Notas iniciais
Quero agradecer a Drizi Machado, a DomiCae e a JeMLaP por favoritarem a fic. Beijo de luz no core de vocês, moçxs. Eu sei que demorei, mas tudo se deve ao fato de que eu tive trabalhos, provas e um congresso para ir. Apesar de que eu, muito provavelmente, vá reprovar em química orgânica, eu não vou trocar minha vida acadêmica por essa história. Portanto, se acostumem até o dia 21/12 com essas longas pausas de não postagem, porque esse é o dia em que literalmente acaba tudo na faculdade e aí, sim, eu vou poder postar com regularidade.

Como se estivesse no piloto automático, Regina pegou o celular da Xerife, ignorando as perguntas de Henry sobre "aonde ela estava indo" e foi atrás da loira, que estava inclinada sobre o balcão, conversando com Ruby. Regina só enxergava vermelho. O vermelho da jaqueta da Emma. O vermelho das bochechas coradas de raiva, confusão, vergonha e alguma coisa a mais completamente diferente. Pelo menos até ela cravar as unhas no braço da Emma e puxá-la para longe de uma Ruby espantada e dos olhares dos consumidores do restaurante, indo para fora do local:

— Ai! Caramba, Regina, o que você está fazendo? — Emma reclamou, tentando tirar seu braço do aperto da mais velha. Com certeza teriam cinco marcas perfeitas das unhas da Prefeita no bíceps da loira.

Os olhos de Regina pegaram fogo com a audácia da loira de falar:

— Que merda é essa? — Ela meteu o celular no peito da Emma que, por sua vez, pegou o aparelho automaticamente.

— Meu celular? — Ela checou o aparelho confusa.

Regina se aproximou de Emma, soltando sarcasmo com ar quente, indo direto para o pescoço de Emma :

— Não seja insolente, srta. Swan. Ou deveria te chamar de Cavaleiro?

Emma arregalou tanto os olhos, que eles poderiam ser usados como alvos de dardo; e se a raiva de Regina fosse algum indicativo, a Prefeita estava mais do que pronta para atirar uns dardos nela. Os lábios da loira se separaram, enquanto ela começava a gaguejar uma mistura de negação e balbuciação.

— Por acaso isso era parte de alguma piada já planejada? — Regina cuspiu. — Brincar com meus sentimentos e me deixar, parecendo uma idiota?

Por um breve momento, as lágrimas embaçaram a visão da Regina, antes dela rapidamente tirar o olhar magoado da cara e substituir a raiva e traição nas suas feições. Sua voz estava baixa e seus olhos castanhos perfuravam os verdes, mas nem ela pôde evitar que a voz falhasse enquanto falava:

— E ainda me chamam de má.

Com um riso de escárnio, ela se virou para buscar Henry, antes de ter o braço segurado para que ficasse:

— Não, Regina, espera. Deixa eu me...

— Explicar? — A Prefeita sibilou. — Como você poderia sequer explicar isso? Você esperava conseguir meus segredos e usá-los contra mim?

— Não, eu...

Regina interrompeu o discurso da loira e pensou por um momento. Quando voltou a falar, as palavras saíram devagar e cautelosas:

— Você sabia que era eu o tempo todo?

Emma engoliu em seco, mas acenou com a cabeça:

— Sim.

Regina deu uma tapa na cara dela. O som reverberou pela rua quieta. E se a gritaria e o puxão abrupto no restaurante não tivessem chamado atenção dos consumidores lá dentro, aquele tapa com certeza teria. Emma tropeçou para trás com o impacto, pondo a mão sobre a bochecha vermelha, enquanto se apoiava nas cadeiras empilhadas do pátio para retomar o equilíbrio. Ela se endireitou, mexendo o maxilar e massageando a bochecha, acenando e apontando para Regina:

— Tudo bem, essa eu mereci.

— Ah, acredite-me, srta. Swan, isso é o mínimo que você merece — a morena rosnou. — Fique longe de mim e do meu filho.

— Eu não estava brincando com você! — Emma falou alto, quando Regina já estava há alguns passos dela.

Regina se virou abruptamente e partiu para cima de Emma tão rápido, que a loira foi para trás, quase caindo sobre as cadeiras:

— Você apareceu como sendo um homem.

A Xerife estremeceu:

— Foi Ruby que fez a conta.

Dessa vez, foi Regina quem arregalou os olhos, horrorizada:

— Srta. Lucas sabe?

— Não! — Emma se apressou em consertar. — Ela só fez o meu perfil. Ela não sabe nada sobre nós.

— Não existe "nós", srta. Swan — Regina rebateu com seu rosto a centímetros do da Emma, como se a proximidade pudesse fazer as palavras penetrarem no minúsculo cérebro da loira. — Nunca existiu e nem nunca existirá.

