Inconvenient Ideal

2 Chapter 1 About England and Germany


Notas iniciais
PQP! ESQUECI! D:

CRÉDITOS ULTRA-MEGA-SUPER ESPECIAIS À TAKASHIMA NII U_Ú

Minha salvadora ç_ç
Me ajudou nos chapies e fez a sinopse! 8D [e ainda me repassou a sinopse duas vezes pq eu sempre perdia çç]

NII, TE LOVU, VEY! (Y)

Fevereiro de 1938.

Mal terminei de fazer minhas malas e meus pais já me empurravam e saíam apressados de casa.

Nunca me explicaram claramente o porque de termos ido embora de Liverpool, aliás, da Inglaterra. Eu só sabia o que ouvia escondido meu pai falar para minha mãe, em conversas restritas na cozinha.

“Está apertado”, ele disse, “temos de ir embora”.

“Eu disse para você não se meter com agiotas!”, minha mãe respondeu, “se não pensou em mim, pensasse no seu filho! Pensasse no Shinya!”

Eu queria desencostar da porta, queria voltar a desenhar, mas não consegui. Eu simplesmente fiquei grudado com a orelha na porta do quarto, ouvindo tudo e mais um pouco.

“Cala a boca! Cala a boca!”, meu pai retrucou, “Ele não é meu filho!”

Minhas pernas amoleceram, eu quase caí.

Nunca toquei no assunto, mas eu queria –e muito- saber... Se ele não é meu pai, quem é?

Pra mim tanto faz, nunca me dei bem com meu ‘pai’, qualquer outra pessoa seria lucro.

Estabelecemos-nos estavelmente em Munique, em Abril do mesmo ano. Logo fizeram o favor de me enfiarem num colégio público perto do subúrbio.

Zombaram de mim logo na primeira aula, não esperaram nem o fim do dia, meu!

-Ai, um japa! – uma das adolescentes disse, com cara de nojo.

Engoli seco. Mal entrei no colégio e já iria sofrer.

-E é cabeçudo! – ouvi outra falar.

Eu não sou e nem era cabeçudo!

Eu só sou muito magro e isso realça o tamanho da minha cabeça, só isso!

Aliás, elas citaram ‘japa’.

Sim, sou japonês. Nasci em Osaka e com três anos me mudei para a Inglaterra. E com treze vim pra cá, pra Alemanha...

...Para ser chamado de cabeçudo!

Na última aula, mais gente riu de mim e dos meus olhos puxados (sempre os achei tão bonitinhos). Na saída tomei uma surra de um alemão do ginásio. Loiro, quase dois metros de altura.

Quase não consegui voltar para casa. Eu estava praticamente cego com o olho inchado e roxo e verde e todas as cores que você imaginar. Minha mãe quase pariu quando me viu naquele estado, quase me levou para o hospital.

Mesmo assim, fiquei no colégio. Meu \'pai\' tinha dinheiro, mas queria me pôr num colégio particular.

Fiz uma amiga. Só uma. Ela sempre ficava comigo nos intervalos, mas em Setembro ela se mudou para Berlim com a família. E só voltaria a vê-la mais duas vezes.

Até que 1938 foi ‘fichinha’...

...Em comparação ao que estava por vir. Em comparação aos planos do Führer.

Notas finais
Outro chapie pequenininho ;3;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.