Incontado
14 A Caçada
Notas iniciais
Aquele toque que ela tanto desejava sentir foi suave no começo, mas foi interrompido de abrupta. Regina só sentiu seu corpo ser empurrado e indo de encontro ao chão antes de começar a ouvir os protestos:
─O que diabos está fazendo? Aonde estamos? (A loira perguntou confusa.)
─Emma eu... (A morena tentou se explicar.)
─Aonde está a Zelena? (Ela questionou com ódio no olhar.)
Ela se levantou do chão frustrada. O beijo não havia funcionado. Por que o beijo não funcionou? Ele devia ser capaz de quebrar qualquer maldição! Aquilo não fazia sentido. Talvez fosse porque com as memórias alteradas ela não correspondesse aos seus sentimentos. O que ela faria agora? Como poderia quebrar aquele feitiço? Ela não fazia ideia, mas segurou a salvadora pelos ombros lhe suplicando:
─Emma, você não pode estar tão vingativa, essa não é você!
─Você não me conhece Regina.
Ela deu as costas e se preparou para sair quando a rainha lhe paralisou com magia e entrou em sua frente.
─Eu conheço você melhor do que você mesma nesse momento. Eu não vou deixar você fazer algo que se arrependa Emma!
─Eu também tenho magia sabia?
Ela disse se soltando facilmente e jogando Regina na parede. Sua visão escureceu aos poucos enquanto ela via a face gélida de Emma com um sorriso sarcástico dizendo:
─Bons sonhos minha rainha.
E então tudo se apagou.
Abriu os olhos sem ter noção de onde estava, olhou para suas vestes e viu que trajava trapos como os de uma prisioneira. Olhou ao seu redor e percebeu que estava em uma masmorra. Tentou se levantar e então percebeu que estava acorrentada tanto nas mãos quanto nos pés. Pensou em gritar por socorro, mas fraquejou ao ver a porta se abrir lentamente. Seus olhos se arregalaram quando viu Emma adentrar o local com um vestido preto com brilhantes rodado. Ela parecia pela primeira vez uma verdadeira princesa, exceto pelo olhar sádico que lhe lançava.
─Bom dia minha Rainha. (Ela disse com deboche se aproximando.)
Regina sentiu seu corpo estremecer ao sentir a loira puxá-la pelo pescoço de forma bruta.
─Emma, o que está... (Regina começou a falar, mas foi interrompida por um forte tapa em sua face.)
─Quem lhe deu permissão para falar? (A loira disse gélida mordendo seu lábio inferior com força.)
Sentiu o gosto de seu sangue se misturar com o sabor do beijo ávido que a loira lhe dava. Perdeu a razão e não questionou mais, só queria aproveitar aquele momento entre as duas enquanto Emma começava a percorrer a mão por suas coxas.
─Você gosta disso? (A voz fria lhe perguntou.)
A morena se sentia fraca de mais para esboçar qualquer reação ou resposta, só sentia as mãos da loira subindo por suas coxas enquanto arfava soltando pequenos suspiros.
─Me responde! (Ela ordenou segurando a morena de forma bruta pelo pescoço.)
Com a voz fraca Regina só conseguiu sussurrar um “sim”, o que fez a outra abrir um largo e sádico sorriso. Satisfeita com a resposta, a loira lhe penetrou com força, por debaixo das vestes, e sem pedir licença. Seu corpo fraquejou e o gemido escapou de sua boca ao sentir os dedos lhe invadirem por inteira.
─Gosta desse jeito? (A loira perguntou mordendo seu pescoço com força.)
Ela não respondeu novamente, só abriu mais as pernas sentindo os longos dedos da loira irem cada vez mais fundo dentro de si.
─Eu sei que gosta. (Ela sussurrou em seu ouvido com a voz rouca.)
Os toques eram cada vez mais fortes e profundos. Ela não conseguia mais conter sua respiração e seus gemidos agora não lhe escapavam, mas sim ecoavam já que ela não tentava mais os segurar. A loira a encarava com um sorriso gélido, sem amor, só havia luxúria. Aquele jeito frio a deixava triste, mas ao mesmo tempo estava excitada demais para questionar. Arqueou o corpo mais um pouco se entregando a onda de prazer que estava prestes a lhe invadir.