Ambas mulheres continuaram no mesmo lugar, com a porta do restaurante abrindo e fechando, uma estava furiosa, a outra, arrependida.

— Mãe? — Henry chamou hesitante.

Regina deu um passo para trás, desfazendo o punho que ela, inconscientemente, tinha fechado.

— Você gostava de mim. — Emma sussurrou baixinho.

Regina encarou a mulher a sua frente, enquanto se afastava, nenhuma confirmação ou negação:

— Você mentiu.

Com isso, a morena se virou, pondo o braço sobre o ombro de Henry, enquanto mantinha a cabeça alta e andava para longe.
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Regina,

eu sei que você está chateada e é completamente compreensível, eu sei. Mas eu não estava tentando te magoar. Por favor, deixa eu me explicar. Me encontre no chat às 20h para eu me explicar.

Me desculpa.

Emma

Mary Margaret se encostou no balcão da cozinha, vendo a amiga entrar em pânico na frente do celular e do notebook. Ela soube que algo drástico tinha acontecido mais cedo no restaurante, quando Ruby ligou para ela pra contar a última fofoca de Emma e Regina gritando uma com a outra na frente do Granny's, mas quando a loira chegara em casa depois do telefonema, Mary Margaret soube que que o segredo da amiga tinha sido descoberto. Ela viu Emma correr para o quarto e trazer o notebook para mesa, olhando ora para o celular, ora para o notebook, esperando por qualquer mensagem ou se uma certa pessoa ficaria online. Isso tinha sido horas atrás. Agora já eram 19h45 e Mary Margaret estava vendo Emma roer as unhas ansiosa. A morena andou até ela com duas xícaras de chocolate quente e pôs um na frente da Xerife, que mal percebera o gesto.

— Emma, — Mary Margaret falou docemente, sua mão cobrindo a mão da loira — você precisa dar um tempo para ela.

Emma tirou a mão de debaixo da mão de sua colega de quarto e a enfiou em seu cabelo, deixando sua cabeça sobre ela:

— Ela me odeia. Ela me odeia.

— Bem, não está tão diferente de antes. — A morena brincou, se desculpando logo depois do olhar que recebeu.

Juntas, elas viram o relógio bater 20h e nenhum sinal de Regina.

— Talvez ela não tenha recebido seu e-mail. — A menor sugeriu depois de ver o olhar abatido da Emma. A loira apenas acenou, mas nada disse, enquanto olhava para a tela do chat.

Mary Margaret esperou mais duas horas ao lado de Emma, suspirando e recolhendo as xícaras. O chocolate quente da Emma ficara intocado. Ela murmurou um boa noite para a loira que nem escutara, pois estava concentrada, encarando a tela a sua frente.
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Emma deu Regina um tempo. Ela esperou uma semana, o que era tempo suficiente — até demais para o seu gosto, mas era o suficiente. Todo dia durante aquela semana, a loira tinha mandado um e-mail pedindo para Regina encontrá-la online ou em público. Ela nunca dera as caras. Agora Emma estava impaciente. Regina tinha deletado a sua conta no Singlesbrook e estava evitando a Xerife de propósito. Emma não falava com Regina fazia uma semana, e depois de dois meses de conversas constantes, tudo isso fora tirado dela de repente. Emma estava passando por uma crise de abstinência séria.

"Ela tem que estar passando por isso também", Emma pensou. Ela tinha gostado tanto quanto Emma, logo ela tinha que estar morrendo de vontade de conversar com a loira. À qualquer dia. A quem ela estava enganando?

Emma estava na delegacia e andou até a área com boa recepção. Instintivamente, ela checou o celular para ver se tinha alguma mensagem e se repreendeu por fazê-lo. Regina não iria falar com ela. Emma se jogou numa cama dentro de uma cela, com suas costas encostando na parede e suas pernas para fora da cama. Ela sabia que Regina tinha gostado dela também. Henry tinha confirmado isso e a Prefeita também, basicamente. Emma só tinha que lembrá-la disso. Entretanto, ela não tinha certeza se Regina estava com raiva pelo fato de Emma ser uma mulher ou por ela ser Emma. Provavelmente os dois. A Xerife franziu o cenho ao enfiar as mãos no bolso da jaqueta e sentir um pedaço de papel familiar. Seus olhos brilharam com determinação, enquanto se levantava e se dirigia para fora da delegacia.
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Regina checou a sua caixa de entrada pela enésima vez naquela semana. Ela estava tão acostumada a fazê-lo que ela ainda não conseguia parar. Quase instantaneamente, seus olhos miraram as mensagens de Emma, sete no total desde o dia que ela acabara com a Xerife na frente do Granny's. Ela tinha lido todos, todos pediam desculpas, imploravam para que ela voltasse a falar com a loira, mas ela nunca respondeu. Apesar de que na noite anterior, Regina automaticamente entrara e quase respondera eles, antes de se refrear e fechar o notebook para ir dormir. O dia após ela descobrir que Emma era seu amigo virtual o tempo todo, Regina, que ainda estava com raiva e se sentindo humilhada, estava decidida a deletar cada um dos e-mails de Emma. Mas, assim que clicou no primeiro, a seta do mouse ficou rodeando o ícone de excluir e seus olhos começaram a escanear a tela, lendo o corpo da mensagem. Em vez de fazer uma limpeza geral na sua caixa de e-mail, Regina acabou re-lendo uma boa parte das conversas que elas tiveram por e-mail antes de decidir que estava muito tarde para excluir tudo aquilo e que o faria num outro dia. Ela nunca mais voltou para limpar a caixa de entrada.

