Incontado

13 O Segundo Segredo


Notas iniciais
Mais um para vocês! Obrigada a todas pelos lindos reviews!

O tempo passa mais lento do que nunca, enquanto isso Regina se vê presa entre aquelas grades. Ela quer ter esperança de que verá Emma novamente, que ela vai conseguir reverter aquele feitiço, derrotar aquela bruxa idiota e reencontrar seu filho, mas nem sempre aquele ditado “Não há nenhum problema que o tempo não resolva” nesse momento parecia tolo, para não dizer ridículo. Ela se via a cada vez mais aflita. Sabia que a cada segundo que passava Zelena estava um passo à sua frente.
Queria saber o que a ruiva estava aprontando no momento. E quanto a Emma... Só a ideia de ela estar com aquela mulher a deixava enlouquecida. Tentou usar magia, empurrar as barras que lhe aprisionavam na força bruta, mas todos os esforços eram em vão. Já estava sentada e cabisbaixa dentro daquela “cela” sem saber ao certo quanto tempo havia se passado, foi quando ouviu alguns passos ecoarem pelo saguão.
─Ora, ora... Quase me esqueci de você minha querida irmãzinha.
Regina arqueou a sobrancelha e soltou o ar com deboche ao ouvir a forma com que a outra lhe chamava. Os olhos verdes e frios da ruiva a eraram com desprezo, a ruiva continuou a falar e tom de deboche:
─Está rindo de quê maninha? Vai dizer que a mamãe nunca lhe contou sobre mim?
A morena apertou os olhos se questionando sobre a veracidade do que a outra estava lhe dizendo, mas por fim respondeu no mesmo tom:
─Desculpe lhe desapontar, mas eu sou filha única.
Zelena gargalhou ao ouvir aquilo e então continuou:
─Vou lhe contar uma pequena história Regina. Era uma vez a filha do moleiro. Que muito gananciosa sempre sonhou em se casar com alguém da realeza para ser nobre. Um belo dia ela encontra um rapaz que e diz ser príncipe. “Príncipe” Jonathan a tomou com uma história boba e depois se revelou nada mais que um plebeu esperto aproveitador. A filha do moleiro fica desolada, mas depois conhece um príncipe de verdade e quer o agarrar a qualquer preço...
─Deixa eu adivinhar, acha que meu pai é um príncipe?
Regina interrompeu a história gargalhando mas seu sorriso logo diminuiu quando a ruiva continuou:
─Quem você chama de pai? Henry? É claro que não. Ele era da nobreza, mas nossa querida mãe só o conheceu anos depois. O príncipe de quem eu estou falando é Leopold.
Regina arregala os olhos com aquela informação, não queria acreditar na mulher, mas se aquilo que ela estava falando fosse verdade aquilo poderia ser pior do que ela pensava. A bruxa ficou satisfeita ao ver a outra engolir em seco e prosseguiu:
─Só que a pobre Cora ficou com um pequeno presente de Jonathan em seu ventre. Isso veio a lhe atrapalhar em seus planos de conseguir conquistar o jovem Leopold. Jonathan a chantageou para que ela roubasse da família real em troca do seu silêncio. Contudo, uma nobre que tinha interesse em Leopold descobriu e arruinou seus planos a desmascarando na frente do príncipe. O nome dela era Eva...
─Você está mentindo. (Regina disse sentindo o coração vibrar em desespero.)
Aquilo não podia ser verdade. Sua mãe lhe ofereceu a Leopold, ela não faria isso caso eles tivessem tido uma história antes não é? E como ele poderia aceita-la como esposa após ter tido um caso com sua mãe? Será que era verdade e esse era o motivo de ele apesar de ter se casado nunca ter a tomado como esposa?