Antes que chegasse ao ápice, porém, Regina sentiu os movimentos pararem e quis protestar, Emma ria de sua revolta com aquele semblante perverso. Chegou a abria a boca para lhe dizer alguma grosseria por conta de sua expectativa frustrada, mas calou-se ao ver a porta abrir e três guardas entrarem. Os homens que trajavam uniformes sombrios libertaram-na das algemas e a seguraram com uma força desnecessária. Emma então se pronunciou:
─Ela está pronta, seu ultimo pedido foi atendido.
Antes que pudesse raciocinar sobre o que aquilo significava, os guardas a arrastaram para fora local. Após ser levada a força por um longo caminho chegou ao pátio do castelo onde por fim conseguiu ver ao que estava destinada. Uma imensa fogueira estava armada e muitas pessoas estavam presentes no local de sua execução. Ela estava na Floresta Encantada. Lançou um olhar de piedade para o camarote real, da onde Emma, Henry, Snow e Charming a encaravam com um sorriso sádico.
Foi levada até o topo da fogueira e lá foi novamente acorrentada. Foi então que vi uma pessoa com uma longa capa preta e de capuz se aproximar, era seu carrasco. Antes que pudesse pronunciar qualquer palavra em protesto ao que estava prestes a acontecer, a pessoa abaixou o capuz revelando sua face. Seus olhos não podiam acreditar no que viam, era Zelena. Ela buscou o olhar de Emma novamente, mas ela mantinha a expressão sem vida. A loira sorriu de forma maquiavélica e deu o sinal para a mulher que iria lhe executar. Zelena sorriu satisfeita e lançou então uma bola de fogo em direção a fogueira, que logo começou a lhe consumir o corpo.
─Regina! (Ela ouviu alguém chamar seu nome em meio as chamas.)
Abriu os olhos e então acordou ofegante ainda no chão do quarto aonde a poucos Emma havia lhe largado para ir atrás de Zelena.
─Emma!
Foi tudo que Regina conseguiu dizer tentando se recuperar do terrível pesadelo. Só então ela notou que Theodora era quem a chamava.
─Regina temos que sair daqui. (Theodora disse com um semblante preocupado.) Emma atacou os guardas ao fugir e Evanora também, você e ela estão sendo acusadas de traição.
─O que? (Regina perguntou tentando entender os fatos.)
─Se eles te pegarem vão mandar te executar, eu preparei um cavalo nos fundos, você tem que ir até Glinda e levar um recado para ela, mas eu terei de ficar.
─Eu posso conversar com Evanora, explicar sobre o estado de Emma...
─Não. (A bruxinha a interrompeu.) A situação está mais complicada do que pensa, não temos como confiar em Evanora, não mais.
─Como assim? (A morena perguntou ainda confusa.)
─Tenho motivos para desconfiar que Evanora está ajudando Zelena. Tenho que ficar para impedi-la de fazer alguma bobagem.
Regina balançou a cabeça em tom positivo absolvendo as informações e seguiu Theodora com cuidado para não serem vistas. Quando chegaram nos fundos do castelo a bruxinha lhe deu uma bússola mágica que a levaria até Glinda.
─Diga a ela o que eu lhe falei sobre Evanora. (Ela disse em tom sério.)
─Como sabe que ela acreditará em mim? (A morena perguntou confusa.)
─Ela acreditará se levar isso. (Ela disse entregando-lhe uma pedrinha arroxeada.)
─Como isso me ajudará? (Perguntou ainda sem entender.)
─Acredite em mim, você entenderá tudo, agora você tem que partir!
Assim sendo, Regina montou o cavalo negro que estava preparado e disse:
─Obrigado..
Theodora lhe sorriu de forma doce e ela então deu a partida. Quando passou pelos muros do castelo sentiu algumas flechas voarem sobre si, mas não havia nenhum cavaleiro lhe perseguindo, ela conseguiria escapar desde que não parasse até encontrar o que procurava. E foi o que ela fez. Cavalgou depressa, mas nem conferiu para que lado a bússola lhe apontava, mas sim na direção de onde tinha vindo antes. Ela não podia perder tempo indo atrás de Glinda, ela tinha que encontrar Emma antes que a loira fizesse mais alguma outra besteira. Matar três guardas sem necessidade não era do feitio da mulher que ela amava. Precisava, pará-la e só ela poderia fazer isso.
