Incontado
11 A Despedida
Notas iniciais
Após a conversa com o mágico elas tinham certeza que o que faltava para elas irem adiante era o balão. Mesmo elas não tendo conversado entre si sobre como seria para usar a magia, se um homem comum conseguiu, elas também conseguiriam. Regina negociou com o mágico a venda do balão, não disse o objetivo real, obviamente, disse que queria para a reportagem e que alem de filmarem pelos céus do Kansas queriam expor o balão em uma feira nerd. Ele parecia ter acreditado e negociou rapidamente. Elas dariam para ele o carro e mais uma quantia em dinheiro, no dia seguinte, para que enfim pudessem ir para outro mundo. Voltaram para o motel e quando entraram a loira se sentou na cama observando a morena que parou ao entrar e ficou a encarando.
─Não vai sentar? (A salvadora perguntou analisando a morena de cima a baixo.)
─Estou bem assim. (Regina disse desviando o olhar, ela estava sem jeito com a encarada que a loira lhe deu. Sentar-se ao seu lado estava fora de cogitação, a não ser que quisesse enrubescer.)
─Ok, fica ai em pé então enquanto eu tomo banho. (A loira disse entrando no banheiro.)
Regina ia protestar, pois queria tomar banho primeiro para ai sim se jogar na cama e dormir sem que outra tivesse oportunidade para lhe encher de perguntas. Mas acabou por suspirar e sentar na cama macia, bem ao lado do lugar onde Emma estava sentada antes. A rainha se ridicularizou em pensamento. Como as coisas poderiam voltar a ser como eram depois daquele beijo? Ela tinha estragado tudo! Nunca mais teria aquela abertura toda com ela, estava certa disso.
Ainda assim, não podia esquecer a sensação quente que lhe invadiu ao sentir aqueles macios lábios tocando os seus. Sabe quando você se arrepende mortalmente de algo que você fez, mas que adorou fazer? Era esse o sentimento que lhe perturbava nesse momento. Adorou ter beijado Emma Swan, mas queria conseguir sentar ao lado dela, conversar, encará-la sem ficar se sentindo estranha, invasiva. Se a xerife tivesse simplesmente falado que não a correspondia provavelmente ela reagiria de forma grossa e estúpida com ela e no final tudo ficaria bem. Se ela correspondesse, provavelmente as duas estariam tomando banho juntas nesse momento. Mas aquele silêncio todo só a deixava agoniada e sem reação. Seus pensamentos pararam e seu queixo caiu de surpresa ao ver Emma sair do banho envolta apenas numa toalha ainda, com os cabelos molhados . Era como se estivesse hipnotizada pela imagem da loira seminua.
─Tem algo para beber no frigobar? (Ela perguntou nitidamente fingindo não notar o olhar da morena.)
A outra então o abriu, aliviada por ter outra coisa para olhar que não fosse Emma, e falou:
─Tem refrigerante, cerveja, água, champanhe e vodka.
A salvadora levantou-se então, foi até onde estava e pegou a champanhe e duas taças que estava também dentro do frigobar. Soltou a rolha com cuidado para que não voasse e serviu as duas taças entregando uma para Regina que a encarou confusa. A loira levantou a taça sugerindo um brinde, a morena juntou as taças ao mesmo que perguntou:
─Não vai se vestir?
─Não. (Ela disse aguardando o tilintar das taças.)
─Se está penando em comemorar a nossa ida para a Fairy Tale Land é melhor esperar chegarmos lá primeiro para não se decepcionar. (Regina disse tentando desviar os olhos daquele corpo esbelto.)
A loira deu um gole no líquido em sua taça e a apoiou em um balcão atrás de Regina aproximando-se dela. Encarou-lhe e respondeu com um olhar enigmático:
─Estamos brindando a nós.
─Ok então. (Ela respondeu ainda confusa dando uma golada na bebida.)
─Regina eu... (Emma começou a falar, mas ela mesma se interrompeu olhando para a morena e perdendo as palavras.)
─Sim? (Perguntou sem entender, a xerife parecia nervosa por algum motivo.)