─Para o seu azar irmãzinha, não estou. (Ela disse voltando a contar a história com um sorriso sádico em seus lábios.) Após se dar mal com o príncipe ela ficou obcecada em destruir Eva por ter a humilhado. Livrou-se do bebê, que era filho de Jonathan e depois matou o rapaz por ter lhe abandonado grávida. Anos mais tarde conseguiu entrar para a nobreza casando-se com Henry. Aaa sim e ela teve você
A morena a observava cerrando os punhos enquanto a outra ria com a revolta que lhe causava.
─Anos mais tarde a filha do moleiro conseguiu meticulosamente, envenenar Eva e para completar sua vingança fez com que a sua filha se casasse com o, agora Rei, Leopold.
─MENTIROSA! (Regina gritou se aproximando da grade com lágrimas nos olhos e ira no olhar.)
A gargalhada de Zelena preencheu o ambiente e ela respondeu:
─Ai Regina... Sabe, por muito tempo eu tive inveja de ter sido a filha bastarda, mas pensando bem é melhor do que ter sido a “marionete”.
─Você está mentindo! Não teria como saber disso tudo!
─Aaaa não? (Zelena perguntou com ar soberbo.)
Ela fez então aparecer um livro em sua mão e se aproximou das grades o entregando à Regina. A morena o pegou o livro e ao abrir constatou que se tratava de um diário com muitas páginas enumeradas. Ela percorreu brevemente algumas páginas engolindo em seco ao reconhecer a letra de Cora contando alguns trechos do que Zelena havia lhe dito.
─Sim querida, você não só não é filha única, como tão pouco é a primogênita e, ainda por cima, você queridinha foi usada esse tempo todo. Até o seu pai te usou.
─Não fale do meu pai! (Regina disse cerrando os dentes.)
─Você por acaso sabe quem é seu pai? (Ela perguntou fazendo um bico debochado.) Ou você acha mesmo que é filha do palerma do Henry?
O coração de Regina começou a bater mais forte com medo daquilo ser real. Zelena então disse cuspindo as palavras:
─Abra na página 158.
Com a mão trêmula Regina obedeceu. El sentiu seu peito afundar sem querer acreditar no que seus olhos liam.
─Não pode ser. (Ela murmurou incrédula.)
Balançava a cabeça em negação. Aquilo não podia ser verdade. O homem que arruinou sua vida, aquele que a fez perder toda sua inocência, que a transformou naquilo que ela mais odiou ser não podia ser seu pai.
─Negue o quanto quiser irmãzinha. Rumpelstilskin é o seu pai.
O pior é que agora tudo fazia sentido. O jeito admirado com que Cora se referia à ele. O jeito com o que ela falava para ter respeito por ele, o jeito que ele a induziu a matar quem ela achava ser seu pai.
─Como se sente sabendo que toda a sua vida foi uma grande mentira maninha? (A ruiva perguntou com um sorriso vitorioso.)
A morena estava com vontade de chorar, se sentia miserável, mas não daria aquele gosto para Zelena. Com o olhar mais frio que conseguiu manter respondeu:
─E você como se sente tendo sido rejeitada e abandonada por ambos de seus pais?
O sorriso da bruxa logo murchou se contraindo para uma expressão de desgosto. Ela então pegou no rosto de Regina a fazendo lhe encarar e deu o golpe mais baixo que pôde:
─Me conte primeiro como se sente sendo rejeitada pela pessoa que você ama e sabendo que ela está dormindo comigo? Sabendo que eu toco sua querida Emma de todos os jeitos possíveis?
Ela sentiu o peito doer com aquilo. Emma era sua fraqueza, isso era óbvio.
─Sim irmãzinha, eu mexi com a cabeça dela... (Ela disse rindo da ambiguidade da frase.) Não só com a cabeça, ouso lhe dizer.
Queria matar aquela mulher com suas próprias mãos só de imaginá-la tocando Emma, mas não deixaria a ruiva com aquele sorriso estampado no rosto, então respondeu:
─Só se antes você me contar como é a sensação de ser tão repulsiva ao ponto de ter que enfeitiçar uma pessoa para conseguir leva-la para a cama.
