço da extensão daquele pau bizarro e melado, Zoro já conseguia senti-lo ameaçar bater em sua garganta e as reações de Sanji eram impagáveis. A princípio, o loiro parecia temeroso, tentando observar Zoro para ver se acontecia algo errado, preocupado com ele. Agora, no entanto, Sanji parecia tão perdido no próprio prazer que nem saberia se Zoro fosse sufocado por aquela rola, o que obviamente não iria acontecer.
Os gemidos lindos que Sanji soltava eram incentivo para ele continuar tentando engolir cada vez mais, fazendo sua garganta sentir as texturas incomuns e os formatos peculiares daquele pau. Zoro pensou que não era má ideia testar como seria sentar naquilo e, após se preparar rapidamente e sem nenhum cuidado, retirou o pau da boca com a intenção de redirecioná-lo para preenchê-lo por outro lugar.
Sanji estava realmente curtindo o boquete. Claro, até Zoro ter a genial e estúpida ideia de tentar sentar em seu pau.
Ele se desesperou no mesmo instante e assim que o moreno começou a se sentar em sua cabecinha nada pequena, ele imediatamente o transformou de volta em um pênis humano e facilmente deslizou para o interior do moreno. Olhou com uma expressão irritada para o outro e o chutaria se o corpo pesado não estivesse impedindo seus movimentos.
— Você não tem cérebro? — Ele perguntou irritado, sabendo ser uma pergunta retórica. Não, ele não tinha. — Quer ser rasgado ao meio, seu imbecil?
— Ei, você não sabe se era isso que aconteceria. — Zoro falou imitando sua expressão irritada teimosamente. Não queria admitir que aquilo era algo que talvez não conseguisse realizar, ele era forte o suficiente para aguentar qualquer coisa, oras.
Aparentemente Sanji discordava da sua lógica e ainda estava um pouco irritado com ele pela tentativa imprudente, ao menos era isso que as investidas fortes e intensas diziam. Não que Zoro se importasse, porque era delicioso daquele jeito e fazia um certo tempo que não era fodido assim, já que ambos acabaram sendo mais amorosos ultimamente depois de tanto desgaste emocional que passaram.
Agora, no entanto, Zoro não imaginava coisa melhor do que ser fodido exatamente daquele jeito profundo. Bom, talvez apenas se Sanji tivesse deixado ele testar seu outro pau, mas detalhes. Sanji já parecia ter esquecido sua irritação momentânea e estava novamente focado no prazer, sua expressão linda enquanto mal conseguia manter a boca fechada, a língua bífida para fora e deixando saliva escorrer por toda parte.
— Desse jeito eu vou gozar antes de você, idiota. — Zoro disse assim que Sanji agarrou seu pau com suas mãozinhas nada ingênuas e começou a tocá-lo no mesmo ritmo em que Zoro descia e subia no pau dele.
Os olhinhos azuis se dirigiram a ele e Zoro sabia pela sua expressão que era justamente o que Sanji desejava, ele o conhecia o suficiente para isso. Podia ver naqueles olhos o pedido para que fizesse realmente aquilo, para que gozasse antes dele e o melasse completamente com toda sua porra enquanto Sanji continuava se satisfazendo.
— Então goza. — Sanji precisou verbalizar seu pedido indecente mesmo que Zoro já tivesse compreendido seus desejos obscenos. Ele era vulgar e gostava de se enterrar profundamente no corpo moreno, sempre enlouquecendo com seu calor.
Zoro não iria negar um pedido tão desesperado e se deixou levar pelas estocadas e pelas mãos hábeis do outro, esporrando forte no corpo abaixo de si e percebendo Sanji ficar ainda mais incoerente e agitado enquanto recebia seu prazer.
Talvez Sanji estivesse um tanto descontrolado naquele momento, bem mais selvagem do que o costume, como uma besta real. Assim que Zoro se despejou em seu corpo, ele usou a força e tombou o moreno na cama, metendo nele até se dar por satisfeito e preenchê-lo com mais porra do que nunca, inundando e melando o interior delicioso. Se Zoro queria saber como era sentar em seu pau demoníaco, ao menos permitiria que ele sentisse como seria ao gozar tão fundo e forte no buraquinho antes tão apertado.
— Eu gosto quando você fica tão louco assim. — Zoro falou enquanto mexia nos cabelos loiros de Sanji que estava ofegante em cima de si.
Assim que Sanji se desencaixou dele, Zoro conseguiu sentir o quão cheio ele realmente estava por dentro, vazando copiosamente nos lençóis daquela cama minúscula. Aquele diabinho certamente havia aumentado a quantidade de gozo naquele dia de propósito.
Ele tinha que admitir que o loiro definitivamente não precisava de um pau gigantesco para fazer um belo estrago. Mesmo assim não é como se não ficasse curioso.
— Mas outro dia você precisa me deixar testar. — Insistiu, já prevendo a irritação de Sanji sobre ser impossível e sobre não querer machucá-lo ou alguma besteira do tipo.