─Nada, pensei alto. (A loira disse virando a taça de champanhe e voltando a enchê-la)
Regina olhava as ações da outra sem entender bem, ela estava escondendo algo.
─Emma, o que houve? (Ela disse segurando a mão da outra como um sinal para ela ir mais devagar com a bebida.)
A loira suspirou e baixou a cabeça. O silêncio reinou por um tempo. A morena já estava se virando para ir ao banheiro, desistindo da ideia da outra lhe confidenciar algo quando ouviu:
─Amor verdadeiro é a única magia que pode transcender reinos. Pode transcender inclusive para um reino em que a magia a princípio não exista.
Ela se virou para a xerife que se aproximou olhando em seus olhos.
─É verdade não é? (Ela perguntou com suas esmeraldas brilhando em tom sereno.)
─O que?
A rainha perguntou ainda confusa, mas todas as suas dúvidas foram sanadas quando a outra lhe deu um sorriso cúmplice e disse:
─Amor Verdadeiro.
A morena sentiu o peito vibrar ao saber que Emma havia compreendido, mas baixou a cabeça sem saber o que responder.
─Foi por isso que teve medo de me contar como tinha conseguido fazer magia? (Ela perguntou leantando o seu queixo e a fazendo voltar a encará-la
─Emma eu.. (Regina tentou pedi desculpas pelos seus sentimentos, mas a outra a interrompeu.)
─Não precisa ter medo. (Ela disse afagando o rosto da outra enquanto seus olhos não desgrudavam dos dela.)
Aquele simples toque lhe causou um imenso arrepio na espinha, seus rostos estava tão próximos que era inevitável. A rainha até tentou lhe responder com palavras, mas antes que pudesse pronunciar qualquer sílaba, seus lábios foram calados por um segundo beijo. A morena se surpreendeu com o contato e sentiu o corpo fraquejar junto com o embalo em seu peito. Deixou as bocas se tocarem, as línguas se entrelaçarem, os corpos se aproximaram mais e mais... Era como se fosse um de seus sonhos, só que dessa vez era real.
Aqueles lábios tão desejados, aquele momento tão esperado. Regina estava em uma espécie de transe guardando cada toque, cada arranhão, cada sensação que a loira lhe proporcionava. Sentiu seu dorso ser facilmente despido pelas mãos hábeis de Emma e sentiu a pele dela tocando a sua quando ela também se despiu e puxou seu corpo ao seu encontro. Sentiu os seios se roçarem e eriçarem.
Nessa altura, ela já estava completamente entregue, sem ter como resistir. Largou a taça também no balcão e enlaçou o pescoço da loira. Sentiu as mãos deslizarem pelo seu corpo enquanto seu pescoço era beijado e mordiscado por aqueles lábios deliciosos. A toalha deslisou revelando o corpo nú de Emma. Ela era um pouco maior e estava praticamente a pegando no colo, foi quando Regina enlaçou sua cintura com as pernas e ronronou em se ouvido:
─Me leva pra cama.
A loira sorriu maliciosamente e a beijou com volúpia. A deitou sem deixar que seus lábios se separassem, se encaixando por cima de seu sexo. Ficaram se beijando assim por um tempo, sentindo o roçar gostoso causado pelo encaixe de seus corpos. A xerifevoltou a beijar seu pescoço e lamber o lóbulo de sua orelha. A morena deixou escapar um pequeno gemido ao sentir os lábios dela descerem até seus seios e começarem a sugar. Enquanto isso, o ritmo do roçar de seus sexos, ainda que por cima da roupa da morena, deixava ambas completamente molhadas de prazer.
─Desde o primeiro momento, eu te desejo desse jeito. (A loira disse com a voz rouca em seu ouvido fazendo com que ela se sentisse ainda mais úmida do que antes.)
Ela foi sugando seu seio e descendo os beijos pelo seu corpo. Quando terminou de desabotoar a calça social que a morena estava usando, a morena a puxou novamente para outro beijo e depois de procurar seu olhar reconfortante, por fim lhe confessou:
─Eu nunca fiz isso com uma garota antes.