Não tardou para avistar o castelo de Esmeraldas, Emma deveria ter ido para lá. O local estava aparentemente desprotegido como antes. Desceu do cavalo pronta para entrar no castelo quando ouviu uma voz atrás de si:
─Pare!
Regina virou-se abruptamente e viu que era Glinda.
─O que está fazendo aqui? (Ela perguntou confusa.)
─Vim para tentar deter Zelena e para me desculpar, resgatando você e sua amiga, mas a entrada do castelo está cheia de magia negra, se entrar não conseguirá sair.
─Emma! (Ela disse de imediato olhando para o castelo temendo que a loira estivesse ali dentro.)
─Ela está ai? (Glinda perguntou preocupada.)
─Eu não sei! Ela fugiu do castelo de Evanora antes que eu pudesse vir atrás dela. Está furiosa, quer matar Zelena, porque escutou ela falando que estava a usando.
─O que estavam fazendo no castelo de Evanora? (A loira perguntou desconfiada.)
─Theodora nos levou até lá quando fugimos de Zelena, mas Emma estava desacordada ela continua daquele jeito estranho. O que fazemos agora? E se ela estiver presa lá dentro? (Ela perguntou se desesperando com a ideia de sua amada estar novamente nas mãos daquela mulher.)
─Ela fugiu a pé? Se sim ela ainda pode estar a caminho,
Regina então se lembrou que a Salvadora havia lhe confessado uma vez ter medo de cavalos. Elas estavam no apartamento quando a morena contou sobre uma das coisas que mais amava quando nova, que era andar em seu corcel e apreciar a sensação de liberdade que o vento cortando seu rosto lhe proporcionava. Na ocasião Emma disse que para sentir isso preferia as motos, cavalos lhe davam medo.
─Definitivamente ela não veio montando. (Ela respondeu soltando um suspiro de alívio.)
Glinda lhe sorriu e só então ela lembrou da pedrinha que a outra bruxinha havia lhe dado.
─Theodora mandou eu lhe entregar isso. Ela disse que acha que Evanora está ajudando Zelena.
Glinda olhou para a pedra roxa com espanto e então pôs sua mão sobre a da morena e energizou. Elas começaram a receber uma carga de memórias. Era como se elas vissem tudo o que Theodora tinha visto.
Evanora estava em um dos salões do castelo de diamantes. Dava para ver sua silhueta falando com uma segunda pessoa.
─Elas estão aqui.
─Que ótima surpresa. (A voz de Zelena ecoou pelo local.) Mantenha as duas aqui, tome conta de Emma e não deixe-as muito próximas. Onde as deixou?
─Elas estão no mesmo quarto, mas em breve resolverei isso.
─No mesmo quarto? É bom que resolva mesmo. (A voz de Zelena parecia mais irritada)
─Tenho que aparentar ser uma boa anfitriã lembra? Você terá que pega-las antes do amanhecer, senão elas já terão partido para o castelo de Cristal.
Agora já conseguiam ver que a Bruxa má do Oeste não estava no local e sim estava falando com Evanora através do espelho.
─Eu estou indo para ai imediatamente, vou só terminar alguns afazeres aqui e em breve estarei ai contigo, pegarei o antigo atalho pelo subterrâneo para que não me vejam.
─Tudo bem, terei de dar um jeito de despistar Theodora, odeio quando aquela xereta fica por aqui, ela dificulta tudo.
Theodora se encolheu ao ouvir seu nome só deixando a visão da porta do outro lado do saguão, onde havia um vulto de cabelos dourados escutando tudo também.
Regina e Glinda se entreolharam após aquela revelação.
─Emma sabia! Ela não veio para o castelo! Vai tentar matar Zelena no caminho! (Regina disse horrorizada.)
─Espere, o que disse?
Glinda não entendeu o raciocínio, provavelmente não se atentou para o vulto na outra porta.
─No final eu consegui ver Emma escutando tudo do outro lado. Ela deve estar esperando no meio do caminho para mata-la. (A morena disse levando as mãos à cabeça de forma aflita.)
─Precisamos impedi-la (Ela respondeu de imediato.) Se ela matar Zelena e o feitiço não for desfeito ela pode ficar daquele jeito para sempre.
Ela arregalou os olhos com o que a bruxa havia lhe contado, mas não perdeu tempo respondendo. Subiu no corcel e puxou Glinda pela mão a fazendo montar também. As duas foram galopando até a segunda entrada do caminho subterrâneo.