Sanji queria negar o pedido, mas havia se sentido tão bem que até cogitou aceitar futuramente, mesmo que fosse algo que não conseguia compreender. Se estava com uma casca tão bonita, porque Zoro queria tanto testar aquele pau horrivel?
Ele não falou nada, apenas continuou próximo ao moreno, sentindo o carinho em seu cabelo dourado como o de um anjo, coisa que ele definitivamente não era. Ele confiava no marimo e depois da demonstração de perversão dele duvidava que fosse se sentir enojado de seu eu verdade.
— Fecha os olhos. — O demônio pediu ao humano quando já estava recuperado, após se levantar da cama.
Sanji tomou a forma de seu corpo real. As enormes asas saindo das costas, os chifres maiores, a cauda era de um animal, assim como suas pernas. Seu corpo era tão grande que ele precisava se curvar para caber naquela pequena casa e nada se assemelhava a aparência que sempre usava na frente do moreno. Era um monstro. Desde a pele completamente arroxeada, quase preta, até os traços horrendos em seu rosto.
*deixarei uma fanart no comentário ilustrando como é o corpo dele e a diferença de tamanho*
— Olha... — Sanji comandou, a voz mais insegura que nunca e por mais que a aparência fosse assustadora, os braços tentando inutilmente esconder seu corpo indicavam o quão temeroso estava.
Se Zoro fosse um homem mais fraco, teria se amedrontado com a presença de um demônio em sua forma definitiva em seu quarto.
Sanji era enorme, tudo em seu corpo parecia ter sido construído à imagem e semelhança dos piores medos dos seres humanos, das histórias de terror que eram passadas de geração em geração.
Mas Zoro não era fraco. E, mais que isso, simplesmente não pensava que havia qualquer razão para ter medo. Ou asco. Ou seja lá o que fosse. Aquele ainda era Sanji, seu Sanji. Alguém com quem ele estava junto há tanto tempo, que já tinha visto ele em toda sua vulnerabilidade e vice-versa. Que apesar da aparência imponente, estava encolhido quase como se estivesse tentando desaparecer, com muito mais medo da opinião de Zoro do que ele jamais teria dele.
— Fico feliz que confie em mim. — Zoro disse enquanto precisava mais uma vez naquele dia afastar os braços de Sanji do seu próprio corpo para que pudesse vê-lo por inteiro. — Não precisa se esconder, eu já te disse, imbecil.
Zoro aproveitou que o espaço estava livre e abraçou Sanji desajeitadamente. Era estranho. Sentir a textura escamosa daquela pele fria e de cor estranha e os pêlos espessos na parte de baixo. Abraçar algo tão enorme que ele nem alcançava o peito direito, se sentir tão pequeno em comparação com o ex-loiro, já que sempre era o contrário.
Zoro não sabia se gostava exatamente, de se sentir tão minúsculo, mas não era ruim. Ainda era ele e isso era o bastante.
— Se você quisesse usar apenas essa forma para sempre não teria nenhum problema. — Explicou, enquanto ainda abraçava o corpo gigantesco. — Quer dizer, a gente com certeza ia precisar de uma casa maior, mas só isso.
— Idiota. — Sanji disse choramingando e mesmo em sua forma real, se encolheu nos braços do moreno, fechando as asas negras ao redor do corpo deles dois e juntando os dois corpos o máximo que conseguia. Então aquilo era o verdadeiro amor. Estava realmente feliz por ter encontrado aquele padre... Que largou tudo por uma besta monstruosa.
Ele vergonhosamente chorou nos braços do moreno, sendo confortado por ele enquanto retomava a aparência que mais agradava o próprio demônio. Por mais que Zoro o aceitasse, sua própria aceitação ainda não existia e a aparência daquele loiro bonito era a que encantava Sanji, preferia não ter que nunca mais se enxergar naquela forma demoníaca.
Quando Sanji acordou na manhã seguinte, estava praticamente com todo o corpo em cima do peitoral do maior, uma das mãos sempre atrevida bem no mamilo escuro, mas não foi a perversão que chamou sua atenção e sim as mãos grudadas e a existência de uma aliança que completava a que Zoro antes já usava.
O loiro apenas sorriu largo e se ajeitou melhor no corpo do outro, sentindo o coração acelerado e muito quentinho após ver que agora era oficial aquele casamento... Não que antes já não considerasse.
— Será que ele gosta de crianças? — Sanji comentou para si mesmo, acreditando que o ex-padre estava no mundo dos sonhos, mas imediatamente ouviu um resmungo e olhou para o rosto dele, vendo uma expressão confusa ali. — Você quer ter filhos?
O íncubo viu o olho do outro arregalar em surpresa e espanto durante apenas um segundo, já que logo Zoro colocou a mão em seu rosto e suspirou. Não era a primeira vez que Sanji fazia aquela piada, só que diferentemente da outra vez, agora ele parecia estar realmente falando sério. Zoro pensou que não seria de todo ruim um pivetinho loiro e remelento correndo pela casa, tanto que sorriu como um pai coruja ao ter essa visão.
— Pensamos nisso quando eu estiver consciente, idiota.
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