Ela sorriu de forma doce em resposta e lhe fez um carinho no rosto voltando a lhe beijar.
─Eu não sou uma garota, sou uma mulher. (Ela respondeu em seu ouvido de um jeito sexy e voltando a descer os beijos de seu pescoço até a sua cintura.)
Regina arqueou o corpo se sentindo completamente entregue quando a mão de Emma tocou seu sexo por dentro da calcinha. Foi descendo as roupas enquanto seus dedos deslizavam pelo seu sexo. Sentiu um arrepio percorrer todo o seu dorso quando dois dedos da loira a penetraram e gemeu ao sentir a língua tocar seu centro. Fechava os olhos aproveitando a sensação que a loira lhe causava e mordeu o lábio, abafando os gemidos, ao sentir os dedos longos e habilidosos, começarem um vai e vem dentro de si. Arqueou ainda mais o corpo facilitando o deslizar dos dedos que lhe dava prazer e puxou, de leve, os loiros cabelos da mulher que lhe provava aumentando o ritmo.
─Emma... (Ela disse entorpecida de prazer.)
A loira percebia o corpo moreno respondendo a cada toque seu, quando viu que estava próxima do ápice ela parou e voltou a encarar a morena, que protestaria se não tivesse sido beijada com tanto desejo antes de pronunciar qualquer palavra. Puxou o corpo moreno mais para perto de si encaixando seus corpos, colou seu sexo no da outra começando um vai e vem enquanto voltava a sugar os seus seios. A prefeita começou a rebolar seguindo o ritmo que a outra ditava, sentindo pelo contato que sua parceira estava tão molhada quanto ela. Emma tinha suas costas sendo arranhadas enquanto a sensação das duas aumentava junto com os movimentos que elas faziam. Seus corações batiam em sincronia com os gemidos de prazer que ambas deixavam escapar. Seus corpos arquearam no mesmo momento aumentando ainda mais o contato entre seus sexos inchados de prazer. O gozo chegou ao mesmo tempo para as duas fazendo seus corpos tremerem e desfalecerem exaustos no mesmo momento. Elas se contemplaram ainda ofegantes.
─Você é linda. (A salvadora disse admirando seu corpo.)
─Não mais do que você. (Regina disse a beijando novamente e invertendo as posições.)
Os olhos se encontraram e um sorriso se abriu no rosto de cada uma.
─Eu também te amo. (Ela respondeu por fim à declaração da outra com os olhos verdes marejados.)
O sorriso da morena se alargou ainda mais. Ela fechou os olhos ainda sorrindo e falou:
─Se isso for um sonho eu te bato quando eu acordar Emma!
─Quer dizer que os sonhos eróticos eram comigo? (Ela respondeu provocando a outra e mordendo o lábio inferior.)
Regina enrubesceu e ela lhe tocou o rosto com carinho.
─Isso é real. (Disse admirando-a.)
Regina abriu um sorriso sincero ao ouvir isso enquanto arranhava levemente o braço da outra. A xerife se aninhou em sus braços enquanto seus dedos começavam a dedilhar por aquele corpo branquinho. Elas voltaram a se beijar e naquela noite a morena sentiu o gosto daquela que tanto desejava provar. Se amaram por toda a madrugada, de certa formas ansiosas pelo dia seguinte onde teriam por fim como reencontrar seu filho, por outro lado querendo que aquela noite incrível durasse para sempre. Sentia-se segura nos braços de sua Salvadora. O sentimento que inundava o peito da Rainha era o de que finalmente ficaria tudo bem. Infelizmente finais felizes não são tão simples assim.
Os olhos castanhos se abriram em um sorriso com a lembrança do dia anterior. Encarou os verdes olhos que também sorriam para ela com admiração.
─Bom dia. (Emma disse acariciando seus cabelos negros.)
Ela não tinha como responder com palavras. Aquilo não era um bom dia, era um excelente dia! Beijou a loira só para ter um pouco mais de certeza de que aquilo realmente estava acontecendo. Amor verdadeiro... Esperou tanto por aquilo e agora estava ali completamente realizada.