Regina estava sentada a sua mesa na Prefeitura, com os dedos grudados na testa, apoiando a cabeça na mão e se escondendo com a desculpa de estar entediada, quando, na verdade, uma mistura de sentimentos conflitantes crescia no seu interior. Foi só ouvir uma comoção vinda do lado de fora de seu escritório que ela levantou a cabeça, enquanto uma massa de cabelos loiros rebeldes invadia sua sala. Regina, então, se levantou:

— Agora não, srta. Swan.

Emma não respondeu, apenas fechou a porta e se aproximou da mesa da Prefeita. A morena pôde ver hesitação nos olhos de Emma, mas também uma determinação, enquanto a loira se agarrava a uma familiar caixa retangular:

— Eu preciso saber de uma coisa. — A loira falou.

— Você precisa saber muitas coisas, Xerife, — Regina falou firmemente — como por exemplo, saber quando você não é querida por perto.

Emma deu mais um último passo, a parte da frente de suas pernas encostando na mesa. Ela olhou para Regina, vulnerável:

— O fato de eu ser mulher tem importância? — A pergunta surpreendeu Regina, apesar dela não ter demonstrado. — Se eu tivesse falado com você e você já soubesse que eu era uma mulher, mas não que era eu, isso teria mudado o que sente por mim?

— Eu não sinto nada por você. — Regina afirmou com veemência, enfatizando cada palavra com um movimento de mãos.

— Mas nós éramos amigas — a loira a lembrou — e talvez você não goste de mim, talvez até me odeie, mas eu sei que você gostava dele. Então, teria importado se você já soubesse que eu era uma mulher?

Regina percebeu que o silêncio entre elas estava deixando a loira nervosa. Finalmente, ela decidiu pôr um fim naquilo tudo:

— Não.

Emma fechou os olhos aliviada, soltando a respiração graciosamente.

— Mas isso não muda o fato de que...

— Eu menti, eu sei.

— Tem mais alguma coisa que você queira? — Regina cruzou os braços na frente do peito.

Emma pôs a caixa em cima da mesa, nunca quebrando o contato visual com Regina:

— Era isso que você deveria ter recebido no nosso encontro — Ela se apressou em dizer, antes que a morena pudesse interrompê-la. — Eu sei que eu menti, mas essa era a única forma que eu pude te conhecer melhor.

— E por que você iria querer isso?

A loira ofereceu um pequeno sorriso:

— Eu não me importo que seja uma mulher também.

Regina viu Emma pôr as mãos nos bolsos da jaqueta e se virar, retirando uma mão do bolso para abrir a porta e ir embora.

Regina continuou de pé por mais uns instantes, olhando a caixa que estava a sua espera na mesa, antes de se sentar e puxar a caixa para si. Ela não ficou surpresa ao encontrar uma longa rosa cor de pêssego e, mais uma vez, já podia sentir a sua doce fragrância. Ela ficou curiosa, contudo, ao encontrar um recado amassado, que claramente falharam ao tentar desamassar, com a escrita bem feita de Emma.

Regina,

eu sei que você disse que gosta de rosas, mas se meu serviço de busca está correto, pêssego significa "vamos ficar juntas". Mas se estiver com raiva de mim, e eu entendo se você estiver, eu, ainda assim, quero que você receba isso. Também significa "gratidão" e "apreço". Estou feliz de ter te conhecido e espero, que com o tempo, você também fique feliz por ter me conhecido.

— CavaleiroEmArmaduraEnferrujada, também conhecido como srta. Swan, mas você pode me chamar de Emma.

Regina apertou os lábios com a mensagem. O seu par tinha aparecido naquela noite, ele — ela — apenas não falou quem era. Ela se inclinou para trás na cadeira, girando a rosa sem espinhos pelos dedos, enquanto encarava o pedaço de papel na sua mesa. Ela tinha todo o direito de ficar com raiva. Ela pediu honestidade e Emma nem conseguiu dar isso a ela. Não interessava que tivesse gostado de ter trocado e-mails com a loira, ou que tivesse sentido algo bom pela primeira vez na vida em muito tempo. Pelo o que sabia, a loira podia ter muito bem inventado aqueles sentimentos. Mas aquele recado parado na mesa dizia o contrário, assim como os sete e-mails na sua caixa de entrada. Pondo a rosa de volta na caixa, ela balançou a cabeça para clarear a mente, antes de se enterrar de volta no trabalho.