Sentiu o ardor do tapa que a bruxa lhe deu no rosto, tomada pela raiva. Sorriu vitoriosa levando a mão ao local atingido. Ela podia estar presa, ela podia estar chocada depois de tudo o que acabara de descobrir, mas nunca perdia em um jogo psicológico. Se Zelena queria que ela se sentisse miserável, iria fazer que ela sentisse o mesmo. Naquele tipo de jogo ela era campeã, nunca ninguém pisava em Regina Mills sem se sentir pisado também. Em resposta a ruiva praticamente cuspiu as palavras tomada pela ira:
─Vou tirar não só a sua amada de você querida irmã, vou tirar seu filho, sua família, você me verá ter todos eles na palma a minha mão. Depois eu me livrarei deles um a um quando me cansar. Começarei por Emma, você a verá morrer de camarote, enquanto ela diz que me ama. Depois o seu filho. Você eu deixarei viva, para que você enlouqueça de tanto se sentir impotente. Vou fazer você se arrepender de ter nascido.
Viu a ruiva sair invocada do salão e não pode deixar de sentir um calafrio ao ouvir todas aquelas ameaças. Segundos depois da ruiva se retirar do local os olhos castanhos saltaram a encontrarem outros olhos verdes. Apesar de sua aparente frieza, Regina estava muito afetada com todas aquelas descobertas e ficou tensa só de pensar em ter de lidar com Emma naquele momento. Estava tão atordoada que mal percebeu que o semblante da loira estava diferente. Ela lhe encarou ainda fria, mas de forma menos agressiva e se aproximou da grade perguntando:
─Por deus, você realmente me ama! (Ela disse com ar enfadado.)
Regina ficou intrigada nos primeiros segundos, Emma ainda parecia enfeitiçada para falar naquele tom, mas por qual motivo parecia mais receptiva?
─Não que eu corresponda querida. (A loira falou em tom frio, mas suave.) Só quero uma aliada apaixonada para derrubar quem estava achando que poderia me enganar.
Só então se dando conta que Emma estava se referindo à Zelena. Seu coração deu um salto esperançoso notando que sua amada, ainda que enfeitiçada, havia ouvido parte da conversa que ela tinha acabado de ter com a sua recém descoberta irmã.
─Se for para derrubar minha maninha ingrata, pode contar totalmente comigo.
Emma sorriu de forma maquiavélica. Regina sentiu um calafrio com aquela expressão quase diabólica da outra. Nunca imaginou vê-la sorrir daquele jeito macabro, mas ficou aliviada ao vê-la abrir as grades com magia e se aproximar de seu rosto. Sentiu a mão dela lhe puxar pelo queixo e o seu hálito muito próximo. Pensou em lhe beijar sentindo aquele corpo tão junto ao seu, mas recobrou a memória de que ela inda estava sob o feitiço quando ouviu:
─É bom que não tente me trair como essa ruiva miserável, você não imagina o que eu sou capaz de fazer quando me sinto traída.
A morena sem palavras tentou balbuciar algo em resposta, mas a loira foi mais rápida:
─Siga-me. Vamos dar uma lição nessa desgraçada! Ela não perde por esperar.
Ela seguiu a loira se sentindo em conflito. Estava feliz por Emma ter a liberto, mas atordoada porque aquela não era a Emma que amava. Todo aquele ar vingativo simplesmente não se encaixava com a sua amada. Ela encarava a expressão gélida da salvadora tentando encontrar algum resquício de sentimentos em sua face, mas só havia um grande vazio naqueles olhos que, de repente, encararam os seus de forma investigativa.
─Perdeu alguma coisa? (Ela perguntou seca, sem a expressão alegre que ela tanto amava.)
“Perdi você.” Foi o que ela quis responder, mas ao invés disso baixou os olhos e disse:
─Desculpe. É que eu realmente te amo. Desculpe-me por não conseguir conter isso.