─Você fica linda dormindo sabia?
Regina ficou rubra com o comentário puxou um pouco do lençol cobrindo o corpo um pouco tímida. Aquilo tudo que havia acontecido era maravilhoso, mas ela ainda não tinha tanta certeza sobre os sentimentos da outra, então sentia-se tímida com o ocorrido.
─Que houve?
─Tudo o que eu queria. (Ela disse sonhadora.) Vamos voltar para o Henry e eu e você... (Teve cautela ao falar disso para não pressionar a outra, mas tudo o que queria dizer é que a queria para sempre.) Era tudo o que eu poderia querer.
Emma sorriu para ela e lhe beijou novamente e reforçou:
─Não precisa ter medo. Eu sinto o mesmo.
Elas sorriram uma para outra então a loira beijou seu pescoço e murmurou em seu ouvido:
─A nossa ultima noite nesse mundo não poderia ter sido mais perfeita, mas temos que ir atrás do nosso filho agora.
─Eu sei... (Regina disse ignorando o que tinha ouvido, puxando-a pela cintura e lhe beijando.)
─Regina...
A loira arfou quando a morena começou a distribuir beijos pelo seu pescoço e foi descendo pelo seus busto. As mãos dedilhavam pelo seu dorso e a faziam se arrepiar se entregando cada vez mais aos encantos da morena, que decidiu parar quando a xerife mais estava gostando daquele “bom dia”.
─Eu sei... Precisamos ir. (Ela disse se levantando deixando a outra frustrada.)
─Ei! Isso é maldade! (Disse fazendo bico e estendendo a mão para que ela voltasse para a cama.)
─Maldade seria você me deixar te esperando. (Ela disse com o olhar desafiador indo para o chuveiro.)
A loira entendeu o recado e a seguiu de imediato.
Depois de um banho bem demorado, as duas comeram e prepararam duas mochilas com coisas que poderiam precisar, a Fairy Tale Land, pelo que Emma lembrava estava dominada por Ogros e devastada, poderia ser difícil encontrar os outros mesmo que com magia. Elas entraram por fim no carro e foram atrás de Oscar. Não demorou muito para encontrarem o rapaz preparando o balão para vôo.
─Ola senhoritas! (Ele disse tirando a cartola cheio de galanteios.) Espero que aproveitem bem o meu velho amigo. Ele já está quase pronto para vossa viajem.
─Ótimo! (Emma disse olhando para o céu azul e só então pensando em como um dia limpo daqueles poderia trazer um tornado.)
Regina sentiu-se ser puxada pelo braço e ouviu a outra sussurrar:
─Ok, temos um balão mas como conseguiremos um tornado?
A morena sorriu confiante então disse:
─Magia atrai magia. Tenha certeza, se algum portal em forma de tornado aparece por aqui, ele com certeza aparecerá para a gente.
A loira franziu o cenho incrédula, mas a outra lhe encarou e lhe tranqüilizou:
─Confie em mim, em breve não estaremos mais nesse mundo.
Ela então segurou a mão da morena e acenou positivamente com a cabeça. Sorriram de forma cúmplice e isso não passou desapercebido por Oscar que pigarreou.
─Vejo que estão menos “tensas”. (Ele disse sugestivo.) É bom saber que a “parceria” de vocês dá certo.
A prefeita revirou os olhos impaciente e praguejou:
─O que eu não daria por outra maldição do sono?
Ele olhou estranhado pelo comentário arqueando a sobrancelha.
─Já está pronto? (Emma desviou o assunto antes que ele perguntasse ao que Regina se referia.)
─Aaa sim! Está! (Ele disse empolgado ao ver que o ar quente havia preenchido por fim todo o balão.) Agora minha parte!
Ele estendeu a mão e a loira lhe entregou então um bolo de dinheiro e a chave do carro. Se realmente iriam para outro mundo não precisariam de nada daquilo. Elas entraram no dirigível e o mágico começou a livrar as amarras que mantinham o balão no chão, quando se livrou da ultima disse com um ar dúbio:
─Boa sorte para vocês.
