Incubus Love
11 Deliberate Misdeed
Notas iniciais

Zoro não costumava demorar no banho. Geralmente ele lavava os cabelos e o corpo tudo com o mesmo sabonete e acabou. Mas, por algum motivo, ele continuava com o olho fechado debaixo do chuveiro há alguns minutos. Já tinha sido o suficiente para deixar seus dedos enrugados, e ele deixava a água cair sobre seus cabelos verdes, pelo seu corpo já limpo, como se ela fosse de alguma forma carregar seus pensamentos também.
Havia se passado três dias desde que vira o íncubo e estava ainda com resquícios daquele dia em sua batina, preguiçoso como era para lavar a roupa, o que o prevenia com certeza de reabrir a igreja mesmo se quisesse. E, honestamente, Zoro nem tinha certeza se queria mais.
Talvez fosse melhor ter sido interrompido no dia que ia voltar para a igreja. Estava claro que não estava mais seguindo os preceitos que deveria e já fazia tanto tempo que estava afastado que nem seria tão estranho se apenas parasse de ir de uma vez por todas.
Provavelmente era melhor apenas interromper de vez suas atividades e mandar uma carta ao bispo comunicando sua resignação, para eles poderem ao menos designar outro alguém para aquele lugar. Já que ele estava se comportando de forma inaceitável o melhor era deixar a igreja de lado de uma vez.
Até porque o que ele sempre quis foi evitar distrações para não comprometer seus objetivos. A longo prazo, essa era a maior razão para ele continuar levando aquela vida, que se demonstrou ser bastante compatível com sua rotina de meditações e treino rígido. Mas, mesmo depois de ceder à suposta tentação, ele continuava treinando normalmente, fazendo tudo que deveria fazer. Não tinha motivo para se preocupar com ficar menos focado por causa disso.
Outro ponto importante era que até ali ele apenas estava se deixando levar, só estava deixando que Sanji fizesse, sem impedi-lo. Mas ele queria aquilo. Já havia um tempo em que sabia disso. Ele não queria deixar acontecer fingidamente inocente, queria fazer.
Apenas de se lembrar de como era sentir aqueles lábios nos seus ele estremecia. Talvez não conseguisse mais passar uma semana sem isso. Ou não quisesse passar uma semana sem isso. Então, como se tivesse seu desejo atendido, sentiu a boca quente pressionando a sua, contrastando com seu corpo gelado por causa da água.
Sanji apareceu completamente nu debaixo do chuveiro gelado. Seu corpo que estava tão quente se arrepiou e imediatamente ele se agarrou em Zoro, como se o moreno tivesse algum calor para ser roubado. Zoro estava ainda mais congelante que ele e nem isso o fez se afastar. Não entendia o motivo dele estar tomando um banho tão frio e ainda mais de estar lá parado de olhos fechados sem fazer nada, mas ele não se importava. Colou os lábios imediatamente, desesperado por um beijo, pelo gosto perfeito da boca daquele homem.
O padre abriu os olhos confuso e se deparou com o loiro de olhos cerrados, concentrado em abrir passagem pela sua boca e começar a explorá-la faminto, como se não se beijassem há décadas. Zoro não questionou. Apenas tornou a fechar o olho e retribuiu o beijo, saindo debaixo da ducha e pressionando o corpo esguio contra uma das paredes molhadas do pequeno box, as mãos grandes segurando o rosto delicado.
Sanji originalmente não planejava retornar tão cedo. Afinal, ele só precisava esperar uma semana e poderia ver Zoro outra vez. Uma semana. Só não esperava que uma semana demorasse uma eternidade para se passar. Assim que foi embora na última vez, seu corpo estava satisfeito e sua mente estava confusa, mas ele ignorou, não tinha tempo para coisas sem sentido. No dia seguinte, nada além daquele homem existia em sua mente. Os beijos dele, os toques, cada carinho que trocavam, as palavras... Não conseguia esquecer que ele havia dito que faziam um belo casal. No segundo dia, estava sorrindo como bobo, passando em sua mente vários momentos que compartilharam. A expressão que ele fazia quando gozava. Os gemidos contidos. A voz grossa em seu ouvido. Se arrepiava só de pensar.
Para sua infelicidade, Kid o viu naquele estado cafona e debochou dele, dizendo que realmente havia se envolvido muito com aquele humano. Sanji não conseguiu negar. Muito pelo contrário, ele começou a contar as várias vezes em que se relacionara com Zoro e o quanto aquele homem era bom e o deixava extasiado... Ele parecia feliz. Sanji estava feliz. Kid sorriu para ele, aquele sorriso bizarro e doentio, e Sanji soube que o amigo estava feliz por ele também. Estava gostando de estar com Zoro e não apenas por sua energia sexual, como também da presença de sua pessoa. Sentia-se bem ao lado do moreno.
No terceiro dia, Sanji desistiu de tentar se conter. Precisava ver o moreno, estar em seus braços, transar, tocar, beijar... Então ele resolveu ir atrás. Mesmo que nada disso acontecesse, só de ver Zoro já seria o suficiente.