"Workaholic" ela grunhiu para si mesma. Emma arruinara tudo.

Lá pela hora que Regina saíra do escritório, trazendo a caixa com seu conteúdo dentro como uma distante lembrança, ela foi direto para o seu Mercedes e semicerrou os olhos para o papelzinho preso no limpador de para-brisa. Maldita seja aquela Xerife, se ela tivesse decidido lhe dar uma multa como uma desculpa para tê-la por um momento a sós. Porém, assim que chegara mais perto, ela viu que era um papel qualquer, dobrado várias vezes, num tentativa de preservar o que tinha dentro. Ela arrancou a papel do limpador e o abriu, virando os olhos para a escrita familiar

Eu não sei quanto a você, mas eu estou enlouquecendo por ficar sem falar com você a cada minuto do dia. Você pode ignorar meus e-mails, jogar fora minhas flores — espero que não o faça — me deletar do chat, mas, ainda assim, quero conversar com você.

Sou eu, Emma. Eu trabalho como Xerife. Sou loira e dirijo por Storybrook sempre que o Pongo foge do quintal do Archie, quando um gato fica preso numa árvore ou nas raras vezes em que o sr. Gold fica louco e ataca o Moe French.

Acho que o único ar de mistério que temos agora é saber se minhas tentativas darão certo. Haverá mais de um, e não, você não pode arranjar uma ordem de restrição contra mim. Eu sou a Xerife, se lembra?

Eu tenho trabalhado nessa coisa de amizade. Não sou expert ainda, mas acho que me expor, como você fez, é um grande passo.

Posso te convencer a falar comigo ao dizer meu maior arrependimento?

— Emma

Regina não sabia que fim dar àquele recado, enquanto se sentava, olhando para frente no seu carro. Ela dobrou o papelzinho e o guardou na caixa junto da flor, antes de descansar a cabeça no volante. Ela sabia perseguir como ninguém. Sua beleza era bem conhecida, quando mais nova, e até mesmo em Storybrook, Sidney continuava sendo seu cachorrinho. Mas ser perseguida pela Emma? Bem, essa era uma outra história.
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— Era a Emma? — Kathryn perguntou surpresa, olhando as flores e os recadinhos que sua amiga trouxera.

Regina só fez um som de reconhecimento, antes de sorver o resto de vinho da taça.

— Ela estava listada como homem. — Kathryn apontou.

— Isso não teria sido um problema. — A morena murmurou dentro da taça.

— Então ela criou esse alter ego só para falar com você?

— Correto.

— Eu sei que você quer que eu fique com raiva, mas é um pouco romântico. — Kathryn disse suavemente, evitando o olhar da Prefeita de propósito.

— Mas o quê? — Regina ficou boquiaberta. — Ela se apresentou sob falsos pretextos.

— Eu acho que a nossa Xerife teria mais senso do que isso. — Kathryn disse inquieta.

— Eu tenho questionado a inteligência daquela mulher desde que ela pisara os pés na minha cidade.

— Ela deve ter sido completamente diferente online. — A loira pensou em voz alta, numa tentativa de mostrar sua simpatia pela Prefeita.

Regina pensou sobre aquilo, franzindo o cenho para si mesma. Emma ainda era bruta, suas piadas eram de duplo sentido e ela conseguira se manter calma numa conversa com ela tanto online, quanto ao vivo. A diferença era que online elas não batiam boca. Elas tinham flertado uma com a outra, e muito. O que parecia muito com um bate-boca. Regina franziu o cenho, antes de ocupar sua mente com seus pensamentos traiçoeiros, bebendo vinho.

— Ela ainda era a mesma. — Regina dispersou rapidamente. Ela se perguntava como ela nunca percebera, quando tudo estava tão óbvio agora. Sem família, morando com uma colega de quarto e a libido de um pré-adolescente. Aquilo cheirava a Emma.

Ela girou a sua taça, pensando profundamente. O que havia de tão sedutor numa conversa entre duas pessoas, quando todo o relacionamento delas se baseava numa mentira?

Kathryn inclinou a cabeça e analisou a morena:

— Se ela era a mesma, então, qual é o problema?

Qual é o problema?— Regina repetiu, com seu tom sombrio.

A loira encolheu os ombros, nem um pouco afetada:

— Parece que o único problema aqui é que ela mentiu sobre quem ela era.

— E isso não é o suficiente? — Regina perguntou sarcástica.

Kathryn concordou, balançando a cabeça:

— Mas até quando?