Emma poderia dizer ter visto algo vermelho brilhar nos olhos daquele homem, mas ela não teve tempo de pensar sobre isso. Pouco depois de içarem vôo nuvens começaram a se aproximar em largo passo da onde elas estavam. Era uma visão um tanto assustadora.
─Está vindo! (Regina disse deixando os olhos brilharem de emoção e segurando forte na mão da outra.)
A salvadora apertou com a mesma intensidade, mas estava com uma expressão nada boa. Olhou novamente para baixo para onde estaria o mágico e ele simplesmente havia desaparecido em questão de segundos.
─Tem algo errado. (Ela disse com nítido receio.)
─Não tem nada errado Emma! Vamos para o nosso filho! Sei que parece assustador, mas não precisa ter medo.
─Não é medo! (A loira disse desfazendo o contato.) O mágico, tem algo errado com ele! Ele nos enganou, algo ruim vai acontecer, eu sinto isso!
A morena balançou a cabeça em negação, mas ao ver que não estavam entrando no olho de um furacão, mas sim se tornando o olho do furacão começou a ficar receosa também. Ainda mais quando em um dos trancos cada uma foi jogada para um dos lados do balão. Regina que caiu sentada se segurou em uma haste no chão. Já a outra segurou em uma das cordas de sustentação do balão.
─Emma você está certa, mas nós precisamos ficar juntas agora! Pegue minha mão!
A loira tentou alcançar, mas sempre que estavam quase se tocando algum tranco as afastava. Um estranho bicho alado passou por perto deixando-as mais receosas.
Um estranho bicho alado passou por perto deixando-as mais receosas.
─O que diabos era aquilo?
─Não faço idéia! (A rainha disse confusa esticando o máximo possível o braço.)
Como em seu pesadelo Regina começou a sentir o mundo girar. Começou a ficar nervosa quando viu que a ultima guinada quase arremessou a outra para fora do tornado.
─Pegue a minha mão! (Ela dizia tentando a todo custo alcançá-la)
─Regina... Eu não vou agüentar.
─Você tem que agüentar! Você é forte Emma!
A loira tinha uma expressão de dor devido à força que fazia para não ser arremessada para fora. A prefeita sabia que mais cedo ou mais tarde ela não agüentaria mais, mas não podia pensar nisso. As pontas dos seus dedos por vezes quase se tocavam, mas no fim todo esforço era em vão. Elas não conseguiam.
─Me promete que vai tentar se manter a salvo independente do que aconteça. (A loira suplicou.)
─Nem pense em se soltar ou eu vou atrás de você!
─Alguém precisa cuidar do Henry. Você não pode resolver ser irresponsável logo agora! (A salvadora disse rindo em meio a dor.)
─Não faz isso! (Ela interrompeu o tom de brincadeira com um ar severo.)
─Não é como se eu tivesse opção, eu simplesmente não vou agüentar!
─Emma... (Ela tentou contra argumentar quando foi interrompida.)
─Eu amo você. Eu sempre te amei. Desde o primeiro momento. (A xerife disse com os olhos marejados.)
O coração da morena entrou em desespero naquele momento, ela estava se despedindo. Seus olhos se arregalaram de medo, não podia perdê-la logo agora, não depois de tudo o que aconteceu! Aquilo não podia estar acontecendo, não era justo!
─Eu não posso perder você! (Ela gritou em resposta suplicando com o olhar para que ela não se soltasse.)
─Nós vamos nos encontrar. Nós sempre vamos nos encontrar.
As lágrimas saíam dos olhos de ambas que ainda estendiam a mão tentando inutilmente alcançarem uma a outra. Mais alguns centímetros, era tudo o que faltava. A garganta de Regina secou e seu coração falhou quando seus olhos viram o vento levando Emma para longe de si.
─Não...
Ela falou quase sem ar enquanto via a imagem de sua amada se distanciar em frações de segundos, até que ela desaparecesse completamente em meio ao vento tempestuoso. Seu coração doía como se estivesse sendo esmagado dentro de seu peito. Ela não podia acreditar tudo o que ela via agora era um borrão de lágrimas.
Fale com o autor