Só não sabia que seria retribuído com tanta rapidez e ansiedade. O loiro fechou os olhos com força, tentando ignorar aquela temperatura terrivelmente fria. Talvez a língua gostosa invadindo sua boca tenha feito ele esquecer do frio. Sua própria língua aquecia a do outro, faminta. Devoravam um a boca do outro, como se nunca mais fossem permitidos a se beijar. Era delicioso e sentia-se muito bem em ser recebido daquela forma. Seu corpo se derreteu com aquela atitude. Ao ter suas costas pressionadas contra a parede, ele gemeu manhoso. Era estranho não sentir dor, normalmente seria jogado com força contra a parede, violentamente, mas Zoro parecia estar tomando um cuidado inconsciente. Aquilo o deixava feliz.
O toque em seu rosto o deixava em chamas, aquecendo todo o corpo. Queria fazer coisas indecentes, mas só aquele beijo estava matando-o. Era perfeito e nunca mais queria interrompê-lo. Então passou os braços ao redor dos ombros e pescoço e segurou bem forte a nuca do maior, puxando-o sempre para mais perto como se fossem se fundir. Era delicioso, aquele beijo era o mais perfeito que já dera em toda a vida.
O corpo de Sanji estava tão quente comparado ao de Zoro, graças a tanto tempo debaixo da água gelada, e era realmente engraçado porque geralmente seu corpo era o que tinha maior temperatura. O choque térmico da pele morena de Zoro com a pele pálida era muito gostoso e apenas fazia Zoro querer se afundar mais em Sanji, beber toda a saliva quente dele e se esfregar ainda mais na ereção que estava mais quente que todo o resto do corpo que já parecia em brasa.
As unhas compridas arranhavam a nuca do moreno e o íncubo o sentia se arrepiando aos poucos. Zoro era sensível ali também? Adorável. Queria provocá-lo, mas não abriria mão do beijo para falar asneiras.
Sanji puxou ainda mais o corpo maior, fazendo-o se chocar contra o seu e colocar uma perna no meio das suas. Lentamente, o loiro começou a se esfregar de leve, rebolando contra a coxa grossa que pressionava seu membro. Com poucos movimentos o volume começou a aparecer, o pau começava a aumentar e levantar, só sobrando suas bolas para o moreno esfregar.
Como Zoro ainda estava mole, o loiro deslizou as unhas das duas mãos pelas costas largas, arranhando-o por todo o caminho. Apanhou a bunda grande e durinha com as duas mãos, começando a abusar daquela parte praticamente intocada do corpo moreno. Ao dar uma apertada mais forte, ele achou ter ouvido um gemido baixo entre o beijo e isso o fez abrir os olhos. Aquele homem parecia tão entregue ao prazer, era perfeito olhar para ele. Desde então Sanji não conseguiu mais fechar os olhos.
Seu olhar desceu para o corpo escultural, admirando o lindo tom de pele dele. Suas mãos abandonaram a bunda carnuda e foram para uma parte que tinha tanta carne quanto, o peitoral largo. Os dedos finos brincaram com os mamilos escuros, apertando-os e puxando-os. Testou em diversas intensidades e decidiu por usar a mais forte, apertando bastante os botões sensíveis, pressionando bem os dedos. O homem parecia apreciar bem aquela dor e Sanji estava ali só para dar todo o prazer que ele merecia.
De fato, Zoro apreciava bastante aquela atenção particularmente dolorosa em todo seu corpo. Apenas ter sentido as unhas, que pareciam cada vez mais afiadas, em sua nuca foi o suficiente para fazê-lo quase perder o controle do que estava fazendo. E quando Sanji tornou a cravá-las em si, com certeza marcando toda a extensão de suas costas, Zoro quase teve o impulso de pedir que não parasse mais. Mas as mãos em seus mamilos com certeza ultrapassavam tudo isso. Zoro ainda se sentia um pouco idiota por se derreter por causa de um estímulo tão ridículo, mas quando Sanji passou a apertá-los tão forte que Zoro sentia seus olhos saindo das órbitas, decidiu que aquilo não importava nem um pouco.
Apenas com aquele estímulo, o loiro viu o pau começando a subir, lentamente... Endurecendo, aumentando, engrossando... Não existia visão melhor do que a de uma rola ficando dura. Os paus se esfregaram totalmente duros e pulsaram juntos. O grande do loiro se esfregava no grosso do moreno. Um segundo de distração e saliva escorreu da boca dos dois e escorreu até as ereções vistosas, fazendo-o sorrir malicioso. Seus mamilos estavam duros, mas não tão duros quanto os do moreno entre seus dedos, que eram abusados sem parar. Ele se afastou para trás por um segundo, fugindo do beijo pois precisava falar algo importante.
— Eu não tenho problemas em fazer aqui, mas... — Sanji se interrompeu, porque a boquinha faminta voltou a atacá-lo e ele precisou dar atenção, não negaria nada àquele homem perfeito. Quando conseguiu mais um segundo de descanso, ele continuou. — Quero testar algo novo na cama…
Zoro estava tão absorto nas sensações que se Sanji não tivesse parado de apertar com vontade seus mamilos, não teria parado de jeito nenhum, continuando o que faziam até provavelmente gozarem naquela posição, cada um dos paus derramando gozo quente sobre o outro. Mas, Sanji aparentemente tinha a cabeça menos desesperada e outros planos, aos quais Zoro não realmente poderia se opor.