─A partir daqui temos de ir a pé. (A loira disse descendo do cavalo.)
─Tudo bem, qual é o plano? (A morena perguntou seguindo a outra.)
─Eu cuido da Zelena, você da Emma e seja o que deus quiser.
Ela concordou com a cabeça engolindo em seco. As duas desceram para o subterrâneo, os túneis, ao contrário do que se esperaria, eram belos e cobertos de safiras e bem iluminados. Regina olhou admirada e então perguntou:
─Porque vocês fizeram uma passagem subterrânea? (A morena perguntou enquanto caminhavam pelos túneis bem trabalhados.)
─Porque antigamente os criados e escravos não podiam passar pela estrada de tijolos, eram considerados indignos.
Regina arregalou os olhos um tanto indignada com aquilo. Glinda a encarou e completou:
─Eu sempre achei isso um completo absurdo, mas era o que acontecia. Quando tomamos o reino a primeira coisa que fizemos foi acabar com essa estupidez.
Só nesse momento Regina se lembrou que ela mesma muitas vezes tratara seus criados de formas nefastas quando era rainha. Já fazia tantos anos que as vezes ela nem lembrava das atrocidades de quando era rainha. Ainda estava perdida em suas lembranças quando Glinda disse:
─Zelena está por perto, posso sentir sua aura. (Ela segurou seu colar branco e encarou a morena com certeza no olhar.)
─Como pode senti-la? (Perguntou franzindo o cenho.)
─Não sei bem, simplesmente sinto. Vá para o outro lado e tente encontrar Emma, eu tentarei parar Zelena como o planejado.
A morena concordou balançando a cabeça e as duas seguiram em direções opostas. Seus pensamentos sobre o que fizera no passado voltavam a lhe atormentar. Ela tinha sido cruel por tanto tempo... Talvez por isso estivesse sofrendo agora, talvez realmente merecesse sofrer. Afinal, depois de tanto tempo sendo vilã, como poderia ela agora ter seu final feliz, depois de ter dado o fim a felicidade de tantos outros? Ela não sabia se algum dia poderia ser digna de ser feliz com Emma, mas sabia que a salvadora tinha um coração puro e que não poderia deixa-la se corromper, não queria nunca que sua amada sentisse o que ela sentia agora: Remorso.
Ela precisava encontra-la antes que ela fizesse algo do qual se arrependesse, mas ao chegar ao fim do túnel nem sinal da loira. Saiu do túnel e olhou ao redor ainda confusa por não ter encontrado Emma. Começou a suar frio pensando em ter chegado tarde de mais e na possibilidade dela ter chegado até Zelena antes de Glinda. Quando já estava quase se decidindo por voltar aos tuneis, porém, o ruído de um galho a se partir lhe chamou a atenção. Virou-se na direção de onde vinha o barulho e andou a passos lentos em direção à um arbusto. Ao passar por algumas árvores e arbustos foi surpreendida com uma seta apontada para sua face.
─Fique fora do meu caminho. (A loira de verdes olhos lhe disse trincando dentes esticando o arco ameaçadoramente.)
─Emma.... Você não quer fazer isso. (A morena disse tentando acalma-la) Eu te ajudei lembra?
─Me ajudou? (Ela perguntou cuspindo as palavras.) Eu estava prestes a matar Zelena e você me traiu e me trouxe pro castelo da aliada dela! Isso está bem longe de ser de ajuda!
─Eu não sabia que Evanora estava do lado dela. E eu não te traí, mas não posso te deixar matar Zelena isso destruiria você e...
Regina tentava se explicar, mas a loira se aproximou ameaçadoramente a encarando.
─Eu vou mata-la e quem estiver na frente!
─Então terá que passar por mim antes! (Respondeu com firmeza encarando a outra.)
Emma a jogou com magia contra uma árvore e estava pronta para acerta-la com o arco quando um barulho de passos chamou a atenção de ambas. Zelena tinha acabado de sair do túnel. Ela estava sendo acompanhada por dois macacos alados que seguravam Glinda de forma bruta.