Em resposta a loira lhe deu um sorriso malicioso, ainda com um ar de perversidade, mas mesmo assim desconcertante. Ela aproximou seus lábios dos de Regina que se inclinou para frente buscando encontrar seus lábios, mas ao invés de receber um beijo, ouviu a loira rir debochadamente e falar:
─Desculpe, mas eu não resisti te provocar só para ter o prazer de negar.
Aquilo a atingiu como um punhal. Odiava ser rejeitada, pior ainda odiava que tirassem sarro dela. Essa Emma era insuportavelmente fria e ela já não sabia se era pior atura ela ou Zelena. Uma coisa era a irmã maluca e invejosa tentando a humilhar, outra coisa era Emma o fazendo. Bufou tentando manter a calma e voltou a seguir a loira que prosseguiu pelo caminho. Após andarem pelo castelo de Esmeraldas aparentemente sem rumo a morena questionou:
─Você tem algum plano?
─Tenho um bem simples: Matar Zelena. (Ela disse com um olhar assassino.)
Regina revirou os olhos. Nunca achou que fosse sentir falta do jeito “Charmings” de Emma, mas agora era fato: Emma como vilã era um porre. Ela formulou melhor a pergunta:
─Como vamos fazer para matar Zelena? Quero dizer, acha que é só encontrar ela e matar assim fácil?
Emma arqueou a sobrancelha como se não tivesse entendido a pergunta e respondeu soberba:
─Eu não acho nada. Eu tenho certeza de que quando encontra-la vou a fazer pagar por tentar me enganar.
Aquilo não funcionaria. A loira estava completamente fora de si e sem noção da realidade. Não que Regina tivesse medo, mas percebeu que a bruxa não era lá tão fácil de derrotar. A Salvadora ia acabar salvando os planos de Zelena. Ia acabar matando elas duas se ela continuasse com essa personalidade arrogante e prepotente que achava que matar uma bruxa era como matar uma mosca.
Ao passarem por um dos corredores do castelo a Rainha viu sua salvação. Ela avistou um pedaço de madeira num canto atrás de uma estátua. Como Emma estava distraída no momento ela pegou o pedaço de pau e lançou ele de uma vez com força na cabeça da loira que caiu desacordada. Regina fez uma careta ao ver seu corpo cair mole no chão e sussurrou:
─Desculpe amor, mas é pro seu próprio bem.
Com esforço e um pouco de ajuda de magia colocou Emma em suas costas e tratou de sair o mais rápido possível daquele castelo. Zelena logo iria reparar a ausência das duas e seu plano era que isso não ocorresse até que elas estivessem longe o suficiente dali. Foi andando pelos corredores e quase deu de cara com Oscar, mas por sorte ele estava de costas e ela conseguiu sair pelo outro corredor. Passou do hall de entrada e por fim se viu fora do castelo. Ao invés de ir pela estrada de tijolos dourados foi por dentro da floresta, onde estariam menos visíveis.
Quando já tinham saído sentiu que Emma estava prestes a acordar então lhe jogou um pequeno feitiço de sono para que ela não tentasse voltar para o castelo ou começar a chama-la de traidora e tentar a matar. Precisava achar Glinda, era a única aliada que poderia procurar naquela terra. Depois de muito andar ela por fim resolveu descansar alguns minutos quando encontrou uma caverna perto de um lago de águas translucidas.
Deitou Emma no chão com cuidado e se sentou apoiando a cabeça da loira sobre seu colo. Acariciou os longos cabelos loiros com delicadeza e admirou seu rosto. Seu coração se aqueceu por tê-la tão perto, apesar de tudo o mais. Sorriu acariciando a bochecha de sua amada e a encarou. Seria ela destinada a sofrer e nunca conseguir ser feliz? Quando tudo parecia perdido acabava piorando e quando finalmente conseguia um momento de alivio e felicidade, vinha algo muito pior em seguida.