— Ok... — Ele falou, a voz um pouco rouca de tesão, que deixava Sanji todo arrepiado. Na verdade, parecia que tudo que aquele homem fazia o arrepiava e enlouquecia.
Zoro desligou a ducha rapidamente e segurou o loiro pelas pernas, partindo para a cama com ele em um dos ombros e a toalha no outro e Sanji não se incomodou em ser carregado como um saco de batatas, era até engraçada a situação.
O moreno depositou o lindo corpo molhado na cama, e Sanji não poderia ficar em uma posição mais entregue, não que em algum momento não tivesse sido totalmente entregue. Mas o que o outro começou a fazer era totalmente inesperado. Zoro notou os pêlos que Sanji tinha se eriçarem em contato com o ar frio de fora do banheiro e rapidamente começou a enxugar o loiro com a toalha. Ele o secava com gentileza e carinho, fazendo o loiro ficar corado com a situação. Por que ele sempre se sentia constrangido quando Zoro fazia algo diferente? E por que sentiu uma palpitação estranha que nunca sentira antes?
Zoro apalpou cada pedacinho do corpo com o tecido, se demorando propositalmente nas pernas longas e apalpando propositalmente mais forte a ereção que estava erguida em sua direção, até chegar aos cabelos loiros que não estavam tão molhados assim, mas de qualquer forma Zoro tentou secá-los com cuidado.
Assim que ficou satisfeito com o quanto havia secado o corpo do loiro, passou a toalha de forma brusca e displicente pelo próprio corpo, não se importando muito em se enxugar completamente, apenas querendo voltar a colar seus lábios nos de Sanji o mais rápido possível.
— Então? — Zoro disse antes de beijá-lo, numa forma um tanto peculiar e não eficiente de perguntar algo e não deixar que o outro respondesse ao ocupar sua boca com a sua língua.
Sanji tentou mover os lábios para responder a pergunta, não que fosse falar o que faria, só ia dizer um "Vem" bem baixinho e manhoso enquanto estendia os braços e chamava pelo maior, com um sorriso lindo. Bom, a única coisa que não conseguiu foi falar, porque o resto ele fez exatamente e recebeu o moreno em seus braços, voltando a beijá-lo com vontade. Por que todos aqueles beijos pareciam ser o primeiro e o último? Era um sentimento estranho, beijos não deveriam se parecer com algo, eram só beijos. Não era o primeiro e definitivamente não seria o último. Sanji planejava beijar aquele homem por muitos anos ainda.
Enquanto o beijava, em um momento que o moreno estava mais distraído e focado em dar todo o prazer do mundo só com um beijo, Sanji segurou levemente em seus ombros e o empurrou para o lado, fazendo-o sair de cima de seu corpo para que ele mesmo ficasse por cima. Deixou o maior deitado no colchão e se posicionou perfeitamente para que as ereções se esfregassem bem gostoso. Talvez tivesse exagerado um pouco porque foi tão gostoso que ele teve que gemer, interrompendo o beijo. Não que Zoro permitisse que ficasse mais que um segundo sem beijá-lo, sentiu a mão grande em sua nuca o puxando de volta com certa força, mas nada que machucasse. Não que qualquer força que o outro usasse fosse machucá-lo também... Apesar de que, em um corpo humano e sensível, ele não tinha tanta certeza.
Passaram longos minutos se beijando, muitas vezes os lábios se fechando na língua do outro e sugando, parecendo até que estavam fazendo um boquete na língua alheia. O pensamento safado fez o loirinho pulsar forte, chegando a ser dolorido. Seu corpo tremeu e ele precisou se afastar, seu pau estava doendo muito, precisava de alívio. O método mais simples seria apenas sentar no outro pau pulsante e gozar, mas tinha planos, como havia dito. Sua mão delicada tocou o rosto do moreno quando ele abriu o olho e um sorriso existia no rosto daquele anjo loiro.
Sanji desceu os beijos para o pescoço grosso, notando gotinhas de suor ou talvez água ali. Ele colocou a língua fina para fora, coletando cada uma delas. Beijou toda a extensão à mostra do pescoço, vez ou outra deixando as presas encostarem muito na pele, mas não chegava nem mesmo a arranhar. Felizmente, percebeu o moreno ficando arrepiado naquela parte, então se demorou mais.
Zoro não estava entendendo exatamente o que ele queria testar. Até ali estava tudo perfeitamente usual. Mas ele sabia o que ele próprio queria testar, queria tanto que não sabia porque havia demorado tanto tempo para pedir. Talvez a confirmação verbal fosse difícil. Mas, ao ver os vestígios de suas próprias marcas na pele clara e sentir a boca quente beijando seu pescoço, ele não teve dúvida.
A mão grande segurou a nuca de Sanji e o loiro ouviu o que menos esperava ouvir daquele homem.
— Me marca. — As palavras saíram da boca de Zoro tão naturalmente que até ele se espantou.
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