O que se passou em seguida foi mais rápido que um piscar de olhos. Emma redirecionou seu arco mirando diretamente no peito de Zelena e soltou a flecha. Regina, por sua vez, se atirou na frente do alvo antes que a seta chegasse ao seu destino. A flecha parou em seu ombro a fazendo ir ao chão. A loira chocada com a atitude viu seu verdadeiro alvo se afastando e pensou em tentar um segundo tiro, mas por alguma razão, foi até a morena largando a arma no chão e a socorreu.
─O que diabos está fazendo? (Ela perguntou acudindo a outra.)
─Fazendo o que deveria ser o seu papel, Salvadora. (Ela respondeu mau humorada, sentindo a dor do ferimento.)
Os olhos castanhos lacrimejavam, Emma a encarou ainda incrédula com a sua reação e perguntou num tom quase frustrado:
─Morreria por ela?
─Por ela não, por você. (Regina respondeu soltando uma lágrima e tocando a face da outra com delicadeza.) Eu nunca deixaria você corromper seu coração.
A loira arregalou os olhos com a resposta e a morena então sorriu brevemente e continuou com o olhar suplicante:
─Você é a pessoa mais pura que eu já vi, sua magia vem da sua pureza, a sua força vem do amor que você tem dentro de você e eu não quero que você perca isso nunca, porque eu te amo e eu morreria por você, até mil vezes se fosse preciso.
O semblante da loira estava surpreendentemente sereno, Regina não achava que fosse funcionar, mas precisava fazer aquilo ao menos mais uma vez. Aproximou seus lábios vagarosamente dos da outra. Deixando uma lágrima escorrer em sua face, beijou-a. Para a sua surpresa uma onda de calor lhe invadiu assim que os lábios se tocaram, a onda se expandiu como se fosse percorrer todo o reino. Ambas viram flashs de todos os momentos recentes que havia passado. A fuga de Storybrooke, elas juntas no apartamento, comendo sushi no shopping, no carro fugindo dos Believers... Todas as lembranças que Regina sabia que estavam distorcidas na mente da loira se passaram rapidamente.
─Regina! (A loira disse sorrindo com os olhos marejados.)
─Emma? (Ela respondeu sorrindo reconhecendo enfim aquele olhar)
Elas então se abraçaram como se nada mais pudesse as separar.
─Me desculpe eu...
─Não foi sua culpa. Está tudo bem agora. (Ela disse limpando uma lágrima que escorria pela face da outra.) Nada mais vai nos separar, eu prometo.
Elas se beijaram novamente, dessa vez, ambas estavam entregues e com a vontade de matar a saudade. Entreolharam-se novamente e então o sorriso de ambas foi murchando ao lembrarem que nem tudo estava resolvido:
─Precisamos salvar Glinda. (Regina disse olhando ao redor preocupada)
─Você está ferida. (Ela respondeu encarando a flecha ainda cravada no ombro de sua amada.)
─Isso é o de menos. (Retirou a flecha do próprio ombro de forma abrupta e fechou o ferimento com magia.)
Emma sorriu ao ver a morena se curar e só então se situou que estavam novamente em uma terra mágica. Enquanto a ajudava a se levantar respondeu:
─Você não imagina o quanto eu estava sentindo falta da sua magia!
─Pode apostar que eu senti mais falta de você sendo você.
A salvadora abriu um breve sorriso e disse:
─Sentiu mais falta de mim do que da magia? Acho que eu deveria me sentir lisonjeada.
A morena a encarou em tom sério então e disse:
─Emma, nada é páreo para o que nós temos. Magia é força, mas amor verdadeiro é a magia mais poderosa de todas.
Elas voltaram a se beijar apaixonadamente, até a morena interromper e continuar:
─Por falar em magia, Theodora e Glinda precisam da nossa ajuda agora.
Elas foram andando em direção ao castelo e a Salvadora pegou o arco do chão fazendo com que a outra indagasse:
─Onde aprendeu a usar um arco? Achei que a vida marginal no outro mundo só ensinasse a usar armas de fogo.
─Na verdade deve ser a coisa de “Salvadora”. Eu nunca tinha pegado um arco antes na vida. (Ela confessou dando ombros.)
As duas se entreolharam de novo e enlaçaram as mãos de forma firme e só desfizeram o contato ao chegarem ao portão de entrada, onde a loira esticou o arco e Regina se preparou para usar sua magia. Elas precisavam ajudar as outras duas e depois, voltar a sua missão de reencontrar seu filho.
Fale com o autor