Quase que testando essa teoria ela teve o lampejo repentino. Ela não sabia se funcionaria, mas dessa vez tentaria um beijo. Seus lábios estavam a milímetros dos da outra quando um barulho a fez sobressaltar. Uma mulher que usava roupas vermelhas a encarava com desconfiança, era jovem loira e bonita.
─Quem são vocês? (Ela perguntou na defensiva.)

─Nos perdemos, não somos desse mundo. (Regina se limitou a responder.) E você quem é?
─Meu nome é Theodora. (Ela disse mantendo o olhar investigativo.)
A morena se pergunta por alguns segundos se devia ou não confiar na mulher.
─Meu nome é Regina e essa é Emma. (Ela diz decidindo que na situação que estava era melhor arriscar.) Estou procurando Glinda, você a conhece?
Ela fica menos tensa ao ver a expressão de Theodora relaxar ao ouvir o nome da Bruxa boa do Norte e falar:
─Conheço. Ela é minha amiga. O que aconteceu com ela? (A mulher pergunta ainda desconfiada se referindo à loira que está em desacordada.)
─Zelena a enfeitiçou. Eu estou mantendo-a desacordada porque ela está diferente, parece uma pessoa má agora, mas ela não é assim.
A expressão de Theodora fica ainda mais amigável e ela responde pesarosa:
─A Bruxa Má faz essas coisas com as pessoas. Mas não se preocupe, a ajudarei a achar Glinda. (Ela diz com um meio sorriso.)
─Faria isso?
─Sou a Bruxa boa do Sul, minha função é ajudar desde que seja para o bem.
─Obrigada. (Regina diz sorrindo em resposta.)
Theodora usou magia branca para fazer o corpo de Emma levitar e então disse:
─Vamos, antes que algum dos soldados de Zelena apareça.
Elas caminham pela floresta por um longo tempo. A Bruxa boa do Sul conta para Regina como Zelena perdeu o controle por conta de uma profecia que dizia que ela seria má e que alguém com a magia mais pura a derrotaria.
─Odeio essas profecias, deveriam matar quem as escreve. (Ela disse pensando em toda a rivalidade entre Emma e ela que tinha nascido por conta daquela maldita profecia.)
─Na verdade quem escreve as profecias tenta nos avisar a não ir por um caminho ruim, profecias não determinam como será nosso futuro e sim nossas escolhas. É como se alguém te desse um aviso “Não faça isso porque terá aquilo como consequência”, mas as pessoas são deterministas, não entendem e acabam achando que aquilo é uma verdade imutável.
─Está me dizendo que profecias nem sempre se cumprem? (Ela perguntou curiosa.)
─Profecias só se cumprem se você acreditar nelas. (Ela disse dando um sorriso.) Em outra profecia dizia que a Bruxa do Leste, Evanora seria o mau o que assolaria Oz, mas ela não acreditou e por isso ela se manteve boa. A pior coisa que se pode fazer é acreditar que está destinado a algo. A sua felicidade é feita por suas escolhas. Se fizer escolhas ruins colherá frutos ruins.
Regina reflete sobre aquilo. Realmente, desde que ela tentou fazer as coisas certas muita coisa boa aconteceu. Conseguiu escapar da destruição de Storybrooke, depois dos Believers e agora, mesmo que com o “modo malvado” ativo, tinha conseguido recuperar Emma. Antes ela sempre perdia quem amava. Ainda assim descobrir que Rumple era seu verdadeiro pai a fazia sofrer. E quando ela perdeu Daniel ela era boa e ainda assim sofreu. Ela não acreditava totalmente no que Theodora lhe falava, mas aquilo lhe deu a fé que precisava naquele momento.
─Eu espero que esteja certa. (Ela disse abrindo um meio sorriso.)
A bruxinha sorriu gentilmente e depois olhou para o lado avistando um castelo de diamantes.
