Notas iniciais
como já ante dito, a história é baseada em fatos reais e escrita na forma de relato dito. Criticas quanto à grafia, concordância e coesão serão ignoradas uma vez que erros são cometidos ao falar. Tudo aqui é intencional.

Dizem que pais são compreensivos e amigos, que estão ali apenas para te ajudar e confortar quando você mais precisa, e aceitar você como é. Não foi assim comigo.

Meu nome é Gabriel, tenho 15 anos e há alguns dias meu mundo foi abaixo. Há alguns meses atrás eu estava no tradicional almoço de quinta, na frente da catedral quando minha amiga Luiza aparece ao lado de um garoto em seus 20 anos. Jamais tive tendências homossexuais, mas com aquele garoto era lindo. Luiza nos apresentou, seu nome era Ricardo, e conversa vai conversa vem combinamos de sair no dia seguinte no período da noite. Eu estava maravilhado que iria sair com minha amiga e com Ricardo, mas ao mesmo tempo confuso em meus pensamentos; jamais nenhum homem tinha me chamado tanta atenção, geralmente eram as mulheres que me causavam interesse, não os homens. Meu tormento começou nesta época.

Passado alguns meses, numa festa em que meu juízo já era praticamente inexistente por causa da bebida, cheguei em Ricardo e lhe roubei um beijo na frente de seus amigos – mas, o que eu jamais imaginaria era que ele fosse ser correspondido.

Duas semanas depois começamos a namorar. Eu vivia o paraíso ao lado dele, e creio que o sentimento era recíproco, mas um dia tudo mudou. Eu estava na casa de Ricardo, não estávamos fazendo nada demais, apenas vendo TV abraçados, mas a campainha tocou, e quem eu menos queria ver no mundo estava à porta.

“Aonde está ele? ” – uma voz gritava com raiva, e um choro feminino podia ser ouvido na porta. Me assustei, o que estava acontecendo? Quem estava lá? Mas meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho de alguém sendo jogado no chão. Meu coração foi a mil, corri para a porta para verificar o que havia acontecido, mas a primeira coisa que vi foi meu amado caído no chão, com uma das mãos na cabeça. A cena me deixou chocado, quem faria isso a ele? Até onde eu sabia ele não tinha inimigos, mas então como podia algo daquele jeito? E porquê toda aquela violência? A resposta veio de forma nada agradável.

Eu estava sendo puxado pelo colarinho, estava praticamente sufocando ali, e decidi olhar para cima em busca do meu agressor. A visão foi terrível. A pessoa que eu mais temia que descobrisse estava lá, ao lado de minha mãe, que ainda chorava descontroladamente.

Fui jogado no chão. Senti dois chutes em minha barrigae vi que Ricardo também era chutado, só que com os sapatos de bico fino que minha mãe usava. Palavrões saíam da boca de ambos como se fosse ar e era visível a raiva em seus olhos. Puxaram meu cabelo, me forçaram a ficar de pé e gritaram em meu ouvido “Você acha certo o que faz? Você é doente moleque, doente por gostar de um homem, sua aberração! ”. Nunca palavras machucaram tanto quanto daquelavez, mas meu amor por Ricardo era mais forte, e essas palavras embora doloridas só me fizeram ver que eu realmente o amava.

Fui levado da casa de Ricardo. Por ele ter desmaiado, meus pais tiveram o mínimo de decência de chamar a ambulância, mas apesar de tudo receberam um processo. Minha convivência com meus pais está se tornando insuportável. Já me mandaram consultar com todo tipo de psicólogo, psiquiatra, até mesmo um hipnotizador. Hoje estou de castigo, proibido de ver meu amor, proibido de sair com amigos homens, mas para minha sorte, com as amigas posso sempre contar. E meus pais um dia terão de compreender, que como amor não se meche.

Notas finais
Bom, você deve não ter gostado pelo assunto ser uma problematica chata, não o culpo. Deixe um review se quiser, não os ameaçarei aqui uma vez que reconheço a pobreza da história.

Obrigado se você chegar até aqui...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!