Inconsciente

5 Pode deixar, senhora


Maya e Lucas adentraram ao seu apartamento cansados da noite que tiveram com seus amigos. Os seis juntos em um restaurante causava bastante tumulto, principalmente quando Maya e Zay apostavam quem conseguiria comer mais palitinhos de queijo em um minuto, e só para constar, ela ganhou, como sempre.

— Lar doce lar. — Ela soltou um suspiro aliviado quando se jogou no sofá de sua pequena sala. — Huckeberry, tira minhas botas. — pediu em uma voz manhosa assim que ele trancou a porta, ela sabia que ele somente iria chamá-la de folgada, revirar os olhos e abrir um sorriso antes de ir em seu encontro.

— Sua folgada. — Um. Revirando os olhos e sorriu para ela e sentou ao seu lado. Dois. Três.

— Percebeu a tensão sexual em torno da Riley e do Farkle?

— Que tensão? — perguntou confuso assim que retirou suas botas e começou automaticamente uma massagem em seu pé direito.

— Fala sério, baby. Dava até pra pegar no ar e guardar em um potinho.

— Eu realmente não percebi nada. — afirmou parando a massagem para retirar suas próprias botas.

— Eles estão assim desde que foram naquela festa estranha e acabaram se beijando sem querer.

— Eu realmente nunca acreditei nessa história.

— Nem eu, mas eu acho que eles só não sabem como agir agora. Eles se querem, mas não querem dar o primeiro passo. Tão loucos pra agarrar o outro e jogar em cima de uma cama, mas não tem coragem pra isso. — contou o fazendo soltar uma risada divertida.

Ela riu também e jogou suas pernas em cima das deles. Enquanto ele levava a mão até seu joelho fazendo um carinho natural, ela se aconchegou entre as almofadas.

— Devemos fazer algo?

— Acho que não Sundance, eles já estão bem grandinhos.

— Mas se ficar muito constrangedor pra gente nós trancamos eles em uma sala vazia e os deixamos lá pra se resolverem.

— Você está mesmo propondo trancar nossos amigos? — Ela perguntou impressionada. — Ai que orgulho do meu cowboy. Eu realmente sou uma boa influência!

— Temos que concordar em discordar. — ele brincou enquanto ela dava beijinhos pelo seu rosto a fazendo parar e olha-lo com uma falsa irritação.

— Calado!

— Pode deixar, senhora. — lhe mandou uma piscadela enquanto baixava a aba invisível de seu chapéu. Ela iria falar algo, mas ele a impediu com um beijo e antes que ela pudesse retribuir ele começou um ataque de cócegas em sua barrigada.

— Seu. Argh! — Ela não conseguia lhe xingar por conta das gargalhadas que escapavam de sua boca.

Ele sorria do quanto ela tentava lhe acertar com os pés e ela estava quase sem ar de tanto sorrir das cócegas e posteriormente do fato de ter conseguido derrubar ele do sofá.