─O castelo de Glinda é um pouco mais distante. Acho que seria uma boa ideia pararmos para falar com Evanora e descansarmos um pouco, aquele é o castelo dela. O que acha?
─Ela é confiável?
─Absolutamente. Ela é confiável e gentil.
Regina queria ir logo ao encontro da Bruxa Boa do Norte, mas como da ultima vez a mulher fugiu assustada deixando-a presa achou que talvez pudesse ser uma boa ideia conseguir uma outra aliada. Ela então aceitou a sugestão da bruxinha e foram em direção ao castelo de Evanora.
─Todos os castelos aqui são feitos de pedras preciosas?
─Preciosas? (Theodora perguntou confusa.) Diamantes são tão abundantes, são considerados pedras energizadas e não preciosas.
─Da onde eu venho esmeraldas e diamantes são raríssimos. (A morena explicou.)
─Tem que ver o castelo de Glinda, ele é todo de cristais. Já o meu é feito de rubi.
Elas se entreolham e riem até que por fim chegam ao castelo. Nesse a recepção era bem diferente do castelo de Zelena. Tinham muitos guardas de prontidão por todos os lados. Ele tinham um ar severo e a atmosfera local era um pouco pesada. Regina teve um mau pressentimento sobre aquele lugar, mas realmente precisava descansar então prosseguiu. Ao chegarem ao hall de entrada foram recebidas por uma mulher um pouco mais velha que usava um vestido negro e tinha os cabelos no mesmo tom de cor.
─Theodora querida, o que faz aqui? (A voz fria da mulher ecoou.)
─Estou ajudando pessoas, elas precisam ir até Glinda sem que os guardas de Zelena nos parem. Descansaremos um pouco aqui antes de seguir viajem, tudo bem?
─Mas é claro que sim. (Ela disse dando um olhar invasivo para a morena e depois para a loira.) Quem seriam as nossas convidadas?

Regina sentiu calafrios ao receber aquele olhar. Ela não sabia bem o motivo, mas não confiava totalmente em Evanora. Ela a encarou de rabo de olho enquanto Theodora falava:
─Elas são amigas de Glinda, a loira foi vítima de Zelena por isso está nesse estado, pobrezinha...
─Preparem uma cama para a moça. (Ela disse para um de seus serviçais e depois se aproximou da morena.) E você poderia me dizer se nome, querida?
O olhar dela conseguia ser mais gélido do que o de Zelena e Emma juntas. A Rainha olhou para a tal bruxa com desconfiança, mas acabou respondendo:
─Regina é o meu nome.
─É um prazer conhece-la Regina. Fique a vontade em meu castelo, sinta-se em casa. Pedirei a Glinda que venha até nós para poupá-la da viajem, você parece exausta.
Em resposta ela piscou os olhos, estava incrédula pelo que acabava de acontecer. Regina não costumava se enganar, mas talvez Theodora estivesse certa já que a mulher se mostrou realmente confiável e gentil. Regina abriu então um sorriso grato. Evanora pediu a outro serviçal que preparasse um quarto para ela descansar também, mas ela interrompeu pedindo para ficar junto de Emma. A anfitriã balançou a cabeça positivamente e indicou para que um dos guardas a levasse até os aposentos onde a loira estava.
Ao entrar no cômodo viu o corpo sereno da loira repousar sobre uma larga cama em que fez questão de se deitar. Acariciou brevemente o rosto da loira e aproximou seu rosto lentamente do dela. Sentiu os lábios macios junto aos seus e durante aqueles milésimos de segundo, se sentiu completa.

Notas finais
Heheh, eu sei que vocês vão querer me matar por parar nessa parte, mas lembrem que se eu morrer a história fica sem final! Sei tbm que teve pouca cena de Emma e Regina juntas, mas prometo que no próximo teremos mais!!! Para quem ficou curioso com a Evanora: http://www.flicksandbits.com/wp-content/uploads/2012/08/rachel-weisz-evanora-oz-the-great-and-powerful-2013.jpg